Lição 10 – Ministério cristão autêntico
Destaques do Pastor Eber Nunes #?lesadv
“Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7:16).
• A árvore é recomendada pelo fruto;
• Uma comida é recomendada pelo sabor;
• Uma escola é recomendada pela formação que oferece;
• O professor é recomendado pelos alunos que forma;
• Um artista é recomendado pela sua obra;
• Um músico é recomendado pela música que produz;
• O profissional é recomendado pelo seu trabalho;
• O esportista é recomendado pelo desempenho;
• A igreja é recomendada pelo testemunho;
• O cristão é recomendado pelo caráter;
• O que recomenda um pastor?
A transformação do pecador é o que deve recomendar o ministério do pregador. A marca de um ministério pastoral autêntico é a conversão de pessoas.
Frutos de um ministério autêntico
“Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens” (2Co 3:1-9).
• A verdade escrita no coração é a mais legível mensagem de Deus. O mundo nem sempre lê as Escrituras, mas ele está sempre nos lendo. Somos uma carta aberta diante dos holofotes do mundo. Nossa vida é um outdoor de Deus estampado diante dos olhos do mundo. Somos como uma cidade iluminada no alto de um monte. Cada cristão é uma propaganda de Cristo. Nós somos o quinto evangelho lido pelo mundo. Somos uma composição divina, o poema, o Tweet, o Whatsapp, a carta de Cristo e Ele é o autor dessa carta e é o seu remetente também. Nenhum parágrafo dessa carta pode macular a honra do seu autor;
• Hoje, “o mundo precisa de mais cristãos legíveis” (CBA 6:843);
• As pessoas estarão dispostas a ler a nossa vida mesmo quando indispostas a ler as Escrituras;
• A mensagem do evangelho não é escrita com tinta que se apaga, mas escrita pelo Espírito de Deus. Ela é escrita não em tábuas de pedra, mas no coração;
• A vida transformada dos coríntios era a carta de recomendação de Paulo (1Co 6:9);
• Só o evangelho de Cristo transforma vidas. Só a verdade de Deus ilumina os olhos daqueles que estão mergulhados no obscurantismo do preconceito e nas trevas espessas do pecado. Nenhuma mensagem é mais persuasiva do que uma vida transformada pelo poder de Deus;
• Certa feita, um cético começou a questionar um crente novo na fé acerca da confiabilidade da Bíblia e dos seus milagres. Perguntou-lhe: “Você ainda acredita nesse relato de que Jesus multiplicou pães e peixes e transformou água em vinho?”. O novo na fé respondeu: “Eu acredito firmemente nisso”. “Mas, como você pode explicar isso?”, perguntou o incrédulo. “É que na minha casa, Jesus transformou cachaça em comida; ódio, em amor; brigas, em solidariedade; trevas, em luz; perdição, em salvação”;
• A verdade escrita no coração é a mensagem mais profunda de Deus. A antiga aliança foi gravada em tábuas de pedra, mas a nova aliança foi escrita em tábuas de carne, nos corações. A lei é um mandamento externo, a graça é um princípio interno. A lei foi escrita fora de nós; a graça, dentro de nós. A lei nos fala o que devemos fazer para Deus; a graça, nos diz o que Deus fez por nós.
“A nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” (2Co 3:4-9).
• Uma das principais funções da lei é identificar o pecado (Rm 3:20), e nunca foi função dela ser um meio para obter a salvação. No AT ou no NT, a salvação sempre foi pela graça. Nunca houve uma forma diferente de Salvação que não por Cristo. Cada cordeiro morto no AT apontava para salvação pela graça;
• A glória da lei está em despertar em meu coração, através do Espírito de Deus, a necessidade de um Salvador;
• A verdade numa pedra é uma teoria, mas a verdade no coração torna-se prática;
• A velha aliança ficou caracterizada por uma tentativa de o homem fazer o seu melhor para agradar a Deus;
• A velha aliança se relaciona com pedras, a nova se relaciona com corações;
• Na velha aliança o foco é a lei, na nova o foco é Cristo;
• A lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé (Gl 3:24). O fim da lei é Cristo (Rm 10:4). A lei aponta o pecado, mas não o remove. A lei é como uma lanterna. Ela clareia o caminho, mas não tira os obstáculos do caminho. A lei é como um prumo, que identifica a sinuosidade de uma parede, mas não a endireita. A lei é como um raio X que detecta um tumor, mas não o remove. A lei é como um telefonista, que ao pôr-nos em contato com a pessoa certa se retira de cena;
• A lei nos leva a Cristo, mas só a graça nos torna semelhantes a ele;
• Depois de tudo isso, dizer que a Lei não tem mais valor é destruir o evangelho.
Sofrimento e glória
“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4:7-18).
• O que Paulo chamou de leve e momentânea tribulação? “Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas. Uma vez fui apedrejado. Três vezes naufraguei. Fiquei uma noite e um dia boiando em alto mar. Em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de assaltantes, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, ainda pesa sobre mim diariamente a preocupação com todas as igrejas” (2Co 11:23-28);
• Paulo foi preso sete vezes, teve de sofrer a humilhação de ser içado por uma janela de uma muralha como se fosse um criminoso fugitivo, a fim de escapar dos governantes injustos que queriam a sua cabeça (2Cor 11), foi expulso de Antioquia pelo simples fato de ele estar expondo o evangelho naquele lugar e estar havendo conversões (At 13); foi apedrejado quase até a morte em Listra (At 14). Na Macedônia foi açoitado e amarrado com os pés em um tronco (At 16:23-24). Foi perseguido pelos judeus de Tessalônica (At 17). Em Éfeso alguns ourives, temendo ficar sem seu lucro por produzirem imagens de deuses para adoração, incitaram grande tumulto contra Paulo (At 19). Em Jerusalém ele foi acusado injustamente de ter levado um grego ao templo e, por isso, foi perseguido e quase morto (At 21). Em uma ilha de Malta foi picado por uma cobra venenosa (At 27 e 28). Paulo ainda teve de suportar um espinho na carne (2Cor 12:7), e se separar de amigos queridos por causa do ministério (At 20:22-23) e apesar da Bíblia não narrar esse fato, a tradição sobre a morte de Paulo diz que ele foi decapitado;
• Não há ministério indolor. A vida cristã não é uma estufa espiritual nem uma sala vip. Ser cristão não é pisar tapetes aveludados, mas cruzar desertos abrasadores. Ser cristão não é ser aplaudido pelos homens, mas carregar no corpo as marcas de Jesus. A prova do verdadeiro ministério não está em suas condecorações, mas, sim, em suas escoriações;
• A grande verdade é que a desobediência e rejeição às ordens divinas trazem consequências catastróficas, sendo a pior delas, a morte eterna. Ao mesmo tempo, seguir as ordens de Deus e obedecer a Sua vontade não é garantia de vida sem sofrimentos, mas a aceitação da graça e dos méritos de Cristo em nosso favor nos garante a vida eterna;
• Todos os sofrimentos na vida de Paulo foram considerados por ele como uma leve e momentânea tribulação, porque as dificuldades do cristão, sejam quais forem, perdem importância quando vistas na perspectiva da eternidade;
• Paulo ao considerar a sua realidade e a sua esperança disse algo mais ou menos assim: “Quando comparo minhas aflições com a suprema alegria que me aguarda na pátria celestial, descubro que elas não são nada!”;
• Como Abraão, por exemplo, pôde viver de tenda em tenda, como um peregrino em terra estrangeira? “Pois ele aguardava a cidade que tem fundamentos, cujo arquiteto e construtor é Deus” (Hb 11:10);
• Como Moisés pôde, por tantos anos, perseverar na fé em meio a um povo obstinado e incrédulo? “Porque ele olhava para a sua recompensa” (Hb 11:26);
• À medida que progredimos na caminhada cristã, devemos nos concentrar não tanto “no que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Co 4:18);
• No presente enfrentamos tribulação, mas no futuro estaremos na glória. Agora, há choro e dor, mas, então, Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima. Agora, a dor esmaga nosso corpo, aperta nosso peito e nos tira o fôlego, mas então, a dor não mais existirá;
• Quando as tempestades da vida nos atingem, quando nossas aflições parecem intermináveis, lembremo-nos do que nos está preparado.
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2Co 4:7).
• A palavra grega thesauros, “tesouro”, refere-se àquilo que é valioso e muito caro, enquanto ostrakinos, “vasos de barro”, fala da cerâmica, aquilo que é feito de barro. A cerâmica coríntia era famosa no mundo antigo, e Paulo pode ter se referido às pequenas lamparinas de barro que eram baratas e frágeis ou, então, a vasos ou urnas de cerâmica;
• Os vasos de barro eram artigos encontrados virtualmente em todos os lares do antigo Oriente Médio. Eram baratos e quebravam com facilidade;
• O vaso [nós] até pode ser de barro, mas, a mensagem é de ouro puríssimo;
• O foco não deve estar no instrumento que prega a mensagem, mas no conteúdo da mensagem. O homem é apenas um vaso de barro, frágil, quebradiço e barato. Seu valor não é intrínseco. Mas dentro desse vaso existe um tesouro de inestimável valor. Esse tesouro é o evangelho. O vaso é perecível, mas o evangelho é indefectível. O vaso é frágil, mas o evangelho é poderoso. O vaso se quebra e precisa ser substituído, mas o evangelho é eterno e jamais pode ser mudado;
• É um erro quando o vaso rouba o tesouro de sua glória, quando o mostruário chama mais atenção do que a joia que ele exibe, quando os talheres de uma mesa ganham mais destaque do que a própria refeição;
• É preciso concentrar-se no tesouro, não no vaso.
Ministério de reconciliação centrado em Cristo
“Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” (2Co 5:18).
• A palavra grega ‘apokatalassein’, “reconciliação”, é muito sugestiva, ela significa mudar da inimizade para amizade;
• Há uma profunda necessidade de reconciliação entre Deus e o homem, o pecado nos afastou de Deus. O homem tornou-se inimigo de Deus e rebelde contra o Seu Criador. Sua alma está sem descanso, perturbada, solitária, vazia. O homem está sem direção e sem propósito, ele não está em paz com Deus;
• Nessa situação terrível do ser humano, Deus tomou a iniciativa da reconciliação;
• O sangue de Cristo é a fonte da reconciliação. Na cruz Deus puniu nossos pecados em Seu Filho (2Co 5:21). A cruz ocupa um lugar central no evangelho (1Co 1:21-23; Gl 1:19,20; 6:14). A cruz revela tanto a justiça quanto o amor de Deus. Deus é justo porque puniu nossos pecados, e é amor porque nos deu Seu Filho para morrer em nosso lugar;
• A reconciliação universal não significa salvação universal. O universalismo, a crença de que todos os homens serão salvos, é um grave equívoco.
Três bênçãos gloriosas da reconciliação:
1- Quanto ao passado, temos paz com Deus (Cl 1:20). Toda a justiça de Cristo foi imputada a nós (2Co 5:21);
2- Quanto ao presente, temos vida de santidade (Cl 1:22). Deus não apenas nos reconciliou consigo por meio de Cristo, mas nos deu nova vida;
3- A reconciliação corrige uma alienação passada (Cl 1:21), oferece-nos bênçãos presentes (Cl 1:22) e garante-nos a glorificação futura (Cl 1:23). A esperança do evangelho é a esperança da glória (Cl 1:5; 1:27; Jo 17:24). Evangelho sem escatologia não é evangelho. A esperança do evangelho é a “bendita esperança” da volta de nosso Senhor (Tt 2:13).
Nenhuma pessoa pode ter segurança de que foi reconciliada com Deus se está vivendo na prática do pecado. Deus não nos salva no pecado, mas do pecado. A reconciliação é um traslado do reino das trevas para o reino da luz, da escravidão para a liberdade, do pecado para a santidade, da morte para a vida.
“De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5:20).
• Nós que éramos inimigos agora somos embaixadores;
• Um embaixador é um cidadão de seu país em um país estrangeiro. Ele vive entre pessoas que quase sempre falam um idioma distinto, que têm uma tradição diferente e um estilo de vida também diferente;
• O embaixador vive em terra estranha. Nós nascemos de cima, do alto, do Espírito. O céu não é apenas nosso destino, mas também nossa origem. Nossa Pátria está no céu. Aqui somos peregrinos e estrangeiros. Vivemos em terra estranha;
• O embaixador fala em nome do seu governo. O embaixador tem em suas mãos a honra de seu país. Seu país é julgado por meio dele. Quando as pessoas escutam suas palavras e observam suas ações, dizem: “Essa é a maneira como esse país pensa e age”;
• O embaixador quando age, não o faz apenas como agente, mas também como o representante legítimo de seu soberano. A honra de Cristo e de sua igreja está nas mãos dos embaixadores de Deus;
• O embaixador vai para onde o seu país o envia. O embaixador não determina o lugar para onde quer ser enviado. Ele é um servo do seu país, e não um autônomo. O embaixador de Cristo é um servo da missão, e não um autônomo que dirige sua própria agenda;
• O embaixador deve transmitir a mensagem que ouviu;
• O embaixador não se naturaliza, ele é sempre um estrangeiro;
• Um embaixador não muda de cidadania;
• O embaixador tem uma mensagem solene e urgente.
Chamado à santidade
“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2Co 6:14).
• Depois de orientar os crentes de Corinto a se reconciliarem com Deus, Paulo apela para que vivam uma vida santa (2Co 6:14-17);
• A maioria de nós pensa em santos como aqueles seres semiangelicais que enfeitam algumas igrejas. Mas não era assim que Paulo entendia o que é ser santo. Para ele, os santos eram pessoas comuns e imperfeitas como eu e você. Para o apóstolo, uma coisa era fundamental para alguém ser santo: estar em Cristo;
• A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão;
• Em termos gerais, podemos dizer que salvação é o ato de Deus em nos tirar da lama, e santificação é o ato de tirar a lama de nós;
• Sem a santificação, “ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14);
• “A santificação não é obra de um momento, uma hora, ou um dia. É um contínuo crescimento na graça” (T1, 340);
• Em toda a Bíblia, de todos os atributos de Deus, somente a Sua santidade é mencionada 3 vezes seguidas. Embora a Bíblia defina Deus como sendo amor (I Jo 4:8), santidade é o atributo mais relacionado ao Seu nome em toda a Escritura (Sl 89:18; Is 40:25; Jr 51:5; Ez 39:7; Ap 4:8);
• O padrão de santidade é a lei de Deus. A obediência à lei de Deus não é o meio para a salvação. A lei não salva. É Cristo quem salva. E o salvo (justificado) obedece à lei porque está salvo, não para ser salvo;
• O Agente da santificação é o Espírito Santo. A Bíblia deixa bem claro que a santificação é obra divina. “A santificação do ser pela operação do Espírito Santo é a implantação da natureza de Cristo na humanidade” (PJ, 384).
Paulo em 2ª Coríntios não está sugerindo que não devemos ter contato com os incrédulos. Afinal, como os incrédulos poderiam ter acesso ao evangelho? Paulo, o grande missionário cristão, não quer restringir o testemunho dos cristãos. Contra que, então, ele fala? Ele fala contra “todas as alianças que dão influência indevida àqueles que não amam a Deus”. Qualquer união com um descrente que ponha em risco a lealdade exclusiva do cristão para com Deus “deve ser estritamente evitada” (Manuscript Releases, vl 8, 107). Portanto, o chamado de Paulo à separação é muito semelhante a seus chamados anteriores para fugir da imoralidade sexual (1Co 6:18,) e da idolatria (1Co 10:14).
Consolo e alegria
“Mui grande é a minha franqueza para convosco, e muito me glorio por vossa causa; sinto-me grandemente confortado e transbordante de júbilo em toda a nossa tribulação” (2Co 7:4).
• A chegada de Tito com notícias da reação dos coríntios foi um bálsamo para Paulo que ficou extremamente feliz com a resposta positiva da igreja à sua carta; ficou feliz pela maneira com que a igreja tratou Tito e ficou feliz pela expressão da saudade, do pranto e do zelo da igreja por ele (2 Co7:7);
• Paulo explicou para a igreja que o propósito de enviar-lhes a carta dolorosa não foi para feri-los com a espada da tristeza, mas curá-los;
• O apóstolo ficou feliz porque os coríntios estavam tristes (2Co 7:9). Só que essa tristeza é a tristeza do arrependimento, a tristeza que produz vida;
• Paulo fala sobre 2 tipos de tristeza: a tristeza piedosa e a tristeza mundana. Uma conduz à vida; a outra, a morte;
• Podemos ver alguns casos de tristeza segundo Deus na Bíblia: Davi (2Sm 12.13; Sl 51), Pedro (Mc 14.72) e o Filho Pródigo (Lc 15.17-24);
• Temos também alguns casos de tristeza segundo o mundo, como o de Esaú (Hb 12.15-17) e Judas Iscariotes (Mt 27.3-5);
• A tristeza piedosa produz vida. A tristeza segundo Deus é a ferida que cura. É a tristeza que leva o homem a fugir do pecado para Deus, e não de Deus para o pecado. É a tristeza que leva o homem a abominar o pecado, e não apenas as consequências dele. A tristeza pelo pecado produz arrependimento verdadeiro, e o arrependimento atinge três áreas vitais da vida: razão, emoção e vontade. Arrependimento é, em primeiro lugar, mudança de mente. É transformação intelectual. É abandonar conceitos e valores errados e adotar os princípios e valores de Deus. Arrependimento é também mudança de emoções. É sentir tristeza pelo erro, e não apenas pelas consequências dele. É sentir nojo do pecado. Mas, finalmente, arrependimento implica uma mudança da vontade. É dar meia-volta e seguir um novo caminho. Judas Iscariotes passou pelas duas primeiras fases do arrependimento: intelectual e emocional. Ele reconheceu seu erro, confessou-o, sentiu tristeza por ele, mas não se voltou para Deus. Essa é a diferença entre remorso e arrependimento. A tristeza piedosa não para no primeiro ou segundo estágio, mas avança para o terceiro, que é uma volta para Deus! Foi assim com Pedro. Ele não apenas reconheceu seu erro e chorou por ele, mas voltou-se para Cristo. Foi assim com o filho pródigo. Não apenas caiu em si, mas voltou para a casa do Pai, arrependido;
• A tristeza mundana produz morte (2Co 7:10). A tristeza do mundo produz morte. É o sentimento daquela pessoa que está triste não porque roubou, mas porque foi flagrada e apanhada no ato do roubo. Essa tristeza produz morte, pois não vem acompanhada de arrependimento verdadeiro. Essa é a tristeza do remorso.
Os coríntios consolaram a Tito (2Co 7:13-16). Tito também estava profundamente preocupado com o tipo de recepção que encontraria em Corinto. Assim, a alegria de Paulo foi dobrada quando ele soube que o espírito de Tito foi recreado por toda a igreja. A razão para a alegria de Paulo, acima e além do seu consolo, era porque ele não tinha sido “envergonhado” por ter se gloriado junto a Tito sobre o comportamento esperado dos coríntios. Eles o haviam aceitado como a autoridade representativa do apóstolo.
O sentimento de alegria do apóstolo está intimamente ligado ao completo bem-estar daqueles com quem ele está amorosamente preocupado, seja o seu cooperador, sejam seus filhos espirituais.
Conclusão;
• Santificação é separação, mas separação não é isolamento é contato sem contaminação;
• Associação requer compatibilidade;
• Devemos manter distância apropriada dos incrédulos em assuntos que possam ameaçar a nossa identidade cristã;
• Na vida cristã, há relacionamentos que precisamos cultivar e outros que precisamos abandonar;
• Um crente não deve pôr-se debaixo do mesmo jugo com um incrédulo em, pelo menos, duas áreas: vida conjugal e participação em práticas cultuais pagãs. A vida conjugal. O casamento entre um crente e um incrédulo está em desacordo com a Palavra de Deus (1Co 7:39). Esse princípio foi reprisado inúmeras vezes para o povo de Israel e repetidas vezes desobedecido (Ne 9:2; 10:28; 13:1-9,23-31). No caso de um crente já estar casado com um incrédulo, essa passagem não autoriza separação ou divórcio (1Co 7:12-16);
• Paulo faz 5 perguntas retóricas e antitéticas e espera receber um sonoro não como resposta em todas elas (2Co 6:14 a 16);
• A igreja deve estar no mundo, mas o mundo não deve estar na igreja, assim como um barco deve estar na água, mas a água não deve estar no barco;
• A igreja estava vivendo numa sociedade pagã, mas não devia fazer parte de suas práticas pagãs.
Louvo a Deus pelas maravilhosas lições que podemos aprender de Sua Palavra e é por isso que sou apaixonado pela Escola Sabatina! #lesadv