Comentários da Lição da Escola Sabatina

1 E 2 Coríntios

Terceiro Trimestre de 2026


Lição 7 – O retrato do Amor

Destaques do Pastor Eber Nunes #?lesadv

Em 1904, Ellen G. White escreveu: “O Senhor deseja que eu chame a atenção de Seu povo para o décimo terceiro capítulo da primeira carta aos Coríntios. Leiam este capítulo todos os dias e dele obtenham conforto e força. Aprendam, por meio dele, o valor que Deus atribui ao amor” (The Review and Herald, 21 de julho de 1904).

Embora 1ª Coríntios 13 seja conhecido como o “capítulo do amor”, ele não foi escrito para um casamento nem para uma cerimônia romântica. Foi dirigido a uma igreja marcada por divisões, orgulho, disputas e rivalidades.

Paulo colocou 1ª Coríntios 13 entre os capítulos 12 e 14, que tratam dos dons espirituais. Isso demonstra que o amor não é um tema isolado, mas o princípio que deve orientar o uso de todos os dons. Sem amor, até os maiores dons perdem seu valor. O amor é apresentado como “um caminho sobremodo excelente” (1Co 12:31).

1ª Coríntios 13 pode ser dividido em três grandes partes:

1. A supremacia do amor (v. 1–3). O amor vale mais do que qualquer dom;

2. As características do amor (v. 4–7). O amor é descrito por atitudes concretas;

3. A permanência do amor (v. 8–13). Todos os dons são temporários, o amor não.

Paulo escreve 1ª Coríntios 13 para uma igreja em que muitos se consideravam superiores aos demais. Havia competição em vez de cooperação, orgulho em vez de humildade e busca por reconhecimento em vez de serviço. Por isso, ele apresenta um amor profundamente prático. O amor cristão não é um sentimento abstrato, mas uma maneira de viver que transforma os relacionamentos.

Sem amor, até as maiores virtudes perdem seu verdadeiro significado:

• Profecia sem amor torna-se apenas discurso vazio;

• Conhecimento sem amor produz arrogância;

• Fé sem amor transforma-se em mero intelectualismo ou sentimentalismo;

• Generosidade sem amor reduz-se a filantropia sem compaixão;

• Serviço sem amor torna-se obrigação;

• Uma vida sem amor perde seu verdadeiro propósito.

O caráter essencial do amor

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1Co 13:1).

• Frequentemente o grego apresenta várias palavras para expressar mudanças de significados, enquanto nós o fazemos mediante um só vocábulo. Em português todas as variáveis do rico sentimento do amor são expressas por uma palavra. O grego já o faz normalmente através de algumas formas distintas:

1º) O verbo ‘erao’ e o substantivo ‘eros’:

• Eros refere-se ao amor romântico;

• Tanto em grego como os derivados em português (erotismo, erótico), evidencia-se que este verbo adquiriu uma conotação um tanto pejorativa;

• O amor ‘eros’ é descrito como amor da relação íntima entre homem e mulher;

• A nossa palavra amante expressa esta ideia decadente desse vocábulo;

• O amor ‘eros’ encontra o seu ápice no casamento, quando duas pessoas podem se amar com toda a sua intensidade.

2º) O verbo ‘stergo’ e o substantivo ‘storge’:

• Stergo é um verbo que está mais relacionado com afeição familiar. Seria traduzido com propriedade para o português por amar com ternura, suportar. Pode ser usado para o amor de um povo por seu governo, mas o seu uso mais normal é descrever o amor entre cônjuges, e entre pais e filhos.

3º) O verbo ‘phileo’ e o substantivo ‘philia’:

• Philia é a amizade, a afeição fraternal. É o amor entre amigos;

• No NT phileo é usado para o amor de Jesus por Lázaro (Jo 11:3 e 36) e é usado para o amor de Jesus pelo discípulo amado (Jo 20:2).

4º) O verbo ‘agapao’ e o substantivo ‘ágape’:

• Ágape é um amor abnegado, não é uma emoção, mas um princípio que nos guia a escolher a gentileza para com todos, incluindo os não amáveis. Este é o amor sobre o qual Paulo está falando neste capítulo. Motivados por esse amor, Jesus e Estêvão oraram por aqueles que os perseguiam (Lc 23:34; At 7:60);

• O termo ágape, em todas as suas formas (substantivo (ágape), verbo (agapao), e adjetivo (ágapetos), aparece mais de 300 vezes no NT;

• Ágape é amar de um modo mais elevado, mais altruísta, é aplicado também a relacionamentos humanos, indicando um amor orientado pelo bem-estar do outro. “Ame (agapáo) o seu próximo como a si mesmo” (Mt 22:9).

O amor ágape é:

• Generoso (2Co 8:24); longânimo (Ef 4:2); prático (Hb 6:10); perdoador (2Co 2:8); sincero (Rm 12:9; 2ª Co 6:6 e 8:8); inocente (Rm 13:10); santificador (2Ts 2:13); verdadeiro (2Ts 2:10); ele motiva a fé (Gl 5:6) e aperfeiçoa a vida cristã (Cl 3:14). Em todas estas citações bíblicas a palavra usada no original é ágape.

Se alguém perguntasse: “Por que você ama a sua esposa?” ou “Por que você ama o seu marido?” o que você diria? Alguns homens mencionariam a bondade ou a força interior ou mesmo a beleza de sua esposa. As mulheres provavelmente diriam algo sobre a personalidade de seu marido, o elogiariam pela estabilidade ou pelo caráter. A questão é: E se dentro de alguns anos o seu cônjuge perdesse essas qualidades, você ainda o amaria? Baseado nas respostas acima, a única resposta lógica seria “não”. Se as suas razões para amar seu cônjuge têm ligação com as qualidades dele, e se essas qualidades, de repente ou gradualmente, desaparecerem, a sua base para amar se vai. A única maneira de o amor durar por toda uma vida é se ele for incondicional. O amor de Deus pelo ser humano é incondicional? A aliança de Deus com o Seu povo se baseia no amor incondicional de Deus (Dt 7:6 a ??. No entanto, embora o amor de Deus não dependesse daquilo que Israel fosse ou fizesse, a relação de aliança entre o Senhor e Seu povo exigia algum nível de reciprocidade amorosa como resposta ao amor divino. Deus certamente cumpre Sua aliança com fidelidade e misericórdia. A resposta apropriada dos seres humanos é amar a Deus e observar os Seus mandamentos. Como Deuteronômio 7:9 enfatiza, Ele é o “Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e cumprem os Seus mandamentos”. O amor de Deus em si mesmo é eterno (Jr 31:3). No entanto, se o relacionamento com o nosso Deus amoroso é condicional, então esse amor pode ser perdido, levando-se em conta a parte humana do relacionamento. O amor de Deus não é condicional, mas a relação de aliança com Seu povo é.

O que o amor faz

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Co 13:4-7).

• Depois de afirmar que o amor é superior a todos os dons espirituais (1Co 13:1-3), Paulo passa a descrever como o amor se manifesta na vida diária. É interessante notar que ele não define o amor por meio de conceitos abstratos, mas por meio de ações. Em vez de utilizar adjetivos, emprega verbos. O amor bíblico não é apenas um sentimento; é uma maneira de agir. O amor se torna visível nas atitudes;

• Ao todo, Paulo apresenta 15 características do amor. Elas descrevem o próprio caráter de Cristo e revelam como deve ser o relacionamento entre aqueles que foram transformados pelo evangelho;

• Entre essas características, duas merecem atenção especial em nosso contexto: a paciência e o compromisso com a verdade.

O amor é paciente ‘makrothymeo’ (1Co 13:4).

• A palavra grega usada por Paulo em 1ª Coríntios 13 é (‘makrothumia’). O sentido da palavra é muito mais profundo do que simplesmente ‘esperar’. Ela descreve alguém que possui poder para reagir, responder ou até vingar-se, mas escolhe exercer domínio próprio e continuar demonstrando graça;

• É uma paciência “esticada ao máximo”;

• É a capacidade de suportar pessoas difíceis, situações adversas e ofensas sem perder o controle;

• Vivemos em uma sociedade marcada pela impaciência. As pessoas parecem estar permanentemente irritadas. Muitos possuem o chamado “pavio curto”; outros parecem nem ter pavio. Pequenos contratempos produzem grandes explosões. Basta uma divergência nas redes sociais, um congestionamento ou uma palavra mal interpretada para surgirem agressões, ofensas e rompimentos de relacionamentos;

• O amor de Cristo segue caminho oposto;

• Quem ama desenvolve um “ânimo longo”. Aprende a suportar sem desistir, a esperar sem desesperar e a responder com mansidão quando todos esperam uma reação impulsiva;

• A paciência não é sinal de fraqueza, é evidência de força espiritual.

O amor alegra-se com a verdade ‘synchairo’ (1Co 13:6):

• A Bíblia tem muitos nomes para descrever Satanás: “príncipe deste mundo” (Jo 12:31), “deus deste século” (2Co 4:4), “tentador” (1Ts 3:5), “enganador” (Ap 12:9), “Belzebu” (Mt 10:25), “Belial” (2Co 6:15) e “pai da mentira” (Jo 8:44);

• Em Provérbios 6:17, a língua mentirosa é indicada como uma das seis coisas que Deus odeia e em Provérbios 12:22, é dito que “o Senhor odeia os lábios mentirosos”;

• Deus abomina tanto a mentira que escreveu nos dez Mandamentos assim: “Não darás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx 20:16);

• Curiosamente Levítico 19:16 associa a mentira com o assassinato. Nesse verso, “espalhar calúnia” é uma tradução do vocábulo hebraico ‘rakhil’. Essa palavra aparece em diversas passagens, referindo-se tanto a um comerciante que vai de porta em porta como também a um caluniador (Pv 11:13; Ez 17:4). A raiz ‘rakhal’ também está relacionada com a ação de Lúcifer no Céu: “Por meio do seu amplo comércio ‘rekhullah’, você encheu-se de violência e pecou” (Ez 28:16). Ao espalhar mentiras de ouvido em ouvido no Céu, Lúcifer cometeu violência, atentando contra o caráter de Deus;

• A psicologia explica a mentira pelo mecanismo de defesa; a sociologia, pela busca do poder; e a filosofia, pela imperfeição humana. Cristo, porém, atribuiu-a a uma causa espiritual;

• Sobre o grupo especial de salvos mostrado em visão a João, ele escreveu: “Não se achou mentira na sua boca” (Ap 14:5; Ap 22:15).

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade” (Jo 14:6).

• Alguém disse que: “A maior homenagem que podemos prestar à verdade é usá-la”;

• Cristo caracterizou o Espírito Santo como “o Espírito da verdade” (Jo 16:13);

• O cristão é alguém que deve estar completamente identificado com a verdade. Em sua condição de filho de Deus, ele foi gerado pela Palavra da verdade (Tg 1:18). Ele tem fé na verdade (2Ts 2:13), ama a verdade (Zc 8:19), apega-se à verdade (Hb 2:1) e anda na verdade (3Jo 4). Verdadeiras são suas ações (Ef 4:15-32), bem como suas palavras (Zc 8:16; Ef 4:25);

• Vivemos em um tempo de relativização da verdade. Por não acreditar em valores absolutos, o ser humano pós-moderno rejeita o conceito de verdade. Esse é um tremendo desafio para a fé, porque o cristianismo é fundamentado em conceitos absolutos e é sustentado pela fé na revelação. No relativismo, cada um tem a própria verdade. Muitos pensam na verdade como se fosse apenas um conceito. Mas a verdade é muito mais que uma ideia que possa ser interpretada de modos diversos. A verdade é uma pessoa: Jesus. Ele disse: “Eu sou […] a verdade”;

• Observe que Jesus não disse “Eu sou uma verdade”, mas “a verdade”;

• Deus nos criou para viver e dizer a verdade. Seja correto no que diz, sem medir as consequências. A verdade é sempre a melhor opção.

O verdadeiro amor jamais separa paciência e verdade.

O que o amor não faz

“O amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça” (1Co 13:4-7).

• Após apresentar as virtudes do amor, Paulo passa a descrever aquilo que o amor rejeita. É interessante notar que a maioria dessas atitudes negativas estava presente na igreja de Corinto. Havia ciúmes, rivalidade, orgulho, busca por reconhecimento e divisão. Assim, Paulo mostra que o amor não é apenas aquilo que fazemos, mas também aquilo que deixamos de fazer.

O amor não arde em ciúmes ‘zeloo’ (1Co 13:4):

• É importante distinguir três atitudes frequentemente confundidas: ciúme, inveja e cobiça;

• A inveja é a tristeza pelo bem que o outro possui. O invejoso sofre porque alguém alcançou aquilo que ele desejava. Por isso, a inveja frequentemente é acompanhada por ressentimento, calúnia, falsidade e hostilidade. Tiago afirma: “Onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins” (Tg 3:16);

• A cobiça é o desejo intenso de possuir aquilo que pertence ao outro. Ela é condenada explicitamente no décimo mandamento (Êx 20:17) e constitui a raiz de inúmeros pecados. Antes do furto existe a cobiça. Antes do adultério existe a cobiça. Antes da corrupção existe a cobiça. A cobiça transforma pessoas em objetos e faz do desejo um senhor do coração;

• O ciúme na maioria das vezes possui um caráter destrutivo. Trata-se da desconfiança excessiva, do medo de perder alguém ou da necessidade de controlar pessoas. Esse tipo de ciúme nasce do egoísmo e contradiz o amor cristão. Entretanto, a Bíblia também apresenta um sentido positivo para essa palavra. Ao declarar: “Eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso” (Êx 20:5), o texto não descreve um Deus inseguro ou possessivo. O zelo divino representa o amor fiel de um Deus que deseja preservar um relacionamento exclusivo com Seu povo. Assim como um marido fiel sofre quando sua esposa rompe a aliança, Deus entristece-Se quando Seu povo O abandona para seguir outros deuses. Esse “ciúme” não nasce da insegurança, mas do amor. É o zelo de quem ama profundamente.

O amor não se ressente do mal ‘zeloo’ (1Co 13:4):

• A expressão utilizada por Paulo transmite a ideia de alguém que não está constantemente irritado nem mantém uma lista de ofensas;

• Quem ama não vive procurando motivos para se sentir ofendido. Ao contrário, procura interpretar as atitudes do próximo da maneira mais generosa possível. Infelizmente, nossa cultura parece caminhar na direção oposta. Vivemos em uma época em que muitos são extremamente sensíveis ao que dizem deles e profundamente insensíveis ao que dizem dos outros. O amor faz exatamente o contrário. Ele é lento para ofender-se e rápido para perdoar. Não alimenta mágoas. Não coleciona ressentimentos. Não transforma pequenas falhas em grandes conflitos.

Retrato de Jesus

“O amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça” (1Co 13:4-7).

• Alguém sugeriu que lêssemos essa passagem acima substituindo a palavra amor pelo nome de Jesus. Vamos lá, faça isso agora. De fato, Jesus é a personificação do amor. Todas as qualidades do amor foram demonstradas em Sua vida e em Seus relacionamentos. Outra pessoa recomendou que lêssemos o mesmo texto e colocássemos nele o nosso nome. Vamos fazer isso? Tente! E então, o que você achou? É possível que você se sinta um pouco desconfortável e pense: “Não ficou bom. Algumas qualidades do amor não combinam muito bem comigo.” Se esse for seu caso, então surge a pergunta: Como manifestar um amor dessa natureza? A resposta se encontra em outra passagem bíblica, na qual Paulo declarou que: “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado” (Rm 5:5).

O verdadeiro retrato de Jesus não é encontrado em uma tela ou escultura, mas em Sua vida, Seu caráter e, sobretudo, em Seu sacrifício na cruz. Quem deseja conhecer como Jesus realmente é deve olhar para os Evangelhos e contemplar a maneira como Ele tratou as pessoas, amou os pecadores e entregou Sua vida pela salvação do mundo.

• O cristianismo é a única religião que oferece uma definição de Deus em uma só palavra. “Deus é amor.”

• Em seu evangelho, o discípulo amado até fez uma tentativa de descrever esse amor divino. Porém sabemos que as palavras são insuficientes para uma tarefa desse tipo. Tudo o que João conseguiu dizer foi: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Deus amou de forma inexplicável, indescritível, impressionante e inédita. Os adjetivos falham diante da largura, profundidade e grandeza desse amor.

Fé, esperança e amor

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” (1Co 13:13).

• Paulo menciona os três dons que ocupavam o alto da lista de prioridades da igreja de Corinto: línguas, profecia e conhecimento. Depois disso, afirma que o amor é superior a esses dons. Superior porque os dons são passageiros e o amor é eterno (1Co 13:10).

Paulo ilustra essa verdade geral de duas maneiras diferentes:

1- “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino” (1Co 13:11). Ele compara a infância com a maturidade. É como se a vida terrena fosse a infância. Como se a eternidade fosse a plena maturidade. Quando você chega à plenitude da sua maturidade, passa a conhecer as coisas com clareza;

2- “Agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido” (1Co 13:12). Na época de Paulo, os espelhos eram extremamente embaçados. Eles não eram tão nítidos quanto os de hoje. As pessoas se olhavam no espelho e viam sua imagem turva, embaçada e obscurecida. Paulo utiliza essa figura para dizer que agora nós vemos como que por um espelho embaçado. Por mais que você conheça, ainda não está vendo plenamente. É por isso que Paulo, em 2ª Coríntios 12, diz que, quando foi ao terceiro céu, viu e ouviu coisas que não são lícitas de serem relatadas ao homem. Não conseguimos entender agora o esplendor e a glória do céu. O céu está muito além de qualquer descrição que nós possamos fazer. Paulo ainda afirma que enquanto não virmos a Jesus como Ele é, teremos pouca maturidade. “Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido” (1Co 13:12).

Todos os dons que temos são para essa vida, mas o amor vai reinar no céu. Fé, esperança e amor são irmãos trigêmeos, mas o amor nasceu alguns segundos antes. O amor é o fogo que incendeia a fé e a luz que torna a esperança segura.

Conclusão:

Um jovem estudante pediu a Karl Barth para compartilhar a verdade teológica mais significativa que tinha descoberto em todos os seus anos de estudo. Barth, um dos teólogos mais prolíficos do século XX, escreveu aproximadamente 60 volumes de comentários e estudos teológicos. Este homem brilhante, que muitos chamam o mais importante teólogo dos tempos modernos, pensou por um momento, sorriu e disse: “Jesus me ama, isto eu sei, a Bíblia me diz isso” (Primeiros versos de uma conhecida canção infantil). Nada, absolutamente nada, pode nos separar do amor de Deus (Rm 8:35-39).

“O atributo que Cristo mais aprecia no ser humano é o amor proveniente de um coração puro” (Manuscrito 16, 1892).

“Com isso todos saberão que vocês são Meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13:35).

Louvo a Deus pelas maravilhosas lições que podemos aprender de Sua Palavra e é por isso que sou apaixonado pela Escola Sabatina! #lesadv


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