Comentários da Lição da Escola Sabatina

O DOM DE PROFECIA

Quarto Trimestre de 2026


Lição 4 – Profetas do Novo Testamento

Destaques do Pastor Eber Nunes #lesadv

A palavra profeta ou profetisa aparece 160 vezes no NT, sendo 93 nos Evangelhos e 34 no livro de Atos. Na maioria das vezes, essas citações são referências aos profetas do AT, sendo poucas vezes usadas para pessoas que viviam nos tempos do NT. Desses, encontramos:

1- Zacarias, “que foi cheio do Espírito Santo e profetizou” (Lc 1:67);

2- Ana, a profetisa “que falava a respeito do menino a todos” (Lc 2:36-38);

3- João Batista, o único profeta bíblico de quem se afirma ter sido cheio do Espírito Santo desde o ventre (Lc 1:15). Outros foram chamados e escolhidos desde o ventre, como Jeremias (Jr 1:5), mas de nenhum se diz ter recebido o Espírito Santo desde esse estágio. João não somente foi o precursor do Messias (Mt 3:1-3), mas também o profeta esperado, o Elias prometido, assim reconhecido por Jesus, que também afirmou que ele era o maior nascido de mulher (Mt 11:11-14);

4- Jesus, de quem se atribui o título de profeta aproximadamente 20 vezes. Na maioria desses casos, as pessoas é que O chamavam assim (Mt 21:11; Lc 24:19). Em Marcos 6:4 e Lucas 4:24, o próprio Senhor referiu-se a si mesmo como profeta.

Fora dos Evangelhos encontramos poucos profetas. Somente oito são mencionados por nome, sendo sete da igreja de Antioquia: Barnabé, Simeão, Lúcio, Manaén e Saulo (At 13:1); Judas e Silas (At 15:32); e depois desses, só mais um profeta é mencionado por nome: Ágabo, da Judeia (At 21:10).

Pode-se ainda acrescentar a essa restrita lista “alguns profetas que eram de Jerusalém” (At 11:27); os 12 que foram batizados em Éfeso e que, de acordo com Lucas, falaram em línguas e profetizaram (At 19:6), e as quatro filhas de Filipe (At 21:9). Pela natureza do conselho de Paulo aos coríntios, pode ser que houvesse profetas em Corinto (1Co 14:29-32). E, por fim, João, o discípulo amado, torna-se o grande profeta do NT (Ap 1:1-3; 19:10 e 22:8-9).

É interessante notar que o apóstolo Paulo incluiu o dom de profecia nas três listas dos dons proféticos que aparecem no NT (Rm 12:6; 1Co 12:10 e 28; Ef 4:11). Na primeira carta aos coríntios e na carta aos efésios, o apóstolo afirma que os dons foram dados “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos, para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:12) e “visando a um fim proveitoso” (1Co 12:7). Paulo afirma ainda que “um só e o mesmo Espírito realiza todas estas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um individualmente” (1Co 12:11). Esses textos deixam claro que o dom profético deveria fazer parte da igreja cristã ao longo de sua existência. Não há nenhuma indicação de que os dons tivessem validade apenas para os primeiros anos do cristianismo. Como adventistas, cremos na possibilidade da manifestação do dom profético a qualquer tempo em que o Espírito Santo desejar suscitar um profeta para o povo de Deus. Cremos, ainda, na manifestação moderna desse dom, com os mesmos propósitos que viveram os profetas nos tempos passados: receber e entregar a mensagem divina, e guiar e proteger o povo do Senhor.

Embora consideremos a Bíblia como nossa única regra de fé e prática, intérprete de si mesma e fonte reveladora plena e suficiente em questões de salvação, acreditamos também que a manifestação de um profeta moderno cumpre o propósito de não substituir a Bíblia, mas sim de nos levar de volta à Bíblia e nos conduzir à pessoa de Jesus.

Jesus como Profeta

“O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás” (Dt 18:15).

• No monte Horebe, o povo pediu que Moisés fosse receber a mensagem da parte de Deus e a entregasse a eles. Como Moisés estava para partir, ele avisa ao povo que outro porta-voz tomará o seu lugar e que ainda outro será necessário para a geração seguinte. Trata-se, portanto, de uma referência coletiva aos profetas que se seguirão, mas há uma referência a um profeta diferente, que seria semelhante a Moisés, que foi o mais proeminente profeta do período do AT. Ele introduziu o tema da profecia israelita, e somente ele tinha acesso face a face com Deus (Dt 34:10; Nm 12:6);

• João Batista negou que fosse ele esse tal “Profeta” (Jo 1:21);

• Podemos afirmar com segurança que, hoje sabemos quem é esse profeta prometido. Jesus Cristo é aquele que fala as palavras de Deus perfeitamente. Ele é o enviado de Deus para nos ensinar o caminho para Deus;

• Pedro interpretou essa profecia (Dt 18:15) como uma referência direta ao ministério profético de Jesus Cristo (At 3:22; 7:37);

• Estêvão utilizou este verso para basear sua reivindicação de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Messias (At 7:37);

• “Tanto na vida, como na missão que desempenhou, foi Moisés a personificação de Cristo, pois como Ele, salvaram-lhe a vida enquanto criança; como Ele, renunciou a um trono para partilhar da sorte de seus irmãos; finalmente, como Ele, tornou-se um guia da salvação de Israel. Foi fiel (Hb 3:2) e manso (Nm 12:3; Mt 11:29); cheio de compaixão e amor (Nm 27:17; Mt 9:36); poderoso intercessor pelo seu povo (Dt 9:18; Hb 7:25) que falou face a face com Deus e irradiou a glória divina (2 Co 3:7). Tal como Jesus, foi profeta poderoso em obras e palavras (Lc 24:19), anunciador da vontade de Deus (Dt 6:1; Ap 1:1), mediador da aliança (Dt 29:1; Hb 8:6, 7), e finalmente chefe e guia do povo (Is 55:3, 4)” (NCB, 244);

• Cristo era o profeta “que devia vir ao mundo” (Jo 6:14);

• Agostinho, bispo de Hipona, séculos IV e V, afirmou que Cristo cumpriu todas as profecias do AT. Com a vinda de Jesus, o seu nascimento, a sua vida, as suas palavras, as suas ações, sofrimentos, morte e ressurreição e ascensão cumpriram-se todos os acontecimentos dos profetas. O Espírito Santo veio sobre os apóstolos para que anunciassem ao mundo a palavra do Senhor e o evangelho da Boa-nova. As diversas previsões se realizaram no Senhor.

Durante seu ministério terreno, por várias vezes Jesus foi identificado como profeta. A mulher samaritana, por exemplo, declarou: “Senhor, vejo que és profeta” (Jo 4:19). As multidões em Jerusalém também chegaram a essa mesma conclusão na ocasião da entrada triunfal do Senhor Jesus. Por isso disseram: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia” (Mt 21:11) e quando Ele alimentou os 5.000 (homens) afirmaram: “Este é realmente o Profeta que havia de vir ao mundo” (Jo 6:14). Inclusive, o próprio Jesus falava de si mesmo como um profeta (Mt 13:57).

Quando Jesus perguntou aos seus discípulos quem as pessoas diziam que Ele era, a resposta foi a de que as pessoas realmente pensavam que Jesus era um profeta; talvez João Batista, Elias ou Jeremias (Mt 16:14). Mas essa não era a resposta correta. A resposta correta foi aquela dada pelo apóstolo Pedro mediante a revelação do Pai: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16).

Qual a diferença entre Jesus como profeta e os profetas terrenos? Os profetas do AT proclamavam a Palavra de Deus, mas Jesus Cristo, Ele próprio, é a Palavra de Deus. Jesus não é somente o sujeito da profecia; Ele é o principal objeto da profecia.

João fala de Cristo como o eterno Verbo de Deus através do qual foram feitas todas as coisas; e ainda completa: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1:4). Então o ministério profético de Jesus Cristo não é uma continuidade do ministério dos profetas do AT, mas, antes, é sua base fundamental.

Apóstolos e profetas

“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” (Ef 4:11).

1- Apóstolos. A palavra grega “apóstolos” (?p?st????) aparece cerca de 79 vezes no texto grego do NT. As qualificações desses homens incluíam ter visto o Cristo ressurreto; ter sido designado diretamente por Ele; ter autoridade sobre todas as igrejas ( 2Co 11:28 ); ter terríveis perseguições (1Co 4:9); e a operação genuína de milagres no serviço do verdadeiro evangelho (2Co 12:12):

2- Profetas. Esses profetas recebem revelação diretamente de Deus, o que pode incluir previsões de eventos futuros;

3- Evangelistas. Esse nome é especialmente dado em seu sentido técnico a Filipe (At 21:8) e Timóteo (2Tm 4:5). Esses homens, e outros, tais como Tito, serviam como assistentes dos apóstolos. Os evangelistas receberam um chamado;

4- Pastores e mestres.

Todos esses ofícios, são ofícios de ensino.

A palavra mais usada para “profeta” no AT é (nabi), que transmite o conceito de alguém que fala por outro, como “sua boca” (Êx 4:16; 7:1; Dt 18:14-22). O profeta era, então, primariamente, alguém que falava da parte de Deus, inspirado e orientado por ele. Os profetas falaram ousadamente da parte dele sua mensagem ao povo de Israel (Lc 1:70; Hb 1:1-2). Parte destas profecias veio a ser escrita e registrada no AT, que é chamado por Paulo de “escrituras proféticas” (Rm 16.26; 2Pe 1.21; 2Tm 3.16). Notemos que a mensagem dos profetas não consistia apenas na predição de eventos futuros relacionados com a ação de Deus na história, os quais se cumpriram infalivelmente (Dt 18.20-22; cf. 1Rs 13.3,5; 2Rs 23.15-16). A mensagem deles consistia, em grande parte, na exposição desses eventos e sua aplicação aos seus dias. Os profetas introduziam suas palavras com as fórmulas “assim diz o Senhor” e “veio a mim a Palavra do Senhor dizendo,” o que identificava sua mensagem como inspirada e infalível. Como tal, deveria ser recebida pelo povo de Deus como a própria palavra do Senhor.

A literatura intertestamentária produzida pelos judeus nos séculos depois de Malaquias considerava que o ministério desses profetas se encerrou com Malaquias. Da mesma forma, os escritores do NT se referem aos profetas antigos como um grupo fechado e definido (Mt 23:29-31; Mc 8:28). A pergunta é: através de quem Deus continuou a se revelar no NT? Quem foram os sucessores dos profetas do AT como receptores e transmissores da Palavra de Deus?

Ao contrário do que ocorria no AT, profetizar, na igreja cristã nascente, era um dom que todos os cristãos poderiam exercer no culto, desde que seguindo uma determinada ordem (1Co 12:10; 14:29-32). E, diferentemente dos grandes profetas de Israel, as palavras dos profetas cristãos tinham de ser julgadas pelos demais (1Co 14:29) e eles estavam debaixo da autoridade apostólica (1Co 14:37). Em contraste com os profetas cristãos, os apóstolos do NT, isto é, os apóstolos, receberam uma chamada específica de Jesus, receberam revelações diretas da parte de Deus, como os antigos profetas (At 5:19-20; 10:9-16; 23:11; 27:23; 2Co 12:1), e assim predisseram futuros eventos relacionados com a história da salvação, entre os quais a segunda vinda do Senhor, a ressurreição dos mortos e o juízo final. Isso não quer dizer que sua chamada se deu porque tinham o “dom” de apóstolo. (1Co 15:51-52; 2Ts 2:1-12; 2Pe 3:10-13). Lembremos que o livro de Apocalipse é uma profecia (Ap 1:3; 22:18-19) escrita por um apóstolo. Ao contrário dos profetas cristãos das igrejas locais, que não deixaram nada escrito, os apóstolos foram inspirados para escrever o NT (1Ts 2:13; 2Pe 3:16) e a palavra deles deveria ser recebida, à semelhança dos profetas antigos, como Palavra de Deus, sem questionamentos, ao contrário dos profetas das igrejas locais (Gl 1.8-9; 1Co 14.37).

Os autores neotestamentários que não foram apóstolos, como Marcos, Lucas, Tiago e Judas eram, todavia, parte do círculo apostólico e associados aos apóstolos, escrevendo a partir do testemunho deles.

Como sucessores dos profetas de Israel e canais da revelação, os apóstolos aparecem juntos com eles na base da igreja. Nas palavras de Jesus: “Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, e a alguns deles matarão e a outros perseguirão” (Lc 11.49). Paulo junta os dois grupos duas vezes na carta aos Efésios como aqueles designados por Deus para lançar as bases da igreja; “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas” (Ef 2:20; 3:5). Muitos estudiosos entendem que os “profetas” mencionados nestas duas passagens de Efésios são profetas das igrejas neotestamentárias, que vieram depois dos apóstolos. Todavia, mesmo estando numa sequência temporal invertida, “profetas” se entende melhor como os grandes profetas de Israel, que vieram antes dos apóstolos. A sequência “apóstolos e profetas” não precisa ser entendida como uma sequência temporal. Os apóstolos são mencionados primeiro por estarem no foco do contexto.

Em sua segunda carta, Pedro admoesta seus leitores a se recordarem tanto das palavras que foram ditas pelos “santos profetas” como do mandamento ensinado por “vossos apóstolos” (2Pe 3:2). Alguns entendem que “vossos apóstolos” aqui é uma referência aos missionários pioneiros que haviam fundado as igrejas às quais Pedro escreve. Contudo, a carta de Pedro não foi destinada a igrejas locais específicas e sim aos cristãos em geral (2Pe 1:1). O único grupo de “apóstolos” que se encaixaria como “vossos apóstolos” seriam os 12, que eram apóstolos para todas as igrejas.

Estas passagens unidas a Judas 17, refletem a consciência de que os apóstolos de Jesus foram os continuadores dos profetas do AT como canais pelos quais Deus revelou sua vontade.

Em sua polêmica contra os escribas e fariseus, Jesus de certa feita se referiu a seus apóstolos como aqueles que, à semelhança dos profetas, sábios e escribas enviados por Deus ao antigo Israel, seriam igualmente enviados, rejeitados, perseguidos e mortos (Lc 11:49; Mt 23:34).

O NT confirma a continuidade do dom profético, equiparando a autoridade dos apóstolos e profetas do NT à de seus correspondentes do AT (Ef 2:20 e 3:5).

Considerações:

• Diferentemente dos sacerdotes, que seguiam uma linhagem familiar, de pai para filho, profetas e apóstolos eram escolhidos diretamente por Deus, de acordo com Sua vontade;

• Embora os profetas pareçam ser os mensageiros de Deus na época do AT e os apóstolos mensageiros de Deus no NT, o dom de profecia não se limitou aos apóstolos no período do NT, e nem todos os apóstolos eram profetas (At 15:32);

Funções dos profetas do Novo Testamento

A vinda de Cristo transformou a natureza da profecia. Enquanto os profetas do AT aguardavam o Messias, os profetas do NT centralizavam sua mensagem na vida, na morte, na ressurreição e no retorno de Jesus. Apocalipse 19:10 declara que “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”, fazendo de Cristo o foco de toda atividade profética.

O profeta do NT se concentra mais em Jesus, Sua vida, Suas palavras e Seus atos do que o profeta do AT.

A tarefa do profeta do NT era tornar a mensagem de Cristo relevante, conclamando a igreja a permanecer fiel e cheia de esperança, na expectativa de Sua volta.

Funções básicas dos profetas no NT (1Co 14:3; Ap 22:6):

1- Exaltar a Cristo;

2- Edificação (oikodome, crescimento e maturidade espiritual);

3- Exortação (paráklesis, incentivo e correção);

4- Consolação (paramythía, conforto espiritual e esperança);

5- Confirmação da veracidade da mensagem apostólica;

6- Fortalecimento da fé dos novos convertidos.

Profetisas e jovens pastores

O NT destaca que o dom profético foi concedido a homens e mulheres. Em Atos 2:17 e 18, Pedro, citando Joel 2:28 e 29, declarou: “Os filhos e as filhas de vocês profetizarão [...]. Até sobre os Meus servos e sobre as Minhas servas derramarei o Meu Espírito [...].” Esse derramamento, que incluía homens e mulheres, cumpriu-se de maneira visível na igreja apostólica. Mulheres, como Ana (Lc 2:36-38) e as quatro filhas de Filipe (At 21:9), foram reconhecidas como profetisas e desempenharam papéis vitais na proclamação da mensagem de Deus. A inclusão delas ressalta a distribuição imparcial dos dons pelo Espírito Santo, capacitando homens e mulheres a servir na função profética como mensageiros da verdade de Deus.

Além de profetisas, também havia jovens pastores que trabalhavam em estreita cooperação com os apóstolos, esses apóstolos atuavam como mentores, preparando novos líderes para o ministério. Paulo, por exemplo, também dirigiu-se a Timóteo como “verdadeiro filho na fé” (1Tm 1:2; 1Tm 4:12). Ele ensinou a Timóteo o essencial da obra pastoral e declarou a respeito da missão do jovem obreiro (1Tm 1:18).

Paulo também apresentou Tito como “verdadeiro filho, segundo a fé comum” (Tt 1:4).

Falsos profetas no Novo Testamento

“Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:23 e 24).

• Moisés advertiu os hebreus sobre os falsos profetas em Deuteronômio 13:1-5. Jesus faria o mesmo em Mateus 7 e 24. Paulo seguiria o exemplo em 1 Timóteo 4:1-5; Pedro em 2 Pedro 2:1-3; e João em 1 João 2:18-23; 4:1-6 e Apocalipse 13:11-18; 19:20. Mesmo até o fim dos tempos, o maligno se oporá à verdade de Deus e falsificará essa verdade enganando aqueles que não exercem o discernimento espiritual. Os lobos vêm em pele de cordeiro, como Jesus avisou (Mt 7:15);

• Quando Deus levanta Seus profetas e coloca Sua palavra em suas bocas, é certo que Satanás levantará seus profetas e colocará sua palavra em suas bocas;

• O falso profeta é sutil, persuasivo e aparentemente piedoso, mas sua mensagem contradiz a verdade revelada;

• O falso profeta prega paz onde há pecado (Jr 6:14);

• O falso profeta comercializa o evangelho (2Pe 2:1-3);

• O falso profeta promete prosperidade sem arrependimento (Mc 3:11);

• O falso profeta busca aplausos e poder (Mt 7:15-20).

O verdadeiro profeta ama a verdade mais do que a reputação, honra a Palavra mais do que o sucesso e busca a glória de Cristo acima de tudo.

Em 1 João 4:1, o apóstolo orienta os cristãos: “provem os espíritos para ver se procedem de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído mundo afora”. A verdadeira profecia está em harmonia com a Palavra de Deus, aponta para Cristo e edifica a igreja, enquanto os falsos profetas promovem doutrinas divisivas e interesses próprios.

Os crentes são chamados ao discernimento, assegurando que toda mensagem profética esteja de acordo com as Escrituras e seja centrada em Cristo.

O dom profético de Ellen White

• Ellen White cultivou uma profunda paixão por Jesus e o desejo de compartilhar o amor de Deus. A série “O Conflito dos Séculos” começa e termina com a frase “Deus é amor”;

• “Nosso crescimento na graça, nossa alegria, nossa utilidade, tudo depende de nossa união com Cristo” (CC, 44);

• Na década de 1890, enquanto trabalhava no livro O Desejado de Todas as Nações, Ellen registrou em seu diário: “Ao escrever sobre a vida de Cristo, fico profundamente sensibilizada. Esqueço de respirar como devia. Não consigo suportar a intensidade de sentimento que se apodera de mim quando penso no que Cristo sofreu em nosso mundo” (ME, 99). Ellen amava falar sobre Jesus;

• Em 1851, Ellen White enfatizou a importância de “considerar a dignidade de Jesus, Seu amor, Seus méritos e Sua grande misericórdia” (PE, 87);

• Em 1857, ela fez um apelo aos jovens: “Se Cristo for em nós a ‘esperança da glória’ (Cl 1:27), Nele descobriremos tão incomparáveis atrativos, que o coração ficará enamorado, apegando-se a Ele” (TPI, vol. 1, p. 149);

• Em 1869, seu foco inicial em Cristo culminou em “Os Sofrimentos de Cristo”, um livreto publicado separadamente e depois incluído em Testemunhos Para a Igreja, volume 2, páginas 170-181;

• Com a linguagem mais comovente e poderosa de que dispunha, Ellen White apresentou a vida, os sofrimentos e a morte de Cristo como expiação por nossos pecados. Seu profundo anseio era que “nosso espírito deve avivar-se, elevar-se e ser arrebatado com o tema do amor do Pai e do Filho do Homem” (TPI, vol. 2, p. 181);

• Inúmeras declarações acerca dos méritos de Cristo e da salvação Nele podem ser observadas ao longo dos escritos de Ellen White (OE, 120-123);

• Ela também entendia seus escritos como uma “luz menor”, para guiar as pessoas à “luz maior” – a Bíblia. Ellen incentivava as pessoas a ir às Escrituras, nas quais Deus revela Seu amor e Sua salvação. No início de seu ministério, ela declarou: “Recomendo-lhe, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de fé e prática.”

• Anos depois, ela escreveu: “O Senhor deseja que estudem a Bíblia. Ele não deu alguma luz adicional para tomar o lugar de Sua Palavra. [...] Se for ingerida e assimilada, [Sua Palavra] é como o sangue que dá vida à alma. Então serão vistas boas obras como luz brilhando nas trevas” (ME, vol. 3, p. 24);

• Ellen White também cria que todos os que afirmam falar em nome de Cristo devem “ensinar o que Cristo havia ensinado. Isso incluía o que Ele falara [...] por meio de todos os profetas e mestres do Antigo Testamento. O ensino humano fica de fora” (DTN, 664);

• Ellen White manteve Jesus e a Bíblia no centro de sua experiência.

Louvo a Deus pelas maravilhosas lições que podemos aprender de Sua Palavra e é por isso que sou apaixonado pela Escola Sabatina! #lesadv


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