Lição 3 – Unidade em Cristo
Destaques do Pastor Eber Nunes #?lesadv
Os leões vivem em bandos, os elefantes caminham em manadas, as formigas e as abelhas organizam-se em colônias extremamente bem estruturadas, os lobos formam alcateias. Viver em grupo não é apenas uma característica da natureza, em muitos casos, é questão de sobrevivência, afinal, a vida em comunidade oferece inúmeras vantagens, como:
• Proteção: mais olhos para identificar perigos, maior capacidade de defesa e cuidado dos filhotes;
• Alimentação: muitos animais conseguem caçar apenas quando trabalham juntos. Uma leoa, por exemplo, teria enorme dificuldade para sobreviver sozinha;
• Aprendizado: os mais jovens aprendem observando os mais experientes;
• Continuidade da espécie: a vida em grupo favorece a preservação da comunidade.
A comunidade oferece benefícios e em muitos casos, é questão de sobrevivência, mas, nem tudo é perfeito lá. Mesmo entre os animais existem: disputas; hierarquias; diferenças e conflitos.
Com os seres humanos não é diferente. Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18). Fomos criados para viver em relacionamentos: família, igreja, pequenos grupos, amizades. Deus não nos chamou apenas para crer. Deus nos chamou para pertencer. A vida em comunidade nos oferece grandes benefícios, afinal:
• Sozinhos somos muito mais vulneráveis
• Pessoas próximas conseguem perceber perigos que nós não enxergamos;
• Ninguém desenvolve todo o seu potencial sozinho;
• Aprendemos uns com os outros;
• Descobrimos e desenvolvemos nossos dons;
• Grandes projetos nunca são construídos por uma única pessoa.
Entretanto, como no reino selvagem, a vida em comunidade tem seus desafios, tanto que hoje se ouve com frequência de famílias e até igrejas divididas. Há coisas que podem ser divididas e multiplicar benefícios. Um pão dividido alimenta duas pessoas, mas outras coisas deixam de cumprir sua missão quando são divididas. Um balde partido já não consegue transportar água. O mesmo acontece com famílias, comunidades e igrejas. Jesus afirmou: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12:25). A divisão sempre enfraquece e esse era exatamente o problema da igreja de Corinto.
O problema das “panelinhas” na igreja
“Não haja divisões entre vocês; pelo contrário, que vocês sejam unidos no mesmo modo de pensar e num mesmo propósito” (1Co 1:10).
Entre os versos 2 e 9 de 1 Coríntios Paulo apresenta uma bela descrição da igreja.
A igreja é:
1. Um povo separado para Deus;
2. Uma família universal;
3. Rica pela graça;
4. Um povo que vive esperando a volta de Jesus;
5. Uma comunidade de santos;
6. Uma comunidade dependente da fidelidade de Deus.
Depois desse reconhecimento, Paulo começa a tratar dos problemas da igreja, e eles eram muitos. Se não fossem os versos 1 a 9, nós nos perguntaríamos: será que os crentes de Corinto eram verdadeiramente crentes? Será que a igreja de Corinto era mesmo cristã?
“Fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós” (1ª Co 1:11).
• A palavra “contendas” sugere comportamentos que não devem ser praticados por cristãos e a maioria dos estudiosos entende que a unidade é o tema deste verso e que conecta todas as partes da carta;
• O problema da falta de unidade entre os membros da igreja era tão grande, e Paulo estava tão preocupado com isso, que esse foi o primeiro assunto tratado na carta;
• O texto indica que na igreja de Corinto havia o que hoje alguns chamam de “panelinhas”.
O dicionário define “panelinha” como:
• Um grupo fechado;
• Um grupo que favorece apenas seus integrantes;
• Pessoas unidas por interesses particulares;
• Um círculo difícil de ser acessado pelos demais.
As panelinhas fazem exatamente o contrário do evangelho. Enquanto Cristo acolhe, elas excluem. Enquanto Cristo aproxima, elas afastam. Enquanto Cristo derruba barreiras, elas constroem muros. As panelinhas podem ser uma forma de viver do mundo, mas nunca deveriam ser realidades nas nossas igrejas. Na igreja de Cristo precisa caber todo mundo. A igreja deve ser uma panela tão grande que caibam todos.
Quais as diferenças entre Panelinha e Pequeno Grupo?
• A Panelinha é fechada, ela protege apenas os seus, ela cria favoritismo, ela exclui quem chega, ela gira em torno das pessoas;
• O Pequeno Grupo é aberto, ele acolhe novos participantes, ele fortalece os relacionamentos, ele faz discípulos, ele gira em torno da missão;
Quando surgem panelinhas dentro da igreja, o evangelho perde força. Os novos convertidos sentem-se rejeitados. Os irmãos mais frágeis se sentem desprezados. Os visitantes deixam de encontrar acolhimento. A igreja deixa de ser uma família.
Centrados em Jesus
“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1ª Co 1:10).
• O termo grego traduzido por “unidos” vem do verbo ‘katartizo’, que indica restaurar algo à condição correta;
• Unidade é o único pedido feito por Paulo, neste capítulo;
• A fé que abraçamos precisa moldar nosso caráter e nossas relações;
• “À medida que orgulho e ambição mundana foram cultivados, afastou-se o espírito de Cristo e insinuaram-se rivalidade, dissensão e luta, para desviar e enfraquecer a igreja” (TPI, vl 5, 204);
“Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?” (1Cor 1:12 e 13).
• Embora a igreja de Corinto provavelmente tivesse apenas algumas dezenas de membros, ela já estava dividida. Havia alguns partidos na igreja:
1- Partido de Paulo;
2- Partido de Apolo;
3- Partido de Cefas;
4- Partido de Cristo.
Corinto era uma cidade profundamente influenciada pela filosofia grega. Nas praças públicas, diferentes mestres reuniam discípulos em torno de suas escolas de pensamento. As pessoas diziam: “Eu sigo esse filósofo”, “Eu sigo aquele mestre”. Sem perceber, os cristãos levaram essa mentalidade para dentro da igreja. Trocaram filósofos por pregadores.
O culto à personalidade continua sendo um dos grandes perigos da igreja contemporânea. Não devemos menosprezar os obreiros, mas devemos colocar as pessoas nos seus devidos lugares. A igreja possui apenas um Dono. Cristo. Os coríntios estavam valorizando mais o mensageiro do que a mensagem.
Paulo faz três perguntas retóricas que desmontam o partidarismo:
1- Está Cristo dividido?
2- Vocês foram batizados em nome de quem? O batismo nos une a Cristo. Não nos une ao pastor que realizou a cerimônia. Às vezes ouvimos pessoas dizendo: “Fui batizado no rio Jordão”. “Fui batizado pelo pastor tal”. Isso pode ser uma lembrança bonita. Mas espiritualmente não acrescenta nada. O importante não é quem batizou. O importante é em nome de quem fomos batizados. Nosso compromisso é com Cristo.
3- Foi Paulo crucificado por vocês? Nossa gratidão pelos líderes nunca pode transformar-se em adoração.
A igreja não pertence a Paulo. Não pertence a Apolo. Não pertence a Pedro. A igreja pertence a Cristo. E uma igreja que pertence a Cristo precisa ser um lugar onde todos encontram espaço.
Segundo Paulo, o partidarismo produz quatro graves distorções.
1. Coloca homens no lugar que pertence somente a Cristo;
2. Valoriza mais a capacidade humana do que o poder do evangelho;
3. Confunde sabedoria humana com sabedoria espiritual;
4. Transforma cooperadores em concorrentes.
De início, a situação em Corinto parece incrível, e os coríntios, tolos. Mas antes de nos apressarmos a julgar, precisamos perguntar-nos se os adventistas do 7º dia hoje estão isentos do espírito de tais divisões ou da tendência de idolatrar certos líderes e mestres.
A igreja precisa ser unida e unidade não significa uniformidade, não significa que todos pensem exatamente igual sobre tudo. Significa caminhar na mesma direção, ainda que às vezes haja divergência de opiniões, ainda que os dons sejam diferentes, ainda que as perspectivas sejam diferentes, ainda que enxerguemos os detalhes de maneira diferente, temos que nos lembrar que quanto ao propósito, aos princípios e à missão, somos um. Mais adiante, Paulo desenvolve essa ideia usando uma das ilustrações mais belas do Novo Testamento. A igreja é como um corpo. Os membros são diferentes. Possuem tamanhos diferentes. Funções diferentes. Importâncias diferentes aos olhos humanos. Mas todos são indispensáveis. O coração é vital, o cérebro também, mas tente imaginar viver sem a pele. Ela protege, sustenta, comunica, regula a temperatura e mantém a integridade do organismo. Na igreja ninguém é descartável.
“A união é força; a divisão, fraqueza” (CPI, 291). O cristianismo combina com unidade. A Bíblia fala de: um só corpo; uma só fé; um só batismo; uma só esperança; um só Senhor; um só Deus e Pai de todos. Uma igreja unida é: amada no céu, temida no inferno e respeitada na terra.
Quando Cristo ocupa o centro, ninguém precisa disputar o primeiro lugar. Todos encontram seu lugar ao redor dEle.
Agostinho resumiu bem o espírito da unidade cristã: “Nas coisas essenciais, unidade; nas secundárias, liberdade; em todas as coisas, caridade”.
Sabedoria e maturidade
“Irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais” (1Cor 3:1 a 3).
• Depois de denunciar as divisões da igreja, Paulo revela sua verdadeira causa. O problema de Corinto não era falta de inteligência. Não era falta de dons. Não era falta de conhecimento bíblico. Era falta de maturidade espiritual;
• Existe uma grande diferença entre nascer e amadurecer;
• O problema não é começar como criança. O problema é permanecer criança;
• O sinal da imaturidade aparece nos relacionamentos. Os coríntios conheciam muitas verdades, mas praticavam poucas. Eles aprendiam, mas não aplicavam. Eles sabiam muito sobre Cristo, mas viviam pouco como Cristo;
• A verdadeira maturidade nunca é medida pelo quanto sabemos, mas sim pelo quanto nos parecemos com Jesus.
Sintomas da imaturidade:
1- Competitividade:
o Em vez de cooperar, os cristãos começam a competir;
o Querer reconhecimento;
o Querer ser o melhor;
o Não fomos criados para competir; fomos criados para compartilhar;
o No Reino de Deus, a única competição saudável é para servir mais;
o Nossa maior disputa deve ser contra nós mesmos. Ser hoje melhor do que fomos ontem. Não melhor do que o irmão ao lado;
o Ainda hoje existe o risco de transformar a igreja em um ambiente competitivo. Competição por cargos, por reconhecimento, por espaço.
2- Comparação:
o Quando nos comparamos com pessoas aparentemente superiores, nasce a inveja;
o Quando nos comparamos com pessoas aparentemente inferiores, nasce o orgulho;
o Nenhum desses dois sentimentos vem de Deus.
Dois tipos de sabedoria apresentados por Paulo:
1- Sabedoria humana:
o Baseia-se no orgulho;
o Valoriza a aparência;
o Exalta líderes humanos;
o Produz divisões;
o “A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (1Co 3:19)
2- A sabedoria de Deus:
o Coloca Cristo no centro;
o Produz humildade;
o Promove unidade;
o Forma servos;
o Quanto mais sábia uma pessoa se torna aos olhos de Deus, menos necessidade sente de provar que é importante.
Três imagens para descrever a igreja utilizadas por Paulo:
1. Uma família. Temos o mesmo Pai;
2. Um campo. No campo todos trabalham para a mesma colheita;
3. Um templo. Cada cristão é uma pedra dessa construção.
Servir como Cristo
“Importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo” (1Co 4:1).
• Paulo corrige os problemas internos da igreja de Corinto não apenas lhes oferecendo conceitos doutrinários, mas lhes mostrando o exemplo de Cristo.
“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:5 a ??.
• Há um verbo que nos ajuda a ter uma ideia do que quis dizer Paulo nos versos acima, o verbo é renunciar;
• Jesus renunciou a Seu direito à igualdade. Há duas palavras gregas para “forma”: ‘morphe e schema’. ‘Morphe’ é a forma essencial de algo que jamais se altera, ‘schema’ é a forma externa que muda de tempos em tempos, de circunstância em circunstância. A palavra que Paulo usa com referência a Jesus é ‘morphe’ que descreve aquilo que não pode ser mudado. A palavra grega que traduzida por usurpação é ‘harpagmos’ e só aparece nesse texto em toda a Bíblia. Ela provém de um verbo que significa reportar ou aferrar-se. Jesus não se agarrou aos privilégios de sua igualdade com Deus. Embora Ele não tenha perdido a Sua divindade, Ele renunciou ao uso independente de alguns privilégios divinos durante Sua missão terrestre;
• Ele se esvaziou, o verbo grego ‘kenou’ se esvaziou, literalmente significa nada, seria como tirar algo de um recipiente até que ele fique vazio, ou derramar algo de um recipiente até que não fique nada. Jesus renunciou ao seu ambiente de glória;
• Cristo tomou a forma (morphe) de servo. Ele não nasceu num palácio, o rei dos reis não nasceu num berço de ouro, nem entrou no mundo por intermédio de uma família rica e opulenta, ao contrário, nasceu num berço pobre, numa família pobre, numa cidade pobre. Jesus nasceu numa manjedoura, cresceu numa carpintaria e morreu numa Cruz. Jesus abriu e reconheceu firma no cartório dos miseráveis. Jesus renunciou ao que a maioria das pessoas dá a vida para ter, a riqueza;
• Jesus renunciou a Seu direito de viver. A ênfase não está apenas no fato de que Cristo morreu, mas no tipo de morte. Foi uma morte que envolveu vergonha e sofrimento intensos.
A cultura contemporânea nos exorta a exigir e fazer valer os nossos direitos. Isso é bom e em geral é o que deve ser feito. Contudo, como aconteceu com Jesus, a vontade de Deus pode nos pedir que renunciemos a nossos direitos livremente a fim de servir ao Pai de maneiras que terão um impacto eterno para o reino de Deus.
Estilo de vida que reflete a cruz
Paulo então desloca a discussão das divisões para o modelo de liderança cristã. Ele estabelece que o verdadeiro critério para avaliar um líder não é a aprovação humana, mas a fidelidade diante de Deus (1Co 4:1-5). Posteriormente, Paulo apresenta o sofrimento como elemento constitutivo do ministério apostólico (1Co 4:9-13), evidenciando que a liderança cristã não é marcada por honra e reconhecimento, mas pela disposição de seguir o caminho da cruz.
A Bíblia ensina que Deus chama pessoas para liderar Seu povo. Líderes fiéis merecem respeito, apoio e oração. O problema nunca foi seguir líderes. O problema sempre foi substituir Cristo pelos líderes.
Vivemos em uma época marcada pela cultura das celebridades. Também dentro da igreja existe o risco de transformar pregadores, pastores e influenciadores em ídolos.
Devemos honrar nossos líderes. Devemos aprender com eles. Devemos orar por eles.
Mas nossa lealdade absoluta pertence somente a Cristo.
Quando um líder nos aproxima de Jesus, ele está cumprindo sua missão.
O líder cristão não influencia apenas por aquilo que ensina, mas principalmente por aquilo que vive. Quando suas palavras e suas atitudes caminham na mesma direção, ele se torna um exemplo digno de ser seguido. Foi por isso que Paulo pôde dizer: “Sejam meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co 11:1). Sua autoridade não estava apenas em sua posição apostólica, mas na coerência entre sua doutrina e seu caráter.
Em um mundo que desconfia dos discursos, a coerência tornou-se uma das maiores credenciais da liderança cristã. As pessoas podem esquecer nossos sermões, mas dificilmente esquecerão nosso exemplo. Antes de pedir que alguém siga nossas palavras, precisamos perguntar se nossa vida pode ser seguida.
O maior sermão de um líder não é o que sai de sua boca, mas o que é visto em sua vida.
Conclusão:
O que não causa divisão na igreja:
1. Pensar de maneira diferente:
o Deus nos criou diferentes. Temos personalidades diferentes, experiências diferentes e maneiras próprias de enxergar determinadas situações. Essa diversidade enriquece a igreja. Unidade nunca significou uniformidade.
2. Conversar sobre assuntos doutrinários:
o Questionamentos sinceros, feitos com humildade, respeito e submissão à Palavra de Deus, não enfraquecem a igreja. Ao contrário. Fortalecem a fé. A igreja cresce quando seus membros estudam juntos as Escrituras buscando compreender melhor a vontade de Deus.
3. Diferenças de maturidade espiritual:
o Sempre haverá pessoas em diferentes estágios da caminhada cristã. Alguns acabaram de chegar. Outros caminham com Cristo há muitos anos. Por isso Paulo ensina que os mais maduros devem tratar os mais novos com paciência, amor e respeito pela consciência de cada um. Especialmente os jovens e os recém-convertidos precisam encontrar uma igreja acolhedora, que os ajude a crescer, e não um ambiente de críticas ou desprezo.
O que realmente causa divisão na igreja:
1. Falsos ensinos:
o Doutrinas que contradizem claramente as Escrituras desviam pessoas de Cristo. Muitas vezes esses ensinos surgem movidos pelo desejo de autopromoção, quando alguém busca seguidores para si em vez de conduzir pessoas ao Salvador.
2. Orgulho:
o Do orgulho nascem: inveja, ciúmes, maledicência, ressentimentos e rivalidades. Esses sentimentos conseguem separar até os melhores amigos.
3. Competição:
o No Reino de Deus, ninguém cresce diminuindo o outro. Todos crescem servindo uns aos outros;
o A única competição saudável entre cristãos é ver quem consegue amar, servir e abençoar mais.
4. A busca pelo poder:
o No fim, tudo se resume a uma questão de poder. Quando o ego assume o controle, buscamos reconhecimento, posição e aplausos;
o Quando Cristo governa nossa vida, buscamos servir;
o No Reino de Deus, poder não significa dominar. Significa servir. Por isso precisamos substituir a espada pela toalha;
o É no terreno da humildade que floresce a unidade.
Prejuízo da desunião:
o “O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa” (Rm 2:24). Quando a vida do povo de Deus contradiz sua mensagem, o mundo perde confiança no evangelho.
Diferenças tratadas com amor fortalecem a igreja. Orgulho, competição e busca por poder destroem a igreja.
O maior argumento em favor do cristianismo não é apenas a correção doutrinária. É uma comunidade que demonstra amor. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35).
“Avizinhamo-nos de um tempo em que, mais que nunca, precisamos unir-nos, juntos trabalhar. Há força na união. Na discórdia e desunião só há fraqueza” (ME, vl 2, 372).
A vida do cristão é a página da Bíblia que as pessoas mais leem.
Louvo a Deus pelas maravilhosas lições que podemos aprender de Sua Palavra, e é por isso que sou apaixonado pela Escola Sabatina! #lesadv