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COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA

1º Trimestre de 2024 - O LIVRO DOS SALMOS


Lição 11 – Anseio por Deus em Sião
Destaques do Pastor Eber Nunes #‎lesadv

A Bíblia fala do ‘monte Sião’ (Sl 125), da ‘fortaleza de Sião’ (2º Sm 5), das ‘portas de Sião’ (Sl 87), das ‘filhas de Sião’ (2º Rs 19), diz que Deus reina de ‘Sião’ (Sl 99) e que Ele fundou Seu templo em ‘Sião’ (Sl 87:1), afinal, o que significa ‘Sião’ na Bíblia?
• Citada mais de 150 vezes na Bíblia, Sião é mencionada pela 1ª vez em 2º Samuel 5:7: “Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi”;
• Sião (em hebraico de Tzion), significa cume, o nome designava uma fortaleza. Segundo estudiosos, essa fortaleza tinha cerca de 1,5 quilômetro de diâmetro e era guardada por um muro muito bem estruturado. Além disso, ela contava com vales íngremes ao seu redor e um abastecimento de água seguro da fonte de Giom. Por tudo isso, Sião era uma fortaleza muito difícil de ser conquistada. No entanto, segundo o propósito de Deus, essa fortaleza foi tomada por Davi. Após a conquista, esse local foi renomeado como “Cidade de Davi” (2º Sm 5:6-9). Davi mudou a capital de seu reino para aquele local e começou a expandi-lo, construindo seu palácio ali e uma nova cidadela. Toda essa área passou a ser designada como Sião (1º Rs 8:1; 1º Cr 11:5; 2º Cr 5:2);
• Ao norte da ‘fortaleza de Sião’, ou ‘cidade de Davi’, a cerca de 600 metros de distância, ficava o monte Moriá, onde Isaque havia sido ‘oferecido’ em sacrifício (Gn 22). Lá também o Anjo do Senhor parou na eira de Araúna, o jebuseu, e foi detido por Deus no meio da destruição de Israel (2º Sm 24:16), resultado do pecado de Davi, que tentou realizar um censo contrário à vontade divina. Posteriormente, Davi comprou a eira e ali ergueu um altar ao Senhor e, em expiação por sua presunção, ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas ao Senhor (2º Sm 24:25; 1º Cr 21:15). O templo de Salomão e suas dependências também foram construídos nesse mesmo local (2º Cr 3);
• Sião é mencionada 38 vezes nos Salmos, e frequentemente se refere à cidade de Jerusalém como um todo (Sl 48:1-3; 69:35; 74:2; 87:2-5; 125:1, 2), mas o conceito de Sião nas Escrituras é uma mistura de geografia, política e teologia;
• Sião é o lugar onde devemos ir para nos encontrar com Deus (Sl 84);
• Sião é o lugar de onde Deus envia ajuda e salvação (Sl 9, 14 e 20);
• É em Sião que Deus recebe a adoração (Sl 9; 65) e os cânticos de Sião são hinos alegres que exaltam a soberania divina, e que exaltam os méritos da casa de Deus, e que expressam amor e devoção para o com o santuário como lugar sagrado;
• É em Sião que os remidos estarão na companhia do cordeiro (Ap 14:1).

O uso mais importante da palavra Sião é em seu sentido teológico, onde Sião recebe o significado Cristão do reino espiritual de Deus, a Jerusalém celestial (Hb 12:22; Ap 14:1). “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado” (1ª Pe 2:6).

Um dia nos Teus átrios vale mais que mil
“Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (Sl 84:1-12).
• Spurgeon disse que o Salmo 84 tinha o direito de ser chamado de: “A Pérola dos Salmos. Se o 23 é o mais popular, o 103 o mais alegre, o 119 o mais profundamente experiencial, o 51 o mais queixoso, este é um dos mais doces dos Salmos”;
• O templo do Senhor é mencionado 4 vezes nesse Salmo (Sl 84:2, 3, 4, 10);
• Para os israelitas havia um sentimento de anseio por estar no templo, o qual é chamado de “Teus tabernáculos” (Sl 84:1) ou “átrios do Senhor” (Sl 84: 2). O salmista expressa esse anseio usando linguagem figurada, comparando as aves dos céus quando encontram suas habitações (Sl 84:3);
• As peregrinações que os judeus realizavam para ir ao templo em Jerusalém eram feitas com muitos cânticos espirituais. Movidos pela ansiedade por estar na Casa de Deus, as viagens, mesmo longas, eram alegres e, ao mesmo tempo, provocavam um profundo senso de reverência e autoexame da consciência.

O que suscitava no salmista o desejo de estar sempre no templo?
• Deus Se encontrava com Seu povo no templo. Embora Deus, pela Sua onipresença, possa estar em todos os lugares (Sl 139:7-12), Ele escolheu e consagrou o templo para Se encontrar com Seu povo e receber a adoração e louvor;
• O Salmo 84 é atribuído aos filhos de Corá, e apresenta a singular peregrinação de um verdadeiro adorador, de quem não ia a Jerusalém por causa do templo, mas por causa do Senhor do templo. A presença do “Deus vivo” (Sl 84:2).

“Bem-aventurados os que habitam em tua casa” (Sl 84:1-12).
• Há 3 bem-aventuranças neste Salmo.
1. A 1ª se refere àqueles que habitam no templo (Sl 84:4). São felizes porque sempre podem louvar a Deus;
2. A 2ª se dirige às pessoas que encontram forças no Senhor. Ele é o Deus Todo-Poderoso, pode fortalecer os seres humanos a ir “de força em força” (Sl 84:5);
3. A 3ª é pronunciada sobre a pessoa que confia no Senhor; isso significa que sua vida inteira é ordenada em torno de Deus e da vontade divina (Sl 84:12).

Um homem errante não tem lar; um estrangeiro está longe do lar; um peregrino está se dirigindo a seu lar. Os crentes são peregrinos neste mundo indo com destino à Casa de Deus no Céu, os quais podem fazer 3 declarações:
• Meu prazer está no Senhor (Sl 84:1-4);
• Minha força está no Senhor (Sl 84:5-8);
• Minha confiança está no Senhor (Sl 84:9-12).

Ore pela paz de Jerusalém
“Orai pela paz de Jerusalém” (Sl 122:1-9).
• A expressão hebraica do nome Jerusalém é “Yerushalaim”, que significa “fundação da paz”. No entanto, entre o nome e a realidade há uma profunda e inquietante área de tensões: No decorrer de sua história empolgante, ela não foi marcada pela paz, mas por muitas lágrimas, sofrimento e derramamento de sangue;
• O Salmo 122 é um cântico de peregrinação, que faz parte dos cânticos dos degraus;
• Cânticos dos degraus são os Salmos que formam uma coleção de 15 cânticos de peregrinação, entre os Salmos 120 e 134. Essa coleção também é chamada de Salmos de ‘Romagem’ ou ‘Cânticos das Subidas’;
• Tradições antigas conectam esses 15 Salmos aos 15 degraus que levavam do pátio das mulheres para o pátio dos israelitas no templo. Então supostamente os levitas cantavam sobre estes degraus esses mesmos Salmos. Contudo, o mais provável é que eles eram os Salmos usados pelos peregrinos que seguiam para Jerusalém com a finalidade de participar das grandes festividades anuais;
• Deus instruiu Israel que os homens fossem 3 vezes ao ano a Jerusalém para “comparecer diante do Senhor” com uma oferta: na festa da Páscoa, na Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa dos Tabernáculos (Êx 23:14-17; Dt 16:16). O propósito da peregrinação até Jerusalém era apresentar-se diante da “face de Deus” (Sl 42:2), experimentar o favor divino (Sl 17:15). Da mesma forma, a expressão hebraica “buscar a face de Deus” significava pedir auxílio divino (2Cr 7:14; Sl 27);
• Os judeus partiam das cidades onde viviam em direção a Jerusalém. Alguns vinham de dentro da Palestina, enquanto outros vinham de lugares muito distantes. Em família, os judeus romeiros levavam suas ofertas e animais que seriam sacrificados e durante a caminhada cantavam cânticos ao Senhor. Esses cânticos eram justamente os Cânticos dos Degraus que serviam como um hinário de viagem;
• A peregrinação não era uma jornada individual, o que nos lembra da importância de reunirmo-nos como comunidade/igreja. O salmista se alegrou com a oportunidade de se juntar a outras pessoas na jornada para adorar em Jerusalém. Há alegria em adorar na companhia de irmãos de fé. Ir à casa de Deus pode ser uma tarefa ou um prazer. Para o salmista, era um prazer. Nossa atitude em relação a Deus determinará nossa visão de adoração;
• O Salmo 122 é uma das 4 canções graduais atribuídas especificamente a Davi. Ele o escreveu tanto para o que Jerusalém era em seus dias quanto para o que seria sob seu filho e seus sucessores. Davi pode nunca ter feito uma peregrinação de uma grande distância a uma das principais festas, mas escreveu o Salmo 122 na voz de alguém que o fez e que chegou à Cidade Santa.

O Salmo 122:1-2, revela-nos a importância da peregrinação espiritual. Da mesma forma que os antigos peregrinos se dirigiam ao templo para encontrar-se com Deus, nós também somos chamados a empreender uma jornada em busca de uma conexão mais profunda com Deus. Neste mundo agitado, com agendas lotadas como vivemos hoje, é crucial encontrar momentos para reflexão e oração, nos quais possamos renovar nosso compromisso espiritual e buscar a presença de Deus em nossa vida diária.

No Salmo 122:3-5, descreve-se a celebração de Jerusalém como a cidade escolhida de Deus; a qual, pode ser plausivelmente interpretada como um espaço de comunidade e união. Assim como os adoradores de então exultavam ao aproximarem-se das muralhas de Jerusalém, também somos chamados a valorizar e fortalecer nossos relacionamentos interpessoais e comunidades. No século 21, quando a tecnologia tende a distanciar-nos uns dos outros, devemos lembrar a importância de nos reunirmos, apoiarmos uns aos outros e promovermos a solidariedade e a harmonia.

Finalmente, no Salmo 122:6-9 há uma oração e bênção em prol de Jerusalém. Esta última parte nos inspira a interceder pela paz e prosperidade de nossas cidades, estados e nações. Deste modo, é fundamental colaborarmos com nossas orações e ações pela justiça social, pela erradicação da corrupção e pela busca que uma sociedade mais pautada nos princípios divinos.

Deus é a única fonte da verdadeira paz! O único caminho para a paz encontra-se em Deus, pois a paz provém Dele (Jo 14:27). É por isso que o salmista pede orações “pela paz de Jerusalém”. Faz parte do calendário cristão orar pela paz do povo de Deus, porque essa paz nos qualificará para a proclamação do “evangelho da paz” (Ef 6:15).

Sião – lar de todas as nações
“O Senhor ama as portas de Sião mais do que as habitações todas de Jacó” (Sl 87:1-7).
• Deus é o construtor e mantenedor de Sião (Sl 87:1, 5). Deus ama e a protege Sião (Sl 87:2). Deus é a glória de Sião (Sl 87:3). Deus administra o crescimento de Sião (Sl 87:4). Deus promove o reavivamento de Sião (Sl 87:6-7);
• Spurgeon observou: “Este ‘salmo ou cântico’ foi composto ou dedicado aos filhos de Corá: enquanto eles guardavam os portões da casa do Senhor, eles poderiam usar esta bela composição como um Salmo dentro dos portões, e como um música lá fora”. Estes filhos de Corá eram levitas, da família de Coate. Na época de Davi, eles parecem ter servido no aspecto musical da adoração no templo (2º Cr 20:19)”;
• O Salmo deve ser lido em dois momentos diferentes. Ele é uma profecia sobre o reino futuro, no qual todas as nações [iriam] a Jerusalém adorar (86:9; Is 2:1-5) e também um retrato da Jerusalém celestial, da qual os filhos de Deus serão cidadãos (Lc 10:20; Gl 4:21-31; Fp 3:20, 21; Hb 12:18-24);
• Sião, não é vista apenas como um aglomerado de tijolos e ruas, mas como o palco da própria história de Deus com os homens;
• O salmista ainda compartilha 3 verdades sobre Sião:
1- A cidade é obra das mãos de Deus (Sl 87:1-3);
2- A cidade é habitada pelos filhos de Deus (Sl 87:4-6);
3- A cidade desfruta as bênçãos abundantes de Deus (Sl 87:7).

O fundamento de Deus está em Jerusalém, o centro de sua obra redentora. Visto que a obra de Deus ocorre no tempo e no espaço, ela tinha que acontecer em algum lugar, e Deus escolheu Jerusalém como o lugar onde grande parte dela aconteceria:
• Lá Melquisedeque, rei e sacerdote do Deus Altíssimo, reinou e serviu;
• Lá Abraão estava disposto a oferecer Isaque no monte do Senhor, onde Seu sacrifício perfeito seria oferecido;
• Davi, o maior rei terrestre de Israel, reinou lá e fez dela a capital do reino;
• Lá o tabernáculo de Deus encontrou seu cumprimento e permanência no grande templo que Davi projetou e Salomão construiu;
• Instituições de sacrifício, adoração e serviço sacerdotal foram estabelecidas ali durante séculos;
• Lá Jesus reconheceu e honrou a cidade e observou as festas e rituais do templo;
• Lá Jesus morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou dos mortos;
• Lá a igreja nasceu no dia de Pentecostes;
• Lá os apóstolos serviram e espalharam o evangelho;
• Lá Deus estabelecerá o centro geográfico e físico do Seu reino definitivo na terra.

Depois de focar na própria Jerusalém, Deus fala das nações gentias de ambos os lados de Israel, que eram seus rivais e muitas vezes inimigos. Deus promete que mesmo entre os rivais haveria aqueles que o conhecem – aqueles que têm um relacionamento verdadeiro com Ele. Raabe é uma referência ao Egito, e assim é chamado por causa de sua força e orgulho.

Embora a cidade de Jerusalém não tenha mais a mesma importância religiosa que teve no passado, o Salmo nos lembra da importância de permanecer firmes em nossa fé e confiantes nas promessas de Deus para Seu povo. Somos lembrados de que, assim como Deus escolheu Jerusalém como Sua cidade, Ele nos escolheu como Seu povo e escreveu nossos nomes em Seu Livro dos Vivos.

Segurança e paz de Sião
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente nas tribulações” (Sl 46:1-11).
• Alguns acreditam que o contexto histórico do Salmo 46 é o livramento miraculoso de Jerusalém quando a cidade foi cercada por Senaqueribe, da Assíria (2º Rs 18:13-19:35; Is 36). Nessa ocasião, o povo de Judá experimentou a presença de Deus de modo singular, daí o Salmo celebrar louvores a Ele como Emanuel, Deus conosco;
• Esse Salmo também tem sido chamado de “Salmo de Lutero” porque o grande reformador se inspirou em suas palavras para compor “Castelo Forte” (Hinário Adventista, no 33), hino tema da Reforma Protestante;
• Ellen White afirma que esse Salmo será cantado pelos remidos no último livramento antes da volta de Jesus. Ela diz sobre o povo de Deus: “Seu rosto, pouco antes tão pálido, ansioso e descomposto, resplandece agora de admiração, fé e amor. Sua voz ergue-se em cântico triunfal: ‘Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (GC, 639);
• A mensagem desse Salmo sustentou o povo de Deus no passado, sustentará no futuro e pode ser um forte apoio ao enfrentarmos nossos desafios no presente. Em suas 3 estrofes, podemos conhecer melhor a Deus e, renovar a confiança de que o Senhor Deus estará ao lado de Seus filhos em qualquer situação;
1- Na 1ª estrofe, Deus é. O autor mostra a soberania de um Deus sempre pronto a ajudar em todas as circunstâncias. “Ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares” (Sl 46:2), não precisamos temer, pois Ele continua sendo Deus;
2- Na 2ª estrofe, Deus está. Não importa os tumultos, os rugidos, os gemidos da natureza ou dos impérios, Deus está conosco. Ele é nosso refúgio seguro e poderoso (Sl 46: 7 e 11);
3- Na 3ª estrofe, Deus faz. As obras do Senhor são impressionantes. No momento certo, Ele acaba com as guerras, o mal e o pecado. Por isso, Davi descreve um campo de batalha repleto de armas quebradas e veículos queimados, mostrando uma vitória total.

Inspirado pelo Espírito Santo e escrito por homem sob a Sua regência, esse Salmo fala ao nosso coração neste século XXI. Em tempo de perseguição, catástrofes naturais, crises econômicas, guerras, etc. Deus confortou com este Salmo o coração dos fieis e conforta ainda hoje. Diante de situações aflitivas, diante da morte de um ente querido, enfrentando a dor de uma tragédia ou esmagado pelo sofrimento de um acidente, as palavras de Salmo aplicadas pelo Espírito Santo são capazes de fazer o que nenhum calmante químico faz. O Deus que operou no passado é o mesmo que atua no presente, e atuará no futuro.

Inabalável como o monte Sião
“Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala” (Sl 125:1-5).
• Os montes são frequentemente considerados na Bíblia como símbolo de estabilidade, solidez e grandeza. Montanhas são difíceis de serem removidas, representando a confiança na proteção divina;
• Ao visitar Israel e andar pelas terras bíblicas, o que mais o turista vê são montes. A própria cidade de Jerusalém fica localizada em uma região montanhosa. Então, ao compor o salmo 125, é possível que o salmista estivesse olhando para as montanhas ao redor da cidade e escrito: “Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do Seu povo, desde agora e para sempre” (Sl 125:2). Há dois tópicos nesse versículo: 1º) Deus é simbolizado pelos montes ao redor, sugerindo que Ele cerca Seu povo com Sua presença; 2º) Deus dá ao Seu povo a certeza de proteção (2º Rs 6:16, 17).

Jerusalém não está situada sobre uma montanha, mas entre várias colinas. O povo de Deus pode confiar que Yahweh os cercará e os protegerá, assim como Jerusalém tem montanhas ao seu redor. O peregrino que chega a Jerusalém vê estas montanhas e com este canto faz uma aplicação espiritual da geografia. Assim, Jeová está ao redor do seu povo: Deus prometeu não apenas estar presente com o seu povo, mas também estar perto dele. Ele estaria ao seu redor para que nada pudesse alcançá-los, a menos que primeiro passasse por Ele. Como Jerusalém tem montanhas ao seu redor: “O Monte Sião não é o pico mais alto da cordilheira ao redor de Jerusalém. A leste está o Monte das Oliveiras, ao norte está o Monte Scopus, a oeste e ao sul estão outras colinas, todas mais altas que o Monte Sião. Cercado por montanhas, o Monte Sião estava seguro graças à sua defesa natural. Está rodeado por outras montanhas, a pouca distância, como se estivesse no meio de um anfiteatro.

Algumas pessoas são como areia, sempre mutáveis e instáveis (Mt 7:26);
Algumas pessoas são como o mar, inquietas e instáveis (Is 57:20, Tg 1:6);
Algumas pessoas são como o vento, inseguras e inconsistentes (Ef 4:14);
Os crentes são como uma montanha, fortes, estáveis e seguros (Sl 125).

Conclusão:
Os que forem salvos estarão “no monte Sião” (Jl 2:32). Haverá “livramento” e santidade no monte Sião, e o julgamento será feito pelo “Monte Sião” (Ob 17, 21). Os que tiverem seus registros de nascimento no monte Sião serão estabelecidos pelo Senhor (Sl 87:5, 6). Contendo o monte essa centralidade, identifica-se uma teologia a respeito do monte Sião. Tanto os escritores do Antigo quanto do Novo Testamento aplicaram essa teologia em torno da congregação dos filhos de Deus, uma referência simbólica à Nova Jerusalém, o real monte de Deus de onde Ele governará (Ap 14:1; Hb 12:22).

Louvo a Deus pelas maravilhosas lições que podemos aprender de Sua Palavra e é por isso que sou apaixonado pela Escola Sabatina! #lesadv