Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2019

Lição 7 – As sete trombetas

Semana  9 a 15 de fevereiro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com – marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Nos dias em que o sétimo anjo estiver para tocar sua trombeta, vai se cumprir o mistério de DEUS, da forma como Ele o anunciou aos Seus servos, os profetas” (Após. 10:7, NVI).

 

Introdução de sábado à tarde

Comecemos comentando o verso acima. Quando toca a sétima trombeta, cumpre-se o mistério de DEUS. Que mistério é esse? É o plano da salvação, que já existia desde a eternidade, antes de se manifestar o pecado no mundo. DEUS desde sempre já sabia o que aconteceria e também desde sempre sabia o que iria fazer, mas não anunciou para ninguém. Ninguém soube que viria o pecado e nem como seria resolvido, muito menos que JESUS voltaria a este mundo buscar os fiéis. O plano da salvação era um mistério até que foi anunciado aos profetas de DEUS. Esse mistério torna-se realidade completa com a segunda vinda de JESUS, que coincide com a sétima trombeta, ou o silêncio de meia hora no Céu. O mistério começou a ser resolvido com a morte de JESUS, e será concluído com Sua vinda para salvar da morte os fiéis aos mandamentos.

Essa é também uma das partes mais fortes da vingança que DEUS acometerá sobre os ímpios por terem perseguido os Seus filhos fiéis. É hoje inimaginável como essas pessoas sofrerão por terem feito mal aos servos de DEUS. Nesse caso se trata de uma vingança de DEUS pela perseguição final; mas ainda haverá outra vingança, no final do milênio, por essa perseguição e também por todas as anteriores. Cada mau elemento pagará na exata dimensão em que fez mal aos seus semelhantes, especialmente contra os santos. Mas também pagarão pelo mal que fizeram entre si. Por exemplo, os traficantes de drogas terão que pagar por isso, mesmo que os drogados nunca fossem cristãos. Os assassinos, os ladrões, os sequestradores, os exploradores, etc., todos esses que fizeram algum mal a seres humanos, e que não se arrependeram, pagarão caro por isso. É a tal justiça divina, que parece tardar, mas que vem no momento marcado por DEUS. Esse é o chamado dia do ajuste de contas, no final do milênio.

 

  1. Primeiro dia: As orações dos santos

Estudemos o texto de Apocalipse a seguir: “E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a Terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos” (Apocalipse 8:3-5).

Fala sobre as orações dos santos ao longo dos tempos. Essas orações tiveram um reforço (“e foi-lhe dado muito incenso”), a intercessão dos méritos de JESUS CRISTO a favor dessas orações. Ele era o seu sacerdote intercessor, que aqui na Terra, levava esse incenso perante o altar, perante o lugar santíssimo. Assim essas orações tornam-se aceitáveis perante DEUS Pai.

Então o anjo, ainda com o incensário na mão, não coloca mais incenso, mas pega fogo do altar, que ficava fora, no pátio, e coloca no incensário. Não há mais intercessão por causa das orações, e nem há mais orações. Todas as pessoas, ou se converteram ou não querem se converter nunca mais. Esse serviço de intercessão terminou e o anjo arroja seu incensário sobre a Terra, anunciando o fim da graça.

Algo assim acontecia no antigo ritual do santuário. Quando esse ritual terminava para aquele dia, e isso ocorria à tarde, no sacrifício da tarde, terminavam os serviços no santuário. Então o sacerdote que carregava o incensário o jogava ao chão, e isso até fazia barulho. Era símbolo de que ao menos naquele dia não mais haveria intercessão, e no caso em apreço, era símbolo do fim da intercessão, portanto, fim da graça. Ou seja, agora começaria a resposta das orações e dos clamores das almas debaixo do altar e das orações de todos os santos de todos os tempos, pedindo justiça, incluindo as orações dos perseguidos ainda vivos sobre a TerraComeçariam as pragas sobre os ímpios. E logo mais chegaria a sétima praga que é o castigo maior dentre as pragas, em cima dos ímpios, porque mais adiante, no final do milênio, o inferno será castigo ainda pior.

As sete trombetas significam a ação de DEUS contra os inimigos do povo de DEUS. São os juízos de advertência, como diz Mervyn Maxwel. E isso estudaremos adiante. Assim como DEUS utilizava nações pagãs para castigar Seu povo de Israel e Judá, assim Ele utilizou nações pagãs para castigar os inimigos de Seu povo. Por isso, para muitos parece que DEUS nunca fez alguma coisa em favor de Seus amigos. A história parece tão natural que precisa atentar para esses estudos e ver como DEUS age com poderosa mão.

 

  1. Segunda: O significado das trombetas

Quanto a interpretação das sete trombetas, há uma diferença entre esse humilde comentarista da lição, e estudioso leigo da Bíblia (não sou teólogo e nem pastor, sou professor aposentado em curso superior de Administração numa universidade secular) com o autor dessas lições. Ele segue como interpreta Mervyn Maxwell, em seu livro “Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse” e outros autores dessa linha. De minha parte prefiro seguir a posição oficial da igreja que encontrei no Comentário Bíblico Adventista, compartilhado por outros autores como o Pr. Henry Feyerabend, Pr. Vilmar Gonzalez e Pr. Aracely Mello, e outros. A versão do autor da lição pode ser estudada na própria lição. A versão do nosso Comentário Bíblico apresento aqui, também bastante resumida. Ela pode ser melhor estudada no livro específico do comentário nos respetivos versos do Apocalipse, que está nos capítulos 8, 9 e 11.

As primeiras quatro trombetas tocam pela derrubada do Império Romano Ocidental por meio de povos bárbaros, que depois se fixaram na Europa e hoje fazem parte em forma de países modernos, até bem comportadinhos se comparados àqueles tempos. A quinta trombeta derruba o Império Romano Oriental, com a queda de Constantinopla, em 1453 d.C. A sexta trombeta termina com a queda do Império Otomano, o fim dos sultanatos ou do poder dos Turcos, que derrubou o Império Romano Oriental. Na realidade, a quinta e sexta trombetas são responsáveis pela derrocada do Império Romano Oriental. A sétima trombeta culmina com a queda dos poderes das nações do mundo; ela derruba o mundo e todas as suas nações.

Detalhando um pouco mais. Vamos às primeiras quatro trombetas. A primeira trombeta (Apoc. 8:6 a 7) é representada pelo povo bárbaro dos Godos, cujo chefe era Alarico. Os Godos e Visigodos (dois povos irmãos) invadiram a Trácia, Macedônia e a Grécia, começando lá pelo ano 396 de nossa era. Saquearam Roma em 410. Também saquearam onde hoje é a França e se estabeleceram em definitivo na atual Espanha. Por onde passavam destruíam quase tudo, por isso relata a destruição até da erva verde. Eram um povo bárbaro, forte, nômade, rude, e guerreiro. Não tinham dó nem piedade, matavam e saqueavam, depois indo embora.

A segunda trombeta também atacou o Império Romano. Desta vez vieram os Vândalos, outro povo bárbaro destruidor, pior que os Godos e Visigodos. Esses destruíram e saquearam a Espanha, Itália e Grécia, e por fim, durante duas semanas, em 455, depredaram e saquearam a cidade de Roma. Houve uma batalha naval onde os navios romanos foram praticamente destruídos pelos Vândalos, e tingiu de sangue o mar.

Depois vieram os Hunos, a terceira trombeta contra o Império Romano que resistia, mas que se enfraquecia. Os Hunos eram comandados pelo rei Átila, um terrível comandante de guerra. Devastaram o vacilante Império Romano, foram protagonistas da pior carnificina da história, tão maus e cruéis eram eles. Átila morreu em 453 e os hunos desapareceram quase que imediatamente, desfazendo-se como um povo.

Então toca a quarta trombeta, os Hérulos de Odoacra. Foram mais cruéis que os bárbaros anteriores. Acabaram com o Império Romano. A sua passagem foi notoriamente amarga como a erva absinto, desse sabor. Eles acabaram com o imperador, o senado e o consulado, os três luminares do Império Romano: o sol, a lua e as estrelas. A queda do Império Romano Ocidental ocorreu em 476.

Essas foram as quatro primeiras trombetas. Faltam ainda três, também chamadas três ais, ou seja, a situação militar e política no mundo iria piorar. Viriam ainda três grandes juízos sobre o mundo.

Vem a quinta trombeta, o primeiro ai (Apoc. 8:13 e 9:1-12). Trata-se de uma estrela caída na Terra, é satanás que caiu há séculos. Mas recebeu poder e houve devastações pelos Sarracenos e pelos Turcos, seus aliados. Em 628 caiu o Império Persa e isso abriu espaço para as conquistas dos árabes/turcos. Os turcos são um dos povos árabes. Maomé, um árabe, como que saiu do poço do abismo, retratando os vastos desertos de onde os árabes surgiam e com força conquistavam. Eles escureceram o cristianismo, ou, o sol do cristianismo. Invadiam como os gafanhotos do Egito, não havia lugar onde não entrassem. As hordas árabes maometanas foram simbolizadas como ondas de gafanhotos e danificavam como escorpiões, muito hostis aos homens. Curiosamente eles só atacavam os ímpios, mesmo cristãos, mas não os justos. Ou seja, simbolicamente falando, deixavam as plantas e as árvores. Não destruíram as propriedades nem os cristãos sinceros e nem os judeus. Eles tinham uma ordem superior que determinava assim: “Encontrareis uma outra espécie de pessoas que pertencem à sinagoga de satanás, que têm coroas raspadas; fendei-lhes sem falta a cabeça, e não lhes deis quartel, até que se façam muçulmanos ou que paguem tributo” (Citado por Edward Gibbon, The Decline and Fall of the Roman Empire). Atacavam os não observadores do sábado, ou, os não selados.

Os árabes maometanos escureceram o sol e o ar, por meio de sua doutrina que impunham à força (Apoc. 9:1-2). Isso desde 622 d.C. O Império Romano Oriental foi gradativamente sendo derrubado. Otoman (do Império Otomano) invadiu a Nicomédia, que marca o início dos 5 meses (150 anos) de tormento por parte dos otomanos (Apoc. 9: 5, 6 e 10). Em 27 de julho de 1299 ele funda o governo do Império Otomano, o chamado anjo do abismo. O tormento durou dessa data até 27/07/1449; logo após houve a queda de Constantinopla (em 1453), que é a queda do Império Romano Oriental, e o fim da quinta trombeta foi nesse ano.

Vem a sexta trombeta, com a continuidade do poder dos turcos, ou seja, do Império Otomano, o segundo ai (Apoc. 9:13 a 21). Essa vez são os 4 anjos do rio Eufrates, ou, os quatro sultanatos: Alepo (1079); Icônio (1064); Damasco (1079) e Bagdá (1056). Um exemplo clássico de sultanato é o Império Turco e por associação figurativa podemos usar o termo para definir poderes exercidos por países islâmicos ou seus segmentos que praticam o nepotismo, se beneficiam do poder para obter regalias e privilégios, nenhuma transparência das despesas e uso político dos cargos e funções públicas, dominam para si, tem muitos serviçais e mordomos, vivem em extrema riqueza e exploram o povo sujeito ao sultão. Esses sultões foram soltos em 27/06/1449 e dominaram até 11/08/1840, quando terminou a supremacia turca e ocorreu a queda do Império Otomano (ou turco, império fundado por Othman ou também Osman, ver O Grande Conflito, 334)Enquanto dominavam, vinha com enormes exércitos, incontáveis soldados, e suas armas cuspiam fogo, fumaça e enxofre, ou seja, já usavam armas de fogo, os mosquetesA quinta e a sexta trombeta representam o Império OtomanoAtormentaram o Império Romano Oriental, também conhecido como Império Bizantino (porque a cidade de Constantinopla antes se chamava Bizâncio, hoje é Istambul), até que o derrubaram em 1453, culminando nesse ano com o fim do Império Romano Oriental. A ação da sexta trombeta, ou, do segundo ai, ou ainda o fim do Império Turco ou Otomano se estendeu de 29/05/1453 até 11 de agosto de 1840. O Império Otomano derrubou o Império Romano Oriental em 1453 e ele perdurou até 1840. Esse império foi um terrível tormento sobre o falso cristianismo.

Então vem o sétimo anjo e toca a sétima trombeta, ou também o terceiro ai, a trombeta mais fatal de todas, contra os ímpios, será contra todos eles, de todo o planetaEsse é o tempo das nações iradas (houve duas guerras mundiais e centenas de outras guerras menores, fabricação de muito armamento poderoso para matar e destruir e ameaças de guerra), iminente ira de DEUS, ou seja, as pragas se aproximam. As nações preparam-se para o Armagedom, a última batalha antes da segunda vinda, que ocorre na sexta praga. Mas a queda do mundo passa a ocorrer com o derramamento das taças das pragas, e a sétima praga acaba com o planeta, tanto pela destruição total da Terra como da morte de todos os ímpios. Próximo do final da sétima praga JESUS volta e leva os justos consigo ao Céu. Os ímpios verão isso, mas não suportarão, certamente a parte mais intensa de seu castigo: ver JESUS, mas a parte mais sublime aos salvos.

Resumindo as sete trombetas: os povos bárbaros (quatro primeiras trombetas) liquidam com o Império Romano Ocidental; os povos maometanos (a quinta trombeta) liquidam com o Império Romano Oriental, ou Império Bizantino; a sexta trombeta é o fim do Império Otomano, Árabe ou Muçulmano; a sétima trombeta, dá uma última oportunidade ao mundo e liquida de vez com a parte da humanidade ímpia e socorre os justos levando-os para o Céu. Assim se aprende de nosso Comentário Adventista verso por verso.

Findaram os sofrimentos nesse planeta, por pelo menos 1000 anos. Aliás, continua o sofrimento, mas agora em satanás e seus anjos. Estes verão como é ruim não ter o que fazer quando algo precisa ser feito.

 

  1. Terça: O anjo com um livro aberto

A sexta trombeta abrange o tempo do fim, a sétima toca por volta de 1844 indo até às pragas e anuncia a volta de JESUS e o fim da humanidade. Os grandes acontecimentos finais em que ainda há oportunidade de decisão ocorrem no início da sétima trombeta. Nesse tempo as nações estarão furiosas, as pessoas, divididas em facções políticas, altamente preconceituosas, especialmente contra quem crê em DEUS e ofendem o evolucionismo, ou ainda, tem esperança na volta de JESUS CRISTO.

Estudemos hoje o que acontece em Apoc. 10:1-4. Faremos explicações ao longo desses versículos, entre colchetes. Fica diferente e fácil de entender.

“E vi outro anjo forte, que descia do Céu, vestido de uma nuvem; e por cima da sua cabeça estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo; e tinha na sua mão um livrinho aberto. E pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a Terra; e clamou com grande voz, como quando ruge um leão; [Esse anjo é JESUS. A descrição do anjo corresponde a Ele. O colocar um pé sobre a terra e outro sobre o mar significa a sua autoridade global nesse planeta. O clamar com grande voz, como ruge o leão, também significa a Sua autoridade e o poder de Sua mensagem], havendo clamado, os sete trovões emitiram as suas vozes. E, quando os sete trovões acabaram de emitir as suas vozes, eu ia escrever; mas ouvi uma voz do Céu, que me dizia: Sela o que os sete trovões emitiram, e não o escrevas. [Eles falaram algo importante, tanto que João logo iria anotar, mas isso não foi permitido. Talvez o que esses sete trovões falaram fosse revelado mais tarde ou jamais, não sabemos. Também isso significa que João anotava logo o que lhe era revelado, não deixando para mais tarde como alguns imaginam.] E o anjo que vi estar sobre o mar e sobre a Terra levantou a sua mão ao Céu, e jurou por Aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu e o que nele há, e a Terra e o que nela há, e o mar e o que nele há [Levantar a mão sempre foi uma posição utilizada quando se vai dizer algo muito solene e importante, ao que se deveria prestar total atenção.], que não haveria mais demora [Refere-se ao fim do tempo dos 1260 anos, que estavam por terminar, por isso já não haveria mais demora. Também refere-se à chegada do fim dos tempos, da proximidade da vinda de JESUS.]; mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, Seus servos [O segredo de DEUS é o plano da salvação, que existia desde sempre mas que não fora revelado senão com a entrada do pecado, e o cumprir-se esse segredo é a segunda vinda, o clímax do plano da salvação. JESUS está prestes a retornar, dizia o anjo (JESUS, Ele mesmo).]” (Apocalipse 10:1-7).

Em relação a expressão “já não haverá mais demora” também podemos entender que o fim da história do pecado está bem próximo. Que não haverá mais períodos proféticos como o das 2.300 tardes a manhãs (anos), dos 1260 anos, e outros períodos do livro de Daniel. De 1844 para cá não há profecia com tempo profético, não encontramos na Bíblia. Por isso, por exemplo, torna-se impossível calcular a data da volta de JESUS CRISTO à Terra, embora muitos o tenham tentado, fracassando e resultando isso em motivos de chacota e até de blasfêmia. Hoje estamos a minutos proféticos distantes do grande dia do segredo de DEUS.

 

  1. Quarta: Comendo o livro

João era para ter uma experiência com o livro de Daniel, na realidade, com um versículo desse livro, Daniel 8:14, onde se refere que até 2300 tardes e manhãs (anos) e o santuário será purificadoAqui a intepretação correta é que, a partir de 1844, quando terminam os 2.300 anos, JESUS passaria do lugar santo ao santíssimo, e Se tornaria juiz dos adoradores do santuário, ou, do povo de DEUS. Claro, Ele continuaria sendo ainda sacerdote no lugar santo, até se fechar a porta da graça. Mas Ele julgaria o Seu povo, para ver quem realmente se arrependeu e foi perdoado, e esse será levado com JESUS quando voltarA purificação do santuário é o apagar dos pecados do povo de DEUS que foi aprovado nesse juízo, ou seja, aqueles que serão salvos não tem nenhum mau testemunho anotado no lugar santíssimoporque se arrependeram e foram perdoadosO santuário está puro dos pecados deles, pois se arrependeram e foram perdoados, seus pecados já não mais existemO julgamento que se iniciou em 1844 é correspondente ao dia da expiação no antigo ritual do santuário. Agora JESUS entrara no lugar santíssimo e estava julgando os adoradores do templo, por isso a ordem de medir o templo, o altar e os adoradores. Medir aqui corresponde a julgar.

Mas em 1844 os estudiosos da Bíblia não entenderam assim. Eles concluíram, felizes, que JESUS retornaria, embora Ele mesmo tivesse dito que a tal data ninguém saberia. Foi com grande entusiasmo que proclamaram a vinda de JESUS, mas, ao Ele não retornar, houve amarga decepção.

Em lugar do doce da esperança apareceu a amargura da decepção, a profecia não se cumpriu, pensaram elesA profecia se cumpriu sim, mas não da maneira como eles a interpretaramEles deveriam profetizar ainda mais algum tempo, ou seja, ensinar o mundo a respeito da segunda vinda de JESUS CRISTO e outras verdades associadas. Foi por isso que João deveria comer o livro de Daniel, sentir o doce da expectativa da segunda vinda e também o amargo da decepção por não ter vindo, e saberem que ainda havia trabalho pela frente.

 

  1. Quinta: As duas testemunhas

As duas testemunhas, ou as duas oliveiras, ou os dois castiçais representam a iluminação da verdade pelo poder do ESPÍRITO SANTO, a partir da palavra de DEUS (Apoc. 11:4; Zac. 4:2-14 e Sal. 119:105). Quando oramos, falamos com DEUS; quando lemos a Bíblia, Ele fala conosco.

O que podemos concluir na leitura de Apocalipse 11:7 a 10 (sobre as duas testemunhas)?

Elas dão testemunho sobre JESUS.

A besta do abismo (satanás) peleja contra elas durante 1260 anos, de 538 a 1798.

As vencerá e matará, por três anos e meio, quase no final daqueles 1260 anos.

Seus cadáveres ficarão estendidos, não serão enterrados, isso para demonstrar desprezo pela Palavra de DEUS, quer dizer, a leitura da Bíblia será totalmente proibida além dela ser ridicularizada e desvalorizada, como se estivesse extinguindo para sempre.

Na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito (imoralidade e rejeição a DEUS), que foi a praça central da cidade de Paris, França, que queimara uma enorme quantidade de Bíblias, intentando eliminar esse livro.

Onde também o seu Senhor foi crucificado, simbolizando Jerusalém, Ele também parecia ter sido eliminado para sempre.

Líderes políticos franceses não permitiram sepultar as testemunhas, queriam zombar da ideia da existência de DEUS.

Habitantes sobre a Terra se alegraram e comemoravam, trocando presentes, porque os profetas atormentaram essas pessoas. Essas pessoas eram acusadas pelas duas testemunhas bem como seus cultos eram denunciados como satânicos, não verdadeiramente cristãos. Por esse tempo, os reformadores vinham ensinando verdades que incomodavam muito o clero bem como a política exploradora. Por isso tanto ódio contra a Bíblia.

Ou seja, três anos e meio foi o tempo da aparente falência do verdadeiro cristianismo bíblico (cf. Núm. 14:34 e Ezeq. 4:6 e 7). Mas durante esses três anos e meio, foi o tempo do terror da Revolução Francesa: 26/11/1793 a 17/06/1797, algo insuportável por todos, perderam o controle e o comando sobre a nação francesa, conseguiram, sem a Bíblia, o caos, morte, destruição, medo, terror, sangue, insegurança, criminalidade, etc.

Sim, a Revolução Francesa foi um tempo de imoralidade, terror, corrupção, criminalidade, mortes e total insegurança. A corrupção apareceu porque a Lei de DEUS foi abolida. A semana de 7 dias foi substituída por outra de 10 dias. A cada 10º dia havia uma festa de prostituição, orgia e blasfêmias; a festa sempre era pública. O batismo e comunhão foram abolidos. Aparentemente as duas testemunhas estavam mesmo mortas.

Assembleia legislativa francesa declarou: não há DEUSBíblia foi abolida e queimada na FrançaTodas as igrejas foram fechadas, incluindo as católicasProibiu-se a adoração e todo tipo de cultoSábado foi abandonado, proibidoNegou-se a existência de DEUS. Uma mulher imoral (prostituta) foi declarada a deusa da razãoEla deveria ser adoradaIsso resultou num abismo de violência e corrupção. O faraó do Egito havia declarado: “Quem é o Senhor, para que Lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tão pouco deixarei ir Israel” (Exo. 5:2). A França fez algo semelhante.

Mas não durou muito. Em 17 de junho de 1797, a Assembleia Legislativa Francesa reconheceu a legitimidade da religião para a naçãoEla foi autorizada mais uma vezA semana voltou a ser de sete dias, e o sétimo, era o sábadoLogo a França voltou à normalidade, progresso e segurança. Paz e segurança somente com DEUS, por métodos humanos se obtém somente o contrário, desordem e caos.

Então, daí em diante, cumpre-se a ordem: “Subi para aqui” (Apoc. 11:12). Em 1804 fundam a primeira Sociedade Bíblica Britânica. Em 1816 vem a Sociedade Bíblica Americana. Antes de 1804 a Bíblia estava traduzida em 15 línguas. Até o final de 2012, estava em 2.500 línguas e dialetos.

Voltaire, crítico do Cristianismo, escreveu e publicou em sua gráfica que num espaço de cem anos (com o desenvolvimento das ciências) não haveria nenhuma Bíblia na Terra senão nas prateleiras, vitrinas e amostras de museus, para ser investigada (procurada) por algum curioso em antiguidades, passando à história. A respeito da presunção de Voltaire, apenas cinquenta anos depois da sua morte, a Sociedade Bíblica de Genebra comprou a residência e editora de Voltaire, onde ele escreveu a insidiosa declaração, transformando a sua casa num enorme depósito de distribuição e de impressão de Bíblias! Mais tarde aquela mesma casa tornou-se a sede da filial de Paris, da Sociedade Bíblica Britânica e Internacional, a qual distribui Bíblias em toda a Europa! Que ironia da história!

Foi também curiosa a atitude de Voltaire que nunca queria arrendar as suas terras, senão a rendeiros cristãos, porque segundo afirmava, os rendeiros Cristãos, eram honestos nas suas contas.  Sem comentários!!!!  Crendo ou não no cristianismo, Voltaire defendia a todos a liberdade de expressão em sua famosa frase: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até à morte o direito de você dizê-las.” Nisso ele estava certo.

As Sociedades Bíblicas Unidas congregam 146 Sociedades Bíblicas, atuantes em mais de 200 países e territórios. Essas entidades são orientadas pela missão de promover a maior distribuição possível de Bíblias, numa linguagem que as pessoas possam compreender e a um preço que possam pagar.

A Bíblia por exemplo, estimam que já foram impressas e distribuídas mais de 6 bilhões de unidades. O Alcorão, livro sagrado do Islã foram impressos entre 600 a 800 milhões de cópias, impulsionado por uma prática sagrada de que o livro não deve ser vendido, e sim doado. O Livro Vermelho que contém as citações do Presidente Mao Tsé-Tung foram distribuídas aproximadamente 900 milhões de unidades. Xinhua é o principal dicionário da China moderna, este livro também não é vendido, há estimativas que foram publicadas 400 milhões de cópias. A Bíblia, de longe é a campeã em impressão e vendas, fora as Bíblias reproduzidas eletronicamente, que ninguém sabe quantas são, mas certamente mais que as impressas. A rigor, somando as duas mídias, há muito mais Bíblias no mundo que habitantes, e é fácil reproduzi-las por meios virtuais. Ela é acessível por milhares de sites da Internet. Voltaire, ateu preconceituoso, não sabia o que estava afirmando.  Cumpriu-se a profecia “subi para aqui”. As duas testemunhas, Antigo e Novo Testamento, a Bíblia, subiram mesmo.

 

  1. Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

A sétima trombeta corresponde ao tempo de 22 de outubro de 1844 até o final da sétima praga ou da vinda de JESUS. É o tempo em que as nações se iram como nunca fizeram antes. Mas por outro lado, DEUS está prestes a manifestar a Sua ira contra essas nações e nesse tempo o fará. Isso aqui quer dizer que Ele vai descarregar Seus juízos inéditos sobre os ímpios vivos sobre o planeta. Esses terão feito a maior e mais cruel perseguição contra os justos, mas eles receberão o pagamento em forma de sofrimento, ou seja, perderão tudo, as economias dos países vão falir, tudo será destruído, vai haver uma doença em forma de úlceras incuráveis e muito doloridas, a natureza se revoltará contra eles e toda a tecnologia humana será esfacelada. Não restarão fábricas, laboratórios científicos, nem infraestrutura, nem telecomunicações, nem sistema financeiro, nem hospitais, enfim, não restará nada em pé. E os ímpios assistirão a isso, desolados e apavorados. Tudo o que foi construído, inclusive com trabalho dos justos, em poucos dias será destruído, e a besta, em quem confiavam, nada poderá fazer, assim como o Egito durante as dez pragas.

Na sétima praga será o desfecho final. Se as anteriores foram terríveis, essa será a pior, algo atualmente não imaginável. É a vingança (ou ira) de DEUS em favor de Seu povo, contra os seus perseguidores. Os maus e perseguidores do povo de DEUS que viveram antes do tempo do fim, e que morreram, pagarão pelo que fizeram após o milênio, todos pagarão o justo valor. Inclusive pagarão bem caro aqueles que participaram da morte de JESUS.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Já escrevi nesses comentários, mas o assunto preocupa, por isso faço reafirmação. Se os ímpios que perseguiram os justos irão pagar com doloroso sofrimento pelo que fizeram, imagina então como será a retribuição da justiça de DEUS sobre os ex-adventistas que resolveram migrar para o lado do inimigo de DEUS e perseguir seus antigos irmãos. Ao menos EGW diz que esses serão os piores inimigos da igreja, assim como do povo judeu; contra JESUS, os piores inimigos foram nada menos que o sumo sacerdote, seu sogro e os membros do Sinédrio.

 

  1. Informe profético de fatos recentes

“2019: Papa Francisco «tem mensagem para todo o mundo», diz diretora de informação da Rádio Renascença. Graça Franco projeta novo ano e diz que católicos são chamados a manifestar «as suas convicções» nas eleições. A diretora de informação da Rádio Renascença, Graça Franco, disse que o Papa Francisco tem uma “mensagem para todo o mundo” que se vai concretizar nas suas várias viagens, em 2019.  “Vai pedir uma revolução de serviço”, destaca Graça Franco, salientando que o Papa vai ao encontro de quem deixou a Igreja Católica por encontrar noutras comunidades “uma Igreja mais próxima, capaz de olhar as pessoas concretas”.

“A Jornada Mundial da Juventude vai ser o primeiro grande encontro de jovens depois do Sínodo dos Bispos dedicado à juventude, realizado em outubro de 2018, e uma “ocasião de chamar a aplicar as conclusões” do encontro, dando corpo a “uma Igreja em saída, que vai a caminho, uma Igreja alegre, que transmite uma mensagem”.” Leia toda notícia aqui.

 

O fundamentalismo ecumênico

Nos Estados Unidos da América fortalece-se um movimento inter-religioso, formado por evangélicos e católicos entreguistas (os que relaxam nos costumes e abandonam as tradições), em cima de uma ideia do conflito, não da unidade pela paz. Eles defendem que DEUS quer que Seu povo seja forte, poderoso, tenha bastante bens e seja feliz. Para isso, se justifica inclusive a fabricação e venda de armas, pois os EUA são uma nação santa e devem controlar e dirigir o mundo. Leia sobre isso um importante artigo nesse link.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Pelo que, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade” (Heb. 12:28).

“Os que aceitam a Cristo e dizem em sua primeira confiança: “Estou salvo!” estão em perigo de depositar confiança em si mesmos. Perdem de vista a sua fraqueza e necessidade constante do poder divino. Estão desapercebidos para as ciladas de Satanás. … Nossa única segurança está na constante desconfiança de nós mesmos e na confiança em Cristo” (Parábolas de Jesus, 155).

“O maior perigo do homem está em se enganar a si mesmo, em condescender com a presunção, separando-se assim de Deus, a fonte de seu poder” (A Ciência do Bom Viver, 455).

“O Senhor virá muito logo, e estamos no limiar das cenas de calamidade” (Testemunhos Seletos, vol. 3, 312).

 

  1. Conclusão

Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almasTornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãosQuando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” (O Grande Conflito, 608).

“Não necessitamos de obreiros que precisam ser sustentados e conduzidos por aqueles que abraçaram a fé há muito tempo. … Queremos obreiros que não estejam impregnados de egoísmo, que não sejam autossuficientes. …

Satanás sempre cooperará com os que estiverem dispostos a trair os sagrados depósitosHá traidores, … homens que afirmam ser guardadores do sábado, mas que em vez de desenvolver o trabalho, bloqueiam-no através de críticas e falsas acusações contra seus irmãos.

“Oh, quantos que se acham absortos nas pequeninas coisas da vida não poderiam realizar um excelente trabalho com abnegação e espírito de sacrifício! São cegos, e não conseguem ver ao longe. Fazem um mundo de um átomo, e um átomo de um mundo. Tornaram-se ribeiros rasos, porque não partilham com outros a Água da Vida” (Refletindo a CRISTO, MM, 1986, 193, grifado por mim).