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LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - QUARTO TRIMESTRE DE 2018

LC
COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 7 (4º trimestre 2018) QUANDO SURGEM CONFLITOS

VERSO ÁUREO: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Gálatas 3:27,28

INTRODUÇÃO (sábado 10 de novembro) – As diferenças são vistas em todos os níveis. No casamento, por exemplo; você gosta de esportes; seu cônjuge prefere ler. Você é detalhista e eficiente; seu cônjuge é desorganizado. Você ama sair com os amigos; seu cônjuge prefere ficar em casa. Você pergunta: Porque não percebi isso antes de casar? Não existem duas pessoas iguais, assim, é natural que os casados tenham diferenças em uma ou mais das seguintes áreas, assim é também na igreja de Cristo.

Existem muitas áreas de uma igreja onde o conflito se desenvolve. No entanto, a maioria deles tende a recair em uma das três seguintes categorias: conflito devido ao pecado flagrante entre os crentes, conflito com a liderança e conflito entre os crentes. É certo que muitos problemas podem envolver duas ou mais destas categorias. A Palavra de Deus adverte que os membros de uma igreja talvez tenham conflitos uns com os outros. Alguns conflitos decorrem do orgulho e do egoísmo. Ver Tiago 4:1-10. Outros acontecem devido a ofensas que não foram perdoadas. Ver Mateus 18:15-35. Deus nos disse para procurar a paz. Ver Romanos 12:18, Colossenses 3:12-15. É da responsabilidade de cada crente tentar resolver o conflito.

Já estudamos como a igreja primitiva experimentou sua unidade. Nesta semana, examinaremos como ela resolveu os conflitos internos que enfraqueciam sua unidade e ameaçavam sua sobrevivência. Quais foram esses conflitos? Como a igreja resolveu essas questões? E o que aprendemos com essas experiências?


Jesus disse: “Quem não está comigo, está contra mim, e quem não ajunta comigo, espalha.” Lucas 11:23. Uma das tarefas mais difíceis de uma igreja é manter a unidade quando surgem diferenças de opinião em questões relativas à identidade e à missão da igreja. Essas diferenças podem levar a tristes consequências. Como seguidores de Cristo, devemos viver pacificamente com outras pessoas que não partilham de nossos valores ou não aceitam os ensinamentos sobre os quais se baseiam a nossa fé, isso é mais verdade ainda quando temos que tratar de diferenças que existem dentro da própria igreja.

Tomemos como exemplo a citação de Pedro que menciona que Jesus é a Pedra principal para onde todos convergem. Como pedras vivas, convergimos para Ele e nele nos apoiamos; deste modo, existe entre nós uma harmonia e uma maravilhosa firmeza. Agora, suponha que uma das pedras da construção não se apoiasse na pedra angular central. Fatalmente ele cairia, romperia o equilíbrio do telhado e colocaria tudo em risco. Da mesma forma, quando não estamos apoiados em Jesus e unidos nele, rompemos primeiramente com Ele, comprometendo todos os outros.

As igrejas cristãs de hoje não são diferentes das que vemos no Novo Testamento. Pessoas são pessoas, e as diferenças surgirão mesmo em questões importantes. Os primeiros cristãos enfrentaram alguns conflitos em decorrência de preconceitos interpessoais e de sérias diferenças de interpretação das histórias e práticas fundamentais do Antigo Testamento. Esses conflitos poderiam ter destruído a igreja logo em seu início, não fosse pelos apóstolos e líderes zelosos que buscaram a orientação do Espírito Santo e das Escrituras para resolver essas tensões.

Jesus espera que os verdadeiros cristãos amem a paz. Ele quer que nos esforcemos para viver em paz com outros, especialmente com os irmãos na família e na igreja. Isso faz com que outras pessoas que amam a paz também queiram servir a Jesus. José deu o seguinte conselho aos seus irmãos: “E despediu os seus irmãos, e partiram; e disse-lhes: Não contendais pelo caminho.” Gênesis 45:24.  José deu esse bom conselho aos seus irmãos quando eles estavam voltando para buscar seu pai. Quando uma pessoa não controla seus sentimentos e se irrita facilmente, ela acaba irritando outros. Você é cidadão do céu e não desta terra. Amém?

A igreja primitiva foi ameaçada por conflitos internos sobre uma série de questões que poderiam ter desencadeado um efeito devastador. Sob a orientação do Espírito Santo e em submissão à Palavra de Deus, a igreja conseguiu resolver esses conflitos e evitar divisões.
Você tem feito a sua parte para manter a unidade da igreja ou é contencioso? Como você tem procurado resolver os conflitos? Você segue os ensinamentos exarados na Palavra de Deus em Mateus capitulo 18?

DOMINGO (11 de novembro) PRECONCEITOS ÉTNICOS – De acordo com Atos 6:1, que problema na igreja primitiva fez com que o povo reclamasse a distribuição de alimentos às viúvas? É que as viúvas helenistas estavam sendo esquecidas. Alguns cristãos da igreja tinham preconceito contra as viúvas cristãs convertidas, de tradição grega, no meio deles e lhes forneciam menos alimentos do que às viúvas de tradição hebraica. Esse favoritismo percebido causou uma divergência na comunidade cristã primitiva. Esse conflito ameaçou a unidade da igreja logo no início. É impressionante como essa divisão étnica foi vista e resolvida tão rapidamente na igreja.

Veja o texto: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.” Atos 6:1-6

A igreja primitiva crescia rapidamente, e esse crescimento trouxe encargos cada vez mais pesados aos apóstolos. A nomeação desses sete homens, tradicionalmente chamados de “diáconos”, embora o Novo Testamento não os chame assim, aliviou a tensão na igreja de Jerusalém e permitiu o envolvimento de mais pessoas no ministério da igreja. É maravilhoso ver como o Espírito Santo dirigiu a igreja no seu início. Sempre, quando nos colocamos nas mãos de Deus, Ele nos une no vínculo do amor. Hoje vemos a igreja organizada com os oficiais de igreja assumindo cargos, e o evangelho é pregado com muita eficiência

Os sete diáconos foram escolhidos pela igreja primitiva para ajudar as pessoas de Jerusalém porque houve reclamação da parte dos judeus que falavam grego  "hellēnistōn" contra os judeus que falavam hebraico "hebraious" porque suas viúvas estavam sendo preteridas na distribuição diária das cestas de alimentos .Ver Atos 6:1. Os apóstolos convocaram então os discípulos e propuseram que fosse formada uma comissão de sete homens acreditados, cheios do Espírito e de sabedoria" Atos 6:3, que se incumbiriam da distribuição. Ver esta história em Atos 6:1-7 e os sete diáconos são objeto de muitas tradições posteriores, como a que afirma que eles eram todos parte dos setenta discípulos que aparecem no Evangelho de Lucas. Eis os sete: Estevão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau.

A palavra grega traduzida como diácono é diakonos, que literalmente significa “servo”. Os sete homens escolhidos para a tarefa diária de alimentar as viúvas da igreja de Jerusalém são considerados os primeiros diáconos. Eles foram escolhidos pela congregação e comissionados pelos apóstolos. Mais tarde, pelo menos dois deles, Filipe e Estevão, foram promovidos por Deus para serem poderosos evangelistas. Diáconos também são mencionados em I Tim 3: 8 - 13 e Filip. 1: 1.

“A igreja primitiva era constituída de muitas classes de pessoas de diferentes nacionalidades. Ao tempo do derramamento do Espírito Santo, no dia do Pentecostes, “em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu”. Atos 2:5. Entre os que adotavam a fé dos hebreus, reunidos em Jerusalém, havia alguns comumente conhecidos como gregos; entre estes e os judeus da Palestina tinha havido desde muito tempo desconfiança e mesmo antagonismo. O coração daqueles que se converteram mediante o trabalho dos apóstolos, abrandou-se e uniu-se pelo amor cristão. A despeito de preconceitos anteriores, todos estavam em harmonia uns com os outros. Satanás sabia que, enquanto essa união continuasse a existir, ele seria impotente para deter o progresso da verdade do evangelho; e procurou tirar vantagem de anteriores hábitos de pensar, na esperança de que, por esse meio, pudesse introduzir na igreja elementos de desunião.” Atos dos Apóstolos, 48

Os líderes reuniram muitos cristãos para tentar encontrar uma solução, conforme 6:2. Em sua opinião, qual é o significado desse ato, e como podemos resolver possíveis conflitos no nosso meio?

SEGUNDA-FEIRA (12 de novembro) A CONVERSÃO DOS GENTIOS - A lição de hoje mostra a relação do apóstolo Pedro com os gentios. Jesus deu início à queda do muro que causava a separação entre judeus e gentios, mas foi com Pedro que os preconceitos começaram a ruir, especialmente com a visão clara e inconfundível que Pedro teve daquele grande lençol com animais, relatada em Atos 10.

“Durante Seu ministério terrestre Cristo deu início à obra de derribar o muro de separação entre judeus e gentios e apregoou a salvação a toda a humanidade.” Atos dos Apóstolos, 19.

“Muitos dos gentios tinham sido ouvintes interessados da pregação de Pedro e dos outros apóstolos, e muitos dos judeus gregos se tinham tornado crentes em Cristo, mas a conversão de Cornélio foi a primeira de importância entre os gentios.” Atos dos Apóstolos, 75

Os judeus achavam-se os únicos dignos da salvação oferecida por Deus e, por isso, consideravam todas as demais raças e pessoas como imundas. Entretanto o evangelho não é exclusivo de grupos privilegiados ou nação isolada, embora Israel já tenha tido este privilégio, até a morte de Estêvão, e, como a mensagem do Evangelho Eterno deveria alcançar todas as pessoas, Deus decidiu providenciar um encontro entre o judeu e o gentio, Cornélio e Pedro. O apóstolo Pedro, que entre todos, parecia ser o mais apegado às tradições e ao exclusivismo nacional e espiritual judaico.

No Templo de Jerusalém havia um limite para os gentios. Uma placa dizia: “Nenhum estrangeiro pode passar além da cerca e da parede que envolvem o lugar santo. Quem quer que seja apanhado violando este regulamento será responsável por sua morte, que se seguirá.” Lembra que Paulo foi acusado de entrar com um gentio no interior do templo?

Pedro teve uma visão que está relatada em Atos 10, daquele lençol repleto de animais, puros e imundos, e esta visão tem sido utilizada para provar a liberação divina para se comer as carnes que foram proibidas ao homem, deixando os que assim creem, e comem animais imundos, com a consciência tranquila. Várias leis, dadas aos judeus, já caducaram, por exemplo; as leis cerimoniais onde se faziam muitos rituais no tabernáculo e templo, que apontavam para Cristo, mas as leis da saúde relacionadas com a alimentação, continuam vigentes; ainda mais nos dias atuais em que as carnes de animais estão contaminadas. Comer carnes de animais sempre traz alguns prejuízos para a saúde. A melhor alimentação é a natural! Atos 10 fala de preconceito e não de alimentos.

Pedro e Paulo foram as colunas na pregação do evangelho aos gentios. Eis a revelação da visão de Atos 10: “E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo.” Atos 10:28. Percebeu?

O texto de hoje, Atos 10:1-23 indica que o Espírito Santo estava atuando no coração de muitas pessoas, preparando o caminho para que os gentios recebessem o evangelho. Vemos que o Espírito Santo preparou o caminho para que os gentios fossem recebidos na comunhão cristã. Eles poderiam fazer isso sem ter que passar pela circuncisão e primeiramente se tornar judeus. O que convenceu Pedro e seus amigos de que essa era a vontade de Deus foi o derramamento do Espírito Santo a Cornélio e à sua família de maneira semelhante ao que os discípulos de Jesus haviam experimentado no dia do Pentecostes. Ver Atos 10:44-47.

Como foi clara a verdade divina ensinada ao apóstolo Pedro! Deus ama todos os homens e quer salvar a todos indistintamente. Morreu por todos: judeus e gentios. A cruz atrai todas as raças e une todos os povos. Amém?

“Essa visão tanto serviu para repreender a Pedro como para instruí-lo. Revelou-lhe o propósito divino, de que pela morte de Cristo os gentios deviam tornar-se co-herdeiros dos judeus nas bênçãos da salvação. Até então nenhum dos discípulos pregara o evangelho aos gentios. Em seu pensamento, o muro de separação posto abaixo pela morte de Cristo ainda existia, e seus trabalhos limitavam-se aos judeus, pois tinham considerados os gentios excluídos das bênçãos do evangelho. O Senhor buscava então ensinar a Pedro a extensão universal do plano divino.” Atos do Apóstolos, 135 e 136.

TERÇA-FEIRA (13 de novembro) O ESPÍRITO ESTÁ A DIRIGIR – Leia Atos 11:4-18 e descubra como Pedro explicou a obra do Espírito Santo e Sua direção nesse evento. Qual foi o argumento principal que ele apresentou em seu relato?

Depois que Pedro e os irmãos foram à casa de Cornélio, vemos esse gentio com o coração todo recetivo às orientações de Deus através de Pedro. Cornélio que já tinha sido preparado previamente por Deus, recebeu a Palavra de Deus e converteu-se ao cristianismo de forma maravilhosa! Depois das palavras de Pedro, encontradas nos versos 36 a 48, vemos a convicção de Pedro de que aqueles gentios tinham sido aceitos por Deus, e assim não hesitou em pregar-lhes com poder as boas novas da salvação. E, Deus confirmou a aceitação dos gentios para o Seu reino, revelando publicamente o Seu agrado, enviando-lhes o Espírito Santo e causando um espanto geral. Como pode, gentios receberem o Espírito Santo? Era a aprovação total. O amor de Deus alcançou a todos, judeus e gentios, graças a Deus!

O episódio não terminou aqui. Quando a igreja em Jerusalém soube do que tinha acontecido na casa de Cornélio, levantou-se contra Pedro, por ele se ter misturado com gente impura, os gentios. A igreja intimou-o a se retratar. O apóstolo então, cheio do Espírito Santo, apresentou-se diante da igreja-mãe, e relatou como Deus lhe mostrou, através de uma visão de animais, em um lençol, que todas as pessoas, de toda tribo, raça e língua, desde que O temam e guardem os Seus mandamentos, são dignas do amor, da graça e da salvação pelo sacrifício eterno de Jesus. E muito mais! Deus não somente revelou Seu amor pelos gentios como os agraciou com o derramamento do Espírito Santo. Ver o testemunho de Pedro em  Atos 11:1-17.

Não houve reação contra a argumentação de Pedro, pois Deus estava dirigindo todas as situações, e portanto a posição da igreja-mãe não poderia ser diferente. Veja a reação da igreja de Jerusalém: “E ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.” Atos 11:18. A igreja de Jerusalém foi humilde e sincera.
Embora alguns tivessem levantado questões sobre a legitimidade das ações de Pedro e sua decisão de batizar esses gentios, testemunhas suficientes, ver Atos 11:12, atestaram que o Espírito Santo realmente tinha Se manifestado da mesma forma que no Pentecostes. A orientação e direção do Espírito Santo nesse caso foi incontestável e o dom, reconhecido. “Ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida” Atos 11:18.

O que aconteceu depois na vida da igreja primitiva? “E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” Atos 11:19-24

Estamos nos apegando a visões limitadas da igreja e da nossa mensagem que prejudicam nosso testemunho ou deixamos o Espírito Santo dirigir a nossa vida e da igreja?

QUARTA-FEIRA (14 de novembro) O CONCÍLIO DE JERUSALÉM - Com a compreensão de que o evangelho devia ser anunciado também aos gentios, a igreja cristã começou a crescer para além das fronteiras de Israel, e com isso os problemas aumentaram. Conforme os gentios começaram a se converter do paganismo ao Cristianismo, surgiram divergências de pensamentos e práticas, como; se eles deveriam ou não observar todos os mandamentos da lei de Deus. Em particular, se debatia se os gentios convertidos precisariam ou não de ser circuncidados e se precisavam observar as regras alimentares dos judeus.

Além da circuncisão havia outros assuntos envolvendo judeus e gentios, como o consumo de carne sacrificada aos ídolos e algumas práticas sexuais. Muitos dos gentios convertidos viviam entre pessoas que faziam frequentes sacrifícios e ofertas aos deuses pagãos, e os sacerdotes destes cultos comercializavam essas carnes oferecidas aos ídolos. Isso ocasionava nos judeus receio de que os gentios cristãos levassem descrédito a igreja ao comprar aquilo que tinha sido sacrificado a esses ídolos; o que de certa forma seria uma aprovação de costumes idólatras. Mas o ponto que mais causou problemas foi a circuncisão, tanto é que houve necessidade de uma reunião especial que conhecemos como o "Concílio de Jerusalém", presidida por Tiago e relatada em Atos 15.

Em Atos 15:1 menciona um problema que começou ainda em Antioquia e que causou um conflito na igreja local, em Antioquia, e requeria uma solução. O assunto era se os judeus conversos ao cristianismo, deviam ou não ser circuncidados. Então, esta igreja enviou uma pequena delegação, incluindo Paulo e Barnabé à Jerusalém para que o Conselho Geral resolvesse a questão. Muito bem acolhidos pelos anciãos e apóstolos, eles explicaram o assunto de sua missão que, ao ser debatido gerou muita discussão.

Finalmente Pedro relatou, nos versos 7-14, Que Deus o tinha mostrado que a salvação era também para os gentios. O discurso de Pedro preparou a comissão para ouvir Paulo e Barnabé. Quando estes acabaram de argumentar, Tiago, irmão de Jesus, que estava presidindo o Concílio, baseou a síntese do seu sermão na declaração de Pedro a respeito da aceitação de Deus dos novos crentes em Sua igreja.
Tiago reconheceu que a conversão dos gentios havia sido profetizada em Amós 9:12 e era parte do plano de Deus.

Tiago propôs que não se trouxessem dificuldades desnecessárias a esses novos crentes, mas que se lhes enviasse uma carta detalhando a decisão do Concílio, com a seguinte solução: “Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da fornicação, do que é sufocado e do sangue. Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas.” Atos 15:19-21

Você já mudou de opinião sobre uma crença que defendia firmemente? Ao deparar-se com um situações semelhantes no futuro, essa atitude poderá ajudar-lhe?

QUINTA-FEIRA (15 de novembro) UMA SOLUÇÃO DIFÍCIL – Cada crente é chamado para conciliar os conflitos de várias formas. Deve desenvolver a atitude correta no coração, sendo manso e humildade Ver Gálatas 6:1 e Tiago 4:10. Deve estar inclinado a perdoar. Ver Efésios 4:31,32. Deve avaliar o conflito a luz dos ensinamentos de Cristo. Ver Mateus 7:1-5. Deve remover o argueiro do olho antes de ajudar os outros. Deve ir diretamente ao indivíduo, não a outras pessoas para expressar a sua preocupação. Ver Mateus 18:15. O objetivo não é ganhar um argumento, mas ganhar o seu companheiro crente para a reconciliação. Amém?

Veja qual foi a decisão do Concílio de Jerusalém e não de Tiago: “Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja eleger homens dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé à Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens distintos entre os irmãos.” Atos 15:22. 

A carta “solução” foi escrita assegurando aos novos cristãos que eles e os líderes em Jerusalém eram todos irmãos em Cristo. Ela foi enviada por representantes escolhidos para os membros em Antioquia, e recebida com muita gratidão! Após muita oração e discussão do assunto, a crise foi evitada e o assunto resolvido. Foram tomados aqui passos significativos na organização da igreja!

Quanto a circuncisão, o Concílio decidiu que aqueles judeus conversos que desejassem continuar com a prática da circuncisão, podiam fazer e que os ex-gentios conversos não necessitavam de ser circuncidados. Sabemos, portanto, que na nova aliança todos que eram e são admitidos no Cristianismo necessitam de ser batizados nas águas. Ver Marcos 16:16 e João 3:1-10.

“Os conversos gentios, porém, deviam abandonar os costumes incoerentes com os princípios do cristianismo. Os apóstolos e anciãos, portanto, concordaram em instruir por carta os gentios a se absterem de carnes sacrificadas aos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue. Deviam ser ensinados a guardar os mandamentos e a levar vida santa. Deviam também estar certos de que os que declaravam ser a circuncisão obrigatória não estavam autorizados a fazê-lo em nome dos apóstolos.” Atos dos Apóstolos, 108

Foi necessário certo nível de confiança por parte da igreja de Antioquia para enviar representantes a Jerusalém a fim de buscar a melhor solução para seu conflito. No entanto, depois de horas de debate entre os apóstolos e os anciãos, Tiago, o irmão de Jesus, que parecia ser o líder da assembleia, apresentou seu julgamento sobre o que deveria ser feito. Ver Atos 15:13-20. Evidentemente o Concílio decidiu que os gentios não precisavam se tornar judeus, obedecendo a todos os aspectos das leis cerimoniais, inclusive a circuncisão, para se tornar cristãos.

Observamos no relato de Atos que a igreja primitiva, mediante a submissão à Palavra de Deus, juntamente com uma mentalidade de amor, unidade e confiança, evitou, sob a orientação do Espírito Santo, o que poderia ter sido uma enorme crise de unidade.

Por que é importante não apenas ouvir o que os outros dizem, mas considerar que eles podem estar certos, mesmo quando o que eles dizem não é exatamente o que queremos ouvir?

SEXTA-FEIRA (16 de novembro) LEITURA ADICIONAL E COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 7 (4º trimestre 2018) QUANDO SURGEM CONFLITOS - Nesta semana, estudamos como a igreja primitiva resolveu os conflitos internos que enfraqueciam sua unidade e ameaçavam sua sobrevivência. Quais foram esses conflitos? Como a igreja resolveu essas questões? E o que aprendemos com essas experiências?

A unidade que Deus nos pede não implica necessariamente em uniformidade, ação que só tem uma forma, falta de variedade. O ensino de Cristo é que vivenciemos a unidade na diversidade e na pluralidade de dons e chamados. Reconhecer a importância da diversidade, nos leva a uma obra mais excelente. As nossas diferentes habilidades e capacidades cooperam para um melhor serviço. Elas somam e não dividem quando há unidade espiritual. A unidade é do Espírito, mas também, é algo que se realiza com a nossa cooperação.

Existem muitas áreas de uma igreja onde o conflito se desenvolve. No entanto, a maioria deles tende a recair em uma das três seguintes categorias: conflito devido ao pecado flagrante entre os crentes, conflito com a liderança e conflito entre os crentes. É certo que muitos problemas podem envolver duas ou mais destas categorias. A Palavra de Deus adverte que os membros de uma igreja talvez tenham conflitos uns com os outros. Alguns conflitos decorrem do orgulho e do egoísmo. Ver Tiago 4:1-10. Outros acontecem devido a ofensas que não foram perdoadas. Ver Mateus 18:15-35. Deus nos disse para lutar pela paz. Ver Romanos 12:18, Colossenses 3:12-15. É da responsabilidade de cada crente tentar resolver o conflito.

Cada crente é chamado para conciliar os conflitos de várias formas. Deve desenvolver a atitude correta no coração, sendo manso e humildade Ver Gálatas 6:1,Tiago 4:10. Deve estar inclinado a perdoar. Ver Efésios 4:31,32. Deve avaliar o conflito a luz dos ensinamentos de Cristo. Ver Mateus 7:1-5. Deve remover o argueiro do olho antes de ajudar os outros. Deve ir diretamente ao indivíduo, não a outras pessoas para expressar a sua preocupação - Mateus 18:15. O objetivo não é ganhar um argumento, mas ganhar o seu irmão para a reconciliação.

“O concílio que decidiu esse caso era composto pelos apóstolos e mestres que se haviam destacado no trabalho de fundar igrejas cristãs judaicas e gentílicas .... Estavam presentes anciãos de Jerusalém e de Antioquia, e as igrejas mais influentes estavam representadas. O concílio se conduziu de acordo com os ditames de iluminado juízo e com a dignidade de uma igreja estabelecida pela vontade divina. Como resultado de suas deliberações, todos eles viram que o próprio Deus tinha dado resposta à questão, concedendo aos gentios o Espírito Santo; e sentiram que era sua parte seguir a orientação do Espírito.

“Não foram convocados todos os crentes para votar sobre a questão. Os ‘apóstolos e anciãos’ Atos 15:23, homens de influência e bom senso, redigiram e expediram a resolução, que foi logo aceita pelas igrejas cristãs. Entretanto, nem todos ficaram contentes com a decisão. Havia uma facção de irmãos ambiciosos e possuídos de presunção que a desaprovaram. Esses homens pretensiosamente tomaram a decisão de se empenhar na obra sob a própria responsabilidade. Entregaram-se a muita murmuração e crítica, propondo novos planos e procurando desfazer a obra dos homens a quem Deus ordenara que ensinassem a mensagem … Desde o início a igreja teve tais obstáculos a enfrentar, e há de tê-los até a consumação do tempo.” Atos dos Apóstolos, 196, 197

Luís Carlos Fonseca