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LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - QUARTO TRIMESTRE DE 2018

“Imagens de unidade”

Lição 6: 3 a 10 de novembro

Autor: Fernando Beier
Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br
Revisora: Josiéli Nóbrega

Sábado

Jesus foi o Mestre das ilustrações homiléticas. Poucos souberam utilizar os elementos do cotidiano – vento, semente, frutas, pão, colheita – com tanta força e profundidade como Ele. Suas declarações eram precisas, e o impacto nos ouvintes, duradouro. Mesmo depois de séculos, os sermões de Cristo ainda falam de maneira contundente para as mais variadas mentes.

Os discípulos de Jesus aprenderam com o Mestre, e, de idêntica maneira, ensinaram preciosas verdades através de ilustrações pontuais. O apóstolo Paulo, por sua vez, fez uso abundante desse método em suas cartas às igrejas.

Cabe a nós, leitores ou ouvintes modernos da Bíblia, não apenas apreciar as imagens e símbolos nela contidos, mas vivenciar o impacto de suas verdades.

Domingo, 4 de novembro

Osmar Ludovico afirmou que permanecer na igreja “é um exercício de humildade, abnegação e serviço. Perseverar na comunidade é continuar crendo que Jesus Cristo é o Senhor do Seu povo.” Apesar dos muitos problemas da igreja, ela reflete o anseio de Deus por uma unidade real.

É verdade que existem razões para alguém não querer voltar à igreja. Reconheço seus defeitos. Aliás, esses defeitos estão mais patentes para mim do que para qualquer outra pessoa. Afinal, passo mais tempo na igreja do que a maioria, e, além disso, ouço semanalmente as reclamações dos descontentes. No entanto, nessas horas sempre me vem à mente uma pergunta: “Se eu abandonar a igreja, para onde vou?”

A igreja é o maior emblema do “povo de Deus”. Jesus não espera que ela seja isenta de contradições humanas, mas que seus membros busquem a perfeição como ela é representada em Cristo.

Segunda-feira, 5 de novembro

É fácil perder de vista o fato de que a graça de Deus nasce no coração de cada crente individualmente, e não de forma coletiva. Cada vez que penso na igreja como uma simples organização, sou tentado a me esquecer de que ela é composta de pessoas. Em certo sentido, a igreja sou eu. E se a igreja somos nós, ela reflete inevitavelmente a condição mental, moral e espiritual de seus membros. A meu ver, a maneira pela qual o crente considera sua função no corpo de Cristo tem muito mais relevância do que o tratamento que ele deseja receber da igreja.

Como seria a igreja se os cristãos esperassem apenas receber afagos e palavras carinhosas o tempo todo? Certamente, ficaríamos olhando uns para os outros, e nada mais. Entretanto, o que aconteceria se todos recordassem e vivessem as palavras do próprio Senhor Jesus: “Mais bem-aventurado é dar do que receber?”

Devemos nos unir no desejo santo de servir ao próximo, como membros de uma imensa família.

Terça-feira, 6 de novembro

Depois de frequentar a igreja por algum tempo, qualquer pessoa percebe que ali existe um paradoxo curioso. Algumas pessoas encontram na igreja companheirismo e amor altruísta, sendo batizadas e desfrutando de paz em sua comunhão. Outras se deparam com a crítica e a decepção, sentindo-se pouco incentivadas a voltar.

Como o cristianismo só funciona dentro de uma comunidade, a comunhão com Deus significa também comunhão com os filhos de Deus. Isso faz com que a existência da igreja seja uma necessidade real e evidente. A igreja é composta de seres humanos que possuem suas falhas e limitações. Isso significa que todos nós estamos, mais ou menos, na mesma situação. O bálsamo para nossas feridas é Jesus. Antes de esperar que a igreja realize algo por mim, tenho que ir a Cristo do jeito que me encontro e reconhecer diante Dele minha impotência. Como afirmou Abigail Van Buren: “Uma igreja é um hospital para pecadores, não um museu para santos.”

Quarta-feira, 7 de novembro

A visão que um cristão tem da igreja pode mudar de acordo com sua própria condição como membro da igreja. Quando sou apenas um espectador dentro da congregação, posso me acostumar a receber os benefícios de um belo louvor, de uma pregação inspiradora e da visita do pastor a minha casa. Com o tempo, há o risco de me tornar tão exigente que passo a crer que cada departamento da igreja existe para me agradar. Qualquer falha por parte daqueles que têm a missão de cuidar de mim será considerada descaso ou incompetência.

Em contrapartida, posso entender que a igreja é um corpo, e que sou parte disso. Quando me torno participante e responsável pelo que a igreja oferece às pessoas, noto o quanto isso custa. O esforço de servir aos outros exige dedicação, paciência e oração. Percebo como pode ser difícil agradar os demais. Posso ser o alvo das críticas, mesmo dando o meu melhor. Contudo, nada será mais importante que ajudar a igreja a crescer e ser um bálsamo para o mundo.

Quinta-feira, 8 de novembro

Aprendi a não considerar a igreja apenas um lugar em que vou simplesmente encontrar solução para minhas necessidades. Existe algo mais. Em primeiro lugar, vou à igreja porque necessito adorar o Criador. Deus é digno de minha adoração e sinto-me bem em um lugar preparado para isso. Em segundo lugar, quero me sentir útil, ministrando para que outros também adorem com verdadeira paixão. No fim das contas, toda crise espiritual tem a ver com adoração interrompida. A igreja, com suas contundentes limitações, trabalha para que nos liguemos novamente com Deus.

Aprecio muito a ideia de ser uma ovelha do supremo Pastor. Não consigo sozinho achar o caminho para a vida. Necessito de um Guia a me indicar a trilha que me levará às pastagens e à fonte d’água. Minha dependência acaba por me colocar nos braços Daquele que verdadeiramente me ama, e deseja me levar para o eterno redil. Como poderia perder tal oportunidade, sabendo que a igreja é o principal local em que posso encontrar o bom Pastor?

Sexta-feira, 9 de novembro

As metáforas e símbolos que descrevem a unidade que Deus anseia para Seu povo devem levar todo cristão a uma profunda reflexão:

• Considero-me parte do povo de Deus, a ponto de batalhar pelos meus irmãos da fé, bem como pela Casa de Deus?

• Aceito que a igreja é o templo em que habita o Espírito Santo, e que minhas críticas ou maledicências podem entristecê-Lo?

• Sendo membro do Corpo de Cristo, estou disposto(a) mais a dar que receber?

Deus nos ama muito, a ponto de querer viver em vasos de barro, tornando-nos parte de Seu corpo visível. De que outra maneira o mundo enxergaria a graça de Deus, e teria a oportunidade de receber essa mesma graça, senão pela igreja? Hoje temos a missão de lutar pela unidade da igreja de Deus.

Conheça o autor dos comentários deste trimestre: Fernando Beier é Mestre em Teologia, escritor e conferencista. Autor dos livros Crise Espiritual e Experimente um Recomeço, ambos da CPB. É pastor na Associação Paulista Sudoeste.