LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - QUARTO TRIMESTRE DE 2019

Lição 3: O chamado de DEUS

Semana: 12 a 18 de outubro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Bendito seja o Senhor, DEUS de nossos pais, que deste modo moveu o coração do rei para ornar a Casa do Senhor, a qual está em Jerusalém” (Esdras 7:27).

Introdução de sábado à tarde 

 O povo, no exílio, em grande parte perdeu o conhecimento sobre DEUS. Uns pouco fizeram o contrário, buscaram mais conhecimento e aumentaram sua fidelidade, embora tivesse nascido em cativeiro. Foi algo parecido com a escravidão no Egito, se bem que dessa vez não foram escravizados nem foram forçados a adotar o paganismo. Mas eles foram atraídos aos costumes pagãos, e isso levaram do cativeiro para Jerusalém quando retornaram.

Uns poucos, e sempre permanece um remanescente, buscaram a seu DEUS, mesmo longe da pátria. Foram Daniel e seus companheiros, Josué, Zorobabel, Esdras, Neemias e mais alguns, entre eles, sacerdotes e levitas. Não foram muitos, mas foram esses que DEUS chamou. 

DEUS chamou naqueles tempos como sempre faz: pessoas fiéis a Ele e que tenham os dons necessários para realizar a tarefa. E se a pessoa não tiver os dons, DEUS mesmo capacita, sabemos disso. Mas nesse caso essas pessoas já estavam capacitadas, elas eram estudiosas por vontade própria e trabalhavam em altos postos no governo do Império Medo-Persa. Eram, portanto, versadas nos assuntos religiosos dos escritos proféticos, eram fiéis a DEUS e sabiam planejar, tomar iniciativas, liderar e ensinar. Sabiam resolver problemas, bem como se relacionar com DEUS. Confiavam nos profetas e no próprio DEUS. Veja, por exemplo, na oposição que Zorobabel enfrentou, que Esdras e que Neemias enfrentaram. Esses homens se voltavam a DEUS e iam em frente, mesmo tendo que recuar por algum tempo, mas eles concluíram a obra, e ficou bom. E eles reencaminharam o povo para DEUS, apesar desse povo e mais outros líderes terem-se desencaminhado algumas vezes. 

O povo de DEUS, ou a igreja, não necessita de muitos líderes fiéis. Alguns poucos, pelo poder de DEUS e pela sua fidelidade a Ele conduzem milhões ao caminho certo. E quem não quiser ir, que preferir o caminho largo, está livre para se perder, que curta o tempo presente enquanto estiver vivo (ver Salmos 17:14).

Em nossos dias temos muitos irmãos, especialmente os mais novos, que rejeitam as coisas antigas da igreja, até com apoio de muitos líderes. Preferem o caminho largo. Rejeitam a música tradicional, acham monótona; adotam modas de fora que são nitidamente contrárias aos nossos costumes e orientações; fazem barulho na igreja e introduzem práticas banais, como há algum tempo a de bater palmas após o batismo; vulgarizam o culto com seus celulares e suas conversas; assistem filmes e vídeos de terror, sensuais, assistem programas na TV que depreciam a fé, como o BBB; participam de eventos na sociedade que são contrários à nossa fé; cultivam costumes mundanos, etc. Muitos líderes dizem: deixa assim, do contrário abandonam a igreja. Ora, esses aí abandonam de qualquer forma. Na Europa, por exemplo, as igrejas são frequentadas por pessoas mais velhas, os jovens já foram para o mundo. O que está faltando na igreja? Um Esdras e um Neemias. Quando eles virão? Quando JESUS sacudir fortemente a igreja, antes não.

  1. Primeiro dia: O chamado de Esdras e Neemias

As atividades de Esdras e Neemias abrangem desde a organização da política, da sociedade e da religião. Para isso convocam uma assembleia para que o povo também se sinta responsável e participe dessa organização.

Os sacerdotes, que desempenharam papel importante durante o exílio e no primeiro período do pós-exílio, começam a perder a importância. Já não eram os únicos a opinar sobre questões religiosas. Muitas lideranças leigas assumem a tarefa de estudar e interpretar a torá (Pentateuco) e assim “colocar” a Bíblia nas mãos do povo.

Esdras voltou 13 anos antes de Neemias para Jerusalém. Era alguém que determinou em seu coração estudar a Torá, que é a lei de Moisés, ou Pentateuco, observar esses ensinos também e ensinar a outrosEle era o homem talhado para ser mestre em Israel, pois tinha o conhecimento, praticava esse conhecimento, portanto, podia também ensinar com eficácia. Esdras é um personagem da tradição judaico-cristã que liderou o segundo grupo de retorno de israelitas que retornaram de Babilônia em 457 a.C. Descendente de Arão, o primeiro Sumo-Sacerdote de Israel, Esdras era escriba (copista da lei de Moisés) entendido na lei de Moisés. Era, na linguagem de hoje, um acadêmico completo, ou seja, alguém que possuía o conhecimento, vivia esse conhecimento e ensinava de modo que as pessoas mudavam seus corações. “Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do Senhor e para cumpri-la e para ensinar em Israel os Seus estatutos e os Seus juízos” (Esdras 7:10).

Mas Esdras precisava de um reforço. A tarefa era grande demais para um só homem. Então, por volta de 445 ou 444 a.C., Neemias, descendente de uma família de deportados, vem a Jerusalém com a autorização do rei persa para colocar a casa em ordem.

A primeira tarefa de Neemias foi a reconstrução dos muros da cidade para protegê-la dos vizinhos intrusos. Neemias fez erigir os muros de Jerusalém e realizou importantes reformas religiosas exercendo papel fundamental na fixação da lei mosaica. O livro bíblico que traz seu nome, Livro de Neemias, redigido pouco antes do ano 400 a.C., juntamente com o livro de Crônicas e o livro de Esdras, relata a obra de restauração de Neemias. Neemias chegou a Jerusalém no 20º ano do reinado de Artaxerxes I (445/444 a.C.) com um forte séquito que lhe fora fornecido pelo próprio rei, e com cartas do rei para todos os governadores das províncias pelas quais passaria, assim como para Asaf, o mantenedor das florestas reais, ordenando-os a ajudá-lo.

Neemias reconstruiu as muralhas da cidade desde a Porta das Ovelhas, a norte, passando pela Torre de Hananel, no canto noroeste, a Porta dos Peixes, a oeste, a Torre das Fornalhas, no canto sudoeste do Monte do Templo, o Portão do Estrume, no sul, até a Porta Leste e o portão além da Ponte Dourada, a leste.

Sobre sua história subsequente, pouco se sabe. Uma das especulações é de que teria permanecido em seu cargo de governador até sua morte, por volta de 413 a.C., já com idade avançada. O local de sua morte e de seu enterro é desconhecido.

Neemias foi o último dos governadores enviados pela corte persa à Judeia; logo depois a província foi anexada à satrápia de Cele-Síria, e passou a ser governado por um sumo sacerdote (kohen gadol) indicado pelos sírios. Juntamente com Esdras ele marca a primavera da história nacional do judaísmo pós-exílio.

A realidade do século V a.C. teria envolvido o prosseguimento de uma revolta egípcia, em meio a uma crescente presença militar grega. As preocupações de segurança do Império Persa exigiam algumas reformas estratégicas, como a reconstrução da fortaleza de Jerusalém.

  • Segunda: Tempo profético

Jeremias havia profetizado o fim dos 70 anos de cativeiro (25:12 e 29:10). Daniel havia orado pelo fim do cativeiro (Dan. 9:2…). O Império Babilônico já era passado, e Ciro, persa, estava no poder. O Império Medo-Persa era favorável aos sistemas de adoração dos outros povos conquistados. Esse império queria a simpatia desses povos, não queria provocar rebeliões, por isso os tratava com deferência. Também queriam o favor dos deuses locais, conforme acreditam os pagãos, para que não fossem inimigos dos persas. Babilônia conquistou os povos e os submeteu a ferro e fogo. Os Medo-Persas conquistaram Babilônia com tudo o que lhe pertencia, e resolveram tratar os povos conquistados por Babilônia, que agora pertenciam à Medo-Pérsia, com bastante simpatia, até lhes dando dinheiro e favorecendo líderes próprios para que se restabelecessem. Mas não deixou de cobrar impostos. A ideia era que esses povos mantivessem o império e que, junto com seus deuses, o defendessem em vez de se rebelarem. Em troca, o império garantiria a sua relativa liberdade bem como a segurança. Os imperadores Medos e Persas imaginavam que os deuses desses outros povos favoreceriam o império caso fossem bem tratados, logo, o império teria o apoio de muitos deusesConheciam o poder do DEUS dos judeus, e também a competência da liderança dos judeus na Babilônia e agora entre os Medos e Persas, daí a sua política bem diferente da de Nabucodonosor. Outra coisa, os persas tinham conselheiros mais sábios que os babilônios, pois Nabucodonosor quase matou todos. Os conselheiros babilônicos eram incompetentes, menos Daniel e seus companheiros, mas que nem sempre eram ouvidos, como no caso da fornalha ardente, da estátua de ouro, da festa de Belsazar, etc. Ou seja, um imperador ou um rei é fortemente influenciado pelos seus conselheiros, até Dario, medo, caiu numa armadilha no caso do modo de adoração de Daniel que foi jogado na cova dos leões. Assim como Nabucodonosor ameaçou matar seus incompetentes conselheiros, Dario foi mais longe, jogou todos eles na cova e os leões se encarregaram do resto.

DEUS, que conhece o futuro (presciência ou onisciência), já sabia quanto tempo duraria o cativeiro. Sabia até mesmo que reinos viriam depois de Babilônia. Sabia o que aconteceria durante os 2.300 anos a partir do ano 457 a.C. Sabia que Seu Filho JESUS CRISTO viria à Terra, em que data e quando seria morto. Sabia que o Seu povo O rejeitaria, até mesmo na data limite, e que isso ocorreria no ano 34 d.C. Sabia, antes disso, que Jerusalém seria reconstruída e que isso ocorreria com dificuldades enormes, mas a reconstrução seria realizada. Sabia ainda que o Império Medo-Persa seria favorável a Seu povo, ou Ele mesmo conduziu os fatos para que fosse assim. Sabia que Hamã tentaria exterminar o Seu povo, por influência de satanás, e providenciou, antes disso, que Ester se casasse com Assuero, ou Xerxes. DEUS sabia tudo isso, e muito, mas muito mais, que Ele nem revelou, nem daria para escrever tudo. Logo, quando chegou o tempo da libertação, coisas aconteceram como que miraculosamente, por meio de decretos de Ciro, Dario e Artaxerxes I, nas datas de 538 a.C., 509 a.C. e 457 a.C. Homens consagrados a DEUS, nascidos no cativeiro, mas que se prepararam para servir a DEUS, estavam prontos a entrar em ação; era só DEUS chamar.

O primeiro que DEUS chamou foi Zorobabel, junto com Josué em 538 a.C. Ele, com grande dificuldade reconstruiu o altar e o templo. Na reconstrução do Templo de Zorobabel, menor e menos rico do que o primeiro, o chamado Templo de Salomão, foram gastos vinte e um anos. Ele trabalhou pela reconstrução do Templo de Jerusalém, completando a obra em torno do ano 515 a.C., com muita persistência, tendo enfrentado uma interrupção das atividades durante um período de dezesseis anos, aproximadamente de 536 a 520 a.C.

Só para saber, houve três templos. O primeiro foi o que Salomão construiu e dedicou ao Senhor. Levou sete anos e meio para ser construído. O segundo é conhecido como o templo de Zorobabel, foram gastos vinte e um anos para construí-lo. O terceiro, o templo que existia nos dias de JESUS, não foi construído mas reformado por ordem de Herodes, cujo trabalho levou 83 ou 84 anos.

O decreto de Dario em 509 a.C. (foi o segundo), apenas confirmou o primeiro decreto de Ciro, para que os judeus pudessem continuar trabalhando na reconstruções na cidade de Jerusalém.

O terceiro decreto, de Artaxerxes I, em 457 a.C., mandou para Jerusalém Esdras e um grupo de pessoas. Esses foram para organizar o ritual do santuário, que estava pronto mas não estava funcionando.

Por fim, esse mesmo Artaxerxes I enviou, em 445 a.C. ou 444 a.C., Neemias, como governador, que se encarregou de terminar as obras em Jerusalém, fez o que faltava na cidade e completou a reconstrução do muro, levando para isso apenas 52 dias, sob grande oposição, claro; para terminar a reconstrução da cidade, levaram 49 anos a partir de 457 a.C. Neemias se associou com Esdras na reforma dos costumes, da cultura e do funcionamento da organização judaica.

Tudo aconteceu no tempo preestabelecido por DEUS. Ele está no controle (tem conhecimento do que se passa) e no comando (faz acontecer o que deseja). É notório que Ele sabia como seria o futuro e até anunciou antes. A Sua vontade e os Seus planos se cumprem independente do que queiram os homens ou satanásPodemos estar seguros de que, o que DEUS quer fazer, Ele faz, tem capacidade infinita para issoO mais interessante é que nós, meros pecadores, podemos mover a vontade de DEUS por meio de nossas oraçõesPensa bem, todo esse poder infinito à nossa disposição! Estamos bem de liderança, é só confiar. Aliás, se não confiarmos em DEUS, então, em quem confiaremos?

  • Terça: As 70 semanas e os 2.300 dias

O estudo de hoje é sobre as 70 semanas de anos e os 2.300 dias ou anos. Desses números resultou um didático gráfico. Esse gráfico inicia depois de o templo ser reconstruído, mas faltando a reconstrução da cidade e dos muros. Por ele foram a Jerusalém Esdras e Neemias, reconstruir a cidade e os muros (circunvalações, que pode ser vala, fosso, barreira ou estrada que circunda uma cidade antiga). A data de início dos 2.300 anos é 457 a.C., último decreto, de Artaxerxes I, pelo qual tudo o que deveria ser feito em Jerusalém foi realizado, como sabemos, por Esdras e Neemias. 

Mas por que o ano de 457 a.C. é o início da contagem dos 490 anos de Daniel 9:24-27? O ponto de partida para as “setenta semanas”, de acordo com ‘o historicismo’, é a “saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém (Dan. 9:25). Isso ocorreu no sétimo ano de Artaxerxes I (Esdras 7:7, 8), quando ele emitiu o terceiro e último decreto com a finalidade de completar a reconstrução de Jerusalém (Esdras 7:11-26). O sétimo ano de Artaxerxes I é agora estabelecido firmemente como 458/457 a.C., com o retorno de Esdras em 457, ano de início da contagem dos 2.300 anos. Não houve mais outro decreto, esse foi o culminante e o que resultou no término da obra. Levaram mais 49 anos para completar o trabalho de restauração do que Nabucodonosor destruiu em poucos dias, concluíram o trabalho no ano 408, conforme o gráfico abaixo. 

O longo período profético de tempo é chamado na Bíblia por duas maneiras: 2.300 tardes e manhãs ou 2.300 anos; sendo que uma parte desse tempo, de 1260 anos, também é chamada como 42 meses ou um tempo, dois tempos e metade de um tempo (um ano, dois anos e meio ano).

Daniel não entendeu a profecia dos 2.300 anos que lhe foi mostrada, pois era para ser entendido no tempo do fim. Desse tempo total, uma parte foi separada para os judeus, que são 490 anos, e outra parte para os gentios, que são 1810 anosOs judeus com grande frequência foram rebeldes a seu DEUS, desde a saída do Egito, até que foram destruídos por Nabucodonosor, mas continuariam rejeitando a DEUS depois disso, até assassinarem JESUS e Estevão. DEUS resolveu dar a eles um tempo bem grande, de 490 anos, para que decidissem aceitar ou não a liderança divinaPor isso, dos 2.300 anos, 490 foram cortados (separados, destinados, concedidos, oferecidos) aos judeus. Se eles aceitassem, a evangelização dos gentios seria de uma maneira, se rejeitassem, seria de outra maneiraComo sabemos, eles rejeitaram, logo, JESUS iniciou uma nova organização, a igreja, para substituir a nação judaica. Eles rejeitaram o próprio JESUS CRISTO crucificando-O, e por fim, rejeitaram a mensagem de Estêvão, apedrejando-o. Mas um dos que era conivente com o apedrejamento, Saulo, tornou-se o principal evangelista aos gentios.

Atendo-nos à rebeldia dos judeus como nação, ainda nos dias de Neemias, enquanto ele estava ausente, na corte persa, os judeus mostraram falta de apreciação pelo seu templo. Assim lemos que, ao voltar ele, encontrou os levitas e os sacerdotes lavrando as suas lavouras em vez de cuidarem dos deveres do templo, porque o povo não trazia o dízimo como haviam concordado solenemente fazer, anteriormente, quando Neemias era governador (Nee. 10:32, 33; 13:10, 11). Também faziam negócios no sábado e se casaram com mulheres pagãs.

Estude bem o gráfico abaixo. Ele resume o livro de Esdras e Neemias quanto aos fatos ocorridos.

                                                       2.300 DIAS/ANOS

Descrição: 2300

Após 457 a.C.

538 a.C., decreto de Ciro para o retorno de Zorobabel, que reconstruiu o altar e o templo, isso precisava fazer antes de tudo, o ritual do santuário e a fé era mais importante que as casas e o muro.

509 a.C., decreto de Dario, confirmando o decreto de Ciro, foi quando Zorobabel pode completar a reconstrução do templo, lembrando que havia forte oposição.

De 457 em diante, conforme o gráfico acima, dos 2.300 anos.

457 a.C.: Decreto de Artaxerxes I para a reconstrução de Jerusalém, vindo Esdras e um grupo de pessoas.

445 ou 444 a.C.: Foi a reconstrução do muro de Jerusalém, por Neemias.

408 a.C.: Completada a restauração da cidade de Jerusalém e dos muros (acabamentos), bem como restabelecimento de uma administração para o Estado Judeu, 49 anos a partir de 457 a.C. Isso foi feito em tempos angustiosos, de oposição sistemática e enfrentamento de muitos problemas internos.

Semana do ano 27 a 34, o centro da profecia dos 2.300 anos

27 d.C.: Batismo de JESUS.

31 d.C.: Morte de JESUS na metade da semana.

34 d.C.: Apedrejamento de Estevão. Fim do tempo de 490 anos dados à nação de Israel. Evangelho vai aos gentios.

Fatos posteriores à ultima semana dada aos judeus

508 d.C.: Clovis, rei dos Francos, vence os visigodos que eram hostis ao papado, dando poder político/religioso ao papado.

538 d.C.: O imperador Justiniano derrota os ostrogodos, última tribo resistente ao papado, iniciando seu domínio temporal. 

1798 d.C.: Prisão do papa Pio VI. Ferida mortal na besta, pelo general Berthier, a mando do imperador francês Napoleão Bonaparte. Fim do domínio papal. Antes desse fato, a França sempre fora aliada do sistema papal, repentinamente mudou de lado.

22/10/1844 d.C.: JESUS passa do Santo para o Santíssimo Lugar do Santuário Celestial para iniciar a purificação. Começa o juízo investigativo, correspondendo ao Dia da Expiação do santuário terrestre.

Fonte desse gráfico, ver aqui, onde encontra mais informações, foram feitos acréscimos por mim. Há outro gráfico mais simples aqui. Também há uma excelente compilação de Ellen G. White aqui, sendo que pode encontrar essas compilações para todo o livro de Daniel e Apocalipse, capítulo por capítulo, nesse mesmo endereço.

  • Quarta: A eleição divina

Na eleição é DEUS quem nos escolhe, não nós que O escolhemos. Ele que nos busca, nós não O buscamos. Nós somos pecadores e não temos o conhecimento suficiente, enquanto pecadores, para tomar uma iniciativa sábia e ir em direção a DEUS, ao Salvador. Ou Ele vem a nós, ou nunca nos encontraremos com Ele.

DEUS nos escolheu desde a fundação do mundo, ou, desde que nos criou. Nem poderia ser diferente, afinal, nos criou por amor, e nisso já estava determinado por Ele que se pecássemos, viria em nossa direção, independente de nossa vontade ou do que fizéssemos.  Sem méritos nossos, porque a rebelião foi de nossa parte, não Dele, fomos atraídos a Ele pela Sua graça vinda de Seu amor.

Ainda, DEUS nos escolheu em JESUS CRISTO, o Seu Filho DEUS, mas que também Se tornou humano, como um verdadeiro irmão nosso. Por intermédio de JESUS somos amados por DEUS e não somos vistos como rebeldes, mas como candidatos à vida eterna. Não há salvação fora de CRISTO. Não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos. JESUS é único caminho para DEUS. Ele é o único Mediador entre DEUS e os homens. 

O propósito da eleição é que sejamos transformados de pecadores em seres santos. O apóstolo Paulo afirma, categoricamente, que DEUS nos escolheu em CRISTO, para sermos santos e irrepreensíveis. Se o autor da eleição é DEUS, se a causa da eleição é a graça divina, se o agente da eleição é CRISTO, o propósito da eleição é a santidade. DEUS não nos escolheu para vivermos no pecado; mas para sermos libertos do pecado. CRISTO não morreu para que aqueles que permanecem em seus pecados tenham a vida eterna; Ele morreu para que todo o que Nele crê seja santo com DEUS é santo. Se a santidade não é a causa da eleição, é sua evidência mais eloquente.

A eleição de DEUS, ou a Sua escolha por nós, é uma predestinação condicional. Ou seja, da parte Dele está garantindo que viveremos eternamente porque tudo foi providenciado nesse sentido. Porém, como fomos criados seres com livre-arbítrio, podemos aceitar ou não a eleição de DEUS, e se não aceitarmos, da nossa parte determinamos a nós a morte eterna. Isso ocorre por nossa escolha, não por escolha divina

Reafirme-se por ser importante. DEUS decidiu que todos os seres humanos nascidos nessa terra, em pecado, sejam transformados e vivam eternamente. Os que se perderem não é culpa de DEUS nem falha em Sua escolha, é decisão individual de cada um, e DEUS respeita essa decisão.

A eleição divina também resulta num chamado. Cada um é chamado por DEUS para alguma tarefa. O chamado de DEUS está vinculado ao dom de cada um, mas nem sempre. Quando DEUS chama alguém para fazer algo que não sabe fazer, Ele toma as providências para que seja bem sucedido. Por exemplo, Moisés não era qualificado para conduzir aquele enorme povo pelo deserto à Canaã, mas DEUS o capacitou e ele conseguiu fazer direitinho. Os discípulos não estavam capacitados a pregar a pessoas de línguas que eles nem conheciam, mas de um momento para outro eles passaram a falar nas línguas deles. Por uma forma ou por outra, nós sempre poderemos servir a DEUS, seja pelo uso de nossas capacidades naturais ou pela capacitação extraordinária de DEUS.

  • Quinta: Nossa responsabilidade

Fomos predestinados, por DEUS, para sermos salvos para a vida eterna. Todo ser humano tem essa prerrogativa. Isto vem da graça de DEUS, que se origina em Seu amor. DEUS nos ama tanto que decidiu que, da parte Dele, todos já estamos salvos. Ele nos concedeu JESUS, Seu filho carnal (JESUS que é DEUS também Se tornou um ser humano para poder morrer por nós, por isso Ele é chamado Filho de DEUS, pois na realidade não é descendente de ser humano), para morrer por nós. Porém, como Ele nos criou seres racionais, capazes de pensar com a razão e de tonar decisões complexas, nos deu, também, a capacidade de escolhermos nosso futuro. Isto é o livre-arbítrio. Portanto, da parte de DEUS foi feito tudo para que sejamos salvos, mas, da nossa parte precisamos decidir se queremos a salvação ou não. Muitos há que, se fossem salvos não por sua vontade, se sentiriam entediados no Céu, pois lá não vai ter muitas coisas que tem aqui e que eles gostam. Imagina uma pessoa que não passa uma semana sem tomar a sua cerveja, e que não abre mão dela. Imagina essa pessoa no Céu, sem cerveja. Assim é com o chimarrão, com refrigerantes, etc., enfim, tudo o que forma dependência ou desejo.

Do modo como precisamos escolher ser salvos ou não, é claro, precisamos ter o necessário conhecimento para escolher, também devemos escolher aceitar algum chamado de DEUS ou não, e também devemos escolher segui-Lo ou não. São essas três escolhas, ser salvo, aceitar um chamado e seguir a DEUS.

Na Bíblia temos muitos personagens que fizeram suas escolhas, e lá está registrado. A lição cita Esdras e Neemias que foram escolhidos para uma tarefa bem difícil, como estamos estudando nessas lições, e eles aceitaram, nem resistiram como fez Moisés, que foi depois de um tempo de diálogo com DEUS. Também temos o caso de Jonas, que tentou não atender o chamado para pregar em Nínive, uma cidade, de fato, muito perigosa. 

Temos o caso do rei Saul, que foi chamado, mas que depois de algum tempo se achava independente de DEUS e acabou rejeitando o chamado. Ele bem que poderia ser o ancestral de JESUS se fosse como Davi, esse sim, aceitou o chamado. Mas vários descendentes de Davi, chamados por DEUS em Davi, se rebelaram contra DEUS, como foi Manassés e Amom. José, casado com Maria, descendente de Davi, na casa de quem JESUS nasceu, foi um que aceitou o chamado; ele com sua esposa criaram JESUS, junto com o ESPÍRITO SANTO, e JESUS tornou-Se vencedor para nos salvar. Ellen G. White foi outra pessoa que aceitou um chamado num tempo em que faziam séculos, quase dois milênios sem que alguém fosse chamado por DEUS. Foi bem difícil para ela aceitar, aliás, dois outros chamados antes dela foram rejeitados.

Nos últimos dias DEUS vai voltar a chamar, dessa vez serão muitos chamados. Isso ocorrerá para o Alto Clamor, para a conclusão da obra na Terra. Todos os últimos membros da igreja serão profetas (Joel 2:28 e 29; Atos 2:17 e 18), portanto, serão chamados. Ninguém se torna profeta sem ser chamado. A pergunta que importa aqui é que, como todos os servos da igreja que permanecerem nela serão profetas, portanto todos esses receberão chamados de DEUS, esses, ou nós, estamos prontos para responder positivamente a esse chamado?

  • Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado: 
  • Tema transversal 

Pouco mais de seis mil anos atrás DEUS (Trindade) criou o mundo por meio de JESUS. Portanto Ele é o Criador. No mesmo dia em que ocorreu o pecado, a queda de Adão e Eva, JESUS veio procurá-los e anunciou que viria morrer em lugar deles. Simbolicamente foi sacrificado um cordeiro para que representasse a futura morte de JESUS. DEUS não foi pego de surpresa com o pecado do casal.

Depois, por meio de muitos profetas chamados ao longo dos anos, foram anunciados e escritos os textos a respeito da primeira vinda de JESUS. Ele mesmo, quando veio, especialmente após Sua ressurreição, explicou esses textos aos apóstolos e discípulos. Mais textos foram escritos pelos profetas sobre a segunda vinda de JESUS. Daniel recebeu a grande profecia das 2.300 tardes e manhãs, que estudamos nesta semana. JESUS já veio, fez o trabalho mais difícil que era morrer por nós, pois isso tinha que ser como homem. Agora falta o quê? Falta concluir a pregação do Seu evangelho ao mundo todo e a segunda vinda. Pode estar certo, se você for fiel, vai receber o chamado para ser um dos milhares de profetas ou profetizas para os ensinamentos finais do alto clamor. DEUS chamará crianças, adultos e idosos. Pense no seguinte: vai haver esse chamado e paralelamente vai haver a expulsão do joio da igreja, assim como JESUS disse a Judas, “vai e faze-o depressa.”

  • Aplicação contextual e problematização 

Isso mesmo, Judas é um exemplo negativo de comportamento diante do chamado de DEUS. Ele chegou a ser escolhido como um dos doze apóstolos, quem sabe seria ele o apóstolo dos gentios, não Paulo. Mas ele escolheu duas coisas para fazer: primeira – trair JESUS; segunda – diante do fracasso da primeira escolha, decidiu tirar a sua vida enforcando-se no galho frágil de uma árvore. Judas não serve como exemplo humano a nós, os outros apóstolos sim. Lembre bem de Mateus, sentado na coletoria, ganhando bem, ao JESUS passar por ele, chamou-o e ele levantou-se e nunca mais voltou para a sua antiga atividade.

  • Informe profético de fatos recentes

“Igrejas cristãs celebram os 20 anos da declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação

“Antecipando-se aos 20 anos da declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação, que se comemora no próximo dia 31 de outubro, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), do qual a CNBB faz parte, realizou uma celebração ecumênica na quarta-feira, 4, na sede da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Brasília.

“O Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário-Geral da CNBB, Dom Joel Portella e o bispo de Cornélio Procópio (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo, Dom Manoel João Francisco, entre outros representantes católicos, participaram da celebração.

“O pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e presidente do CONIC, Inácio Llemke, disse na acolhida que a celebração marca uma data importante que representa avanços para a proximidade entre Igrejas cristãs. Segundo o primeiro vice-presidente da IECLB, pastor Odair Airton Braun, convidado a fazer uma reflexão sobre a leitura do texto bíblico que inspirou a doutrina (Rm 3.21-31), a declaração conjunta é apenas um sinal de que quando se senta à mesa e dialoga é possível caminhar juntos e construir a unidade. A declaração conjunta, para ele, é um sinal de esperança. “Justificados em Cristo, é necessário que atuemos para defender a liberdade religiosa”, disse.” Leia o restante do artigo aqui.

  • Comentário de Ellen G. White

“Na profecia da mensagem do primeiro anjo, no capítulo 14 de Apocalipse, é predito um grande despertamento religioso sob a proclamação da breve vinda de Jesus. É visto um anjo a voar “pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo”. “Com grande voz” ele proclama a mensagem: “Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apoc. 14:6 e 7.

“É significativo o fato de afirmar-se ser um anjo o arauto desta advertência. Pela pureza, glória e poder do mensageiro celestial, a sabedoria divina foi servida de representar o caráter exaltado da obra a cumprir-se pela mensagem, e o poder e glória que a deveriam acompanhar. E o voo do anjo “pelo meio do céu”, “a grande voz” com que é proferida a advertência, e sua proclamação a todos os “que habitam sobre a Terra”, “a toda a nação, e tribo, e língua, e povo”, evidenciam a rapidez e extensão mundial do movimento” (CRISTO em Seu santuário, 77). 

  • Conclusão

“Muito embora houvesse Israel rejeitado Seu Filho, Deus não os rejeitou. Notai como Paulo continua a argumentar: “Digo pois: Porventura rejeitou Deus o Seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o Seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os Teus profetas, e derribaram os Teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma? Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões, que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim pois também agora neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça.” Rom. 11:1-5” (Atos dos Apóstolos, 375).