Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - SEGUNDO TRIMESTRE DE 2019

Lição 3: 13 a 19 de abril

Preparando-se para a mudança

Autor: Moisés Mattos

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Introdução

Mudanças geram inevitavelmente efeitos colaterais, pois nos afastam dos paradigmas tradicionais com os quais nos acostumamos. Por causa das coisas com que estamos acostumados, muitas vezes ficamos estagnados em nossos conceitos e práticas. Por isso, a simples ideia de mudança nos amedronta. Mas, embora seja lugar comum falar isso, a vida é feita de mudanças e compete a cada um conviver com elas e aprender com elas para que a vida seja mais saudável e encontre seu verdadeiro significado. Embora o cristão saiba que sua "leve e momentânea tribulação produz para” ele “cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória” (2Co 4:17, AR), há necessidade de convivermos com as mudanças. Esse é o assunto da Lição desta semana.

I – A realidade das mudanças

É até repetitivo dizer que a vida é feita de mudanças. Com o advento do pecado neste mundo, as mudanças nem sempre refletem coisas boas (Rm 3:23). Elas trazem alegrias e emoções positivas, mas podem carregar dor, tristeza e insegurança em muitos casos. "Constantemente enfrentamos mudanças. O desafio para nós, como cristãos, é lidar com elas pela fé, confiando em Deus e revelando essa fé mediante a obediência, independentemente da tentação de fazer o contrário…” (Lição de domingo).

Portanto, é crucial que tenhamos a armadura espiritual para enfrentar todas as alterações que a existência nos traz. Não importa se elas sejam inesperadas ou façam parte do ciclo normal da vida, precisamos estar preparados para o que virá, tanto para o que é visto quanto para o que não vemos.

II – Mudanças previstas

Casamento.

Uma das primeiras mudanças da vida é o casamento. Em Gênesis 2, lemos que o casamento ocorre quando o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne (Gn 2:24). "Esse princípio, repetido por Cristo quando esteve na Terra (Mt 19:5), estabelece a relação conjugal como prioritária em relação a todas as outras. Os cônjuges cristãos não devem esquecer o apoio físico e moral recebido do círculo exterior de parentes e amigos. A Escritura ordena, porém, que dependam de maneira mais profunda e permanente do estímulo e consolo que compartilham entre si” (Calvin Rock, “Casamento e Família”, Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 807).

O texto fala de uma mudança (deixar pai e mãe) que vai gerar uma unidade (uma só carne) de vida e de propósitos. Contudo, essa “mudança" que ocorre com o casamento pode se tornar um fator de benção ou maldição, dependendo de como ela é administrada. Bases familiares, culturais e sociais diferentes podem gerar atritos irreconciliáveis na vida de pessoas que se casam sem entender os propósitos de Deus para o matrimônio.

Por isso, "a preparação para o casamento deve começar conosco, de maneira pessoal e individual. Ao mesmo tempo, precisamos analisar cautelosamente nosso futuro cônjuge para ver se ele(a) será um bom complemento para nós. Ele(a) é uma pessoa trabalhadora e esforçada? (Pv 24:30-34). Tem um temperamento difícil? (Pv 22:24). Compartilhamos as mesmas crenças? (2Co 6:14, 15). O que minha família e meus amigos pensam do meu futuro cônjuge? (Pv 11:14). Estou confiando na fé ou apenas em sentimentos? (Pv 3:5, 6). As respostas a essas perguntas podem significar um futuro feliz ou uma vida inteira de tristeza” (Lição de segunda-feira).

Velhice.

Essa fase da vida é temida por muitos. O Salmo 71 é visto como uma descrição da vida de um idoso e seus temores. Davi estava na verdade se protegendo dos problemas que podem acompanhar a velhice. E quais problemas são esses?

1) Medo do abandono. O salmista renovou sua confiança de que Deus nunca o abandonaria: “Desde o ventre materno dependo de Ti; Tu me sustentaste desde as entranhas de minha mãe. Eu sempre Te louvarei!” (Sl 71:6).

2) Perda das forças físicas. O pedido do salmista foi: "Não me rejeites na minha velhice; não me abandones quando se vão as minhas forças” (Sl 71:9).

3) Não conseguir cuidar de si mesmo. O autor escreveu sobre os seus inimigos que falavam sobre sua incapacidade de se movimentar em defesa própria (Sl 71:11). No entanto, seu pedido foi: "Não fiques longe de mim, ó Deus; ó meu Deus, apressa-Te em ajudar-me” (Sl 71:12).

Apesar de suas limitações, esse homem idoso retratado no Salmo depositava em Deus sua confiança (v.14), seu louvor (v. 22) e suas esperanças.

Morte.

A morte é o visitante mais indesejado. Não fomos criados para ela. Ao contrário, nosso Criador nos fez para a vida e vida em abundância. No entanto, nas mudanças da existência, paradoxalmente, está incluída a realidade da morte. O autor de Eclesiastes já advertia que "os vivos sabem que morrerão” (Ec 9:5, NVI). A consequência do pecado é que a morte é inevitável (Rm 6:23). Por isso, cumpre-nos ter duas atitudes. Primeiro, devemos nos preparar para a possibilidade de morrermos. Em segundo lugar, mas não menos importante, precisamos confiar nas promessas de ressurreição e vida eterna (1Ts 4:16, 17).

Em resumo, apesar de suas dificuldades e limitações, a velhice pode ser um período de graciosa tranquilidade, similar à que evidentemente foi experimentada pelo patriarca Abraão, pois a Bíblia diz que ele "morreu em boa velhice, em idade bem avançada, e foi reunido aos seus antepassados” (Gn 25:8, NVI).

Conclusão

Cientistas descobriram um remédio que ajuda a curar o sofrimento causado por más lembranças. De acordo com o estudo publicado em julho de 2011 no periódico Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism [Jornal de Endocrinologia Clínica e Metabolismo], sob o efeito da droga metirapona, indivíduos que têm más recordações reduzem a habilidade do cérebro de repassar esses momentos.

Para chegar aos resultados, a equipe de cientistas contou uma história com aspectos neutros e negativos para 33 homens. Três dias depois, eles foram divididos em três grupos: os que ficaram no primeiro grupo receberam uma dose única de metirapona; os do segundo grupo ingeriram uma dose dupla; e os que caíram no terceiro grupo tomaram um placebo. Depois disso, eles recontaram a história.

O desempenho da memória de cada indivíduo foi avaliado novamente quatro dias depois, tempo suficiente para que a droga desaparecesse do organismo. "Descobrimos que aqueles que tomaram a dose dupla do remédio não conseguiam se lembrar direito das partes negativas do texto, enquanto se lembravam perfeitamente das partes neutras", disse Marie-France Marin, chefe da pesquisa.

“A metirapona é uma droga que reduz bastante os níveis de cortisol, hormônio do estresse que está envolvido no processo da lembrança. Manipular uma quantidade de cortisol perto do momento em que novas lembranças se formam pode diminuir as emoções negativas associadas a elas.” Marie acrescentou: "Nossa descoberta pode ajudar indivíduos a lidar com eventos traumáticos ao oferecer a elas uma oportunidade para ‘sobrescrever’ as memórias negativas durante a terapia” (Fonte: Revista Veja: https://veja.abril.com.br/ciencia/droga-faz-cerebro-esquecer-mas-lembrancas/, acessado em 30/11/2018).

Não sou e nem poderia ser contra essa descoberta científica. Ela pode amenizar o sofrimento de muita gente. Mas, sabe, essa é uma notícia boa de um lado e preocupante de outro. Por algumas razões: O homem pode esquecer as coisas ruins, mas isso não impede que lhe aconteçam outras coisas ruins. Vivemos em um mundo de pecado. Os resultados do pecado têm a terrível tendência de se repetirem. O ser humano pode esquecer, mas os efeitos do mal estão ali. Ele terá que conviver com com eles. Alguém que perdeu um ente querido assassinado por um ladrão terá que conviver com essa perda. Quem teve sua fortuna roubada terá que continuar pobre, embora não se lembre do que lhe aconteceu. O remédio ameniza, mas não resolve todos os nossos problemas. Particularmente, acredito na solução divina que será proporcionada pela volta de Jesus. Através dela ficaremos livres não somente das lembranças, mas da causa do mal. O profeta anteviu um tempo em que “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas (Is 65:17).

Conheça o autor do comentário: O Pastor Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000 pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 29 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente, exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste-UCB. Casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (Jornalista) e Lucas (estudante de Publicidade e Propaganda).