Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - SEGUNDO TRIMESTRE DE 2019

Lição 02 – As Escolhas que Fazemos

 


VERSO PARA MEMORIZAR

“Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:15).


LEITURAS DA SEMANA

Ef 1:1-4; Mt 7:24, 25; 22:35-37; Pv 18:24; 1Co 15:33; Ec 2:1-11.


SÁBADO A TARDE – 06 DE ABRIL 2019 – INTRODUÇÃO – Ano Bíblico: 2Sm 15–17

Você já percebeu que a vida é repleta de decisões? Na verdade, poderíamos afirmar que, de muitas maneiras, todo o nosso dia, desde o momento em que nos levantamos até a hora de dormir, se resume em fazer escolhas. Muitas vezes nem pensamos nelas. Apenas as fazemos.

Algumas escolhas são simples e até se tornam rotineiras, enquanto outras transformam a vida e têm consequências eternas, não apenas para nós, mas também para nossa família.

Portanto, é fundamental avaliar bem nossas decisões, especialmente as grandes – as que podem trazer consequências que afetem para sempre a nossa vida e a vida de nossos familiares.

Quantos de nós hoje lamentamos as escolhas que fizemos? Quantos vivem com a vida destroçada por causa de erros cometidos há muito tempo? Felizmente, há perdão. Há redenção e cura, mesmo para as piores decisões.

Nesta semana, examinaremos de um modo muito amplo a importância das escolhas que fazemos, como devemos fazê-las e o impacto que elas têm sobre nós e sobre nossa família.


DOMINGO, 07 DE ABRIL 2019 – LIVRE-ARBÍTRIO, LIVRE ESCOLHA – Ano Bíblico: 2Sm 18, 19

Alguns cristãos creem que Deus escolhe, mesmo antes de uma pessoa nascer, se ela será salva ou não. Isto é, aqueles que no final estiverem eternamente perdidos se perderão porque Deus, em Sua sabedoria (de acordo com essa teologia), escolheu essa pessoa para estar perdida. Isso significa que, independentemente de suas escolhas, ela será condenada.

Felizmente, nós, adventistas do sétimo dia, não endossamos essa teologia. Em vez disso, cremos que Deus escolheu todos nós para a salvação e que, mesmo antes da fundação do mundo, fomos escolhidos Nele para ter a vida eterna.

1. Leia Efésios 1:1-4; Tito 1:1, 2, e 2 Timóteo 1:8, 9. O que a Bíblia revela sobre a escolha de Deus? Quando fomos escolhidos? Assinale a alternativa correta:

  • A. ( ) Deus nos escolheu para a salvação antes dos tempos eternos.
  • B. ( ) O Senhor nos separou para a redenção após o nosso nascimento.

Por melhor que seja essa notícia, algumas pessoas ainda estarão perdidas (Mt 25:41). Isso ocorrerá porque, embora Deus tenha escolhido todos nós, Ele deu ao ser humano uma dádiva muito sagrada: o livre-arbítrio, a livre escolha.

2. O que Mateus 22:35-37 ensina sobre o livre-arbítrio? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

  • A. ( ) Não somos livres para amar a quem escolhermos.
  • B. ( ) O Senhor não nos força a amá-Lo nem a amar o próximo.

O Senhor não nos força a amá-Lo. O amor, para que seja verdadeiramente amor, tem que ser oferecido livremente. Poderíamos dizer, de muitas maneiras, que a Bíblia é a história de Deus alcançando o ser humano perdido e buscando, sem coerção, conquistar o coração dele para Si. Essa realidade pode ser vista da melhor maneira na vida e no ministério de Jesus e na resposta que as pessoas, usando seu livre-arbítrio, deram a Ele. Algumas foram atraídas para Cristo; outras desejaram Sua morte.

Certamente Deus nos escolheu para a salvação; porém, no fim, temos que fazer a escolha de aceitar essa salvação. Sem dúvida, de todas as escolhas que temos que fazer, a decisão de servir ao Senhor é, de longe, a mais importante para nós e para aqueles que são impactados, como nossa família, pela nossa vida e pelas escolhas que fazemos.


SEGUNDA-FEIRA, 08 DE ABRIL 2019 –  FAZENDO AS ESCOLHAS CERTAS – Ano Bíblico: 2Sm 20, 21

Todos sabemos muito bem a importância das decisões que tomamos. E entendemos também como as escolhas erradas podem impactar negativamente nossa vida e a vida de outras pessoas. A questão é: como podemos fazer as escolhas certas?

3. Quais são os passos que nos ajudam a tomar as decisões corretas?

1Ts 5:17; Tg 1:5:

Is 1:19; Mt 7:24, 25:

Sl 119:105; 2Tm 3:16 :

Pv 3:5, 6; Is 58:11:

Pv 15:22; 24:6:

Antes de cada decisão importante que tomamos, é fundamental que busquemos ao Senhor em oração, que tenhamos certeza de que nossa escolha não nos levará a transgredir a lei de Deus, de nenhuma maneira, nem os princípios de Sua Palavra. É essencial que confiemos em Deus, que entreguemos a Ele nossa escolha; isto é, devemos orar para que as escolhas que fizermos O glorifiquem e para que estejamos prontos para renunciar aos nossos desejos se eles forem contrários ao Seu plano para a nossa vida. Muitas vezes, também, conselheiros sábios podem ser uma grande ajuda quando procuramos fazer escolhas. No fim, podemos ter grande segurança ao saber que Deus nos ama e deseja o que é melhor para nós, e que se nós, com fé e humildade, entregarmos nossa vida a Ele, podemos seguir em frente, confiantes em relação às escolhas que fazemos.


Como você faz grandes escolhas? Quais passos espirituais você toma ao fazê-las?


TERÇA-FEIRA, 09 DE ABRIL 2019 – ESCOLHENDO INIMIGOS – Ano Bíblico: 2Sm 22–24

Uma das escolhas mais importantes que fazemos diz respeito aos nossos amigos. Na maioria das vezes, não nos propomos a fazer amigos; as amizades simplesmente se desenvolvem naturalmente à medida que passamos tempo com pessoas que gostam de algumas coisas que nós também apreciamos.

4. Quais princípios encontramos nos seguintes versículos sobre a escolha de amigos? Pv 12:26; 17:17; 18:24; 22:24, 25

Provérbios 18:24 sugere que, se quisermos ter amigos, devemos ser amigáveis. Às vezes, as pessoas se encontram sozinhas porque sua atitude negativa e melancólica afasta as outras pessoas. “Mesmo os melhores de nós possuem esses traços desagradáveis; e ao escolher amigos devemos selecionar aqueles que não se afastarão de nós quando souberem que não somos perfeitos. É preciso haver paciência mútua. Devemos amar e respeitar uns aos outros, apesar das falhas e imperfeições que não podemos deixar de ver; pois esse é o Espírito de Cristo. A humildade e a desconfiança de si mesmo devem ser cultivadas, e também uma paciente ternura com os defeitos dos outros. Isso destruirá todo o egoísmo mesquinho e nos tornará compassivos e generosos” (Ellen G. White, Ministério Pastoral, p. 95).

Uma das histórias mais conhecidas de amizade é a de Davi e Jônatas. Se Saul, o primeiro rei de Israel e pai de Jônatas, tivesse sido fiel e obediente, seu reino poderia ter durado várias gerações, e Jônatas poderia ter sido o sucessor de seu trono. Quando Saul se mostrou indigno de seu chamado, Deus escolheu Davi como o novo rei de Israel, desqualificando, assim, Jônatas para o posto que, de outra maneira, deveria ter sido seu por direito. Aqui temos um poderoso exemplo de como as escolhas erradas de um membro da família (Saul) prejudicaram outro membro da família (Jônatas).

Mas Jônatas não ficou irado com Davi nem com inveja dele. Em vez disso, ele escolheu ajudar Davi, protegendo-o da ira de seu próprio pai, Saul. “A alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma” (1Sm 18:1). Que poderoso exemplo de amizade verdadeira!


“Não se deixem enganar: ‘as más companhias corrompem os bons costumes’” (1Co 15:33, NVI). Qual tem sido sua experiência com amigos que o prejudicaram, mesmo que não tivessem a intenção de lhe fazer mal? As escolhas erradas em relação à amizade podem prejudicar as relações familiares?


QUARTA-FEIRA, 10 DE ABRIL 2019 – ESCOLHENDO O CÔNJUGE  – Ano Bíblico: 1Rs 1, 2

Se devemos selecionar nossos amigos com cautela, devemos ser ainda mais cuidadosos quanto à escolha do nosso cônjuge. Adão foi muito abençoado pelo fato de Deus ter formado sua companheira com Suas próprias mãos a partir do seu próprio corpo. A escolha de Adão foi fácil, já que Eva não era apenas a única mulher, mas a mulher perfeita. As demais pessoas têm um pouco mais de dificuldade, visto que ninguém é perfeito. Além disso, precisamos escolher a partir de um número muito maior de pessoas.

Como essa decisão é muito importante, Deus não nos deixou sem orientação. Além de todos os aspectos importantes que examinamos na lição de segunda-feira, há alguns passos mais específicos a ser seguidos na questão do casamento (examinaremos essa questão mais atentamente na lição 6). De fato, depois da escolha de servir ao Senhor, escolher um cônjuge quase sempre será a escolha mais importante que faremos na vida.

5. Qual orientação geral pode e deve ser aplicada a alguém que deseja se casar e busca a pessoa certa? Sl 37:27; 119:97; 1Co 15:33; Tg 1:23-25.

Você deseja que os outros (como o seu cônjuge) tenham traços que, na verdade, você não possui? Pense nisso.


QUINTA-FEIRA, 11 DE ABRIL 2019 – ESCOLHENDO UMA PROFISSÃO – Ano Bíblico: 1Rs 3,4

Em algum momento, temos que escolher o que desejamos fazer da nossa vida em termos de emprego ou carreira. A menos que sejamos ricos ou trabalhemos em casa em tempo integral, cuidando do lar e da família (a mais nobre de todas as ocupações), temos que escolher um caminho para obter nosso sustento.

Evidentemente, todos vivemos circunstâncias que podem, em grande medida, limitar nossa decisão quanto a uma carreira. No entanto, seja qual for nossa situação, podemos fazer escolhas em relação à profissão que, especialmente no contexto da salvação em Jesus Cristo, podem acrescentar significado e propósito à nossa vida. Em suma, o que quer que façamos, podemos fazê-lo para a glória de Deus.

6. Que erro Salomão cometeu e como podemos evitar algo semelhante? Ec 2:1-11. Assinale a alternativa correta:

  • A. ( ) Não soube administrar a economia do reino e foi à falência.
  • B. ( ) Tentou preencher o vazio do coração com os prazeres da vida e coisas materiais. Ele viu que tudo isso era vaidade. Nosso coração deve estar nas coisas celestiais.

Não precisamos ser ricos para cair na mesma armadilha em que Salomão caiu. “O amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm 6:10). É possível ser pobre e amar o dinheiro tanto quanto alguém que é rico.

É certo que os recursos financeiros são necessários, mas independentemente do que fazemos ou de quanto dinheiro ganhamos, não precisamos tornar a busca da riqueza um ídolo. Muitas famílias também sofrem por causa de um pai que, obcecado por ganhar dinheiro, negligenciou a família para tentar enriquecer. Quantas crianças, ou cônjuges, teriam preferido um estilo de vida mais humilde do que um relacionamento empobrecido com o pai? Na maioria dos casos, as pessoas teriam preferido o primeiro ao segundo.

Desde a criação, Deus planejou que o trabalho fizesse parte da vida (Gn 2:15). O perigo é quando fazemos do trabalho o centro da nossa vida ou quando ele se torna um meio de adquirir riquezas unicamente para nós. Esse foi o erro de Salomão. Ele buscou significado nesses projetos e, embora muitos deles tenham trazido certa satisfação, no fim descobriu que eles eram insignificantes.


Alguém disse: “Quantas pessoas, no fim da vida, desejaram ter passado mais tempo no escritório e menos tempo com a família?” A partir dessa pergunta, que lição podemos aprender?


SEXTA-FEIRA, 12 DE ABRIL 2019 – ESTUDO ADICIONAL – Ano Bíblico: 1Rs 5, 6

Ao longo de toda a Bíblia, somos confrontados com a realidade do livre-­arbítrio humano. Mesmo Adão e Eva, que eram perfeitos (Gn 3) tiveram liberdade de escolha e, infelizmente, fizeram a escolha errada. Se seres não caídos, perfeitos, fizeram mau uso da liberdade de escolha, quanto mais seres como nós, mergulhados no pecado!

Lembremos que o livre-arbítrio significa liberdade. Apesar da pressão que sofremos de dentro e de fora, não precisamos escolher o que é errado. Podemos, mediante o poder de Deus, fazer as escolhas certas. Portanto, é muito importante avaliar cuidadosamente nossas decisões, especialmente pensando em como elas afetam nossa vida familiar. A livre escolha de Caim de matar seu irmão devastou sua família. A livre decisão dos irmãos de José de vendê-lo à escravidão arruinou a vida do seu pai. “Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado. Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias. Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai” (Gn 37:33-35).

Assim como ocorre na vida, encontramos na Bíblia exemplos da maneira pela qual a livre escolha de membros da família afetam os outros para o bem ou para o mal. Assim foram as escolhas de Corá, Datã e Abirão (Nm 16:1-32; veja também Dn 6:23, 24; Gn 18:19).


PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO

1. Que escolhas você fez hoje? O que elas revelam sobre você, seu relacionamento com Deus e com os outros? Quais decisões você gostaria que tivessem sido diferentes?

2. Quais personagens da Bíblia fizeram escolhas erradas e o que podemos aprender com elas? Como prejudicaram a própria família?

3. Todos se arrependem de escolhas erradas. Por que o evangelho é uma boa notícia em momentos de arrependimento? Quais promessas bíblicas você reivindica em momentos de angústia e culpa por escolhas erradas?

4. Se alguém o procurasse para conversar sobre casamento, qual conselho você daria? Por quê? Quais princípios bíblicos você indicaria para ajudar essa pessoa a tomar tão importante decisão?


RESPOSTAS E ATIVIDADES DA SEMANA

1. A.

2. F; V.

3. Orar, pedindo sabedoria; ouvir as palavras do Senhor; buscar as Escrituras; confiar no Senhor; buscar bons conselhos.

4. O bom amigo nos leva para o bem; acolhe-nos nos piores momentos e nos trata como irmãos. Não devemos fazer amizade com pessoas iradas e coléricas.

5. Devemos ser boas pessoas e fugir das más companhias.

6. B.