Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2018

Lição 2 – Vejo, quero, pego

Publicado em 5 de janeiro de 2018por 

 

(06/01) – sábado – Introdução

Na semana passada, abrimos nosso estudo falando da fascinação que nós, seres humanos caídos, temos pelo que é material – doutrina chamada de “materialismo”. Vimos que o apego pelos bens materiais influencia o nosso caráter e, consequentemente, os nossos relacionamentos. E o inimigo, sabendo tudo sobre natureza caída, tem explorado cada uma das partes que compõem essa questão.

Irmãos, ele sabe de nossos desejos, de nossas ansiedades, da nossa cobiça, de nossa ganância. Isso é natural ao pecador! Então, trabalha de forma a abafar a influência do Espírito Santo, que tem operado de forma a desenvolver em nós o domínio próprio, a temperança, a verdadeira mordomia.

Nesta nova semana, mais algumas coisas vamos considerar. Que Deus nos ilumine. Vamos aprender mais um pouquinho. Mas, antes de começar, permitam-me destacar o seguinte: o materialismo é manifestado na vida de “todos” os seres humanos caídos, sejam ricos ou pobres. Todos.

“Nenhuma classe está livre da tentação dos cuidados deste mundo” (Parábolas de Jesus, pág. 51).

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(07/01) – domingo – O evangelho da prosperidade

No ataque do inimigo, vale tudo. Até mesmo propor algo que “supostamente” tem a ver com “fé”. Diz ele que há como o ser humano fazer um pacto de prosperidade com Deus. Quanto mais é dado na igreja, mais Deus abençoa o doador. Mais Ele o recompensa. Com isso, o inimigo tem conseguido “modificar” a motivação para a dádiva – ou seja, tem modificado o coração do doador.

Esse sistema, que é conhecido como “teologia da prosperidade”, ou “evangelho da prosperidade”, tem sido confundido como experiência de fé, e tem feito um sucesso imenso.

Irmãos, essa “mentira” faz com que o doador desvie o seu olhar do eterno para o temporal. Ele deixa de olhar para Deus e olha para si. Valoriza “coisas”. Valoriza o que está “fazendo” para Deus, e não o que Deus tem feito para ele. Louva a sua “dádiva”. Pensa em Deus como Alguém que “ainda” vai dar, e não como Alguém que já deu.

Na verdade, sabendo ou não, aceitando ou não, esse tipo de doador está “flertando” com o egoísmo. Está “alimentando” a sua tendência para o materialismo. Está caminhando um caminho que não foi traçado por Deus. E, cego nessa questão, ignora estar sendo manipulado pelo inimigo.

A Bíblia fala da prosperidade do evangelho. Fala de um evangelho sendo pregado em todo o mundo. Fala de ricos e de pobres participando dessa prosperidade. Que privilégio! Fala de quem dá com alegria. Fala de quem tem noção de que os seus recursos, pequenos ou grandes, vieram de Deus e retornam para Deus, e isso com o objetivo de patrocinar a evangelização. Alguém patrocinou no passado, e ele foi alcançado. Agora, oferece toda a sua vida, motivado pela gratidão.

Dos lábios de Jesus vieram estas palavras:

Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a Terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:19 a 21).

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(08/01) – segunda – Visão espiritual obscurecida

Vocês se lembram da Parábola do Semeador? Ela diz que “o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram. Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se” – até que, por fim – a última “caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram”.

Bem, especificamente sobre a última, o próprio Senhor explicou: “O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a Palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a Palavra, e fica infrutífera” (Mateus 13:3 a 7, e 22).

A Lição cita uma frase de Helen Keller, que era cega, mas não era “cega”. Disse ela: “A pessoa mais patética do mundo é aquela que enxerga, mas não vê”.

Irmãos, a visão espiritual de alguns cristãos tem sido obscurecida pelos óculos que Satanás lhes oferece. Jesus sabe que temos necessidades materiais, físicas. Ele sabe do que precisamos. E tem nos abençoado através do trabalho. Mas, como também sabe que esse mundo não é justo com todos, e nem o tempo todo (por isso o desemprego; por isso a pobreza), ensinou: “[Ricos e pobres], não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai [olhemas aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai Celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?

Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai [olhemcomo crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai Celeste sabe que necessitais de todas elas” (Mateus 6:25 a 32).

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(09/01) – terça – Passos da cobiça

Para hoje, a Lição usa a história de Eva para ilustrar os “passos da cobiça”, e, dessa forma, explicar o uso do título para a semana: “Vejo, quero, pego”.

[[ – Particularmente, não ouso falar de Adão e Eva “indo” para o pecado, pois as minhas palavras, contaminadas pelo pecado, não podem representar o que se passava na mente deles. Eram santos. Perfeitos. Não consigo justificar, neles, os passos da cobiça. Sequer sentiam fome! – ]].

Irmãos, o inimigo tem jogado todas as suas cartas contra toda e qualquer pessoa que pode vir a ser alcançada pelo evangelho. Por isso, sabendo que não mais somos santos e perfeitos, trabalha conosco com aquilo que é próprio dele. Ele é cobiçoso. Ele sabe que isso é natural para quem é pecador. Então, explora a cobiça em todos os seres humanos, pois não há um justo, nenhum sequer.

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(10/01) – quarta – Ganância: fazendo as coisas do seu jeito

Falamos tanto que Cristo é o nosso Exemplo! Nos falta é revelar ao mundo que seguimos o Seu exemplo!

Pelas Escrituras, Paulo disse (2Coríntios 8:9): “Conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vós, para que, pela Sua pobreza, vos tornásseis ricos”. Ricos no que será?!!!

Em Filipenses 2:4 a 7, o mesmo Paulo orientou: “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de Servo”.

A expressão “Servo” nos faz lembrar do que o próprio Senhor Jesus havia dito (Mateus 20:26 a 28): “Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida”.

Há uma citação muito linda, no Espírito de Profecia, a respeito de como Jesus tratou Judas. O esforço divino foi imenso na tentativa de fazer com que Judas abrisse os “olhos” e os “ouvidos”. Vejamos:

“Quão ternamente tratou o Salvador àquele que havia de ser Seu traidor! Em Seus ensinos, demorava-Se sobre os princípios de generosidade que feriam pela raiz a cobiça. Apresentava diante de Judas o odioso caráter da ganância, e muitas vezes compreendeu o discípulo que seu caráter fora descrito, apontado seu pecado; mas não queria confessar e abandonar sua injustiça. […] Cristo estava diante dele, exemplo vivo do que se devia tornar, caso colhesse o benefício da mediação e ministério divinos; mas lição após lição caiu desentendida aos ouvidos de Judas.

Jesus não lhe passou, por sua cobiça, nenhuma repreensão de molde a ferir, mas com divina paciência lidou com esse homem faltoso, mesmo quando lhe demonstrava que lia em seu coração como num livro aberto. Apresentou-lhe os mais altos incentivos para proceder retamente. […]

Ao invés de andar na luz, Judas preferiu conservar seus defeitos” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 30 – “Nomeou doze”).

“Resistindo aos esforços da misericórdia, o impulso do mal adquiriu finalmente o domínio” (Educação, pág. 92).

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(11/01) – quinta – Domínio próprio

Devido nossa natureza caída, nossa propensão “seria” a de seguir o caminho desejado pelo inimigo. Porém, em Sua obra em favor de nossa redenção, o Espírito Santo colocou “inimizade” entre nós e o tentador. Se as portas do nosso coração tiverem que ser abertas, por nós serão abertas. Se o inimigo for ter as chaves nas mãos, será porque nós as colocamos em suas mãos.

Bem, vejo o esforço constante de Deus em que mantenhamos o “domínio próprio”. Está escrito (1Coríntios 10:13): “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”.

“Por natureza estamos alienados de Deus. O Espírito Santo descreve nossa condição em palavras como estas: ‘Mortos em ofensas e pecados’; ‘toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco’, ‘não há nele coisa sã’. Somos retidos nos laços de Satanás, ‘em cuja vontade’ estamos presos. Deus deseja curar-nos, libertar-nos. Mas como isto requer uma completa transformação, uma renovação de nossa natureza toda, é necessário rendermo-nos inteiramente a Ele.

A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade” (Caminho a Cristo, pág. 43).

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(12/01) – sexta – Conclusão

“É nossa segurança, nossa alegria, demorar sobre as verdades do plano da salvação. Fé e oração são necessários para podermos contemplar as coisas profundas de Deus. Nosso espírito acha-se tão ligado a ideias estreitas que apanhamos apenas pontos de vista limitados, da experiência que é nosso privilégio possuir. […]

Por que será que muitos que professam ter fé em Cristo não têm força para resistir às tentações do inimigo? – É porque não são fortalecidos com poder, por Seu Espírito, no homem interior. O apóstolo ora para que, ‘estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus’. Se tivéssemos esta experiência, saberíamos alguma coisa da cruz do Calvário. Saberíamos o que significa ser participantes dos sofrimentos de Cristo. O amor de Cristo nos constrangeria, e embora não fôssemos capazes de explicar como o amor de Cristo nos aquece o coração, manifestaríamos Seu amor em fervente devoção a Sua causa” (Nossa Alta Vocação, pág. 363 – Meditação Matinal de 25/12/1962).

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Comentário feito por Carlos Bitencourt