Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - TERCEIRO TRIMESTRE DE 2018

Lição 2 – O Pentecostes – 7 a 14 de julho de 2018

Publicado em 6 de julho de 2018por 

 

(07/07) Sábado

Após Sua ressurreição, repetidas vezes Jesus visitou Seu pequeno grupo, formado pelos Seus seguidores mais próximos, dentre os quais, os discípulos. Grandes ensinamentos foram dados!

Então, passado esses quarenta dias, Ele foi “elevado às alturas” – subiu – foi para o Céu – retornou para o Trono do Universo.

Lá chegando, “foi entronizado em meio à adoração dos anjos”, e, “tão logo foi essa cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em abundantes torrentes sobre os discípulos”.

Quando o sumo sacerdote terrestre era “ungido”, um tanto de óleo era derramado sobre a sua cabeça, nos possibilitando imaginar que um pouco escorria por sua barba e, quem sabe, molhando a sua roupa, e até mesmo respingando no chão. E como a Bíblia usa o “óleo” como ilustração para o “Espírito Santo”, também podemos imaginar a cerimônia celestial da unção de nosso Sumo Sacerdote, quando, como visto na cerimônia terrestre, o Espírito Santo “escorre”, “desce”, e “encharca” a igreja cristã em formação. “O derramamento do Pentecostes foi uma comunicação do Céu de que a confirmação do Redentor havia sido feita” (Atos dos Apóstolos, pág. 39).

Bem, a Lição desta nova semana vai tratar dos acontecimentos aqui na Terra. Em Jerusalém. Exatamente o momento em que o Espírito Santo toma conta dos discípulos, e os usa para a pregação do Evangelho Eterno. É o segundo capítulo de Atos.

Como noticiei na Lição 1, li e gostei do livro “Atos – Contando a História da Igreja Apostólica”, um “Comentário Bíblico Homilético”, escrito por Mário Veloso, publicado pela Casa Publicadora Brasileira. Esse livro é um excelente companheiro para a Lição da Escola Sabatina deste trimestre, e ideal para quem deseja elaborar sermões.

Então, diminuo as minhas próprias considerações particulares, mas disponibilizo, abaixo, os textos do referido livro, correspondentes ao exigido para esta semana. Pode ser?

Então, abra sua Bíblia e a sua Lição, e, conforme o que Mário Veloso escreve, faças as suas próprias anotações.

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(08/07) Domingo + (09/07) Segunda

Pentecostes: recebimento do poder (Atos 2:1 a 13)

Aconteceu o Pentecostes. Os discípulos estavam todos juntos, unidos, nos dias que precederam a festa. Lucas já havia informado sobre a unidade espiritual de seus pensamentos, ocorrida depois da ascensão de Jesus, tão logo retornaram do Monte das Oliveiras (Atos 1:14). Ao chegar a data da festa, pressentindo que o tempo para receber o poder estava se aproximando, acrescentaram mais um elemento à sua unidade – a ação. Aproximaram-se ainda mais uns dos outros, e todos, do seu Senhor, motivados pela missão cujo início, para eles, tinha que ocorrer a qualquer momento, e estavam prontos. Haviam confessado seus pecados e sentiam-se perdoados. Analisaram seus pensamentos e sentimentos com profundo exame de consciência, procurando descobrir qualquer resquício de egoísmo neles. Não havia, a não ser o intenso desejo de remir o tempo e, com todas as suas forças, se consagrar à missão. Pediam capacitação para executá-la e disposição para levar o evangelho a todas as pessoas utilizando o trato diário normal e qualquer outra oportunidade que se lhes apresentasse.

De repente, veio do Céu um som como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde eles estavam. Havia chegado o momento. “Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi esta cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi de fato glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade. O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a confirmação do Redentor havia sido feita. De conformidade com Sua promessa, Jesus enviara do Céu o Espírito Santo sobre Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, recebera todo o poder no Céu e na Terra, tornando-Se o Ungido sobre Seu povo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, págs. 38 e 39).

Surgiram línguas, como de fogo, que pousaram sobre cada um dos discípulos e todos foram cheios do Espírito Santo. Começaram a falar outros idiomas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. Houve uma razão muito forte pela qual o Espírito Santo atuou neles dessa forma. Judeus piedosos, procedentes de todas as nações existentes debaixo do céu, estavam em Jerusalém por causa da festa, a fim de adorar. Eram integrantes da dispersão judaica. Muitos desses judeus dispersos por todo o mundo haviam nascido nos países em que viviam e falavam somente o idioma local.

Quando ouviram o grande ruído se acercaram dos discípulos que começaram a lhes falar nos diferentes idiomas deles. Ficaram assombrados e perguntaram: “Não são galileus estes que falam? Como, pois, os ouvimos falar cada um em nosso próprio idioma?” O mundo de então estava ali presente. Desde o império parto, adiante da Pérsia, no Oriente, até Roma, no Ocidente. E desde o Ponto, no norte, junto ao Mar Negro, até o Egito e adiante de Cirene, África, no Sul.

A enumeração dos lugares, apresentada por Lucas, é detalhada. Diz que havia partos, medos, elamitas, pessoas da Mesopotâmia, da Capadócia, do Ponto, da Ásia, Frígia e Panfília, do Egito e das regiões mais distantes de Cirene; romanos tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes.

“O que isto quer dizer?” Perguntavam uns aos outros. Atônitos e perplexos, não sabiam que Deus estava fazendo um grande milagre para que eles ouvissem o evangelho e para que eles mesmos o levassem a todo o mundo. E o fariam. Quando chegassem a seus territórios, por convicção ou sem ela (sempre há incrédulos), contariam essa extraordinária experiência que, naquele momento, começavam a viver em Jerusalém. E os incrédulos certamente estavam ali. “Estão embriagados”, disseram eles.

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(10/07) – Terça

Primeiro discurso de Pedro: Jesus, o Senhor e Messias (Atos 2:14 a 36)

“Estes homens não estão embriagados, como vocês supõem”, começou Pedro seu discurso (Atos 1:15).

Era o primeiro discurso de Pedro, sob a ação do Espírito Santo que estava operando nele, bem como em todos os demais discípulos. Pedro se dirigia aos judeus da dispersão e a todos os habitantes de Jerusalém.

“Não podem estar embriagados, pois esta é a terceira hora do dia.” Nove horas da manhã. Horário de trabalho. Ninguém comia nem bebia nesse horário. Tomavam o desjejum antes de ir ao trabalho, que começava às seis horas da manhã. E comiam a principal refeição, de apenas duas por dia, quando o trabalho acabava, pouco antes do pôr-do-sol.

Após essa introdução explicativa, começou imediatamente o tema de seu discurso que aparece claramente enunciado na conclusão, quando diz: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus O fez Senhor e Cristo” (Atos 2:36).

O tema, então, foi: Jesus, o Senhor e Messias. Os argumentos que Pedro utiliza para provar que Jesus é o Senhor e Messias são os seguintes:

  1. O Senhor é quem traz salvação (Atos 2:16 a 21). Na realidade, o que está ocorrendo é o que o profeta Joel anunciou, disse Pedro, e citou textualmente a profecia de Joel 2:28 a 32, na qual Deus revela Seu plano de outorgar as bênçãos espirituais à nação restaurada de Israel, inaugurando o reino messiânico, imediatamente após o cativeiro babilônico. Mas Israel não cumpriu as condições. Por essa razão a bênção do Espírito, como promessa e como realidade, passou à igreja cristã.

A profecia, de acordo com a interpretação de Pedro, devia se cumprir em dois momentos específicos: nos últimos dias da nação israelita, como povo de Deus (ou início da igreja cristã) e antes do dia do Senhor, o dia do juízo final. O que estão presenciando é o primeiro cumprimento.

A profecia também informa como se cumpriria o derramamento do Espírito Santo. Visões, sonhos, profecias. Tomando como base a família inteira: pai, mãe, filhos, filhas, avôs, avós, servos e servas, esses dons seriam outorgados a todos, indiscriminadamente. O mesmo ocorrerá antes da chegada do dia do Senhor, antes do juízo final que será precedido e anunciado por sinais especiais na Terra, no Sol e na Lua.

Entre esses dois momentos da história cristã, o primeiro derramamento do Espírito Santo (a chuva temporã) e o segundo momento (a chuva serôdia) todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. A salvação vem por meio de Jesus; Ele é o Senhor.

  1. Aprovado por Deus com milagres, prodígios e sinais (Atos 2:22 e 23). Jesus, o Nazareno – continuou Pedro – foi um Homem aprovado por Deus, diante de vocês. Mostrou-lhes Sua aprovação por meio de milagres, prodígios e sinais que Deus fez entre vocês, por intermédio dEle. Vocês O viram, foram beneficiados por Seus milagres e, por isso, sabem muito bem. Entretanto, sabendo Deus antecipadamente todas estas coisas e em harmonia com Seu plano, vocês O prenderam e O mataram, crucificando-O por mãos de iníquos. E vocês sabem disso. Sabem muito bem que nenhum mortal, por si mesmo, pode fazer todas essas maravilhas. Somente o Filho de Deus pode. Nem mesmo nenhum mortal pode morrer como Ele morreu, mas Ele pôde porque era o Filho de Deus.
  2. Deus O ressuscitou (Atos 2:24 a 28). Além do mais, Deus O ressuscitou. Venceu o poder da morte, pois era impossível que fosse retido por ela. Por que era impossível? Jesus era o Senhor, e o Senhor tinha que ressuscitar.

Davi falou sobre isso, e todos vocês sabem: “O Senhor, tenho-O sempre à minha presença, estando Ele à minha direita, não serei abalado. Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro. Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, na Tua destra, delícias perpetuamente” (Salmos 16:8 a 11).

Davi não se refere a si mesmo, argumenta Pedro, porque ele morreu e seu corpo se corrompeu. Unicamente Jesus, o Nazareno, pode ser o Messias porque Deus O ressuscitou e Seu corpo não permaneceu no sepulcro para ser corrompido.

  1. É a descendência de Davi (Atos 2:29 a 32). Davi foi sepultado e seu túmulo permanece entre nós até hoje – continuou dizendo Pedro. Mas como ele era profeta e sabia que Deus, por meio de juramento, lhe havia prometido que de sua descendência, quanto à carne, suscitaria a Cristo para que Se assentasse em Seu trono, tendo visto de antemão o que ocorreria, falou da ressurreição de Cristo, o Messias, de que Sua vida não seria deixada na morte, nem Sua carne veria corrupção. A esse Jesus, o Messias, descendente de Davi, Deus ressuscitou e todos nós somos testemunhas dessas coisas.
  2. Jesus subiu ao Céu e enviou o Espírito Santo (Atos 2:33 a 35). Sendo assim – disse Pedro – a conclusão inevitável é esta: uma vez que Jesus foi exaltado à destra de Deus, e valendo-Se da promessa sobre o Espírito Santo, feita por Deus, derramou isto que vocês veem e ouvem. Não foi Davi quem subiu ao Céu, pois ele mesmo diz: “Disse o Senhor ao Meu Senhor: Assenta-Te à Minha direita, até que Eu ponha os Teus inimigos por estrado de Teus pés”. Foi Jesus. E porque Ele subiu ao Pai, enviou o Espírito Santo. Estejam absolutamente certos, todos vocês, israelitas, que esse Jesus que vocês crucificaram Deus o fez Senhor e Cristo.

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(11/07) Quarta + (12/07) Quinta

O diálogo da conversão: resultados (Atos 2:37 a 42)

A argumentação de Pedro, para a mente israelita da época, foi altamente convincente. Uniu profecias messiânicas, bem conhecidas por seus ouvintes, com a experiência que todos os habitantes de Jerusalém haviam tido sobre Jesus e que os estrangeiros, que ali foram para assistir à festa, haviam ouvido deles desde que tinham chegado a Jerusalém. Escritura e experiência pessoal dos ouvintes, integrados pela fé, convicção sólida e atrativa do pregador, produziram um dos melhores sermões da igreja cristã do tempo apostólico e de sempre. Por isso, gerou um diálogo entre Pedro, o pregador, e seus ouvintes.

“Ao ouvir isto”, disse Lucas, “compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” (Atos 2:37).

A convicção de Pedro, clara e sem vacilações, com respeito a Jesus como Senhor e Messias, produziu convicção em seus ouvintes. Convenceu-os de que Jesus era, verdadeiramente, o Messias. A convicção, quando é autêntica, sempre se manifesta em ações. Por isso, a primeira coisa que os ouvintes de Pedro pensaram foi: “Que faremos?” Procediam de muitos lugares do mundo, dispersos e distantes, mas eram todos judeus. Era essa uma pergunta legalista ou não? Seria muito superficial fazer um julgamento da reação de pessoas cujo coração foi tocado espiritualmente, sem considerar o nível de profundidade na reação. Não, certamente não pediam uma religião de salvação por obras. Queriam responder a Jesus de maneira plena. Por isso, Pedro não argumentou com eles. Simplesmente atingiu, com sua resposta, a pessoa na sua totalidade – interna e externamente.

“Arrependam-se”, disse-lhes, atendendo assim a parte espiritual deles, “e sejam batizados”, demonstrando, desse modo, a necessidade de uma ação externa e visível. A religião cristã não é um misticismo espiritual cujo conteúdo e completa expressão se reduzam ao que está no interior da pessoa cristã. Abrange suas capacidades espirituais internas e suas ações externas, sem desprezar nenhuma. O cristianismo é uma religião para a pessoa completa. O batismo tinha que ser no nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados e para o recebimento do Espírito Santo. A promessa do Espírito Santo não era somente para os apóstolos ou dirigentes. É para todos os cristãos.

“Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Atos 2:39).

Naturalmente, isso incluía os apelos no tempo dos apóstolos e em todos os tempos após eles. Acontece que, sem a presença do Espírito Santo, nunca é possível, para ninguém, viver o cristianismo com autenticidade. E não existe um cristianismo hipócrita. O que pode existir são cristãos hipócritas, mas o cristianismo, como tal, como crença e modo de vida, como imitação da pessoa completa de Jesus, não pode ser falso. Para que esse cristianismo seja uma realidade na pessoa que crê, é necessária a ação do Espírito Santo em sua vida. Ação pela presença real. O Espírito Santo não realiza ações virtuais; todas elas são reais, feitas na medida da pessoa cristã, nela, com ela, para benefício de outros e para a glória de Deus. O ponto de partida para uma vida cristã genuína é o arrependimento. Arrepender-se implica saber o que é o arrependimento, para transformar esse conhecimento em vida. Experimentar uma mudança de coração, abandonando o coração de pedra e adquirindo um coração de carne, pela obra do Espírito Santo, onde Ele escreve as leis de Deus e o modo de vida aprovado por Jesus. É a mudança do estilo de vida próprio, egoísta e pecador, pelo estilo de vida cristão, centralizado em Cristo, para servir aos outros e glorificar a Deus.

Os pensamentos e as atitudes são mudados com respeito ao pecado e à justiça. O pecado já não produz alegria, mas tristeza e rejeição. Apenas a insinuação de sua presença provoca uma espécie de asco espiritual, repugnância, repulsa. Repugnância que nasce das vísceras espirituais mais íntimas da pessoa arrependida.

O arrependimento produz mudança da mente e da conduta. Modifica os pensamentos e as ações. A justiça se torna atração e alegria, porque o pecador arrependido a possui como presente de Cristo Jesus, como justificação, e a vive pela ação do Espírito Santo, como santificação.

Após a pregação veio o testemunho. “Com muitas outras palavras”, Lucas escreveu, “Pedro os advertia e insistia com eles: ‘Salvem-se desta geração corrompida’” (Atos 2:40).

O resultado do primeiro sermão foi extraordinário. “Os que aceitaram a mensagem foram batizados”, acrescentou Lucas, “e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas” (Atos 2:41).

Um acréscimo maravilhoso! Algumas horas antes eram cento e vinte, e após a pregação, no dia de Pentecostes, 3.123. Um aumento de 2.500%. Além disso, a qualidade de vida espiritual e comunitária que esses novos cristãos viviam – que Lucas define com a palavra “perseveravam” – era de dedicação contínua, com grande esforço, enfrentando qualquer tipo de dificuldade que pudesse surgir.

Perseveravam em quatro atividades ou experiências-chave da vida cristã (Atos 2:42):

  1. Na doutrina dos apóstolos. Não significa que os apóstolos houvessem criado nova doutrina, própria deles, diferente dos ensinamentos do passado. Também não era um credo. O chamado credo dos Apóstolos, derivado do Antigo Credo Romano (século 4), somente adquiriu sua forma atual nos séculos 7 e 8. A doutrina dos apóstolos era baseada na Palavra de Deus e era a própria doutrina do Senhor (Atos 13:5, 7 e 12). Receberam-na diretamente de Jesus e através do Espírito Santo. Por isso, tinha sua própria autoridade e era confiável como a Escritura.

Depois do dia de Pentecostes, continuaram ensinando a Escritura, especialmente o que ela dizia a respeito de Jesus, da criação, da maneira como Deus dirige o mundo, da ressurreição, do arrependimento, do juízo e de todo o evangelho (Atos 17:19, 18, e 24 a 32).

Os novos cristãos perseveravam em ouvir e em praticar o ensinamento dos apóstolos. Cada vez que um apóstolo pregava ou ensinava, eles estavam presentes; nunca faltavam às reuniões da igreja nascente, perseveravam nelas.

  1. Na comunhão uns com os outros. Viviam em koinonia, em íntimo relacionamento que se produz num pequeno grupo, quando todos têm igual direito a um presente comum, ou uma herança recebida. Essa associação dura até que o presente (ou a herança) seja repartido. Depois o grupo se desfaz. A integração dos cristãos era produzida por Jesus, o presente de Deus, outorgado a todos os que criam. Quanto mais era repartido o conhecimento a respeito de Jesus, mais presente Ele estava entre eles, mais pessoas se agregavam a eles, e o grupo, por permanecer nEle, continuava como grupo para sempre.

O modo de perseverar nesse companheirismo era duplo: estavam sempre com Jesus e sempre O compartilhavam com os outros.

  1. No partir do pão. Entre os judeus, partir o pão significava comer, referindo-se às refeições normais de cada dia. Perseverar no partir do pão poderia significar que muitas vezes faziam refeições juntos, desfrutando de uma integração comunitária muito agradável. Mais tarde, quando a crise provocada por uma grande fome assolou a cidade, os cristãos compartilharam na comunidade o que tinham, para que não faltasse a ninguém o alimento necessário. Um ato natural para quem já tinha o costume de comer junto.

Lucas destaca o sentido espiritual que o partir do pão tinha para a vida da comunidade cristã, indicando, possivelmente, que com frequência celebravam o ritual da Comunhão, com a constante participação de todos, o que constitui um testemunho da excelente integração que havia entre eles e que todos tinham com Cristo Jesus.

  1. Nas orações. Todos oravam constantemente. Cada um particularmente, e todos juntos, como grupo. Abriam o coração a Jesus como a um amigo. Não é de se admirar, então, que a vida do grupo fosse tão agradável para todos – os que já haviam crido na doutrina dos apóstolos e os que a ouviam pela primeira vez.

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(13/07) Sexta

Primeiros conversos: estilo de vida (Atos 2:43 a 47)

Resumindo, diz Lucas, um temor respeitoso, pelos cristãos, se apoderou de todas as pessoas e os apóstolos faziam sinais e maravilhas. Além disso, todos os crentes estavam juntos, como se fossem uma única pessoa, e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens e, de acordo com as necessidades de cada um, distribuíam o produto entre todos. Com devoção, diariamente estavam juntos no templo, partiam o pão de casa em casa, repartiam o alimento entre todos, comiam com alegria. No coração não havia complexos, louvavam a Deus, contavam com a participação de todo o povo e o Senhor, acrescentava-lhes, dia a dia, os que iam sendo salvos.

Que experiência! Digna de ser imitada. Havia sido acrescentada, na vida de seres humanos pecadores e perdidos, a mais autêntica realidade do evangelho com o máximo poder do Espírito Santo e as pessoas escravizadas pelo pecado agora viviam livres em Cristo Jesus.

Fácil, não é verdade? Basta aceitar o presente de Deus. Apenas crer em Jesus. Apenas se entregar ao Espírito Santo. Apenas viver pela fé. Apenas sentir o que é preciso sentir. Apenas fazer o que deve ser feito. Apenas ter um coração sem egoísmo e um espírito humilde. Apenas ser em Cristo o que Ele foi na carne. Jesus acrescentará uma multidão de conversos, cada dia, e a atração da vida cristã coerente manterá todos na igreja, até que Ele volte.

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Lição da Escola Sabatina 2018 – Comentário feito por Carlos Bitencourt