Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - TERCEIRO TRIMESTRE DE 2018

Lição 02 – Pentecostes

Semana 7 a 13 de Julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com – marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “A este JESUS DEUS ressuscitou sendo nós testemunhasExaltado, pois, à destra de DEUS, tendo recebido do Pai a promessa do ESPÍRITO SANTO, derramou isto que vedes e ouvis” (Atos 2:32-33).

 

Introdução de sábado à tarde

As festas judaicas, relembrando, foram:

Páscoa: celebrada em 14 de Nisã (entre março e abril), com o propósito de lembrar a libertação do povo de Israel do Egito. Na ocasião um cordeiro era morto e comido e servido com ervas amargas e pães sem fermento (Êxo 12:1-14; Lev 23:5; João 2:13). “No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor” (Levítico 23:5).

Festa dos Pães Asmos: celebrada entre 15 e 21 de Nisã (entre março e abril), com o propósito de lembrar como os israelitas foram tirados por Deus às pressas do Egito. Eram preparados pães sem fermento e reuniões de adoração eram realizadas (Êxo 12:15-20; 13:3-10; Lev 23:6-8; Marc 14:1,12). “E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos” (Levítico 23:6).

Primícias (ou Primeira Colheita): celebrada em 16 de Nisã (entre março e abril), com o propósito de reconhecer que os frutos da terra vinham de Deus e a colheita era fruto de Sua benignidade. Na ocasião os primeiros frutos das colheitas eram ofertados (Lev 23:9-14). “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote” (Levítico 23:10).

Festa das Semanas (ou Petencostes): celebrada em 6 de Sivã (entre maio e junho), com o propósito de mostrar alegria e gratidão a Deus pela colheita obtida. Era realizada cinquenta dias depois da oferta das primícias, e celebrava a colheita do trigo (Êxo 23:16; Lev 23:15-21; At 2:1). “Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao Senhor” (Levítico 23:16).

Trombetas (Rosh Hashaná ou Ano Novo): celebrado em 1 de Tisri (entre setembro e outubro), com o propósito de comemorar o início do ano civil. Esse era um dia de descanso e de fazer ofertas, onde as trombetas e os chifres eram tocados o dia inteiro (Lev 23:23-25; Num 29:1-6). “Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação” (Levítico 23:24).

Dia da Expiação (Yom Kippur): celebrado em 10 Tisri (entre setembro e outubro), com o propósito de oferecer sacrifícios pelos pecados dos sacerdotes e do povo e purificar o santuário. Era um dia de descanso e jejum, onde sacrifícios eram oferecidos (Lv 16; 23:26-32; Hb 9:7). “Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor” (Levítico 23:27).

Festa dos Tabernáculos (ou Cabanas): celebrado entre 15 e 21 de Tisri (entre setembro e outubro), com o propósito de lembrar a peregrinação do povo de Israel pelo deserto. Consistia numa semana de festa por causa da colheita dos frutos; o povo habitava em cabanas e oferecia sacrifícios (Lev 23:33-36,39-43; João 7:2,37). “Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao Senhor por sete dias” (Levítico 23:34).

Santa Convocação: celebrado em 22 de Tisri (entre setembro e outubro), com o propósito de comemorar o encerramento do ciclo de festividades. Era um dia de convocação, descanso e oferta de sacrifícios (Lev 23:36; Num 29:35-38). “Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao oitavo dia tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; dia de proibição é, nenhum trabalho servil fareis” (Levítico 23:36).

Festa de Purim: celebrada em 14 e 15 de Adar (entre fevereiro e março), com o propósito de comemorar a libertação dos judeus no Tempo de Ester. Era um momento de grande alegria e festividades, e o livro de Ester era lido (Et 9:18-32).  “Também os judeus, que se achavam em Susã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo; e descansaram no dia quinze, e fizeram, daquele dia, dia de banquetes e de alegria” (Ester 9:18).

Sábado: celebrado a cada sete dias com o propósito de dar descanso para as pessoas e os animais, a fim de que o homem fosse renovado tanto física quanto espiritualmente. Era um dia de descanso no qual ninguém poderia trabalhar (Êxo 20:8-11; Lev 23:3; Mat 12:1-14; Heb 4:1-11). Em seis dias o trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhum trabalho fareis; sábado do Senhor é em todas as vossas habitações” (Levítico 23:3).

Lua Nova: celebrado no primeiro dia do mês lunar com o propósito de celebrar o início do mês lunar com festas religiosas. As atividades comerciais também eram suspensas (Num 10:10; 28:11-15; 1Sam 20:5-20; 2Reis 4:23; Amos 8:5). “Semelhantemente, no dia da vossa alegria e nas vossas solenidades, e nos princípios de vossos meses, também tocareis as trombetas sobre os vossos holocaustos, sobre os vossos sacrifícios pacíficos, e vos serão por memorial perante vosso Deus: Eu sou o Senhor vosso Deus” (Números 10:10).

Ano de Descanso (ou Ano Sabático): celebrado a cada sete anos com o propósito de dar descanso para a terra. Durante o Ano Sabático as terras não eram cultivadas (Êxo 23:10-11; Lev 25:1-22; Deut 15:1-18). “Também seis anos semearás tua terra, e recolherás os seus frutos. Mas ao sétimo a dispensarás e deixarás descansar, para que possam comer os pobres do teu povo, e da sobra comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival” (Êxodo 23:10,11).

Ano do Jubileu: celebrado a cada cinquenta anos com o propósito de ajudar os pobres e preservar a ordem social. Ocorria a libertação dos escravos e a devolução das terras aos donos originais (Lev 25:8-11; 27:17-24; Num 36:4). (Fonte aqui).

Então, a festa do Pentecostes era um dia de alegria quando ofereciam o primeiro molho da colheita do trigo, 50 dias após o primeiro dia da páscoa. Aconteceu o seguinte: JESUS foi morto e ressuscitou no terceiro dia, um domingo. Quarenta dias depois, subiu ao Céu para entrar no santuário. Dez dias depois disso, ou, 50 dias após a ressurreição, os discípulos receberam o poder do ESPÍRITO SANTO, e iniciaram o trabalho de evangelização. Naquele dia do Pentecostes, tiveram a primeira colheita de pessoas para o batismo, umas três mil pessoas, as primícias das pregação do evangelho.

 

  1. Primeiro dia: A vinda do ESPÍRITO

Uma das cenas mais sublimes, que muito me interessa entender quando puder falar com as respectivas pessoas, foi a concessão do ESPÍRITO SANTO aos discípulos. E ver como daí em diante eles saíram, corajosos e inteligentes, além de muito capazes de realizar a obra para qual foram incumbidos. Eles se tornaram tão competentes que trabalhavam como se tivessem feito um curso de doutorado nalguma universidade com anjos como mestres. Além de sua capacidade de trabalho e de obter resultados, cooperava com eles o ESPÍRITO SANTONuma só pregação, e nem era uma série de estudos bíblicos, três mil pessoas se entregaram ao batismo com toda a sinceridade. É claro, essas pessoas já possuíam o conhecimento, precisavam pouca coisa, precisavam conhecer JESUS melhor e tomar uma decisão. Não era mesmo necessário longos estudos para quem já fazia até parte do povo de DEUS, mas ainda não se havia entregue a JESUS. Nessa situação havia milhões de pessoas, os judeus daqueles dias, que moravam na Judeia ou que moravam em lugares distantes. Precisavam de uma mensagem, que fosse poderosa para tirá-los de séculos de preconceito contra alguma mudança em sua forma de crer. Precisavam entender que o JESUS CRISTO que haviam crucificado era na verdade seu Salvador e Rei, não da nação terrestre, mas Rei da nação celeste. Era necessário muito poder do alto para que pudessem mudar sua forma crônica errada e preconceituosa de entender as coisas em relação ao Messias.

No final dos tempos, bilhões de pessoas estarão crendo de forma errada, entendendo as coisas da forma errada, porque foram ensinadas de forma errada, por falsos mestresEsses mestres terão, ao longo dos séculos, muitos séculos, ensinado erros e mais erros, que serão necessariamente corrigidos com grande poder, por pessoas ungidas com poder do alto, com conhecimento e sabedoria inimagináveis, e também como os discípulos de JESUS, tendo a orientação do ESPÍRITO SANTO. A tarefa pela frente é inimaginavelmente superior à deles lá no pentecostes. Deveriam evangelizar o mundo inteiro com alguns milhões de pessoas; nós hoje, tempos bilhões de pessoas. É, atualmente, na realidade uma tarefa impossível de ser realizada. Completamente impossível.

Tente imaginar o desafio. São mais de 7,5 bilhões de pessoas a serem evangelizadas. Os adventistas, único povo preparado para tal tarefa, são 20 milhões. Mas a maioria deles desertará com a sacudidura, e não ousaremos aqui tentar propor quantos restarão, mas serão poucos, bem poucos. Os que desertarem, como sabemos, tentarão impedir essa obra, aliando-se aos inimigos, fazendo sabotagem, denunciando e perseguindo. Demônios em ação, falsos mestres agindo com poder dos demônios, e bilhões de pessoas com todo tipo de preconceito em suas mentes precisando conhecer a verdade. Esse é o último confronto, tanto os demônios quando os servos de DEUS sabem disso. E com todo tipo de falsidades nas quais acreditam firmemente. São todas pessoas presas de satanás. Precisam ser desprendidas dele. Para isso, quem for à tarefa, necessita não do preparo de universidades humanas, mas da ciência divina diretamente do trono de DEUS. Ou seja, quem for cumprir essa tarefa deverá ser não um homem ou mulher independente, mas de tal modo dependente de DEUS que seja um com Ele. É como se o próprio DEUS estivesse lutando aqui, não um ser humano.

Para o primeiro derramamento do ESPÍRITO SANTO, os discípulos oraram fervorosamente, e se humilharam, tornando-se unânimes. DEUS só utilizará um exército unido, com amor entre seus soldados. Quando todos os servos de DEUS estiverem amando uns aos outros como JESUS os amou, então se realizarão as condições para entrarem em ação, em guerra espiritual contra as forças do demônio. E a tarefa que na eficiência de hoje poderia levar centenas de anos, ou, provavelmente nunca ser concluída, será finalizada em questão de semanas, ou, poucos meses.

“Quando a alma se rende inteiramente a ‘CRISTO’, novo poder toma posse do coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente operar por si mesmo. É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenatural elemento na natureza humana. A alma se rende a ‘CRISTO’, torna-se Sua fortaleza, mantida por Ele num revoltoso mundo… Uma alma assim guardada pelos seres celestes, é inexpugnávelaos assaltos de Satanás.” (O Desejado de Todas as Nações, 324, grifos acrescentados).  “Quando pedis as bênçãos de que necessitais a fim de aperfeiçoar um caráter segundo a imagem de CRISTO’, o SENHOR vos garante que pedis em harmonia com uma promessa que se cumprirá.” (O Maior Discurso de CRISTO, 130).

“A mensagem há de ser levada não tanto por argumentos como pela convicção profunda do Espírito de ‘DEUS. Os argumentos foram apresentados. A semente foi semeada e agora brotará e frutificará.” (O Grande Conflito, 612; Eventos Finais, 183, grifo acrescentado).   “E ao falarem esses obreiros acerca da verdade e a porem em prática e orarem por seu progresso, DEUS’ comoverá os corações.” (Testemunhos Seletos, v3, 335).   “Os homens serão em breve forçados a tomar grandes decisões [aqui se refere à controvérsia entre o sábado e a imposição do domingo], e nosso dever é cuidar de que lhes seja proporcionada a oportunidades de compreenderem a verdade, a fim de que se decidam inteligentemente pelo direito.” (Testemunhos Seletos, v3, 345, grifos acrescentados).

“Servos de ‘DEUS’, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será a mensagem dada em advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentira, fazendo mesmo descer fogo do céu, à vista dos homens. (Apoc. 13:13) Assim os habitantes da terra serão levados a decidir-se.” (O Grande Conflito, 612; Eventos Finais, 175, e ver História da Redenção, 401, grifos acrescentados).

 

  1. Segunda: O dom de línguas

Há um princípio para o dom de línguas: o ensinamento, ou, edificação da igreja. Veja-se em I Coríntios capítulo 14. Ali diz que devemos seguir o amor e que principalmente profetizemos, ou, que entendamos das profecias (verso 1). O que profetiza é superior ao que fala em outra língua (v. 5). E o falar em outra língua, deve ser para que alguém possa entender e ser beneficiado (v. 16, 17 e 19). E usar outras línguas é uma questão de ordem e decência, para que outros não achem que ali existe um hospício (v. 23, 26 e 33). Se por acaso vier de outro lugar um pregador que fala em outra língua, se não houver interprete, esse orador deve ficar quieto (v. 27 e 28).  E em Atos, capítulo 2, fica bem claro que os discípulos falaram em línguas que até há pouco lhes eram desconhecidas. Receberam esse dom porque havia judeus estrangeiros descendentes de outros judeus, gente da dispersão, e que não falavam mais em aramaico. Não havia entre os apóstolos e os discípulos alguém que falasse nessas línguas, e chegara a hora de se pregar o evangelho ao mundo todo. Mas como fariam isto, se não estavam capacitados quanto a comunicação? Isso foi resolvido em questão de segundos, pois de um momento para outro, eram capazes de se comunicar com os judeus que não entenderiam o aramaico. Além disso, não precisaram fazer convites como folhetos para que essas pessoas viessem a uma série de conferências. O próprio DEUS providenciou um som diferente que atraiu milhares de pessoas para o local onde estavam os apóstolos e ali, ato contínuo, pregaram a eles.

A tal ponto isso foi miraculoso que alguns, sempre os pessimistas e céticos, acharam que aqueles pregadores estavam, ou loucos ou bêbados. Mas era visto que não se tratava nem de uma coisa nem de outra, pois é fácil identificar um louco ou um bêbado, e, ademais, como em torno de três mil pessoas iriam se entregar ao batismo por meio de loucos ou bêbados?

Duas coisas para considerar. O dom de línguas não é o mais importante, ele só serve para comunicação. Mais importante que ele é o dom de profecia, porque por ele DEUS Se comunica com o homem e transmite Seu conhecimento. Não havendo o dom de profecia, para nada serve o de línguas, pois não haveria o que transmitir adiante se DEUS primeiro não houvesse comunicado a Sua mensagem.

 

  1. Terça: O sermão de Pedro

O derramamento do ESPÍRITO SANTO no Pentecostes foi o cumprimento de uma profecia de Joel 2:28 a 32. Essa profecia se cumpriu no início dos últimos dias e se cumprirá no final deles. Os últimos dias iniciaram com a pregação por parte dos discípulos logo após JESUS subir ao Céu, e terminarão com a Sua segunda vinda. Os últimos dias são um longo período de uns dois mil anos (os primeiros dias levaram uns quatro mil anos).

Pedro, que tomou a palavra, destacou o cumprimento da profecia de Joel. Sempre que uma profecia bíblica se cumpre, isso é um fracasso de satanás, pois cada profecia que se torna realidade ele sofre uma perda grave. Ele sabe disso, e faz de tudo para que as profecias não se cumpram, e vai fracassando cada vez. Pedro soube aproveitar muito bem as fofocas sobre que estavam bêbados. Isso abriu espaço para explicar o que se passava. No fim dos tempos, também estarão curiosos, muitos ao menos, sobre o que teria feito esse povo ordeiro para que merecessem a dureza do decreto dominical, e se abrirão oportunidades para explicar sobre a segunda vinda de JESUS e sobre qual dia deve realmente ser santificado. Quando o decreto dominical chamar a atenção para o domingo como dia a ser santificado, e vier acompanhado de uma medida truculenta de força a favor do domingo, muitos terão sua curiosidade despertada quanto ao sábado, e irão querer saber porque as autoridades estão querendo impor o domingo por essa viaOutros, é claro, inimigos, e muitos de nossos irmãos também, no entanto, combaterão essa pregação unindo-se com as forças de satanásMas o mais forte vencerá, e esse é o que tem o poder do ESPÍRITO SANTO. No finalzinho seremos um povo pequeno, mas muito forte e poderoso, inimaginavelmente superior a todos os demais.

Então, assim como João Batista fez uma reforma, a exemplo de Elias, para que JESUS viesse e logo depois se proclamasse a Sua mensagem ao mundo inteiro, assim a IASD fará uma reforma gigantesca para que, pela segunda vez, seja derramado o ESPÍRITO SANTO, e dessa vez, será para concluir a pregação. Então vem o fim, conforme Mateus 24:15.

Pois bem, o que viabilizou o derramamento do ESPÍRITO SANTO? A ressurreição! Pedro ressaltou a importância da ressurreição, pois, afinal, sem ela, não teríamos esperança alguma. O que se pregaria sem a certeza da volta de JESUS? Nada!JESUS ressuscitou porque venceu. Se tivesse falhado, teria cometido algum pecado, e estaria lá na sepultura até hoje e para sempre. E a história seria diferente. Mas Ele venceu, e ressuscitando obteve o direito de nos ressuscitar também. Esse é o ponto culminante da história de hoje. Ele foi morto para nos perdoar e ressuscitou para nos salvar e levar com Ele.

Há mais um detalhe bem interessante. Pedro fez apenas um sermão, e parece que nem tão longo. Pessoalmente estimo que ele tenha falado uns 20 minutos, talvez 30. E depois tiveram um longo e penoso mas agradável trabalho, batizar três mil pessoas. Se os 120 podiam batizar, considerando só os homens, digamos que fossem 60, cada um batizaria pelo menos 50 pessoas. Isso foi assim pelo poder do ESPÍRITO SANTO, não por alguma estratégia humana. Hoje precisamos mais desse poder, e menos do planejamento humano.

“Sob os aguaceiros da chuva serôdia, as invenções do homem, o humano mecanismo, serão por vezes postos de lado, os limites da autoridade do homem serão qual cana quebrada, e o Espírito Santo falará com poder convincente por meio do vivo instrumento humano. Ninguém observará então a ver se as sentenças estão bem torneadas, se a gramática está impecável. A água viva fluirá nos próprios condutos de Deus. … Tenho certeza de que há um Céu repleto dos mais ricos e duráveis tesouros para serem dados livremente a todos os que deles se apropriarem e, sendo assim enriquecidos, os transmitam liberalmente a outros. Sei que isto é verdade” (E Recebereis Poder, MM 1999, 324). Estratégias que hoje enchem as nossas igrejas são as mesmas que enchem qualquer outra igreja de satanás. A música que tanto atrai, é a mesma que leva pessoas a lugares que JESUS jamais entraria. E os nossos líderes estão de acordo com isso. Situação alarmante, muito bem prevista pela nossa profetiza. Mas, quem quiser se perder, que se perca. JESUS não fez nada para mudar a vontade de Judas, nem do jovem rico, nem da multidão que O deixou de lado e depois de se alimentar de pão e de peixe, gritou: crucifique-O! Nem tão pouco o Mestre Se mostrou preocupado com os fariseus e com os sacerdotes que sempre o perseguiam para encontrar algum motivo a fim de prendê-Lo. Cada um é livre diante de DEUS, e a liberdade mal utilizada trará seus amargos frutos quando já for tarde. Na sacudidura muitos sairão dessa igreja, e perceberão tarde demais o erro que cometeram.

 

  1. Quarta: A exaltação de JESUS

Quando o anjo mais honrado de todas as criaturas questionou o caráter do DEUS Criador e a Sua lei, sendo esse anjo vencido em seus argumentos, foi expulso das cortes celestiais, e isso deixou no mínimo uma ponta de dúvida: será que esse anjo está de todo errado? Será que ele não tem ao menos alguma razão? No governo de DEUS jamais pode existir sequer a menor possibilidade de dúvida quanto ao caráter e quanto à lei de DEUS. No caso, o caráter é a própria lei.

Cabia a JESUS realizar duas tarefas. Uma, propiciar a salvação dos seres humanos; outra, esclarecer o Universo sobre a justiça divina. Isso deveria chegar a uma situação tal que nem mesmo satanás tivesse argumento contra DEUS. Sim, vai haver um dia, antes da destruição de nosso planeta pelo fogo, quando todos os seres humanos, todos os anjos de satanás e ele mesmo, e todos os anjos de DEUS, e também todos os demais seres do Universo concluirão que a justiça de DEUS é inquestionável, limpa, transparente e sem a menor possibilidade de ser encontrada algum motivo de se condenar DEUS. Felizmente vai ser assim. Imagine se alguém encontrasse alguma nódoa em DEUS! Estaria o Universo perdido, sem futuro promissor. Como se poderia confiar em um DEUS assim, que raramente falha, mas, falha? Porém DEUS é transparente. Durante o milênio todos os casos dos humanos, até dos anjos e também de satanás serão reexaminados pela população do mundo.

Mas ainda falta a nós examinar outro aspecto da justiça divina. É sobre JESUS CRISTO. Ele é que veio ao mundo para provar que DEUS é mesmo amor e para salvar a humanidade. Ele ensinou o amor e amou de tal maneira que, mesmo carregando a culpa de todos nós, sob sofrimento infringido pelos piores seres humanos e pelos demônios, nos perdoou e morreu para nos salvarEle viveu o que ensinou; era autêntico, portanto, confiável. Isso deixou perplexo o Universo e até satanás e seus anjos. Ninguém imaginaria que Ele fosse tão longe, e Ele foi ao limite do amor. Não é possível amar mais que Ele amou, da maneira como amouFoi assim que Ele derrotou satanás, depois da cruz. Como argumentar algo contra DEUS? E deveria ser assim para que Ele fosse considerado aprovado pelo Pai exigente. Pai exigente porque não aprova a mínima falha Nele ou em qualquer dos outros dois membros da Trindade. A Trindade é que forma as pessoas divinas que chamamos DEUS, e DEUS deve ser perfeito.

Tendo JESUS vencido, isto é, nunca tendo falhado, não cometendo sequer um só pecado, e assim vindo a falecer na condição de ser humano, portanto, o único dos nossos a alcançar tal façanha; logo, Ele merecia alguma coisa. O que Ele merecia? Ser exaltado pelo DEUS Pai. E isso aconteceu naquele dia em Ele ressuscitou, e que está relatado em Apocalipse 4 e 5.

A vitória de JESUS e portanto, a Sua exaltação, isto é, a honra que recebeu do Pai, viabilizou a que Ele, JESUS, enviasse o ESPÍRITO SANTO para nos dar poder para cumprir com a missão que nos deu. O ESPÍRITO SANTO jamais poderia ser enviado se JESUS não vencesse; obviamente não seria exaltado, Ele ficaria aqui nesse mundo, assim suponho, e morreria conosco, nunca mais ressuscitando, pois não haveria ressurreição. O ESPÍRITO SANTO não poderia dar continuidade ao trabalho fracassado de JESUS. Mas não foi assim: o terceiro membro da Trindade foi enviado para dar continuidade a um trabalho vitorioso de JESUS, para que a grande vitória alcançasse os seres humanos com a salvação deles, na segunda vinda. Se JESUS tivesse falhado, o ESPÍRITO SANTO não teria algo para dar continuidade, e todo esforço pela nossa salvação terminaria no dia da morte de JESUS. Seria o fato mais triste de todos os tempos da história do Universo. Nem nós, nem o Universo teria alguma esperança, pois satanás seria o vitorioso depois de expulso do Céu. E perguntariam, afinal, porque esse anjo foi expulso! Foi, de fato, um alto risco enfrentado pelo governo celeste ter enviado JESUS CRISTO como ser humano para viver aqui conosco, como um de nós, mas com a missão de cumprir a lei de DEUS, nos amar e nos perdoar, com base na morte Dele por nós.

“A simples história da cruz de Cristo, Seus sofrimentos e morte pelo mundo, Sua ressurreição e ascensão, Sua obra mediadora em favor do pecador perante o Pai, subjuga e quebranta o coração duro e pecaminoso, e leva o pecador ao arrependimento. O Espírito Santo apresenta-lhe o assunto sob novo aspecto, e o pecador compreende que o pecado deve ser um tremendo mal para custar tal sacrifício para sua expiação. … Quão ofensivo deve ser o pecado para que nada menos que o remédio da morte do Filho de Deus pudesse salvar o homem das consequências de sua culpa! Por que foi isso feito em favor do homem? – Foi porque Deus o amava, e não queria que ninguém perecesse, mas que todos viessem ao arrependimento, cressem em Jesus como Salvador pessoal, e tivessem a vida eterna” (Filhos e Filhas de DEUS, MM 1956, 228).

 

  1. Quinta: As primícias

O Pentecostes, como já sabemos, tem a ver com a oferta das primícias da colheita do trigo nos tempos antigos. Assim também o Pentecostes após JESUS subir ao céu tem a ver com as primícias do evangelho. No primeiro dia em que lhes foi concedido o poder do ESPÍRITO SANTO, na primeira pregação, apareceram três mil arrependidos desejando seguir JESUS. “Que faremos irmãos?” perguntavam eles (Atos 2:37). Com essas pessoas aconteceram três coisas naquele dia: se arrependeram; foram batizadas e receberam o dom do ESPÍRITO SANTO. E a partir de então, não eram simplesmente mais três mil membros, e sim, mais três mil pessoas engajadas na missão, que de alguma maneira iriam contribuir para a salvação de outros. Estava havendo uma explosão no crescimento da igreja e em seu poder. A questão relevante naqueles dias não era o número ou a quantidade, mas a qualidade e a ação.

O arrependimento tem muito a ver com o batismo. Por meio dele a pessoa é simbolicamente lavada de seus pecados. Quando alguém se arrepende, sente forte desejo de mudar de vida, de nunca mais praticar certos atos que não são abonados por DEUS. Mas atenção, pode ocorrer de uma pessoa arrependida, arrepender-se de seu arrependimento, então ela volta atrás, para a vida anterior, como um cachorro retorna ao seu vômito.

“No dia de Pentecostes, Cristo deu aos discípulos o Espírito Santo como seu Consolador. Devia habitar sempre com Sua igreja. Durante a era patriarcal, a influência desse Espírito fora frequentemente revelada de modo notável, mas não em sua plenitude. O Espírito esperava pela crucifixão, ressurreição e ascensão de Cristo. Durante séculos haviam sido feitas orações pelo cumprimento da promessa, pela comunicação do Espírito; e nem uma dessas fervorosas súplicas fora esquecida. Agora por dez dias fizeram os discípulos suas petições, e Cristo no Céu lhes acrescentou Sua intercessão. Reclamou o dom do Espírito para que pudesse derramá-Lo sobre Seu povo. … Tendo [Cristo] chegado ao Seu trono, o Espírito foi concedido conforme Ele o prometera, e como um vento veemente e impetuoso veio sobre os que estavam reunidos, enchendo toda a casa. Veio com plenitude e poder, como se por séculos essa influência estivesse sendo reprimida, mas agora derramada sobre a igreja, para ser comunicada ao mundo. Que se seguiu a esse derramamento? Milhares se converteram num dia” (CRISTO Triunfante, MM, 2002, 300).

 

  1. Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

O Céu parece que tem pressa. Aqueles acontecimentos estavam bem sincronizados quanto ao tempo e aos fatos. JESUS ressuscitou, subiu ao Céu e foi aclamado como vencedor, retornou para dar as últimas instruções aos Seus seguidores durante quarenta dias. Daí Ele Se foi definitivamente prometendo a vinda do ESPÍRITO SANTO como Seu substituto, que estaria com eles em qualquer lugar do mundo, com todos ao mesmo tempo. Pediu que eles ficassem reunidos até que o ESPÍRITO viesse, e isso levou dez dias, o tempo conforme os rituais do santuário. Nesse dia JESUS enviou o Seu ESPÍRITO e então a obra começou pra valer. Foi algo impressionante: como homens humildes e iletrados podem fazer grande trabalho? Só com o poder do alto. É assim que será no final dos tempos, quando os servos de DEUS se unirem em perfeita concordância.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Enfim, a caminhada com luta foi longa. Escrevi, “foi” porque estamos chegando ao final. Estudamos sobre o Pentecostes, como foi aquela concessão de poder. Mas nós já estamos próximos da Chuva Serôdia, dessa vez não para colher primícias, mas para colher os últimos. Devemos nos unir, a partir do ministério, para que possamos receber essa unção. Falta nos unirmos, só isso, pelo que se sabe.

 

  1. Informe profético de fatos recentes

A Igreja Anglicana, cumpriu mais uma profecia para o tempo do fim. Ela decidiu em votação histórica o casamento homoafetivo. Leia aqui.

 

“Marcelo Crivella é acusado de censurar peça com Jesus travesti no Rio. Secretaria de Cultura afirma que local onde o espetáculo seria exibido está fechado; nas redes sociais, prefeito diz que a produção ‘ofende os cristãos’. Pela terceira vez em um ano e sete meses, desde o início de seu mandato, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), está sendo acusado de censurar uma manifestação artística calcada na diversidade sexual e que seria abrigada por um espaço cultural municipal. O motivo: o prefeito, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, a considerou ofensiva aos cristãos. O alvo dessa vez foi o espetáculo teatral O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, que traz uma travesti representando Jesus Cristo e já foi cancelada em outras cidades por ações de movimentos conservadores. A peça seria encenada esta semana na Arena Fernando Torres, no Parque Madureira, Zona Norte do Rio.” (Fonte aqui). Cada um julgue essa notícia conforme seu conhecimento.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“”E cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.” Atos 2:1 e 2.

“O Espírito veio sobre os discípulos, que expectantes oravam, com uma plenitude que alcançou cada coração. O Ser infinito revelou-Se em poder a Sua igreja. Era como se por séculos esta influência estivesse sendo reprimida, e agora o Céu se regozijasse em poder derramar sobre a igreja as riquezas da graça do Espírito. E sob a influência do Espírito, palavras de penitência e confissão misturavam-se com cânticos de louvor por pecados perdoados. Eram ouvidas palavras de gratidão e de profecia. Todo o Céu se inclinou na contemplação da sabedoria do incomparável e incompreensível amor. Absortos em admiração, os apóstolos exclamaram: “Nisto está a caridade!” I João 4:10. Eles se apossaram do dom que lhes era repartido. E que se seguiu? A espada do Espírito, de novo afiada com poder e banhada nos relâmpagos do Céu, abriu caminho através da incredulidade. Milhares se converteram num dia” (Atos dos Apóstolos, 37 e 38).

 

  1. Conclusão

“Aqueles símbolos se cumpriram, não somente quanto ao acontecimento mas também quanto ao tempo. No dia catorze do primeiro mês judaico, no mesmo dia e mês em que, durante quinze longos séculos, o cordeiro pascal havia sido morto, Cristo, tendo comido a Páscoa com os discípulos, instituiu a solenidade que deveria comemorar Sua própria morte como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Naquela mesma noite Ele foi tomado por mãos ímpias, para ser crucificado e morto. E, como o antítipo dos molhos que eram agitados, nosso Senhor ressurgiu dentre os mortos ao terceiro dia, como – “as primícias dos que dormem” (I Cor. 15:20), exemplo de todos os ressuscitados justos, cujo “corpo abatido” será transformado, “para ser conforme o Seu corpo glorioso”. Filip. 3:21” (O Grande Conflito, 399).