Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2018

Lição 02 – Vejo, quero, pego

Semana de 6 a 13 de janeiro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com – marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mat. 13:22).

 

Introdução de sábado à tarde

Baseados no verso acima e no texto de Ellen G. White, transcrito na lição, podemos fazer algumas considerações preocupantes:

  • A nossa sociedade desse planeta necessita do dinheiro para que funcione bem. Noutros lugares do Universo não é assim. Só aqui, em virtude do pecado, a situação levou a que se desenvolvesse a necessidade de dinheiro para que se tenha um sistema de vida mais fácil. Desde o início da civilização, mesmo antes do dinheiro, havia o escambo, troca de mercadoria por mercadoria, para que pudesse sobreviver. O dinheiro facilitou a vida, ele é uma necessidade.
  • O problema não é ter muito dinheiro nem ter muita riqueza, e sim, tornar-se fascinado por estas coisas, e passar a lutar por elas, inclusive com meios ilícitos e corruptos.
  • Como o dinheiro resolve quase tudo (mas não compra a vida eterna, por exemplo), quanto mais se tiver, maior a segurança. A tendência disto é buscar suprir com dinheiro e riqueza para a garantia do futuro.
  • Facilmente se chega ao ponto de confiar mais no dinheiro que em DEUS. Assim ocorre a substituição da fé pela riqueza, que se torna um deus. Esse deus é controlado pelo demônio.
  • Tornando-se dependente do dinheiro, a pessoa envereda por outras distorções mentais, como ganância, orgulho, egoísmo, menosprezo aos pobres ou inferiores, arrogância, prepotência, sede por poder, desejo de prestígio, narcisismo, exploração de outras pessoas, indiferença com as necessidades do próximo, alianças de poder para dominar, e assim por diante. É uma síndrome decadente de degeneração sendo cada vez mais rico. É o caminho do mundo hoje, que possui cada vez mais riqueza e no entanto, o planeta está sendo destruído pela ganância e a sociedade tem cada vez mais famintos.
  • Um exemplo de como a sede por riqueza deforma as mentes é o trafico de drogas, que vai se armando com armas potentes, não interessam os efeitos nos drogados, o custo social é enorme, porém o tráfico só aumenta.

Estamos chegando a um ponto em que DEUS vai ter que intervir (felizmente Ele fará isto, com a segunda vinda) pois o planeta está se tornando insuportável. Um dos grandes fatores para se chegar a esta situação é a ganância por riquezas.

 

  1. Primeiro dia: O evangelho da prosperidade

Tempos atrás, faz uns 12 anos, resolvi assistir vários programas de algumas igrejas que aparecem nos canais de televisão. Ali se pregava a teologia da prosperidade, ou, evangelho da prosperidade, que dá na mesma. Cheguei à seguinte conclusão: o que eles fazem o povo desejar são as seguintes coisas: carro novo, de preferência importado e de valor elevado; casa própria; dono de uma ou mais empresas; viagens ao exterior; prestígio social, sucesso profissional e família feliz. Ora, quem não quer ao menos algumas dessas coisas? Todos, e é legítimo. Mas nesses casos, isso vinha pura e simplesmente porque pertenciam a tal igreja e devolviam o dízimo ou correspondiam a apelos. Numa delas, as pessoas dão testemunho das bênçãos que conseguem por meio da igreja, relatando sua vida de sucesso e no final dizendo: “eu sou a Universal.”

O que JESUS prometeu não foi bem isso. Ele disse: “No mundo passareis por aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo.” Os Seus apóstolos, os mais achegados a Ele, não prosperaram, pelo contrário, foram mortos como mártires e pobres. Mas tinham a convicção da vida eterna, e eram muito felizes, pois sua convicção era garantida por DEUS. Ele nos prometeu muito, muito mesmo, mas não aqui, e sim, na Nova Terra.

Essa teologia da prosperidade entrou até mesmo entre nós. Percebo que muitos “provai e vede” dão a seguinte mensagem: devolva o seu dízimo e logo prosperarás. Um caso relatado, que conheci bem, ao ser apresentado nesse informe, era bem diferente da realidade. Foi baseado em fatos reais, sem dúvida, mas o milagre foi criativamente construído. Cuidado, muito cuidado, pois de DEUS não se zomba.

Paulo, em sua carta aos Coríntios, (2 Cor. 8:1-7), relata algo no sentido contrário, como DEUS deseja. Os membros da igreja da Macedônia, que haviam solicitado que alguém fosse até eles para ensiná-los, agora estavam muito gratos, arrecadando recursos para ajudar os pobres de Jerusalém e da Judeia. Os macedônios não eram ricos, alguns até viviam em extrema pobreza, trabalhavam hoje para viver amanhã. Eles pediram a Paulo que tivessem o privilégio de ajudar os irmãos da Judeia, também passando dificuldade. Tiraram dinheiro de onde não tinham, para ajudar. Esse é o verdadeiro espírito cristão. Não é vergonha ser pobre nem pecado ser rico, mas querer aproveitar-se de um DEUS que tudo pode para imaginar que vai negociar com Ele a devolução de R$100,00 para com isso receber R$1.000,00, isso é aviltar o caráter de DEUS. A ideia do evangelho é que saiamos desse mundo para viver em um estado de excelência no mundo por vir, não aqui. E a missão da igreja não é trabalhar pela prosperidade de seus membros, e sim, pela sua salvação e a salvação de muitos outros.

Sugiro assistir um pastor, não sei de que igreja, explicando sobre como enganar os membros crédulos. Vale a pena assistir. São 17 minutos, e o link é esse. Assista até oito minutos e meio.

 

  1. Segunda: Visão espiritual obscurecida

A lição de hoje começa expondo sobre a durabilidade dos bens materiais desse mundo. Alguns deles até duram bastante tempo, mas nenhum deles é eterno. Aqui nada é definitivo, a começar pela vida, tudo é passageiro. Por exemplo, uma das atrações turísticas são os museus e prédios e monumentos antigos, que há séculos ou milênios foram bem construídos. Exemplo, as pirâmides do Egito, Coliseu romano e a Muralha da China. Estão se deteriorando aos poucos, embora tenham sido bem construídos. Há catedrais antigas que estão até bem conservadas, mas isso na base de reformas e cara manutenção.

Os museus, por sua vez, são até como um atestado da ação do pecado em nosso planeta. Se existem museus é porque algumas coisas envelheceram e ali estão sendo conservadas o quanto possível.

Em relação ao ser humano, existem os cemitérios, onde a vida já passou. Para seres viventes mais antigos, existem os fósseis e as múmias. São atestados de que a vida é passageira, assim como o que foi construído. Se você constrói uma casa, bem construída, saiba que alguns anos depois vai ter que reformar. Se adquirir um automóvel, mesma coisa, não dura para sempre. Dias atrás vi uma reportagem sobre uma mansão de 3 mil metros quadrados, caríssima, cujo dono faliu, e perdeu a casa para a justiça. Não consegue manter, pois é caríssimo, seja em impostos, seja na manutenção física como no número de empregados que necessita. O dono possuía um banco que faliu. Está morando num apartamento emprestado próximo, de onde pode avistar a casa que perdeu. Até da dó de ver como aquele luxuoso prédio está se deteriorando rapidamente. Se não for logo reformado, algumas partes se tornarão inúteis. O que diz a lição de hoje? As coisas do mundo não duram para sempre. Aliás, tal como essa mansão, duram até bem pouco tempo. Esse aí colocou seu orgulho numa luxuosa mansão, manteve muitos amigos enquanto dispunha de muito dinheiro, e agora, mora de favor. Deve mais que vale o seu patrimônio, que vai perdendo o valor. Onde ele colocou o seu interesse? Nas riquezas e nos prazeres do mundo. Agora é mais pobre que eu e você.

Precisamos cuidar do que valorizamos. JESUS advertiu que não nos deixássemos levar pelas preocupações desta vida, nem pelo engano das riquezas. Tempos atrás assisti uma reportagem num programa de televisão, onde tratavam do que aconteceu a dez grandes premiados na loteria esportiva. Seis deles estavam piores que antes, endividados. Quatro estavam bem, souberam aproveitar o que ganharam. Noutra reportagem vi a situação deplorável de um garimpeiro que encontrou uma pedra muito valiosa, creio que uns 40 milhões de reais. Hoje ele tem uma moto usada e mora de favor, mas nos bons tempos, ele chegou a fretar um avião só para si para voar do norte para o Rio de Janeiro. Gastou tudo com automóveis, mulheres e festas, até que acabou. Essa parábola do filho pródigo tem muitos casos reais. Parece feliz da vida recordando o passado e dizendo que aproveitou bem. Coitado!

Um caso de um jardineiro americano que ganhou uma fortuna numa loteria, também achou que o dinheiro nunca termina, e como dizem, aproveitou bem. Quando se deu conta, não só tinha gasto tudo como estava endividado. Voltou a ser jardineiro, porém vivendo em pior estado que antes, pois tinha menos que zero, estava endividado. Aqui em Ijuí, um senhor ganhou uma razoável fortuna numa loteria e resolveu empreender. Construiu um hotel de madeira sobre uma ilha do rio Ijuí, para fins de turismo. Pois bem, quase ninguém foi para se hospedar ali, e um dia desses veio uma grande enchente e levou tudo, não sobrando nem os alicerces. Voltou a estaca zero. Quantas dessas histórias existem! É certo que você conhece uma delas, ou sabe de alguém que confiou nas riquezas e se deu mal. Outros que ainda estão bem, mas que confiam no dinheiro, e que se tornaram independentes de DEUS. Um dia desses se darão mal, talvez seja no último dia da graça, mas a desgraça virá, isso é certo.

Todos esses exemplos servem para ilustrar a lição de hoje. Quem confia no dinheiro e perde a confiança em DEUS, ou se desliga Dele, mais dia menos dia, irá mal. O Eike Batista que o diga, ele que era o oitavo homem mais rico do mundo e em dois anos queria ser o primeiro, hoje está preso e sendo processado.

“Há outro perigo a que as classes mais privilegiadas se acham especialmente expostas, e também aí há um campo para a obra médico-missionária. Multidões prósperas no mundo, e que nunca descem às formas comuns de vício, são ainda levadas à destruição pelo amor das riquezas. Absorvidas com os tesouros terrenos que possuem, são insensíveis aos reclamos de Deus e às necessidades de seus semelhantes. Em vez de considerar a própria riqueza como um talento a ser empregado para a glória de Deus e o reerguimento da humanidade, olham-na como um meio de condescender consigo mesmos e de se glorificarem a si. Ajuntam casa a casa, terra a terra, enchem suas moradas de luxos, ao passo que a necessidade caminha pelas ruas, e ao seu redor tudo são criaturas humanas mergulhadas na miséria e no crime, na doença e na morte. Os que assim se dedicam a servir ao próprio eu, desenvolvem em si, não os atributos de Deus, mas os de Satanás” (Conselhos Sobre Saúde, 16).

  1. Terça: Passos da cobiça

Analisemos como foi o início do pecado no Universo. Começou com Lúcifer: ele era o ser criado de mais elevada posição. Foi descrito com as seguintes palavras inspiradas: “Lúcifer, no Céu, antes de sua rebelião foi um elevado e exaltado anjo, o primeiro em honra depois do amado Filho de Deus. Seu semblante, como o dos outros anjos, era suave e exprimia felicidade. A testa era alta e larga, demonstrando grande inteligência. Sua forma era perfeita, o porte nobre e majestoso. Uma luz especial resplandecia de seu semblante e brilhava ao seu redor, mais viva do que ao redor dos outros anjos; todavia, Cristo, o amado Filho de Deus, tinha preeminência sobre todo o exército angelical. Ele era um com o Pai, antes que os anjos fossem criados. Lúcifer invejou a Cristo, e gradualmente pretendeu o comando que pertencia unicamente a Cristo” (História da Redenção, 13).

Mas aconteceu um desastre, a partir da mente desse anjo. “O pecado originou-se com aquele que, abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus, e o mais elevado em poder e glória entre os habitantes do Céu. Antes de sua queda, Lúcifer foi o primeiro dos querubins cobridores santo e incontaminado. “Assim diz o Senhor Jeová: Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura.” “Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.” Ezeq. 28:12-15” (O Grande Conflito, 493 e 494).

“Não são ainda cometidos pecados semelhantes em face de advertências tão solenes e explícitas? Proíbe-se-nos tão diretamente condescender com a cobiça como a Acã foi proibido apropriar-se dos despojos de Jericó. Deus declarou ser isto idolatria. Somos advertidos: “Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Mat. 6:24. “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza.” Luc. 12:15. “Nem ainda se nomeie entre vós.” Efés. 5:3; Col. 3:5. Temos diante de nós a sorte terrível de Acã, de Judas, de Ananias e Safira. Antes de todos estes, temos a de Lúcifer, aquele “filho da alva”, que, cobiçando mais elevada condição, perdeu para sempre o brilho e ventura do Céu. E, contudo, apesar de todas estas advertências, impera por toda a parte a cobiça” (Patriarcas e Profetas, 496 e 497, negrito acrescentado).

Lúcifer caiu, e com ele um terço dos anjos, e depois, a criação na Terra, por causa da cobiça. Ele desejou ser semelhante ao Altíssimo, essa era a sua cobiça. Não queria ser o Criador, nem podia, mas queria o poder do Criadorqueira dominar, ser o chefe do Universo. Começou assim: imaginava-se sentado no trono do Altíssimo, infinitamente superior a Ele. Era só uma brincadeirinha, pura imaginação ‘inocente’. Mas era uma imaginação gostosa, atraente, e foi sendo cultivada, até o ponto de tornar-se uma obsessão. Daí passou de pensamentos para planejamento, e logo passou para uma militância política, para atrair aliados. A mentira para enganar logo fez parte, como nas campanhas políticas que conhecemos. E sempre tem pessoas ingênuas que acreditam. JESUS entrou na jogada para alertar Lúcifer e todos os anjos que esse caminho era mortal, mas ele, pasmem, já havia ido longe demais para se libertar da agradável ideia de ser o rei do Universo, de ter poder, de dominar, de ser o maioral. Por mais falido que esteja o país, sempre aparecerão candidatos à presidência. É a sede pelo poder, por ser o maioral, o que domina sobre todos. A cobiça pelo poder dominou Lúcifer a ponto dele tornar-se escravo de suas ideias. O resultado da história conhecemos, inclusive, sofremos por causa dela. Assim como Lúcifer ambicionou o trono do Universo, Eva, e logo depois Adão, ambicionaram conhecer os segredos do mal. Nem Lúcifer subiu ao trono e nem o casal teve algum ganho positivo em conhecer o mal; só perdas a todos.

A cobiça é um desejo que praticamente não se pode conter nem dominar, de possuir alguma coisa normalmente inalcançável. Daí vem planos ilegais para obter o que tanto deseja, e mais tempo ou menos tempo, ocorre algum desastre. Com oração se pode dominar a cobiça, pois daí não a venceremos com nossas forças, e sim, com as de JESUS CRISTO, que são ilimitadas.

 

  1. Quarta: Ganância: fazendo as coisas do seu jeito

“E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte” (Isaías 56:11).

A lição de hoje foca nos líderes da igreja, ou, das igrejas. São aquelas pessoas responsáveis pela vida dos membros (ovelhas). Abrange, pelo visto, líderes de todas as igrejas, pois os membros delas são também filhos de DEUS.

Dado o assunto que estamos estudando, sede por poder, ganância, cobiça, orgulho, etc., e como o foco está na liderança, resolvi assistir programas de televisão de várias igrejas. Confesso que é bem ruim assistir, e fico me perguntando, como tantos se deixam enganar? Cheguei a uma conclusão: são líderes gananciosos enganando membros também gananciosos. Em geral esses membros tem algum problema grave na vida e querem uma solução do tipo humano que esses líderes oferecem. E eles oferecem bênçãos de DEUS, que eles mesmos tem o poder de conceder. Em suas orações dão ordens a DEUS. Determinam o que DEUS deve fazer.

Pois bem, são tão sedentos de poder que dominam sobre seus membros e se tornam como que chefes de DEUS. Todos os devem obedecer. Era isso que satanás queria, e o faz por meio de seres humanosEssa é a situação em que estamos hoje: gananciosos mais espertos enganando gananciosos menos espertos.

Um caso do passado, emblemático, é o de Judas Iscariotes. Ele era muito ganancioso, inclusive era ladrão. E gostaria de ter o poder sobre todos, se achava muito esperto diante do espelho da imaginação. Ele imaginava resolver o problema que JESUS tinha (segundo ele e outros) de finalmente proclamar a libertação de Israel do jugo romano. Se ele entregasse JESUS aos soldados, JESUS reagiria (imaginava ele, pois das outras vezes JESUS nunca Se deixou prender) e diante dos soldados romanos se iniciaria uma revolução. Como Judas já se havia convencido do poder sobrenatural de JESUS, a revolução seria vitoriosa e JESUS seria o Imperador e Judas certamente seria o segundo no poder do novo império. Mas não era nada disso que JESUS veio fazer aqui. A ganância levou Judas a entender tudo errado, e quando percebeu seu erro, desanimado ao extremo e frustrado com JESUS que não atendia sua expectativa, enforcou-se.

“Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes, e disse: Que me quereis dar, e eu vo-Lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata, e desde então buscava oportunidade para O entregar” (Mateus 26:14-16).

Judas se achava tão esperto que, imaginava, venderia JESUS por dinheiro, embolsaria esse dinheiro, JESUS não se deixaria prender, ocorreria a revolta, a vitória com o poder de JESUS era garantida, e ele entraria para a história como aquele que havia desencadeado a revolução vitoriosa. Além de grande reconhecimento pelo feito a favor dos judeus, ainda embolsaria algum dinheiro. Do ponto de vista humano, um plano perfeito; do ponto de vista divino, um retumbante fracasso.

Aliás, uma pergunta final: por que esses pastores das igrejas do evangelho da prosperidade, em geral, tem seguranças? Eles não são íntimos de DEUS? Ou são da turma que ouvirá o “nunca vos conheci”?

 

  1. Quinta: Domínio próprio

O que é ‘domínio próprio’? É a capacidade de dominar os impulsos, controlar seus atos, seus desejos, suas emoções, baseado no princípio universal do amor, pelo exercício do livre arbítrio. É uma pessoa livre e equilibrada, até mesmo nos momentos de tensão e de provocação. Quem é líder precisa mais da capacidade do domínio próprio que os demais, se bem que todos devem desenvolver o domínio próprio.

“A religião pura e imaculada não é um sentimento, mas a prática de obras de misericórdia e amor. Essa religião é necessária à saúde e à felicidade. Penetra no poluído templo da alma, expulsando, com um açoite, o pecado intruso. Tomando o trono, tudo consagra pela sua presença, iluminando o coração com os brilhantes raios do Sol da Justiça. Abre as janelas da alma em direção ao Céu, dando entrada à luz do amor de Deus. Com ela sobrevêm a serenidade e o domínio próprio. Aumenta a resistência física, mental e moral em virtude da atmosfera do Céu, à medida que um vivo e ativo poder enche a alma. Cristo é formado em vós, a esperança da glória” (Beneficência Social, 38).

Escreveu Pedro: “E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados” (2 Pedro 1:5-9). Ele estava querendo dizer que por meio de um conjunto de princípios devemos cultivar os bons hábitos em nossa mente. Assim teremos condições de receber de DEUS a capacidade do domínio próprio, que é a capacidade de se controlar.

Quem não tem domínio próprio perde o controle da mente por poucos e pequenos motivos que o contrariem. E muitas vezes entram em estado de sequestro neural, quando o descontrole é tão intenso que a mente deixa de avaliar o que está decidindo. Nesses casos a pessoa pode produzir consequências desastrosas, como por exemplo, matar a esposa ou um amigo, ou qualquer outra pessoa.

 

  1. Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

O prazer pelas posses, pelo dinheiro, pela gastança, e coisas assemelhadas domina a mente das pessoas e é o demônio quem controla essas coisas, para manipular as pessoas. Assim elas tornam-se escravas das riquezas, na verdade, escravas de quem as manipula, que é satanás. Associado ao materialismo, riquezas e dinheiro estão outros problemas graves, tais como o orgulho, o poder, a dominação, o desprezo, a falta de amor (que se esfria em quase todos), a atividade política, a propina, a roubalheira, o luxo, a ostentação, e assim vai. Por essa via o mundo vai como se vê, de mal a pior, mas gosta e pensa ser bom assim.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Grandes marcas, empresas de marketing, políticos, vendedores, formadores de opinião, estão quase todos unidos em enganar as pessoas para que gastem antes de receberem. O mundo está sendo manipulado por satanás por meio dessas agências, inclusive quanto ao consumo de alimento prejudicial à saúde. Estamos dentro da parte mais intensa do grande conflito. Cuidemo-nos para que fiquemos em pé, firmemente apegados a nosso Salvador.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“”Vivemos era do ódio”, diz advogado que luta contra intolerância religiosa. O Brasil tem registrado denúncias de intolerância religiosa a cada 15 horas, de acordo com dados do Ministério de Direitos Humanos (MDH) relativos a janeiro de 2015 e o primeiro semestre deste ano. São ações que vão de ofensas e impedimento de exercer a liberdade religiosa a violência física, ataques a templos e ameaças de morte. Ao todo, foram 1.486 relatos de discriminação religiosa nesse período, 169 nos seis meses de 2017. Entre os Estados com o maior número de ocorrências estão São Paulo (35), Rio de Janeiro (33) e Minas Gerais (14).” Para ler mais, veja na seguinte fonte: aqui.

Essa intolerância é a antessala da grande perseguição final. É o contexto sendo preparado para esse fim. Para a perseguição tem que haver intolerância, e com fanatismo, satanás consegue comandar as pessoas contra os servos de DEUS.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“E ao mesmo tempo que trabalhamos pelos pobres, devemos dar atenção também aos ricos, cujas almas são igualmente preciosas aos olhos de Deus. Cristo trabalhou por todos quantos Lhe ouviam a palavra. Buscava não somente o publicano e o rejeitado, como o rico e o culto fariseu, o nobre judeu e a autoridade romana. O homem rico necessita de que se trabalhe com ele no amor e temor de Deus. Muito frequentemente ele confia em suas riquezas e não sente o próprio perigo. Os bens do mundo, confiados pelo Senhor aos homens, são muitas vezes fonte de grande tentação. Milhares são assim levados a pecaminosas condescendências que os confirmam em hábitos de intemperança e vício. Entre as arruinadas vítimas da miséria e do pecado, encontram-se muitos que dantes se achavam de posse de riquezas” (Conselhos Sobre Saúde, 15).

 

  1. Conclusão

“Cuida para que tuas despesas não vão além de tua renda. Contém teus desejos.

“É uma grande pena que tua esposa seja tão semelhante a ti mesmo em matéria de gastos, de maneira que não te pode ser um auxílio neste sentido, vigiando os pequenos gastos a fim de evitar maior vazão. Gastos desnecessários são constantemente feitos na tua direção da família. Tua esposa estima ver os filhos vestidos de maneira além dos seus meios, e em virtude disto, são cultivados em teus filhos gostos e hábitos que os farão fúteis e orgulhosos”.  (O Lar Adventista, 375-376).