Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - QUARTO TRIMESTRE DE 2018

Lição 2: 6 a 13 de outubro

Causas da desunião

 

Autor: Fernando Beier
Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br
Revisora: Rosemara Santos

 

Sábado

A grande estratégia do inimigo de Deus sempre foi a tentativa de afastar a criatura do Criador. Essa é a sua especialidade. Ele sabe muito bem como fazer sua sugestão: “Vamos lá, faça do seu jeito. Você sabe o que é melhor para sua vida”. Ao acreditar nessa pregação enganosa, experimentamos nossa suposta liberdade para, não muito tempo depois, sermos tragados pelas cadeias de nossa presunção.

O povo de Israel foi chamado para a liberdade total, mas ela encontrou uma grande barreira chamada desobediência. Nenhum dos milagres realizados por Deus em favor dos israelitas fez muita diferença quando os desejos do coração lhes forçavam a ir por um caminho de perdição. O fracasso logo se estampou no horizonte, e um retorno para Deus se fazia necessário. Ouviriam eles a voz divina?

E nós? Ouvimos o chamado de Deus para que voltemos à obediência?

Domingo, 7 de outubro

Como sabemos, a experiência dos hebreus encontra um paralelo com a nossa jornada diária. O eu anseia conduzir nossas escolhas para que no fim tudo resulte em satisfação própria. Na verdade, nosso ego faz o trabalho de um traidor – parece querer o nosso bem, mas nos conduz ao abismo. Desejamos fugir da ratoeira, mas não conseguimos ficar longe do queijo. Não é de admirar que a humanidade esteja continuamente presa nessa armadilha.

O apóstolo Paulo conseguiu captar o drama de lutar contra a natureza pecaminosa. A solução, segundo ele, é crucificar esse “velho homem”, “para que o corpo do pecado seja destruído, e não mais sejamos escravos do pecado” (Rm 6:6, NVI). Isso envolve a renúncia pessoal, algo que não conseguimos tendo a natureza que temos. Só temos um modo de alcançar o verdadeiro conhecimento do próprio eu: olhar para Cristo.

Segunda-feira, 8 de outubro

Quando decidiram seguir os apelos de sua natureza, os hebreus foram subjugados por outras nações e voltaram à escravidão. Em nossa experiência não é diferente: ou servimos aos desejos de nossa natureza carnal ou servimos aos reclamos de Deus. Trata-se de uma batalha diária, e não podemos fugir dela.

Infelizmente, nosso eu tende a levar vantagem. O povo hebreu é uma prova da dificuldade do ser humano para prestar obediência a Deus. Mas não precisamos desanimar. Há uma via de escape – podemos escolher a fidelidade. Portanto, existe uma diferença entre aquele que diz que deseja entregar-se a Deus e aquele que, de fato, decide entregar-se. O primeiro fica apenas na vontade; o segundo faz uma escolha. Qual será nossa opção?

Terça-feira, 9 de outubro

Diante da situação de Israel, Deus disse:

“Mas você confiou em sua beleza e usou sua fama para se tornar uma prostituta. Você concedeu os seus favores a todos os que passaram por perto, e a sua beleza se tornou deles. Você usou algumas de suas roupas para adornar altares idólatras, onde levou adiante a sua prostituição. Coisas assim não deveriam acontecer jamais! Você apanhou as joias finas que lhe tinha dado, joias feitas com Meu ouro e Minha prata, e fez para si mesma ídolos em forma de homem e se prostituiu com eles” (Ez 16:15-17, NVI).

Deus avisou, clamou, suplicou, chorou. Depois de Salomão, o reino de Israel foi dividido em dois, como um sinal de que a ruína total se aproximava. Pouco adiantou. O resultado não podia ser outro – vergonha, escravidão e morte. E pensar que tudo aquilo poderia ter sido evitado. Blaise Pascal estava certo ao dizer o seguinte: “Corremos sem preocupações rumo ao precipício quando colocamos algo à nossa frente que nos impeça de vê-lo.”

Quarta-feira, 10 de outubro

Muda-se o tempo e a cultura, mas o ser humano é o mesmo em todo lugar. Sua natureza sempre o leva para longe do Criador. De fato, vejo o drama do povo de Deus no passado se repetindo no presente. Acompanho de perto a vida de muita gente nas comunidades em que estou inserido como líder. Contemplo sua luta, escuto seus rogos e acompanho suas tentativas de caminhar na fé. Há aqueles que vão adiante e desfrutam de vitórias marcantes. Outros acabam no fracasso e se fecham em seu desânimo. Em cada caso, percebo claramente um grito angustiante no peito, clamando por uma liberdade verdadeira.

A igreja deve ser uma comunidade de pessoas libertas por Cristo, com um mesmo desejo – alcançar outros com a mensagem de salvação. Tal missão não será possível a menos que haja unidade. Portanto, nosso desafio deve ser encarado com urgência: buscar libertação em Cristo e nos unir à igreja para libertar outros. Estamos dispostos a fazer os sacrifícios necessários?

Quinta-feira, 11 de outubro

A história registra a vida de muitos servos de Deus que experimentaram uma existência de submissão ao Senhor, e encontraram uma liberdade interior que permitiu que vivessem como pessoas livres em um mundo calamitoso.

Isso não significa, porém, que não vamos correr riscos, ou que a salvação em Jesus não possa desvanecer como fumaça. Ainda temos escolhas a fazer. Satanás conhece nossas fraquezas, bem como as condições em que essas fraquezas são mais acentuadas e podem nos levar a derrotas. Seu esforço será sempre destruir nossa liberdade, tão duramente conquistada por Jesus.

Na vida da igreja, o perigo também é real. O trigo e o joio estão crescendo juntos e os lobos tentam capturar as ovelhas, quando o cochilo da maioria os impede de perceber o perigo. É necessário conhecer a Palavra de Deus, para que ela nos indique as pedras que precisamos evitar pelo caminho. Estamos aproveitando o tempo que ainda nos resta para conhecer melhor a vontade do Senhor?

Sexta-feira, 12 de outubro

A história do pecado e desobediência do povo de Deus no passado deveria nos levar a uma profunda reflexão espiritual, principalmente nos tempos atuais, quando tudo indica que o fim do grande conflito se aproxima. Eis alguns pontos que devem ser guardados na memória:

  • O afastamento de Deus sempre leva à ruína espiritual, e não muito tempo depois, ao desespero total.
  • Divisão entre membros da igreja revelam a fraqueza da espiritualidade entre eles.
  • Jesus colocou sobre nós uma bandeira manchada de sangue para que sejamos símbolos vivos do amor que tudo suporta. Ele pede que marchemos juntos como um exército que deve abalar as hostes inimigas.

Hoje temos a oportunidade de viver o ideal de Deus, colaborando com o esforço da igreja para uma vida de união e uma missão de salvação.

Conheça o autor dos comentários deste trimestre: Fernando Beier é Mestre em Teologia, escritor e conferencista. Autor dos livros Crise Espiritual e Experimente um Recomeço, ambos da CPB. É pastor na Associação Paulista Sudoeste.