Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2018

Lição 02 VEJO, QUERO, PEGO

Pr. Albino Marks

“O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mt 13:22).

Sábado, 06/01/2018

INTRODUÇÃO.

“Ao se aproximar o povo de Deus dos perigos dos últimos dias, faz Satanás ardorosa consulta com seus anjos quanto ao plano de maior êxito no sentido de lhes transtornar a fé. Vê que as igrejas populares já estão sendo embaladas para dormir, pelo seu poder enganador. Por meio de agradáveis sofismas e mentirosas maravilhas, pode ele continuar a conservá-las sob o seu domínio. Dirige, portanto, seus anjos para que lancem suas ciladas especialmente para os que aguardam o segundo advento de Cristo e se estão esforçando por observar todos os mandamentos de Deus. Diz o grande enganador: ‘devemos vigiar aqueles que estão chamando a atenção do povo para o sábado de Jeová; eles levarão muitos a ver as exigências da lei de Deus’” (Conselhos sobre Mordomia, p. 154).

Encontramos nesta mensagem um poderoso apelo para que os filhos de Deus se mantenham alertas contra as ciladas do diabo. Ele desperta a atenção para as seduções do mundo, voltadas especialmente para o materialismo, como se constituindo a segurança para a transitória passagem por este mundo. O apelo de Satanás é dirigido para os olhos e os sentimentos: vejo, desejo e adquiro. Em muitas circunstâncias o objeto adquirido, é sem sentido e inútil.

Por meio desta armadilha, desenvolve o espírito de egoísmo nos membros da igreja, e abundantes recursos são usados para a satisfação própria e desviados do propósito da edificação do Reino de Cristo.

A sedução pelo ouropel do materialismo destrói a visão de que “são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9, Nova Versão Internacional).

PENSE. “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” (Mt 6:21, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam” (Mt 6:19, Nova Versão Internacional).

Domingo, 07/01/2018.

O EVANGELHO DA PROSPERIDADE.

A conceituação da mensagem da prosperidade se fundamenta no argumento de que você dá os seus bens, para a igreja, subliminarmente para Deus, e Ele irá responder cumulando você de riquezas.

Para os israelitas Deus colocou o conceito do ato de dar no seu verdadeiro significado: “Celebrarás então a festa das Semanas em honra de Iahweh teu Deus. A oferta espontânea que a tua mão fizer deverá ser proporcional ao modo como Iahweh teu Deus te houver abençoado” (Dt 16:10, A Bíblia de Jerusalém).

Deus não relaciona a doação de ofertas voluntárias com as necessidades da igreja ou do indivíduo, mas com a bênção que Ele concede para cada filho Seu. Não é o filho, em sua condição pecaminosa que dá, para ensinar a Deus responder com dádivas. É Deus quem toma a iniciativa, concedendo bênçãos, que não se limitam à prosperidade material, para ensinar o pecador que O aceita como Senhor, desenvolver o espírito de generosidade, isento do egoísmo, em seu caráter, influenciado pelo generoso caráter do Pai.

Deus concede as bênçãos em harmonia com a capacidade de cada um para administrar com generosidade o capital que recebeu. A capacidade de administração, é provavelmente, a primeira bênção concedida: “A um deu cinco talentos, a outro dois, a outro um. A cada um de acordo com a sua capacidade” (Mt 25:15, A Bíblia de Jerusalém).

Outra questão importante no desenvolvimento da generosidade é a entrega de si mesmo ao Senhor. “E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor” (2Co 8:5, Nova Versão Internacional).

O verdadeiro espírito no ato de dar somente se origina e desenvolve naquele que primeiro rende a sua vontade ao controle da vontade de Deus, “pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle” (Fp 2:13, Nova Versão Internacional).

PENSE. “Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as Suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a Sua fidelidade” (Lm 3:22,23, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês” (1Pe 3:15, Nova Versão Internacional).

Segunda, 08/01/2018.

VISÃO ESPIRITUAL OBSCURECIDA.

Deus criou o Universo com o propósito para permanecer eternamente (Sl 104:5), e “também pôs a eternidade no coração do homem” (Ec 3:11, Almeida Revista e Atualizada).

Também é Deus quem define o que é eterno e não conta tempo e o que é transitório e conta tempo: “Que toda a humanidade é como relva, e toda a sua glória como as flores do campo. A relva murcha e cai a flor, quando o vento do Senhor sopra sobre eles; o povo não passa de relva. A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre” (Is 40:7 e 8, NVI).

O homem unido a Deus e obediente à Sua vontade recebia de Deus a eternidade. O homem dominado pelo diabo tornou-se vítima do pecado e perdeu a eternidade. Deus criou o homem para viver. Satanás enganou o homem e o obriga a morrer. O que Deus fez, faz e ainda fará é eterno; o que o diabo fez e faz é transitório.

No entanto, o homem não atenta para essa diferença imensa, e, tal como os seus dias caminham para o fim, apega-se com ardor cego a tudo o que passa como a névoa da manhã. A mente pecaminosa sem a iluminação do Espírito Santo não consegue ver a diferença entre as promessas de eternidade da parte de Deus e as seduções ilusórias de Satanás, que também já está com o seu fim decretado.

O apóstolo Pedro declara de que aquele que perde a visão para as coisas eternas, torna-se “cego, só vê o que está perto” (2Pe 1:9). A miopia espiritual concentra-se nas coisas imediatas, naquilo que está ao alcance para os poucos dias de vida neste mundo, e não consegue visualizar as riquezas eternas. “Pela fé Moisés, […] por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa” (Hb 11:24-26, Nova Versão Internacional).

PENSE. “Porque tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem Lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se” (Rm 1:21, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “Quanto ao que foi semeado entre espinhos, este é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações desta vida e o engano das riquezas a sufocam, tornando-a infrutífera” (Mt 13:22, Nova Versão Internacional).

Terça, 09/01/2018

PASSOS DA COBIÇA.

“Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o” (Gn 3:6, Nova Versão Internacional).

Eva dirigiu-se com os pés para o terreno proibido, perto da tentação; olhou para o fruto, ouviu a voz da cobiça, sem distingui-la claramente, e deu ouvidos à sugestão do inimigo apanhando o fruto com a mão; cheirou e sentiu que era agradável ao olfato; provou com a boca, comendo-o, sem perceber que estava agredindo todo o seu corpo. Eva foi seduzida, enganada pela cobiça (1Tm 2:14).

Davi tranquilamente passeava no terraço do palácio real. Como o exército de Israel estava em guerra contra os amonitas, é muito provável que estivesse pensando e avaliando os resultados das batalhas. Confiava nas promessas do Senhor, o seu Deus.

Aproximou-se da beira do eirado e os olhos avistaram uma mulher se banhando. Olhou, demorou, desejou e a cobiça lançou os seus dardos inflamados. Davi tomou uma decisão sob o impacto poderoso da cobiça e consumou a decisão sem refletir sobre as consequências.

A cobiça destrói o senso do certo e do errado. Não avalia as consequências das decisões tomadas. Aquele que pratica o ato da cobiça procura de todas as maneiras justificar a sua ação.

A cobiça é um ato tão ofensivo a Deus que colocou uma forte advertência contra ele em Sua lei. A cobiça se manifesta das mais variadas formas: grande parte de pessoas é induzida à cobiça por se demorar na prosperidade material de seu semelhante, atentando para a casa maior e melhor; para a sua prosperidade na administração dos bens materiais recebidos do generoso Doador, que a cada um distribui conforme a sua capacidade; outros são atraídos para a cobiça pelo sensualismo.

Lúcifer foi seduzido pela cobiça do poder, da grandeza, do domínio.

PENSE. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença” (Êx 20:17, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça” (Sl 119:36, Nova Versão Internacional).

Quarta, 10/01/2018

GANÂNCIA: FAZENDO AS COISAS DO SEU JEITO.

A cobiça e a ganância são irmãs gêmeas. Se fundem de tal maneira em suas manifestações que podem ser vistas como uma só. Se estabelecermos uma diferença, podemos ver a cobiça, como a força sedutora que vê e deseja e a ganância como o irresistível poder de se apropriar do objeto desejado.

A ganância é o pecado da inclemência para com o semelhante. Somente pensa em si e nunca avalia a penúria e o sofrimento do semelhante menos favorecido. Quanto mais vantagens pode auferir explorando as condições de simplicidade do próximo necessitado, o faz sem piedade, extorquindo de seus parcos recursos para aumentar a própria opulência.

“Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que vocês retiveram com fraude, estão clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de abate. Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência” (Tg 5:4-6, Nova Versão Internacional).

Na lição é trazido à lembrança o espírito de ganância de Judas, que condenou Maria de Betânia por ungir a Jesus com precioso unguento, que ele mesmo avaliou ao valor de trezentos denários, equivalente ao salário de um ano de um trabalhador, e ele traiu o seu Mestre e Salvador por trinta moedas de prata, que era o valor pago por um escravo, que é uma insignificância comparado com o gesto de dedicação amorosa de Maria.

Avaliando a observação de Judas em relação ao ato de Maria, como espírito de ganância, o seu ato de trair a Jesus por trinta moedas de prata somente pode ser qualificado como torpe ganância e ainda assim não expressa toda a vileza de sua ação.

PENSE. “Quem despreza o próximo comete pecado, mas como é feliz quem trata com bondade os necessitados!” Pv 14:21, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “Nem cobiçoso de torpe ganância” (Tt 1:7, Almeida Revista e Atualizada).

Quinta, 11/01/2018.

DOMÍNIO PRÓPRIO.

“Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1Co 9:27, Almeida Revista e Atualizada).

A palavra grega Egkrateia – comunica as ideias de autocontrole e temperança. Em I Coríntios 9:25, Paulo usa esta palavra para descrever o autocontrole do atleta, concedendo à palavra um sentido abrangente. Este atributo comunicado pelo Espírito Santo dará ao crente o controle de toda a sua vida. O autocontrole confere a cada um a visão para vigiar e a força para dominar os seus impulsos pecaminosos pelo poder do Espírito Santo. Aprende a ouvir e discernir a voz do Espírito que o orienta pelo estudo da Palavra.

Paulo é enfático ao declarar que na luta contra os poderes das trevas, necessitamos de todas as armas espirituais e entre elas destaca “a espada do Espírito, que á a palavra de Deus” (Ef. 6:17). É ela que ilumina o caminho e orienta o pecador perdoado em todo o seu procedimento para desenvolver o domínio próprio em face das ciladas do inimigo. O autocontrole em primeiro plano, envolve o domínio sobre a nossa vontade, nosso eu, entregando-nos ao controle e liderança do Espírito Santo.

Ellen G. White declara: “Não temos por fora inimigos que precisemos temer. Nosso grande conflito é contra o eu não consagrado. Quando vencemos o eu, somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 21).
O autocontrole e a entrega de si mesmo a Jesus para que nos conceda uma experiência espiritual vitoriosa, não é uma decisão fácil de cumprir neste mundo sedutor em que vivemos. É preciso aprender a vigiar e controlar todos os sentidos de nosso viver, de ver, desejar e obter ou apoderar-se, ou corremos o risco de perder o reino. Para que esta vigilância e controle se tornem eficazes, necessitamos submeter-nos à liderança do Espírito Santo.

Como declara Paulo de sua experiência com Cristo: “Com Cristo eu sou um crucificado, vivo, mas não sou mais eu, é Cristo que vive em mim” (Gl 2:19, 20, Tradução Ecumênica da Bíblia).

PENSE. “Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” (Gl 5:16 e 17, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “Os que põem em Cristo a confiança, não devem ficar escravizados por nenhuma tendência ou hábito hereditário, ou cultivado. Em lugar de ficar subjugados em servidão a natureza inferior, devem reger todo o apetite e paixão. Deus não nos deixou lutar com o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer, mediante o poder que Ele nos está disposto a comunicar” (A Ciência do Bom Viver, p.175, 176).

Sexta, 12/01/2018.

ESTUDO ADICIONAL.

“Aqueles que estão decididos a tornar sua a vontade de Deus, devem servir e agradar a Deus em tudo. Então o caráter será harmonioso e equilibrado, coerente, alegre e genuíno” (Meditação Matinal, 2002, p. 64).

Paulo expressa esta mudança nas seguintes palavras: ”Por isso, se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova” (2Co 5:17, Tradução Ecumênica da Bíblia).

Como José lidou com aquilo que viu, poderia desejar e obter? “Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?” (Gn 39:9, Nova Versão Internacional).

Esta foi a resposta de José quando tentado pela mulher de Potifar, no Egito. José tinha todos os motivos a favor para pecar. Estava em terra estranha, longe de seus familiares, de amigos e distante de líderes espirituais para condenar os seus atos.

A mulher com quem estava frequentemente em contato não era uma fortaleza moral. Pelo contrário, era corrupta em sua mente e sedutora em suas maneiras.

No entanto, José mantinha diante de si, uma questão que muitas vezes é esquecida ou desprezada em nosso cotidiano: a presença invisível do Senhor de sua vida. “Como poderia pecar contra Deus?”

A determinação inabalável de manter o domínio sobre as paixões e fortalecer as suas resistências morais, de imediato trouxeram o resultado de alguns anos na prisão. No entanto, a firme decisão de não pecar contra Deus, renderam o prêmio de líder temporal de um dos mais poderosos impérios do mundo de então. Porém, a maior recompensa é a certeza de súdito do Reino eterno de Deus.

Quando Jesus estava perante Pilatos, o povo que acompanhava o julgamento foi colocado em face de uma momentosa decisão: Pilatos levantou a inquietante pergunta: ”A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo” (Mt 27:17, Almeida Revista e Atualizada).

Temos uma decisão a tomar e uma escolha por fazer: seguir a filosofia humanista de libertinagem e assumir as consequências de pecar contra o Deus Eterno, ou decidir pelo domínio próprio e permitir “que Cristo seja formado em vós […] a esperança da glória” (Gl 4:19 e Cl 1:27, Tradução Ecumênica da Bíblia).

PENSE. “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp 4:8, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “Portanto, também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo o fardo e o pecado que nos envolve, corramos com perseverança para o certame que nos é proposto” (Hb 12:1, A Bíblia de Jerusalém)