Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - TERCEIRO TRIMESTRE DE 2018

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COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 12 (3º trimestre 2018) A PRISÃO DE PAULO EM CESAREIA

VERSO ÁUREO: “E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias.” Atos 26:29

INTRODUÇÃO (sábado 15 de setembro) – Na semana passada vimos que Paulo foi preso em Jerusalém e depois foi enviado para Cesareia, onde se apresentou diante de Félix. Ver Atos 23:23 e 24:1-27, Festo e Agripa. Ver Atos 25:22-26-32, tema que vamos estudar durante esta semana. Paulo ficou dois anos preso em Cesareia, só depois foi enviado à Roma, como vamos ver na lição seguinte.

Deus tinha como objetivo conduzir Paulo de Jerusalém a Roma, conforme visão dada ao apóstolo, Atos 23:11, mas o objetivo dos adversários por meio de conspiração infame era o assassinato de Paulo, numa clara demonstração da completa degradação do tribunal de justiça dos judeus, ver Atos 23:12. O tribunal aceitou toda insinuação dos conspiradores, os quais atentavam contra a vida do apóstolo, que escapou graças à vigilância e interferência de um sobrinho, que tinha avisado ao comandante da guarnição romana sobre toda a trama empreendida contra a vida de Paulo, então foi enviado à Cesareia, sede do governo romano, assim ele estava protegido da fúria dos judeus.

É muito interessante observar os cuidados da parte de um governo pagão para proteger a vida de Paulo e acautelar os interesses da justiça, quando o mesmo não vemos da parte das autoridades corruptas de um povo que se diz pertencer a Deus, os judeus. Assim, sob custódia, Paulo acabou ficando na prisão de Cesaréia, na costa marítima da Palestina, por um prolongado período de tempo. Paulo menciona frequentemente em suas cartas o fato de carregar as algemas, ver Col 4:18; II Tm 1:16 e 2:9, por amor de Cristo e do Evangelho, testemunho corroborado na carta aos Hebreus 11:36. Assim, o apóstolo viveu boa parte da vida como um detento que não se envergonhava do testemunho de Jesus.

A defesa perante os judeus enraivecidos, e logo depois perante o Sinédrio e diante das autoridades romanas, não tinha o objetivo de produzir uma peça de oratória jurídica, visava mostrar aos adversários do evangelho a necessidade que todos os seres humanos têm de crer no Filho de Deus para serem justos aos Seus olhos. Paulo estava certo de que "todas as coisas colaboram para o bem dos que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito." Rom 8:28.

No julgamento de Paulo, cumpriu-se cabalmente, com extensão histórica e escatológica, o que Jesus predisse aos Seus discípulos: ״E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas; por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios.” Mat 10:17, 18; e Mateus 24:9-28. Paulo, em todo o período de sua prisão e julgamento, conduziu-se com cautela, coragem e sabedoria, na convicção de que a vontade do Senhor era sua viagem a Roma para que ali também testemunhasse de Cristo. Ver Atos 23:11.

Paulo seguiu esse caminho com coragem e resignação. Nós também somos convidados pelo Espírito Santo a seguirmos a trajetória do apóstolo, no seu testemunho e defesa da nossa fé perante todas as pessoas e, até de governadores, se necessário for. Lembremo-nos das palavras do Mestre: ״E, quando vos entregarem, não cuideis em como ou que haveis de falar, porque, naquela hora, vos será concedido o que haveis de dizer, visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós." Mateus 10:19-20. Amém?
Estamos dispostos a sofrer em favor do evangelho como o apóstolo Paulo?

DOMINGO (16 de setembro) PAULO PERANTE FÉLIX – Paulo perante Félix está relatada em Atos 24:1-27, mas, a parte mais importante para o nosso estudo está nos versos 10-19. Félix era um procurador romano que estava a serviço do império em Cesareia. Ali, Paulo estava detido, depois de ter sido escoltado, a mando de Cláudio Lísias, desde Jerusalém. Ver Atos 23:23-35.

Os detalhes deste julgamento escritos no texto são forte indício de que Lucas assistiu pessoalmente ao julgamento de Paulo. A Palavra de Deus ensina-nos a honrar as autoridades constituídas. Há diferença entre honrar e lisonjear? Ver Rom 13:1-7 e I Ped 2:11-17 Há diferença entre as palavras de Paulo em Atos 24:10 e as de Tértulo em Atos 24:2-3?

“Cinco dias depois de haver Paulo chegado a Cesaréia, seus acusadores chegaram de Jerusalém, acompanhados por Tértulo, um orador a quem tinham aliciado como conselheiro. Foi concedida ao caso imediata audiência. Paulo foi levado perante a assembléia, e Tértulo "começou a acusá-lo". Julgando que a lisonja pudesse ter sobre o governador romano mais influência que as simples afirmações da verdade e da justiça, o astuto orador começou seu discurso louvando a Félix: "Visto como por ti temos tanta paz e por tua prudência se fazem a este povo muitos e louváveis serviços, sempre e em todo o lugar, ó potentíssimo Félix, com todo o agradecimento o queremos reconhecer." Atos 24:2 e 3. Atos dos Apóstolos, 419

Na acusação de Paulo, ver versos 4-9, Tértulo fala de Paulo como se este fosse um perturbador da paz ou amotinador de povos. Acusa-o de promover sedições entre os judeus dispersos e de ser o principal agitador da seita dos nazarenos. Isso faz lembrar o que Jesus disse acontecer com Seus seguidores: "Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.” Mt 5:11. O punhal da calúnia, usado contra o Senhor Jesus no Seu injusto julgamento. Ver Mat 26:59-61 é usado por Tértulo para ferir e sangrar o coração de Paulo.
Outra acusação infundada foi a de profanador: "o qual também tentou profanar o templo" Atos 24:6. No versículo 7, ele exagerou em suas palavras, pois Cláudio Lísias não usou de violência quando tirou o apóstolo das mãos dos judeus, pelo contrário, a violência quase atingiu Paulo. Ver Atos 22:24-29; 23:10.

A defesa do apóstolo Paulo está relatada nos versos 10-21 e no seu discurso, diz que Félix era conhecedor dos fatos contrários às acusações sofridas por ele, e isso o fazia sentir-se à vontade na sua defesa, ver vs. 10-11. Felix sabia perfeitamente que Paulo não era profano nem agitador, ver vs. 11-12. Feliz sabia que a ida de Paulo de Jerusalém a Cesareia tinha sido motivada pelo ódio dos judeus.  Paulo continuou defendendo-se dizendo que professava sua fé, 14-21, ao servir a Deus, seguindo o Caminho, crendo no que estava de acordo com a lei e os profetas, crendo na ressurreição, tendo consciência pura e anunciando a justiça, o domínio próprio e o juízo vindouro.

Quantas vezes somos levados pelas gigantescas ondas do mal e das heresias porque a fé que professamos ter não combina com um servir com consciência pura diante de Deus e dos homens!
Félix mostrou ser um juiz passivo e egoísta. Ver Atos 24: 22-27. No Novo Comentário da Bíblia, de F. Davidson, há informações de que Félix nasceu pobre, mas ligou-se pelo casamento a famílias distintas. Sua terceira esposa, Drusila, era judia e filha do rei Herodes, o qual mandou matar Tiago, irmão de João. Ver At 12:1, 2. Seu caráter, além de perverso, era imoral e corrupto; amava o suborno, v.26 e para "assegurar o apoio dos judeus, manteve Paulo encarcerado" v.27.

“Quão amplo o contraste entre o procedimento de Félix e o do carcereiro de Filipos! Os servos do Senhor foram levados em cadeias ao carcereiro, como Paulo a Félix. A evidência que deram de estar sendo sustidos por um divino poder, seu regozijo sob o sofrimento e desventura, seu destemor quando a terra vacilou com o terremoto, e seu espírito de perdão semelhante ao de Cristo levaram a convicção ao coração do carcereiro, que tremente confessou seus pecados e encontrou perdão. Félix tremeu, mas não se arrependeu. O carcereiro jubiloso abriu ao Espírito de Deus o coração e o lar; Félix ordenou que o mensageiro divino partisse. Um escolhe tornar-se filho de Deus e herdeiro do Céu; o outro lança sua sorte com os que praticam a iniquidade. Durante dois anos nenhuma outra atitude foi tomada contra Paulo, embora permanecesse prisioneiro. Félix visitou-o várias vezes e ouviu-lhe atentamente as palavras. Mas o motivo real dessa aparente benevolência era o desejo de ganho, e insinuou que mediante grande soma de dinheiro Paulo poderia assegurar sua liberdade.” Atos dos Apóstolos, 426

SEGUNDA-FEIRA (17 de setembro) PAULO PERANTE FESTO -   O tema da lição de hoje está relatado em Atos 25:1-22, mas podemos encontrar os pontos principais nos versos 1-5, onde mostra a reação do governador Festo, quando a verdade lhe foi apresentada, e os versos 9-12 mostram Festo agindo por motivos políticos e insinuando devolver Paulo à Jerusalém para ser julgado pelos judeus. Mas Paulo logo reagiu, dizendo que era cidadão romano, pois sabia que os judeus iriam matá-lo antes do tempo, por isso apelou à César.  

A Bíblia nos informa que Festo foi o sucessor de Félix, ver Atos 25:1, e que seu primeiro ato governamental foi subir a Jerusalém. Seu governo foi muito curto, de 59 d.C. a 61 d.C, ano em que morreu. ״Sua gestão não foi assinalada pelos excessos do seu predecessor e sucessores" Novo Comentário da Bíblia, 1142.

Em Jerusalém, encontrou-se com a liderança dos judeus e recusou a proposta destes, de trazer Paulo de Cesaréia para ser julgado naquela cidade; no entanto, mais tarde, querendo o apoio dos acusadores, sugeriu a Paulo que descesse a Jerusalém para ali ser julgado. Diante disso, Paulo apelou para César, que naquele tempo era o imperador Nero. É triste, mas a agonia extrema da injustiça que o ser humano sofre leva o homem à apelação para governantes maus e sem caráter. As acusações dos judeus, vs. 2-7, foram muitas e graves as acusações contra Paulo, mas não puderam prová-las. Vs 7. Se sofremos por causa de Cristo, não devemos ficar amedrontados, mas confiar naquele que tudo sofreu por nós. Ver I Ped 3:13-17 e 4:12-19. Amém?

Como foi a defesa de Paulo perante Festo? A defesa de Paulo: “Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César. Todavia Festo, querendo comprazer aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres tu subir a Jerusalém, e ser lá perante mim julgado acerca destas coisas? Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes. Se fiz algum agravo, ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César.” Atos 25:8-11.

O apóstolo julgou-se inocente dos crimes dos quais foi acusado e com a consciência de que não cometeu ou praticou nenhum agravo ou pecado nem contra a lei ou contra os judeus, nem contra o templo e contra César. Festo nada sabia das conspirações dos judeus para matar a Paulo, e ficou surpreso com este apelo a César. Entretanto, as palavras do apóstolo puseram fim ao julgamento. 

"Festo, tendo falado com o conselho respondeu: Apelaste para César? Para César irás." Atos 25:12.
“Deus deseja que Seu povo se prepare para a crise prestes a vir. Preparados ou não, todos terão de enfrentá-la; e somente os que têm levado a vida em conformidade com a norma divina, permanecerão firmes naquele tempo de prova. Quando legisladores seculares se unirem a ministros de religião para legislarem em assuntos de consciência, ver-se-á então quem realmente teme a Deus e O serve. Quando as trevas são mais profundas, mais resplandece a luz de um caráter semelhante ao de Deus. Quando toda a demais confiança falha, então se verá quem tem uma confiança permanente em Jeová. E enquanto os inimigos da verdade estiverem, de todos os lados, observando os servos do Senhor para o mal, Deus estará vigiando sobre eles para o bem. Ele será para eles como a sombra de uma grande rocha numa terra sedenta.” Atos dos Apóstolos, 431 e 432.

TERÇA-FEIRA (18 de setembro) PAULO PERANTE AGRIPA - Robert H. Gundry, em seu livro; Panorama do Novo Testamento trás outros detalhes que a bíblia não apresenta e diz que: "Herodes Agripa II era bisneto de Herodes, o Grande, e irmão de Drusila, esposa do ex-governador Félix, além de ser o rei de pequena região próxima do Líbano". Berenice era sua irmã mais nova. Os dois foram fazer uma visita oficial a Festo "em honra à sua nova governança". E "Como se demorasse ali, Cesaréia, alguns dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo". Atos 25:14.

O relatório de Festo a Agripa está relatado em Atos 25:13-27.  Festo disse que não viu nenhum delito dos crimes que suspeitavam de Paulo, ver 25:18, 25-27; Festo ignorava a religião dos judeus, ver Atos 25:19. Eis o relatório: “E, passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesaréia, a saudar Festo. E, como ali ficassem muitos dias, Festo contou ao rei os negócios de Paulo, dizendo: Um certo homem foi deixado por Félix aqui preso, por cujo respeito os principais dos sacerdotes e os anciãos dos judeus, estando eu em Jerusalém, compareceram perante mim, pedindo sentença contra ele. Aos quais respondi não ser costume dos romanos entregar algum homem à morte, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores, e possa defender-se da acusação. De sorte que, chegando eles aqui juntos, no dia seguinte, sem fazer dilação alguma, assentado no tribunal, mandei que trouxessem o homem. Acerca do qual, estando presentes os acusadores, nenhuma coisa apontaram daquelas que eu suspeitava. Tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua superstição, e de um tal Jesus, morto, que Paulo afirmava viver. E, estando eu perplexo acerca da inquirição desta causa, disse se queria ir a Jerusalém, e lá ser julgado acerca destas coisas. E, apelando Paulo para que fosse reservado ao conhecimento de Augusto, mandei que o guardassem até que o envie a César. Então Agripa disse a Festo: Bem quisera eu também ouvir esse homem. E ele disse: Amanhã o ouvirás.” Atos 25:13-22

De que maneira foi realizado o julgamento de Paulo que estava perante o Rei romano Agripa? “E, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e homens principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandado de Festo. E Festo disse: Rei Agripa, e todos os senhores que estais presentes conosco; aqui vedes um homem de quem toda a multidão dos judeus me tem falado, tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convém que viva mais. Mas, achando eu que nenhuma coisa digna de morte fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho. Do qual não tenho coisa alguma certa que escreva ao meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de interrogado, tenha alguma coisa que escrever. Porque me parece contra a razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações.” Atos 25:23-27.

Festo tomou todo o cuidado no julgamento de Paulo para não cometer erros. É curioso que os romanos, que eram de da religião pagã, tinham mais cuidado em cumprir a lei e maior critério no julgamento do que os próprios judeus, pois queriam matar Paulo. O julgamento de Paulo nos faz refletir solenemente sobre as palavras de Jesus: "Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus" Mat 10:32, 33.

“E agora Paulo, ainda algemado, achava-se diante do grupo reunido. Que contraste era aqui apresentado! Agripa e Berenice possuíam poder e posição, e eram por isto favorecidos pelo mundo. Mas eram destituídos dos traços de caráter que Deus estima. Eram transgressores de Sua lei, corruptos de coração e de vida. Sua conduta era aborrecida pelo Céu. O idoso prisioneiro, acorrentado a um soldado, não tinha em seu aspecto coisa alguma que levasse o mundo a prestar-lhe homenagem. Entretanto nesse homem, aparentemente sem amigos, riqueza ou posição, preso por sua fé no Filho de Deus, o Céu todo estava interessado. Os anjos eram seus assistentes. Caso se houvesse manifestado a glória de um só desses resplandecentes mensageiros, a pompa e o orgulho da realeza teria empalidecido; rei e cortesãos teriam sido lançados por terra, como os soldados romanos junto ao sepulcro de Cristo.” Atos dos Apóstolos. 434 e 435

Que cuidados devemos ter para que nossa religião não se transforme em algo árido e sem vida como a religião dos judeus daquele tempo ao ponto de criticarmos e ou perseguirmos pessoas?

QUARTA-FEIRA (19 de setembro) A DEFESA DE PAULO - A defesa de Paulo perante Agripa está relatada em Atos 26:1-23 e pode ser dividido em algumas partes:

1) A saudação à Agripa: “Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, de que perante ti me haja hoje de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus; mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso te rogo que me ouças com paciência.” Atos 26:2,3
  
2) Sua posição de fariseu, a qual envolve fé na ressurreição: “Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre os da minha nação, em Jerusalém, todos os judeus a conhecem, sabendo de mim desde o princípio, se o quiserem testificar, que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu. E agora pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais estou aqui e sou julgado.” Atos 26:4-6

3) A descrição do seu zelo perseguidor: "Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos; o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.” Atos 26:9-11

4) A visão celestial. Ver Atos 26:12-18.

5) Sua vida de obediência à essa visão (26:19-20).

6) Sua prisão: “Por causa disto os judeus lançaram mão de mim no templo, e procuraram matar-me.” Atos 26:21

7) A essência da sua pregação: a ressurreição de Cristo: “Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, isto é, que o Cristo devia padecer, e sendo o primeiro da ressurreição dentre os mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios.” Atos 26:22,23

O que o seguinte texto tem de especial, quando é declarado à um rei pagão, como foi o caso do rei romano Agripa? “Pois quê? julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?” Atos 26:8. Paulo foi mesmo ousado quando pregou para o rei romano! E é isso que deve acontecer conosco hoje. Devemos ser mais ousados na apresentação das verdades bíblicas às pessoas do nosso convívio, pois ao fazermos desenvolveremos a nossa tarefa missionária, e o Espírito Santo fará o Seu trabalho! Amém?  

“Com clareza e poder Paulo traçou perante Agripa um esboço dos principais acontecimentos relacionados com a vida de Cristo sobre a Terra. Sustentou que o Messias da profecia tinha já aparecido na pessoa de Jesus de Nazaré. Mostrou como as Escrituras do Antigo Testamento haviam declarado que o Messias devia aparecer como um homem entre os homens; e como na vida de Jesus se havia cumprido cada especificação esboçada por Moisés e os profetas. Com o propósito de redimir o mundo perdido, o divino Filho de Deus, desdenhando a ignomínia, suportou a cruz e subiu ao Céu, triunfante sobre a morte e a sepultura. Por que, raciocinava Paulo, parecia incrível que Cristo ressuscitasse dos mortos? Uma vez assim lhe parecera; mas como poderia descrer daquilo que ele mesmo havia visto e ouvido? À porta de Damasco havia sem qualquer dúvida contemplado o Cristo crucificado e ressurgido, o mesmo que tinha palmilhado as ruas de Jerusalém, morrido no Calvário, quebrado as ligaduras da morte e ascendido ao Céu. Tão seguramente como Cefas, Tiago e João, ou qualquer outro dos discípulos, tinha-O visto e com Ele falado. A Voz o intimara a proclamar o evangelho de um Salvador ressuscitado, e como poderia desobedecer? Em Damasco, em Jerusalém, através de toda a Judéia e nas regiões distantes, havia ele testemunhado de Jesus, o Crucificado, mostrando a todas as classes "que se emendassem, e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento". Atos dos Apóstolos, 436 e 437.

QUINTA-FEIRA (20 de setembro) PAULO PERANTE OS LÍDERES - É curioso que diante da apresentação da defesa de Paulo, como vimos ontem, houve duas reações diferentes entre os líderes romanos. O governador Festo disse assim: "E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar.” Atos 26:24. Já o rei Agripa disse: “E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!” Atos 26:28.

Festo ficou desorientado e só pôde concluir que Paulo, embora extremamente culto, foi levado pelo seu saber a passar por cima da sanidade. O homem natural não aceita e não entende as coisas do Espírito de Deus. Ver I Co 1:18-21; 2:6-16. É isso o que geralmente acontece!

Agrípa disse: "Por pouco me persuades a me fazer cristão". O dilema do rei poderia levá-lo a ser cristão, mas a influência do poder o fez deixar passar a oportunidade. Quantos, hoje, poderiam ser crentes, depois de serem confrontados com a Palavra, mas os interesses do mundo material os fazem desprezar a fé!

Paulo serve de um bom exemplo para inspirar-nos a testemunhar do nosso Salvador, em toda situação que a vida nos levar, mesmo que seja na adversidade de um mundo cruel e hostil. Através das experiências vividas por Paulo nas embarcações que o levaram a Roma, podemos estar certos de que aquele que anda dentro da vontade de Deus é abençoado por Deus e vai alcançar a imortalidade! 

Através de revelação especial, Deus deu ao apóstolo a plena certeza de Sua vontade em meio às hostilidades, perseguições e angústias: "Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma" Atos 23:11 e  Atos 27:23-25

Os diversos meios pelos quais Paulo chegou ao seu destino foram turbulentos, difíceis e desafiadores. Eles nos mostram a soberania, a proteção e os cuidados de Deus, os quais refletem a presença divina com o homem que O ama e O serve. Aplicam-se a isso as palavras do Senhor a Israel: "Quando passares pelas águas, eu serei contigo ... Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador. " Isaías 43:2,3  41:10,13.

No plano de Deus, as dificuldades do percurso se transformam em provas de resistência, sabedoria e confiança. Aprendemos que Deus está presente com Seus servos que ousam servi-Lo. Que a convicção dessa verdade nos faça avançar na pregação do evangelho, mesmo em situações difíceis. Amém?

Temos envidados esforços missionário para atingirmos pessoas, mesmo que aparentemente não vão aceitar o Evangelho?

SEXTA-FEIRA (21 de setembro) LEITURA ADICIONAL E COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 12 (3º trimestre 2018) A PRISÃO DE PAULO EM CESAREIA – A prisão de Paulo em Jerusalém aconteceu depois da terceira viagem missionária, quando, durante cerca de 8 anos esteve visitando e confirmando a é de igrejas já estabelecidas anteriormente das atuais Grécia e Turquia. De volta dessa terceira viagem, foi para Jerusalém, provavelmente para levar as coletas feitas para a comunidade dos santos. Os fatos que ali aconteceram são descritos por Lucas a partir de Atos dos Apóstolos 21.

Paulo foi levado para a fortaleza Antonia e, graças ao seu estado de "cidadão romano" não foi flagelado, mas levado a um normal processo diante do Sinédrio, já no dia seguinte. Paulo foi muito esperto e conquistou a simpatia dos fariseus, mas não dos saduceus. Foi assim absolvido, mas os saduceus planejaram matá-lo. Por isso o funcionário romano o enviou a Cesareia Marítima, que era a sede do governo da região. O funcionário Romano dizia na carta ao governador Felix que "não existiam evidências de crimes que fizessem com que Paulo merecesse a morte ou a prisão". Paulo esteve em Cesareia, antes de embarcar para Roma, por 2 anos, na prisão, mas com uma certa liberdade.

“Profundamente impressionado, Agripa perdeu de vista por um momento o ambiente e a dignidade de sua posição. Tendo apenas consciência das verdades que tinha ouvido, vendo somente o humilde prisioneiro que estava diante dele como embaixador de Deus, respondeu involuntariamente: "Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!"

Ardorosamente o apóstolo respondeu: "Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias" (Atos 26:28 e 29), acrescentou erguendo as mãos agrilhoadas.

Festo, Agripa e Berenice podiam com justiça trazer nos pulsos os grilhões que acorrentavam o apóstolo. Eram todos culpados de graves crimes. Esses transgressores tinham ouvido nesse dia a oferta de salvação mediante o nome de Cristo. Um, pelo menos, estivera quase persuadido a aceitar a graça e o perdão oferecidos. Mas Agripa afastou a misericórdia oferecida, recusando aceitar a cruz de um Redentor crucificado.” Atos dos Apóstolos, 438

Agripa era judeu e não participava do zelo intolerante e cego preconceito dos fariseus. "Bem podia soltar-se este homem", disse ele a Festo, "se não houvera apelado para César." Atos 26:31 e 32. Mas, como o caso de Paulo já tinha sido levado ao supremo tribunal, pois Paulo tinha apelado a Cesar, e estava agora além da jurisdição tanto de Festo quanto de Agripa. Vemos aqui Deus dirigindo a vida do apóstolo nos mínimos detalhes. Assim acontece conosco, quando vivemos com Deus, Ele nos dirige e protege. 

Luís Fonseca