Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2018

Lição 01 – A influência do materialismo

Semana de 30 de dezembro a 6 de janeiro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com – marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS” (Rom. 12:2).

 

Introdução de sábado à tarde

Hoje, quando estou escrevendo essa parte, é sexta-feira, dia 24 de novembro de 2017; é Black Friday. Quem pode, e necessita, deve aproveitar a promoção. Mas por outro lado, há uma euforia por consumismo, por comprar coisas para aproveitar o preço, adquirindo bens que nem vai utilizar. Isso é pagar mais barato para ter o inútil. Quantos são os que compram algum equipamento de ginástica que vai virar local para depositar algo em cima!

“Durante o feudalismo e o período colonial no Brasil, o que garantia respeito e uma posição social maior era a posse de terras. Hoje, não é muito diferente: a mudança surgiu apenas no produto que garantem uma posição social; o dinheiro e aquilo que se pode comprar com ele. A sociedade atual é altamente consumista, buscando um tipo de status que é baseado naquilo que se pode comprar. A questão agora não é apenas ter, mas a marca que se tem. Esta ideia está principalmente entre os jovens, os quais gostam não apenas de possuir, mas também de mostrar o que possuem para os outros, o que é característica de um novo movimento chamado ostentação” (Fonte: aqui).

A Black Friday é uma oportunidade de comprar mais barato o que precisa ser comprado. Mas tornou-se um motivo, seja para comprar o que não é necessário, seja para enganar os ingênuos e incautos com promoções falsas.

O estudo dessa semana, e desse semestre, é vital para nos tornarmos cidadãos de um reino onde não há possibilidade de consumismo. Onde nem há comércio e nem condições de ostentação. Temos que nos acostumar a um lugar assim, buscando aqui ser como seremos ali. A vontade de DEUS para nós é que tenhamos uma vida plena, feliz e com poderosa esperança de sermos levados para um reino onde tudo é perfeito.

 

  1. Primeiro dia: O DEUS deste mundo

“Frequentemente vemos homens que estão em elevada posição de confiança, como seguidores de Cristo, mas naufragaram na fé. Vem-lhes uma tentação e eles sacrificam princípios e suas vantagens religiosas para conseguirem o cobiçado tesouro terreno. A isca de Satanás é pegada. Cristo venceu, tornando assim possível ao homem vencer também; mas os homens se colocam sob a liderança do deus deste mundo, e abandonam a bandeira de JESUS CRISTO indo para as fileiras do inimigo. Todas as suas forças são dedicadas ao ganho, e adoram outros deuses, em vez de ao SENHOR. O homem do mundo não se contenta com a presente suficiência, ou mesmo com a abundância. Está sempre projetando possuir maiores reservas, e volve cada pensamento, todas as faculdades, nessa direção” (Conselhos Sobre Mordomia, 145).

A Lava-Jato já fez com que criminosos de colarinho branco devolvessem aos cofres públicos bilhões de reais. Foram presas grandes figuras como governadores, senadores, deputados, grandes empresários etc. “Na lista de milionários que a operação transformou em réus estão integrantes de duas das dez famílias mais ricas do Brasil. Somados, o patrimônio dos Odebrecht e dos Batista superam 8 bilhões de dólares. Estão, também, cinco donos e presidentes das maiores empreiteiras do país, cujo faturamento total representa mais de 26% de todo o dinheiro movimentado pela construção civil no Brasil. Estão, por fim, 37 políticos aparentemente muito bem remunerados pelos serviços ilicitamente prestados, tanto que o montante de propinas pago a parlamentares e agentes públicos pelas empresas envolvidas no petrolão já bateu na casa dos 10 bilhões de reais” (fonte).

O “Professor de Anticorrupção e Criminologia da University of West London, Graham Brooks, estuda o caso brasileiro e fala sobre a prisão de poderosos: “Há muitos benefícios para atuar de forma corrupta”.” Perguntaram a ele o seguinte: “Um operador, o doleiro Alberto Youssef, fez acordo de colaboração há dez anos, voltou ao crime e foi preso na Lava-Jato. Como você interpreta um caso como esse?” Perceba a resposta do professor: “O que existe é a falta de remorso. Isso é padrão com criminosos de colarinho branco, do corrupto, para tentar apresentar desculpas para atos desse tipo. Geralmente justificam falando que era normal, que todos faziam ou que era a única forma de fazer negócios” (fonte). Ou seja, o corrupto quer para si, não importa o custo, se muitos irão sofrer e morrer em filas de hospitais, se muitos não poderão estudar ou se terão cursos fracos, se muitos não poderão ser atendidos com medicamentos caríssimos, etc. Os corruptos não se preocupam com a dor alheia que eles causam, querem apenas o seu bem. É juntar cada vez mais dinheiro em seu poder. Outro estudo diz que os corruptos querem poder, dinheiro e mulheres. Fazem o que podem para conseguir.

Quem ama o dinheiro nunca se farta, está escrito em Eclesiastes 5:10. Quando o dinheiro se torna o mais alto interesse na mente de uma pessoa, ao mesmo tempo torna-se o deus dele, o ídolo dele. A única coisa na bíblia que é considerada como deus é o dinheiro. Não se pode servir a dois senhores como diz em Mateus 6, a DEUS ou a Mamom (o deus do dinheiro). JESUS falou sobre o dinheiro 90 vezes no Novo Testamento. Dos 107 versículos do Sermão do Monte, 22 referem-se a dinheiro, e 24 das 49 parábolas de JESUS mencionam dinheiro. É um assunto sério e perigoso. O dinheiro pode resolver grandes problemas, mas pode levar as pessoas ao inferno.

Como o dinheiro é o deus deste mundo? Um dos principais pontos fracos da humanidade sempre foi o dinheiro, ou, as posses, que resultam em poder e prestígio. Satanás queria se exaltar ao ponto de ser igual a DEUS, queria subir a altura do trono do Universo. Isso é ambição, e ele aprendeu quanto a ambição cega os seres inteligentes. Assim, do modo como ele caiu, faz outros caírem. É ele, satanás, que está por trás do deus deste mundo, e as pessoas adoram este deus sem mesmo se ajoelharem. As pessoas querem e apelam para atitudes ilícitas para obter, roubando ou se endividando.

Mas o que disse JESUS (para nossa reflexão)? “Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser Meu discípulo” (Lucas 14:33). E escreveu Paulo: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10).

 

  1. Segunda: Enchendo os celeiros

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; e arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas DEUS lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com DEUS” (Lucas 12:15-21, negrito acrescentado).

O que fez o homem dessa grande granja? Ele plantou e fez com capricho, isso está certo. A colheita foi enorme em razão dos cuidados com a plantação, isso é bom. Quando ia colher, percebeu que não havia espaço para recolher toda a safra. Então decidiu aumentar a capacidade de seus celeiros. Até aqui, está tudo correto. Aí ele resolveu fazer a coisa errada: disse que agora estava rico, tinha muitos bens, para muitos anos. Decidiu que iria aproveitar a vida em tudo de bom conforme o mundo, para descansar, comer, beber e folgar. Aí que ele cometeu o erro. Ficando rico, sua mente perdeu o controle do bom senso. O problema não é ser rico (Abraão foi muito rico). O problema é ver na riqueza a fonte de poder e de capacidade de realização, e a partir disso, esnobar perante as pessoas, para que a vejam como alguém acima delas.

Li recentemente uma reportagem sobre os vinte jogadores que ficaram muito ricos, esnobaram bastante até que empobreceram, e muitos deles, ficaram no negativo, isto é, com dívidas. O que em geral eles fizeram com o muito que ganharam fácil? Gastaram em casas de alto valor e de alto custo de manutenção; em iates de alto custo de manutenção; em festas caríssimas; em muitas viagens com esbanjamentos; com mulheres da vida que levam a gastar muito; em drogas; em brigas e separações de casamento; em filhos fora do casamento; em luxo de roupas de grife cara, automóveis de alto valor e até aviões, e assim por diante. Viveram para si e para a sua alegria, como o filho pródigo, enquanto tinham muito dinheiro. Também tiveram muitos amigos e mulheres. Após terminar o dinheiro, todos desapareceram.

Essas pessoas viviam para si. Mas o que disse JESUS? “Assim como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida como único resgate por muitos” (Mateus 20:28). Na Nova Terra, ou melhor, em todos os lugares do Universo onde o pecado não afetou, é o maior que serve o menorO maior servo de todos é o que possui tudo, DEUS. Ele mantém o Universo (nisso Ele é servo), Ele tem poder para servir. Quanto maior a competência e a capacidade de alguém, mais devia ser disposto a servir, não a ser servido. Mais deveria ser útil aos outros e nunca porque é capaz, se tornar chefe dos outros, ou um ditador sobre os outros. No Céu é o amor que define nosso comportamento; aqui, em geral, é o egoísmo e a sede de poder. Disse Abraham Lincoln: “Quase todos os homens são capazes de superar a adversidade, mas, se se quiser pôr à prova o carácter de um homem, dê-se-lhe poder.” A sociedade atual gravita em torno de três eixos: sexo, poder e dinheiro, disse José Luís Nunes Martins, filósofo português.

  1. Terça: A fascinação do materialismo

Estamos no auge do consumismo. Esse auge certamente ainda vai aumentar. As pessoas gostam de consumir, isto é, comprar coisas, muitas vezes desnecessárias, e as empresas dependem de vendas. A economia cada vez mais depende do consumo, e se adapta ao consumo de tal modo que, se o consumo caísse porque as pessoas deixaram de comprar o desnecessário, a economia entraria em crise. Então, nossa sociedade se explica assim: as empresas necessitam do alto consumo e os consumidores querem comprar cada vez mais. É um equilíbrio perigoso, pois qualquer problema que leve a menor consumo gerará uma crise muito mais intensa que caso o consumo fosse normal antes da crise.

Em nossa casa, minha esposa e eu não entramos na ciranda do consumo exagerado. Compramos o necessário e tudo à vista. Minha esposa negocia preços comparando entre as empresas e vai forçando até conseguir o menor preço possível. Mesmo assim, aqui em casa, ainda temos algumas coisas que não deveríamos ter comprado.

Conheço uma pessoa que compra bolsas e sapatos. Tem mais de 300 bolsas e mais de 400 sapatos. Minha esposa tem uma bolsa, e irá comprar outra quando esta estiver rasgando. Ela tem 3 ou 4 sapatos, e compra outro para substituir um que ficou velho ou estragou. Nós dois somos do mesmo modo de consumir bens, pensamos da mesma maneira. Somos de fato uma só carne, e confiamos um no outro. DEUS nos escolheu um para o outro, e em tudo, combinamos com os mesmos costumes, ou, como dizem, com as mesmas manias. As pessoas que tem o problema do consumo obsessivo, sentem-se ótimas no momento da compra e muitas delas sentem-se derrotadas quando chegam em casa, tendo agregado mais um bem aos muitos inúteis que já possui. Dizem os psicólogos.

A sabedoria de orientação sobre como viver em nossos dias está escrita em Mateus 6:22 a 24. “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mateus 6:22-24). O que esses versos nos dizem? É pelos olhos, principalmente, que o marketing, a propaganda, pega as pessoas. Vendo, e tendo um bom apelo, elas querem ter, e daí compram. Então, devemos controlar nossos olhos com a mente. Devemos ser pessoas racionais, que pensam e refletem se isso ou aquilo é conveniente. Devemos trocar ideias com outras pessoas, ou, entre o casal. Quem deve tomar as decisões em nossa vida é a mente, não devemos decidir pelo olhar apenas. E devemos refletir algum tempo para então decidir. E, algumas vezes, mesmo que o produto oferecido seja interessante para comprar, talvez não estejamos em condições, senão nos endividando. Nesse caso, melhor é esperar.

Hoje em dia, os produtos queridos de consumo são: celular, eletrônicos, tênis, roupa de grife, motos e automóveis, jogos eletrônicos, etc. Cuidado com eles. Não quero ser exemplo a ninguém, mas desde que lançaram o celular no Brasil, o que tenho atualmente é o terceiro. E o primeiro está com minha esposa, o segundo deixou de funcionar. O da esposa ainda funciona, muito embora só para telefonar. Será que estamos exagerando no não consumismo? Será que somos muito minimalistas?

 

  1. Quarta: Amor próprio

O caminho que levou Lúcifer à queda é o mesmo que leva muitos hoje também a caírem, seja no mundo, seja dentro de nossa igreja. Lúcifer foi o assistente de DEUS mais elevado entre as criaturas, mas era uma criatura, não era DEUS. Havia um abismo infinito entre DEUS, o Criador e Lúcifer, uma criatura. Era impossível uma criatura tornar-se DEUS. Era e continua sendo. Porém, Lúcifer olhou demais em dois lugares, por assim dizer: no espelho e no currículo. No espelho, digamos assim, porque se achou formoso, bem mais que todas as criaturas. No currículo porque achava que podia mesmo substituir o Criador, o Senhor JESUS CRISTO, não como Criador, mas no poder para dominar.

Hoje temos uma infinidade de exemplos de seres humanos que trilham por esse mesmo caminho. Uma ilustração está vinculada às investigações dos procuradores e juízes do Brasil, em relação à corrupção generalizada entre os políticos e empresários de nosso país. A ganância, a sede pelo poder e o prestígio leva-os a desviarem bilhões de Reais, e uma justiça fundamentada pelos interesses deles mesmos, não os mantém na cadeia por muito tempo. É uma justiça classificada como “trapo de imundícia.” Em todo o lugar tem alguém querendo algo que pertence a outra pessoa. Por isso a Bíblia diz (já mencionamos esse versículo nesta semana): “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10). O Brasil está à beira da falência de tanto roubo. Porém, um município que conheço, pobre, não tem indústrias lá, é de economia colonial, no ano de 2017 conseguiu economizar R$ 4 milhões. E fez obras e modernizou muitas coisas, tem uma boa rede de ensino. É que lá não roubaram, fizeram todo o necessário e ainda sobrou.

Como diz a lição, Lúcifer tornou-se narcisista, isto é, egocêntrico. Os narcisistas são manipuladores das mentes dos outros, para tentar aliar estas aos seus intentos malévolos. Lúcifer tornou-se um exímio manipulador de mentes a ponto de passar a conversa em um terço dos anjos. Saibamos que nenhum desses anjos era ingênuo, eram todos extremamente inteligentes, mas seduzidos, passaram tanto a apoiar o projeto de tomada do poder por Lúcifer quanto eles mesmos se tornaram gananciosos por poder. Ora, se até o maioral de todos os anjos caiu por seus próprios pensamentos corrompidos, se até um em cada três anjos também caiu nessa ambição macabra, nós, que somos pecadores, cairemos todos se não nos apegarmos ao poder de DEUS. Com segurança podemos dizer: nenhum de nós escapa às tentações de satanás, muito astuto, uma vez que já estamos afetados negativamente por algumas centenas de gerações de degeneração pelo pecado. DEUS, em Sua sabedoria, já sabendo disso, providenciou JESUS para morrer por nós e providenciou o ESPÍRITO SANTO para nos orientar e providenciou um anjo para cada ser humano para proteção. Mas, sejamos favoráveis a esses dons, pois, também somos livres para seguir a nossa vontade por onde as seduções do inimigo quiserem levar.

Uma ilustração que me deixa deveras preocupado. Conheci um homem que exerceu poderosa influência sobre uma igreja. Foi embora e muitos morrem de saudades dele, enquanto outros, agradecem por ter ido. Ele era um narcisista, manipulador, e muitos se deixaram manipular. Odiava os que não concordassem com ele. Acabou dividindo a igreja por sua atitude, e causou um estrago que sei lá, se um dia vai ser superado. Esse homem era um pastor, que ambicionava dominar sobre as pessoas. Gostava de obter apoio por meio de sermões onde literalmente xingava a igreja ou a sua comissão. Quem permitia ser dominado por ele, era visto como amigo, quem não se deixava dominar, era odiado a ponto de não ser cumprimentado. Lúcifer causou um estrago ao lado do trono de DEUS e no Universo, mas principalmente aqui na Terra. Os homens continuam, muitos deles, fazendo a obra de Lúcifer, se não ao lado do trono de DEUS, mas dentro da Sua igreja.

Diz Ellen G. White: Têm os homens tirado injusta vantagem sobre aqueles que eles supõem estarem sob sua jurisdição. Determinaram coagir os indivíduos; governariam ou arruinariam. … O poder despótico que se tem desenvolvido, como se a posição tivesse feito dos homens deuses, faz-me temer, e deveria causar temor. É uma maldição onde quer e por quem quer que seja exercido” (Testemunhos Para Ministros, 359-361 e Eventos Finais, 44).

Por outro lado, ela também escreveu a respeito daqueles que se mantém ao lado da liderança de JESUS: “Aqueles que estão em harmonia com Deus, e que através da fé nEle recebem forças para resistir ao que é errado e permanecer em defesa do que é correto, sempre terão severos conflitos e muitas vezes terão de permanecer quase sozinhos. Mas preciosas vitórias serão deles enquanto fizerem de Deus sua dependência. Sua graça será a força deles. A sensibilidade moral destes será clara e aguçada, e suas faculdades morais serão capazes de resistir a influências errôneas. A integridade deles, como a de Moisés, será da mais pura qualidade” (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 31, grifo nosso).

O problema existe ainda hoje, em todos os lugares. A principal causa do problema é olhar demais no espelho para olhar a formosura. Ali essas pessoas veem seu poder e passam a desejar sempre mais poder, veem seu talento, seu prestígio, seu currículo, sua capacidade de dominar, enfim, sua formosura. E quando tais pessoas não têm tanto talento quanto imaginam, nesses casos, o estrago que causam é ainda maior. Formam discípulos humanos como Lúcifer arrebatou um terço dos santos anjos, que se tornaram demônios.

 

  1. Quinta: A total futilidade do materialismo

Nas condições em que vivemos neste mundo, facilmente nos tornamos dependentes dos bens e do dinheiro. Precisamos deles para quase tudo: para comprar alimento, para usufruir de telefone, internet, etc., para a educação, para toda sorte de necessidades, lá vai dinheiro. Esse mundo não funciona mais sem o dinheiro, logo, quanto mais se tiver, melhor. No cenário do mundo, o dinheiro veio substituir a fé em DEUS. Na realidade tornou-se um deus, um ídolo, um fator de confiabilidade. Os muitos recursos que se dispõe no mundo, se conseguem com dinheiro.

Por outro lado, no reino de DEUS, onde existam sociedades com criaturas inteligentes, não há dinheiro. Não é necessário. Em lugar dele, há abundância de bens e de recursos de tal maneira que estão acessíveis a todos. Por exemplo, no Éden, não havia escassez de alimentos, sempre era disponível. Num ambiente assim, o dinheiro e os negócios não fazem sentido, e não tem lugar. Precisa haver uma certa escassez para que se venha a comprar e vender. O trabalho duro produz bens escassos, que podem ser vendidos. E no Reino de DEUS, não se precisa prover para o futuro pois ninguém fica doente nem morre, e nunca vai faltar algo. A necessidade de negociar é uma situação de nossa Terra, onde devemos enfrentar uma condição anômala, causada pelo pecado.

Aí que vem a questão do estudo de hoje: a situação que o pecado causou, que nos fez dependentes do dinheiro, mesmo assim, não justifica que tornemos o dinheiro um deus. Temos que usar o dinheiro, pois estamos no mundo, precisamos comprar, vender e negociar. Afinal, estamos no mundo. Mas não devemos subjugar ante ao poder do dinheiro, ante a quem está por trás dele, manipulando as pessoas, tornando-as, por exemplo, consumidoras compulsivas, e assim por diante. Ou, tornando as pessoas gananciosas a ponto de prejudicar outras para seu benefício. Aliás, já é um problema grave ficar mentalizando situações de prestígio e poder, na base do dinheiro. Aqui como que devemos remar contra a correnteza, contra a tendência do mundo, pois para o lugar onde vamos não é assim. DEUS nos escolheu, somos raça eleita por Ele, e JESUS crucificado por nós vive em nós, pela fé, e quer nos levar para um lugar onde não se é dependente do dinheiro, das riquezas e dos bens. Em parte, o plano do dízimo ajuda na defesa contra a dependência do dinheiro, já que tudo pertence a DEUS, nada é nosso.

Nós, servos de DEUS, precisamos nos conscientizar da necessidade de, mesmo contra o status quo daqui da Terra, vivermos como cidadãos do reino de DEUS, onde tudo é diferente. Saibamos nos relacionar com as riquezas no sentido da necessidade, não no sentido da ambição. “Tudo que afaste de Deus o coração, tem de ser renunciado. Mamom é o ídolo de muitos. O amor do dinheiro, a ambição de fortuna, é a cadeia de ouro que os liga a Satanás. Fama e honras mundanas são idolatradas por outros. Uma vida de comodidade egoísta, isenta de responsabilidade, constitui o ídolo de outros. Mas estas cadeias escravizadoras têm de ser partidas. Não podemos pertencer metade ao Senhor e metade ao mundo. Não somos filhos de Deus a menos que o sejamos totalmente” (Caminho a CRISTO, 44).

“O dinheiro é um legado de Deus. Não nos pertence para gastá-lo na satisfação do orgulho ou da ambição. Nas mãos dos filhos de Deus é alimento para o faminto e roupas para o nu. É uma defesa para o oprimido, um meio de restituir a saúde ao enfermo, ou de pregar o evangelho ao pobre. Poderíeis levar felicidade a muitos corações mediante o sábio emprego dos recursos agora usados para exibição” (A Ciência do Bom Viver, 287).

“O dinheiro não é necessariamente uma maldição; ele é de grande valor porque se corretamente usado, pode fazer bem na salvação de almas, em bênçãos a outros que são mais pobres do que nós mesmos. Mediante uso inadequado ou desavisado, … o dinheiro se tornará um laço para o seu possuidor. Aquele que emprega o dinheiro na satisfação do orgulho e ambição o torna uma maldição em vez de uma bênção” (O Lar Adventista, 372).

 

  1. Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

No país para onde vamos não há sistema de posse como aqui. Lá nada se registra em nome de alguém. Lá ninguém possui nada, e, no entanto, tudo está sempre à disposição de todos. Por exemplo, quanto à alimentação. Ninguém é dono de alguma árvore ou de alguma área de terra para plantar. Ninguém possui alguma coisa. Porém, todos têm todas as árvores à disposição para a alimentação, e nunca irá faltar alimento. Tem fartura e nunca estraga, não há escassez. Portanto, lá não existe a preocupação em prover para o futuro, em ter que comprar para ter, ou coisa assim.

No país para onde vamos não há necessidade de providenciar o suficiente para aposentadoria e assim ter uma velhice boa e garantida. Lá não se envelhece, vive-se para sempre. Nesse país todos se amam e tudo o que necessitarmos está o tempo todo à disposição. Resumindo, lá não teremos nada como donos, porém, lá sempre teremos tudo para utilizar, sem pagar por isso. Por isso se chama paraíso. Lá, portanto, não teremos preocupação alguma em relação aos bens, curiosamente não sendo donos de nada; somos íntimos amigos do Dono de tudo, que providencia todos os suprimentos e não deixa faltar nada. Aqui somos nós que, com as bênçãos de DEUS, temos que lutar pelo sustento; lá, é Ele, o Criador, que provê tudo o que é necessário, nós somente usufruímos e agradecemos, e seremos felizes. É aí que veremos o total significado das palavras de JESUS, que disse que não veio para ser servido, mas para servir. Assim Ele age sempre. Vamos para lá?

 

  1. Aplicação contextual e problematização

O nosso grande problema é que estamos viciados no desejo de ter para não passar mal. Assim confiamos nas riquezas e desconfiamos de DEUS. Eis a questão.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

Atentem, mais uma vez, para a tensão política entre a Coreia do Norte e o resto do mundo. A China disse que, se os Estados Unidos da América atacarem primeiro, ela socorre a Coréia do Norte, porém, se a Coreia do Norte atacar primeiro, ela não socorre. Logo, percebam o impasse: Pelas palavras do presidente da China, os Estados Unidos ficam de mãos amarradas para o maluco da Coreia do Norte fazer o que quiser, pois dificilmente vai ser atacado por outro país. Cumpre-se a profecia de rumores de guerra. Estão sempre se ameaçando.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Cristo contempla o mundo, toda atividade na busca de tesouros terrestres. Vê muitos em busca ansiosa de uma coisa, de outra coisa, em seus esforços por alcançar o cobiçado tesouro aqui da Terra, o qual julgam que satisfará sua ganância egoísta, ao passo que, nessa diligente perseguição, passam por alto o único meio pelo qual chegariam às verdadeiras riquezas” (Filhos e Filhas de DEUS, MM 1956, 247).

 

  1. Conclusão

“O amor do dinheiro era a paixão dominante nos dias dos judeus. O mundanismo usurpava o lugar de Deus e da religião na alma. O mesmo se dá agora. A avara ganância das riquezas exerce tão fascinante influência na vida, que traz em resultado a perversão da nobreza e a corrupção do que há de humano nos homens, até que são arrastados para a perdição. O serviço de Satanás é cheio de cuidados, perplexidade e fatigante labor, e o tesouro que os homens labutam por acumular na Terra dura apenas um momento. Jesus disse: “Ajuntai para vós outros tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Mat. 6:20 e 21. A instrução é: “Ajuntai para vós outros tesouros no Céu.” Mat. 6:20. É para o vosso próprio interesse assegurar as riquezas celestes. Estas apenas, de tudo quanto possuis, são realmente vossas. O tesouro acumulado no Céu é imperecível. Nenhum incêndio ou inundação o pode destruir, ladrão algum o pode arrebatar, nenhuma traça ou ferrugem corrompê-lo; pois se encontra sob a guarda de Deus” (O Maior Discurso de Cristo, 88 e 89).