Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - TERCEIRO TRIMESTRE DE 2018

Lição 01 – “Sereis Minhas testemunhas”

Semana de 30 de junho a 6 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com – marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o ESPÍRITO SANTO, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (Atos 1:8).

 

Introdução de sábado à tarde

O cenário descrito no verso acima ainda não é nossa realidade. Antes ocorrerá uma forte sacudidura na igreja para limpá-la do joio (pessoas que introduzem práticas mundanas na igreja, vivem como o mundo, dão mau testemunho, que atualmente são a grande maioria). Vai antes, ainda, ocorrer o decreto dominical, que provoca a forte sacudidura, pois uma sacudidura mais fraca já está aí faz tempo. Esses que saem com a fraca sacudidura, muitos deles retornarão, porém aqueles que saem com a sacudidura pós-decreto dominical, esses não retornam, pelo contrário, perseguirão aqueles na condição de trigo.

Vinda essa sacudidura, resta na igreja um pequeno número, uma quantidade insignificante de membros, mas fiéis. Esses receberão tal poder que nada os poderá deter. Eles serão agraciados com o poder do ESPÍRITO SANTO a ponto de se tornar impossível enfrentá-los, tamanha a capacidade de argumentação que terão. Saboreie algo que EGW escreveu sobre essas pessoas. Essas citações referem-se ao tempo da Chuva Serôdia, ou Alto Clamor.

“Deus usará maneiras e meios pelos quais se verá que Ele está tomando as rédeas em Suas próprias mãos. Surpreender-se-ão os obreiros com os meios simples que Ele usará para efetuar e aperfeiçoar sua obra de justiça” (Testemunhos Para Ministros, 300, grifo meu).

“Sua recreação estará na contemplação do seu tesouro – a Cidade Santa, a Nova Terra, seu eterno lar. E enquanto se demoram nessas coisas que são elevadas, puras, santas, o Céu se aproximará deles, e sentirão o poder do Espírito Santo, e isto tenderá a desabituá-los cada vez mais do mundo e fará que sua consolação e principal gozoesteja nas coisas do Céu, seu amorável lar.” (Primeiros Escritos, 112-113, grifos meus).

“Servos de ‘DEUS’, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será a mensagem dada em advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentira, fazendo mesmo descer fogo do céu, à vista dos homens. (Apoc. 13:13) Assim os habitantes da terra serão levados a decidir-se.” (Grande Conflito, 612; Eventos Finais, 175, e ver História da Redenção, 401, grifos acrescentados).

“Assim será proclamada a mensagem do terceiro anjo. Ao chegar o tempo para que ela seja dada com o máximo podero Senhor operará por meio de humildes instrumentos, dirigindo a mente dos que se consagraram ao Seu serviço. O obreiros serão antes qualificados pela unção de Seu Espírito do que pelo preparo das instituições de ensinoHomens de fé e oração serão constrangidos a sair com zelo santo, declarando as palavras que ‘DEUS’ lhes dá” (…) Os pecados de Babilônia … tudo será desmascarado.” (Grande Conflito, 606, grifos acrescentados).

“Aquele que se entrega inteiramente a ‘DEUS’, será guiado pela mão divina. Poderá ser humilde e aparentemente não dotado de dons; contudo, se com coração amante e confiante obedecer a toda manifestação da vontade de ‘DEUS’suas faculdades serão purificadas.” (Atos dos Apóstolos, 283, grifos acrescentados).

 

  1. Primeiro dia: A restauração de Israel

Está no Antigo Testamento: JESUS viria como um ser humano e iria morrer pelos demais seres humanos, sofrendo muito. Está em Isaías 53 e no Salmo 22. Mas a expectativa de que viesse um descendente de Davi restaurador do trono temporal em Israel era tão intensa que quando JESUS dizia que deveria sofrer e morrer pela vida deles, simplesmente não entendiam. A tal ponto se alienaram das palavras do Mestre que nenhum deles, senão os guardas, e esses por ordem de Pilatos, presenciaram a ressurreição de JESUS. Se tão somente os discípulos, que conviveram com JESUS por três anos e meio, tivessem lembrado de Suas palavras a Seu respeito, teriam ao menos ido conferir, para ver se ressuscitasse ao terceiro dia. Mas nada; nem se moveram para conferir a possível ressurreição, e Ele falou sobre ela várias vezes. Pedro chegou a se exaltar e proibir JESUS de falar sobre isso, dizendo que teriam que primeiro matá-lo para atacar o Mestre. Pois, foi o mais covarde de todos, nenhum deles O negou (só Judas que fez pior: O traiu), senão Pedro; valente só quando tudo estava sob controle.

Havia uma expectativa muito forte que dominava as mentes deles. JESUS veio para restabelecer o reino espiritual, isto é, dar-lhes a vida eterna e restabelecer a civilização de pessoas amáveis aqui na Terra (após o milênio será assim), mas eles queriam algo pequeno, o ressurgimento do Reino de Israel aqui na Terra, subjugando o Império Romano.

Não só não foram ver Sua ressurreição senão que, quando apareceu a eles pelas primeiras vezes, nem mesmo O reconheceram, imaginando que ainda estivesse em algum lugar, morto. Sim, quando as mulheres vieram com a notícia de que Ele estava vivo, que O tinham visto fora da sepultura e que tinham falado com Ele (Mateus 28:1 a 10), não creram nelas. Não conseguiam lembrar das palavras Dele: de que seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia; e estavam no terceiro dia.

E Tomé, que discípulo era este? Já os demais O tinha visto e falado com ele, mas ele disse que se não conferisse apalpando as feridas, não creria. Como que dizendo, vocês todos são mentirosos. Ora, Tomé achava que a ressurreição era impossível. Onde estava a fé dele? Não tinha presenciado várias ressurreições feitas por JESUS? E a ressurreição de Lázaro, morto durante quatro dias?

Como era forte a expectativa deles de um reino aqui na Terra, restabelecendo o país por aqui! Um reino desastrado que teve muitos reis maus e idólatras, que imitava as nações pagãs do mundo ao redor. Não era um reino de sacerdotes, mas muitas vezes de rebeldes contra DEUS. Não era um exemplo para o mundo seguir, mas para o mundo evitar, e ainda assim, achavam-se superiores aos demais povos, e se imaginavam merecedores de um Messias que restabelecesse aquilo. Os sacerdotes queriam um Messias general, o povo, e até os discípulos também, por isso não entenderam o que JESUS dizia sobre Sua morte e ressurreição. É assustador como uma mente embriagada ou aficionada por alguma ideologia e/ou pensamento dominante não consegue ver nem entender o óbvio a seu redor. Será que somos diferentes hoje? Cuidado, certamente ainda entendemos conforme nossos desejos, gostos e objetivosquanto ao alimento, aos costumes, aos hábitos, ao louvor e culto, etcO claro “assim diz o Senhor” não é para muitos o mapa a ser seguidoMuitos, mas muitos mesmo, seguem o “eu acho”, o “eu gosto” ou o “eu quero.”

“Terrível é o poder assim entregue a homens e mulheres de má imaginação. Que oportunidade proporciona isto aos que vivem de se aproveitar das fraquezas e tolices dos outros! Quantos, por meio do poder exercido sobre mentes fracas ou enfermas, encontrarão meio de satisfazer cobiçosas paixões ou ganâncias de lucro!” (A Ciência do Bom Viver, 243).

 

  1. Segunda: A missão dos discípulos

Pois foi uma grande ironia. Eles deveriam testemunhar exatamente sobre aquilo que não entendiam e não acreditavam: a ressurreição de JESUS e depois pregar a Sua segunda vinda. Lembremo-nos, quando JESUS morreu, eles se decepcionaram com o Mestre. Quando ressuscitou, custaram a crer, mas nos 40 dias seguidos entenderam o que não conseguiram entender nos três anos e meio precedentes. Em Lucas 24:44-48 Ele mesmo disse que iria abrir-lhes os olhos e o entendimento, para que fossem testemunhas de Sua vida, da morte e da ressurreição.

Entendendo o propósito da primeira vinda de JESUS, então lhes faltava uma só coisa: que fizessem as pazes entre si e entrassem em concordância, tornando-se humildes. Isso aconteceu durante os dez dias após a ascensão de JESUS. No décimo dia estavam perfeitamente unânimes entre si. “Sob a influência dos ensinos de Cristo, os discípulos tinham sido induzidos a sentir sua necessidade do Espírito. Mediante a instrução do Espírito receberam a habilitação final, saindo no desempenho de sua vocação. Não mais eram ignorantes e iletrados. Haviam deixado de ser um grupo de unidades independentes, ou elementos discordantes em conflito. Sua esperança não mais repousava sobre a grandeza terrestre. Todos eram “unânimes” (Atos 2:46) e “era um o coração e a alma da multidão dos que criam”. Atos 4:32. Cristo lhes enchia os pensamentos; e visavam a avançamento de Seu reino. Na mente e no caráter haviam-se tornado semelhantes a seu Mestre, e os homens “tinham conhecimento que eles haviam estado com Jesus”. Atos 4:13. O Pentecoste trouxe-lhes uma iluminação celestial. As verdades que não puderam compreender enquanto Cristo estava com eles, eram agora reveladas” (Atos dos Apóstolos, 45).

Perceba, só quando estavam perfeitamente unidos que o ESPÍRITO SANTO foi derramado sobre eles. Não havia sequer uma única discordância entre eles. Essa será também uma das principais condições para a igreja hoje receber poder. DEUS não iria querer um exército discordante entre si, muito menos daria poder nessa condição. A condição de perfeita harmonia não ocorrerá senão após a forte sacudidura, infelizmente. “Ao se aproximarem os membros do corpo de Cristo do período de sua luta final, “o tempo da angústia de Jacó”, crescerão em Cristo, e partilharão grandemente de Seu Espírito. À medida que a terceira mensagem se avoluma e se torna alto clamor, e que a obra final é acompanhada de grande poder e glória, o fiel povo de Deus participa dessa glória. É a chuva serôdia que os vivifica e fortalece para passar pelo tempo de angústia. Seus rostos brilharão com a glória daquela luz que acompanha a mensagem do terceiro anjo” (E Recebereis Poder, MM 1999, 342).

 

  1. Terça: Ele voltará

Quando Noé pregava sobre o Dilúvio, quem creu? Oito pessoas, no dia da entrada na Arca. Só mesmo a família de Noé foi o suficiente para que a humanidade não desaparecesse. DEUS já dimensionou o tamanho daquele navio, o primeiro a ser fabricado, considerando quantas pessoas iriam aceitar. Imagina se iram caber uns dois milhões de pessoas num barco com apenas alguns metros a mais que duzentos. DEUS, que conhece o futuro evitou de ordenar a Noé fabricar 100 ou 200 barcos, mas, lamentavelmente um só foi suficiente.

Assim é com a pregação da segunda vinda de JESUS. Quantos acreditarão em algo assim tão fantástico? Uma viagem intergaláctica de um grupo de pessoas rodeadas por anjos tocando trombeta, rumo a um lugar no Universo onde é a sede do governo do Criador de todas as coisas. Isso parece uma grande fábula, ou tolice. Porém, temos profecias em grande número que já se cumpriram, logo, essa certamente também se cumprirá. Não se necessita muita fé para crer na segunda vinda, muito menos que os antediluvianos para crer numa gigantesca chuva. Naqueles tempos não havia uma Bíblia para servir de base, nem uma quantidade grande de profecias de fatos que foram previstos e que se cumpriram. Hoje, para quem já leu a Bíblia, é fato lamentável não crer na segunda vinda do Salvador, pois é a culminância de outras predições há longas datas, e do cumprimento de muitas profecias. E um dos maiores motivos de DEUS nos ter dado profecias é para que creiamos Nele.

Pois bem, para a surpresa de muitos, da maioria da humanidade, embora toda a humanidade terá ouvido a pregação sobre esse assunto pelo povo de DEUS, a população do mundo verá esse evento como o aparecimento de um ladrão, sem aviso prévio. Mas não terá faltado aviso, muitos avisos, durante o alto clamor. Não entenderão como os apóstolos não entenderam sobre a morte e ressurreição de JESUS CRISTO. Querendo bem outra coisa, não entendem a realidade palpável, visível e fartamente predita.

Como está em Atos 1:9-11, Ele virá como subiu, ou seja, visível, corpóreo, mas com algumas diferenças. Não virá só, mas com todos os Seus anjos, e não virá em silêncio, e sim, essa multidão de anjos, bilhões e bilhões, tocando trombeta, e tudo envolto em uma potente luz que só os salvos poderão encarar.

Apesar dos muitos avisos sobre a segunda vinda, apesar dos sinais precedentes também em grande quantidade, até pessoas do próprio povo de DEUS, que não se prepararam à semelhança de cinco das dez virgens, não estarão esperando para subir juntos com o Salvador, e serão deixados para trás. Que essa não seja nem a minha nem a sua experiência naquele dia.

 

  1. Quarta: Preparação para o Pentecostes

Os que assistiam os sermões de JESUS eram em torno de 15 mil pessoas. O cálculo é fácil. Se os homens que se alimentaram quando JESUS repartiu o pão e os peixes eram 5 mil (com idade entre 20 e 60 anos), haveria outro tanto de mulheres, mais as crianças e adolescentes e também idosos, ao menos alguns (pois não se vivia naquele tempo tanto quanto hoje). Os que estavam no cenáculo orando pelo poder do ESPÍRITO SANTO era na verdade um pequeno grupo, os discípulos e com todos mais ali, umas 120 pessoas. Não mais que isso. Mas no dia do Pentecostes já esse grupo aumentou para mais de 3 mil pessoas, e poucos dias depois, já era mais de 5 mil, e isso que ninguém se lembrou de fixar algum alvo de batismos. Alvo de batismo é para uma igreja de pouca fé e pouco poder. Alvos são propostos sempre dentro do alcance, fáceis de serem obtidos, não necessita de grande poder do alto, já quando o ESPÍRITO SANTO atua, os alvos, se fossem levados a sério por DEUS, só retardariam a pregação e seus resultados. Precisamos poder do alto, não de medíocres alvos humanos. Pelos alvos os homens demonstram sua insignificância.

No final dos tempos, quando a igreja receber outra vez o poder do ESPÍRITO SANTO, haverá uma concordância entre os irmãos tal como no dia do Pentecostes, tendo todos orado antes com esse fim. E o poder será ainda maior que naqueles dias, assim também o trabalho a ser realizado será muito maior. Hoje existem mais de 7,5 bilhões de pessoas que devem ouvir sobre o evangelho – isso é trabalho, como diriam, “pra caramba.” Mas tamanha obra será realizada por meio de métodos simples e com uma velocidade espantosa, a ponto de confundir os inimigos de DEUS e deixá-los perplexos. Os próprios obreiros ficarão impressionados com a eficácia do comando do Mestre nesse desfecho.

“É uma solene declaração que faço à igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se acham registrados nos livros da igreja, está preparado para finalizar sua história terrestre … São tantos os que introduziram na igreja seu espírito não subjugado, incultoSeu gosto espiritual é pervertido por suas degradantes corrupções imoraissimbolizando o mundo no espíritono coraçãonos propósitosconfirmando-se em práticas concupiscentes, e são inteiramente cheios de enganos em sua professa vida cristã. Vivendo como pecadores e alegando ser cristãosOs que pretendem ser cristãos e querem confessar a Cristo devem sair dentre eles e não tocar nada imundo, e separar-se …” (Serviço Cristão, 41, grifos acrescentados).

Se nos humilhássemos perante Deus, e fôssemos bondosos e corteses e compassivos e piedosos, haveria uma centena de conversões à verdade onde agora há apenas uma. Mas, professando ser convertidos, levamos a vida de egoísmo que consideramos excessivamente preciosa para ser abandonada. É nosso privilégio depositar esse fardo aos pés de JESUS, assumindo em Seu lugar o caráter e semelhança de CRISTO. O Salvador está esperando que assim procedamos” (Testemunhos Para a Igreja, v.9, 189, 190, ênfases acrescentadas).

Os que se tornaram novas criaturas em Cristo Jesus, produzirão os frutos do Espírito – “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio“. Gál. 5:22 e 23. … refletir-Lhe-ão o caráter e se purificarão, assim como Ele é puroAs coisas que outrora aborreciam, agora amam; e aquilo que outrora amavam, aborrecem agoraO orgulhoso e presunçoso torna-se manso e humilde de coraçãoO vanglorioso e arrogante torna-se circunspecto e moderadoO bêbado torna-se sóbrio e o viciado, puroOs vãos costumes e modas do mundo são renunciados” (Caminho a CRISTO, p. 58).

“O Senhor Jesus está provando os corações humanos, por meio da concessão de Sua misericórdia e graça abundantes. Está efetuando transformações tão admiráveis que Satanás, com toda a sua vanglória de triunfo, com toda a sua confederação para o mal, reunida contra Deus e contra as leis de Seu governo, fica a olhá-las como a uma fortaleza, inexpugnável aos seus enganos. São para ele um mistério incompreensível. Os anjos de Deus, serafins e querubins, potestades encarregadas de cooperar com as forças humanas, veem, com admiração e alegria, que homens decaídos, que eram filhos da ira, estejam por meio do ensino de Cristo formando caráter segundo a semelhança divina, para serem filhos e filhas de Deus, e desempenharem um papel importante nas ocupações e prazeres do Céu” (A Igreja Remanescente, 14, grifos acrescentados).

 

  1. Quinta: O décimo segundo apóstolo

Passada a ascensão de JESUS, precisavam escolher o apóstolo que faltava para completar os doze, para ocupar o lugar de Judas. Que tarefa triste, pois um deles, com quem já formaram intimidade, havia se enforcado. A propósito, quando uma pessoa se enforca, isso não quer dizer que esteja perdida. Vá que, já pendurado na corda, se arrependa disso e peça perdão a DEUS. Sendo assim, estará salva. Para a escolha estabeleceram critérios que garantiriam que o novo apóstolo fosse alguém qualificado e experiente. Hoje há igrejas que intitulam líderes seus como apóstolos, mas não está correto. Apóstolo era um discípulo escolhido por JESUS, e Ele escolheu doze, dentre os quais, um se matou e precisava ser substituído. Mais tarde, JESUS mesmo escolheria mais um, Paulo, o que ocorreu na estrada para Damasco.

O critério era excelente, mas só funcionaria se também orassem a DEUS, o que eles fizeram. Deveria ser alguém que estivesse entre eles desde que JESUS começou a pregar até que ressuscitou e foi assunto ao Céu. Deveria ser principalmente uma testemunha da ressurreição de JESUS. E acabaram escolhendo Matias. Havia dois homens com idênticas qualificações, qualquer um deles serviria. Mas havia apenas uma vaga. Se eles orassem para que houvesse uma decisão entre eles, isto ficaria um pouco ruim, pois haveria um escolhido e outro preterido pelos seres humanos, considerando que os dois encontrados possuíam as mesmas qualificações. Então tiveram uma ideia luminosa, frequentemente utilizada por aqueles dias: fazer um sorteio. Assim, não dependeria de nenhum grupo de seres humanos a escolha, e sim, a sorte, ou, como de fato criam, e era isso mesmo, DEUS escolheria. O sorteado foi Matias, e o outro candidato, José, aceitou, não resignado, mas disposto a apoiar aos doze apóstolos. Não fora um preterido por homens, mas um escolhido por DEUS. E era muito importante ele saber que possuía as mesmas qualidades que Matias, porém, só um poderia ser apóstolo. E de fato, apóstolos são homens escolhidos por JESUS. Até Paulo se considerava apóstolo, o décimo terceiro, apóstolo não para preencher alguma vaga, mas para ir pregar aos gentios. Ele era o apóstolo dos gentios, missão que cumpriu melhor que todos os demais.

“Aprendemos, desses passos das Escrituras, que o Senhor tem certos homens para ocupar determinados cargos. Deus ensinará Seu povo a proceder com cautela e a escolher judiciosamente os homens que não traiam os sagrados encargos. Se nos dias de Cristo foi necessário que os crentes usassem de prudência para a escolha dos homens para os cargos de responsabilidade, nós que vivemos neste tempo certamente precisamos usar de grande discrição. Devemos apresentar a Deus cada caso, e, com oração fervorosa, pedir-Lhe que escolha por nós” (Testemunhos Seletos, v3, 412).

 

  1. Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

Estamos vivendo em tempos que se percebe a necessidade de sair do planeta. A ciência se esforça para desenvolver a possibilidade de se viver em Marte, ou outro lugar mais distante, embora por perto, talvez em nossa Galáxia, não haja planeta preparado para a vida. E se tiver, estará ocupado por seres perfeitos, não poderíamos ir lá e degenerar sua civilização. Nosso planeta Terra está perdendo a capacidade de vida social, os seres humanos cada vez tem menores condições de convívio, logo, de que resolve alguns se mudarem para outro planeta? Seria para destruí-lo como se faz aqui na Terra.

Nós aguardamos e anunciamos o que DEUS prometeu e o que JESUS viabilizou, um novo Céu e uma nova Terra. Não haverá mais ódio ali, o amor reinará para sempre, e todos serão felizes, com vida eterna. Não é uma utopia, mas pura realidade. Aliás, se dependermos dos veículos desenvolvidos pela engenharia humana, não iremos muito além da lua, e ainda só alguns. E o custo de manutenção por lá, ou seja, onde forem, será tão elevado que teriam que trabalhar muito aqui na Terra para mantê-los lá longe. O plano de DEUS é sustentável; outros planos não tem durabilidade pois são inviáveis em todos os sentidos, além de não poderem ir muito longe da Terra. O Criador pode atravessar a nossa Galáxia, atravessar o Universo, e ir mais além, se desejar.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

A grande questão para toda a humanidade é crer no plano de DEUS. Não que Ele não mereça credibilidade, mas os seres humanos, depois do pecado, tem uma forte propensão a só crer no que é falso. Em grande parte a falta de credibilidade vem dos próprios cristãos. Quantos dos 2,5 bilhões deles creem na segunda vinda? E dos que creem, quantos cristãos de fato estão se preparando para esse dia?

 

  1. Informe profético de fatos recentes

A ONU está empenhada na legalização das drogas, ao menos muitas delas. Como se torna impossível combatê-las e evitar que as pessoas usem, pensam então que se deve legalizar, para que as pessoas possam usar de maneira controlada. Na minha opinião, e observando o desenrolar dos fatos, essa é uma boa maneira para legalmente degenerar mais e mais a sociedade. É assim que estão acabando com a família também. Veja mais aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

“Após a ressurreição, Cristo ascendeu para Seu honroso lugar. Diante do universo celestial e dos mundos não caídos, devia Ele ser entronizado. O pai impressionaria a mente dos crentes com a gloriosa recepção de Seu Filho no lar que Ele deixara. Em nosso favor Se tornara pobre, para que por Sua pobreza enriquecêssemos. …

“Ao ascender Cristo, Suas mãos se estenderam em bênção sobre Seus discípulos. Enquanto olhavam atônitos para o alto, procurando captar o último vislumbre da ascensão do Senhor, foi Ele recebido pela jubilosa hoste celestial de querubins e serafins. Enquanto estes O acompanhavam ao lar celeste, cantavam triunfalmente: “Reinos da Terra, cantai a Deus, salmodiai ao Senhor, Aquele que encima os Céus.” Sal. 68:32” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 300).

 

  1. Conclusão

“Naquela sala situada no andar superior, Cristo explicou outra vez as Escrituras em relação a Si mesmo. Então disse aos discípulos que o arrependimento e o perdão dos pecados deveria ser proclamado em Seu nome entre todas as nações, começando em Jerusalém.

“Antes de subir ao Céu, Ele lhes disse: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” Atos 1:8. “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Mat. 28:20.

“Sois testemunhas da Minha vida e do Meu sacrifício em favor do mundo, Cristo disse. Todo o que vier a Mim, confessando seus pecados Eu o receberei. Todo o que quiser, pode se reconciliar com Deus e ter a vida eterna.

“A vós, Meus discípulos, entrego esta mensagem de graça e misericórdia para ser dada a todas as nações, línguas e povos. Ide aos lugares mais distantes da Terra e sabei que Minha presença irá convosco.

“Essa ordem de Jesus, dada aos discípulos, inclui todos os crentes até à consumação dos séculos.

“Nem todos podem pregar nas igrejas, mas todos podem ajudar as pessoas individualmente. Os que servem os sofredores, os que ajudam os necessitados, os que confortam os abatidos e que contam aos pecadores a respeito do amor perdoador de Cristo, são Suas testemunhas” (Vida de JESUS, 165 e 166).