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LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - QUARTO TRIMESTRE DE 2018

Criação e queda

Lição 1: 29 de setembro a 6 de outubro
Autor: Fernando Beier
Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br
Revisora: Rosemara Santos

 

Sábado

Entender a profundidade da união que Deus deseja ter com a humanidade nem sempre é um exercício fácil. Como estar unido a Alguém que não podemos ver ou tocar?

Não era assim no início. Na criação, Deus preparou um planeta cheio de vida. Não é à toa que o relato bíblico descreve a satisfação do Criador: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn 1:31). Em seguida, Deus criou os seres humanos na Terra, oferecendo-lhes paz e liberdade. Por fim, Deus Se uniu ao homem para viver um relacionamento de amor e união.

Ao ler os primeiros capítulos da Bíblia, somos levados a pensar que nos afastamos muito do plano original. Separados do Criador e fragilizados pelo pecado, a humanidade se tornou apenas uma sombra daquilo que havia sido. O futuro teria sido ainda mais desolador, se não fosse o plano divino para resgatar nosso planeta. Em Jesus Cristo, somos convidados a voltar ao estado de unidade plena com a Divindade. Como afirmou Brennan Manning: “Jesus nos liberta da alienação e da autocondenação, e oferece a cada um de nós uma nova possibilidade”.

Domingo, 30 de setembro

Nenhuma das obras criadas por Deus recebeu a característica apresentada no livro de Gênesis unicamente em relação ao ser humano, ao declarar que ele foi feito “à imagem de Deus” (Gn 1:26). Por qual motivo o Criador colocou o homem em posição tão singular? Pense em um casal que deseja ter um bebê para cuidar dele e ampará-lo. Apesar dos riscos, a decisão é tomada, e todo o processo é preparado para a realização desse sonho. Com a chegada da criança, o amor coloca todo o resto em segundo plano.

Sim, estamos falando de um Criador que deseja devotar amor aos Seus filhos, numa união que palavras humanas não conseguem descrever.

O homem foi colocado no ponto mais alto da criação para revelar não só o poder criativo de Deus, mas também Seu objetivo maior: tornar o homem o conduto definitivo do amor.

Segunda-feira, 1º de outubro

Certa vez, o escritor C. S. Lewis expôs sua convicção de que o livre-arbítrio era a resposta para a existência do mal: “Um mundo de meros autômatos não poderia conhecer o amor e, portanto, não poderia tampouco conhecer a felicidade infinita.”

Infelizmente, a escolha de Adão (e de sua esposa) trouxe uma desesperadora separação do Criador. A luz da pureza acabou e logo a maldição do pecado se fez presente em todos os aspectos da vida. O primeiro filho de Adão se tornou o primeiro assassino, e as gerações seguintes escolheram o caminho da total desunião em relação a Deus. Em pouco tempo, estavam todos mergulhados em total corrupção. O Dilúvio não foi uma resposta de vingança, mas de juízo.

Todavia, essa tragédia não foi o fim. Deus ainda desejava restaurar Sua união com a humanidade. O arco-íris que Noé avistou com sua família trouxe consigo o sinal de uma promessa de proteção e misericórdia, mostrando que ainda existia esperança de salvação e reconciliação.

Terça-feira, 2 de outubro

O vírus do pecado se instalou tão profundamente na humanidade que avisos e calamidades não mudaram nada no coração das pessoas. Mesmo com os resultados do Dilúvio ainda reverberando em seus ouvidos, os descendentes de Noé preferiram seguir seus próprios caminhos, colocando-se na direção oposta aos reclamos divinos. A construção da Torre de Babel foi apenas uma consequência da arrogância de uma vida concentrada em si mesma.

Deus havia criado a humanidade para ser uma grande família. Agora, estavam mais separados do que nunca. A escritora Brenda Quin afirmou que Deus prestou um favor para o povo “ao confundir-lhe a língua e espalhá-lo pela Terra”. Segundo ela, fez com que reconhecessem o quanto precisavam Dele. Adiantou? Muito pouco. A descida da humanidade para o abismo parecia não ter fim. Todavia, Deus ainda mantinha um plano redentivo em andamento. Logo, um patriarca seria escolhido para mudar o rumo da história.

Quarta-feira, 3 de outubro

Abraão foi o primeiro personagem bíblico que enfrentou aquilo que todo cristão conhece bem: a luta espiritual. A batalha entre acreditar e duvidar; entre seguir a voz de Deus ou a própria voz; entre ir adiante ou retornar – tudo isso foi experimentado pelo patriarca. Ele teve que aprender a verdadeira submissão a Deus, principalmente nos dias mais escuros.

Abraão deveria acreditar no plano de Deus de juntar um grupo de pessoas que desejassem viver em união com o Criador. C. S. Lewis nos lembra que espécie de submissão Jesus espera de nós. Ele escreveu: “Cristo diz: ‘Quero tudo o que é seu. Não quero uma parte do seu tempo, uma parte do seu dinheiro e uma parte do seu trabalho: quero você. Não vim para atormentar o seu ser natural, vim para matá-lo. E meias medidas não bastam.”

Em meio a perguntas sem respostas, Abraão aprendeu a se submeter. Precisamos fazer o mesmo.

Quinta-feira, 4 de outubro

Abraão é conhecido como “o pai da fé” não porque não duvidasse (de fato, ele fraquejou algumas vezes em sua confiança), mas porque no fim ele escolheu confiar. Sua fé, que resultou em obediência aos reclamos de Deus, foi registrada para que seus descendentes seguissem seus passos. Deus começou a levantar um povo com base na fé que opera por amor.

O plano divino consistia em transformar o mundo por meio de Israel. Acima de tudo, Deus desejava trazer para junto de Si os povos que haviam se dispersado. Queria livrá-los da mentira apregoada no Éden, ou seja, de que o homem pode ser igual a Deus. Essa mentira deveria ser confrontada com a força da fé.

No plano divino, exposto na Bíblia, o povo de Israel representaria a graça de Deus perante o mundo. Não mudou nos dias de hoje. Devemos ser luzes em meio às trevas morais deste planeta.

Sexta-feira, 5 de outubro

Desde a queda no Éden, o plano de Deus é trazer os homens de volta para Si. Apesar do abismo aberto pelo pecado, a unidade do Criador com a criatura ainda é possível. Portanto, não devemos nos esquecer de que:

• Deus nos criou para nos amar.
• Temos liberdade para aceitar ou rejeitar o amor divino.
• Afastar-se de Deus resulta em tragédia e infelicidade.
• Deus nos chama para estar ao Seu lado.

Que tal reafirmar hoje o desejo de estar unido a Deus, submetendo a Ele seu errante coração?

Conheça o autor dos comentários deste trimestre: Fernando Beier é Mestre em Teologia, escritor e conferencista. Autor dos livros Crise Espiritual Experimente um Recomeço, ambos da CPB. É pastor na Associação Paulista Sudoeste.