Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - QUARTO TRIMESTRE DE 2018

LIÇÃO 1 - COMENTÁRIOS DE ELLEN WHITE SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA

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Verso para Memorizar:
 "Então, [Deus] conduziu [Abraão] até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça" (Gn 15:5, 6).

Sábado à tarde, 29 de setembro

O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter. Cristo somente é a "expressa imagem" do Pai (Heb. 1:3); mas o homem foi formado à semelhança de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o domínio da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade (Patriarcas e Profetas, p. 45).

É o pecado que nos obscurece o espírito e embota as percepções. Ao ser o pecado expulso de nosso coração, a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo, iluminando Sua Palavra e refletida através da natureza, declará-Lo-á, cada vez mais plenamente, “misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade”. Êxodo 34:6. 
Em Sua luz veremos a luz, até que espírito, coração e alma estejam transformados à imagem de Sua santidade (Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 322). 

A união faz a força; a desunião enfraquece. Unidos uns aos outros, trabalhando juntos, em harmonia, pela salvação dos homens, seremos na verdade “cooperadores de Deus”. 1 Coríntios 3:9. Os que se recusam a trabalhar em boa harmonia desonram grandemente a Deus. O inimigo deleita-se em vê-los trabalhando para fins mutuamente contrários.
Essas pessoas precisam cultivar o amor fraternal e a ternura de coração. Se pudessem correr a cortina que lhes vela o futuro e ver o resultado de sua desunião, por certo seriam levados a arrepender-se.
O mundo está a olhar com satisfação para a desunião entre os cristãos. Os infiéis se alegram com isso. Deus requer uma mudança entre o Seu povo. A união com Cristo e dos crentes entre si é nossa única segurança nestes últimos dias. Não tornemos possível que Satanás aponte para os nossos membros da igreja, dizendo: “Eis como este povo, que se põe sob o estandarte de Cristo, se odeia entre si! Nada temos que temer deles, enquanto gastam mais esforço combatendo-se mutuamente, do que na luta contra as minhas forças” (Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 240).

A fé genuína se manifestará em boas obras, pois boas obras são frutos da fé. Ao operar Deus no coração, e entregar o homem sua vontade a Deus, e com Ele cooperar, ele manifesta na vida aquilo que Deus operou em seu íntimo pelo Espírito Santo, e há harmonia entre o propósito do coração e a prática da vida. Todo pecado deve ser renunciado como a coisa odiosa que crucificou o Senhor da vida e da glória, e o crente tem de ter uma experiência progressiva, fazendo continuamente as obras de Cristo. É pela contínua entrega da vontade, pela obediência contínua, que se retém a bênção da justificação (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 397).

Domingo, 30 de setembro: O amor como fundamento da unidade

Deus nos fala na natureza. É Sua voz que ouvimos ao contemplarmos a beleza e a opulência do mundo natural. Divisamos Sua glória nas belas coisas feitas por Sua mão. Pomo-nos a contemplar Suas obras sem um véu de permeio. Deus nos deu essas coisas para que aprendamos dEle ao contemplar as obras de Suas mãos.
Deus nos deu essas preciosas coisas como expressão de Seu amor. O Senhor ama o que é belo, e para agradar-nos e contentar-nos, Ele estendeu diante de nós as belezas da natureza, assim como um pai terrestre procura colocar belas coisas diante dos filhos a quem ama. O Senhor sempre Se apraz em ver-nos felizes. Pecaminosa como ela é com todas as suas imperfeições, o Senhor prodigalizou à Terra o que é útil e belo. As lindas flores coloridas falam de Sua ternura e amor. Elas têm uma linguagem própria, lembrando-nos do Doador (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 252).

O amor puro é singelo em sua maneira de atuar, e separado de todos os outros princípios de ação. Quando combinado com motivos terrenos e egoístas, deixa de ser puro. Deus mais considera a quantidade de amor com a qual trabalhamos, do que a quantidade do que fazemos. O amor é atributo celeste. Não lhe pode dar origem o coração natural. Esta planta celestial só cresce onde Cristo reina supremo. Onde existe o amor, manifesta-se na vida poder e verdade. O amor faz o bem, e coisa alguma senão o bem. Os que possuem amor produzem fruto para santidade, e no fim terão a vida eterna (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 163). 

O atributo que Cristo mais aprecia no homem é o amor procedente de um coração puro. Este é o fruto produzido na árvore cristã. "Todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus." I João 4:7. Disse o Senhor Jesus: "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros." João 13:34 e 35.
Quando Se achava envolto na coluna de nuvem, Ele falou aos filhos de Israel por intermédio de Moisés: "Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor." Lev. 19:17 e 18. "Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros." João 15:17. [...]
Se vos conservais no amor de Deus, a pessoa será circundada por uma influência que será um aroma de vida para vida. Deveis velar pelas pessoas como que deve prestar contas (Este Dia com Deus [MM 1980], p. 382).

Segunda, 1º de outubro: As consequências da queda

Depois de Adão e Eva terem participado do fruto proibido, foram tomados de um senso de vergonha e terror. De início, seu pensamento era como se desculpar por seu pecado diante de Deus e escapar da temível sentença de morte. Quando o Senhor perguntou pelo seu pecado, Adão replicou colocando a culpa parcialmente em Deus e parcialmente em sua companheira: “A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.” Gênesis 3:12. A mulher, por sua vez, pôs a culpa sobre a serpente, dizendo: “A serpente me enganou, e eu comi.” Gênesis 3:13. Por que o Senhor fez a serpente? Por que permitiu que ela penetrasse no Éden? Essas eram questões implícitas em sua desculpa pelo pecado, atribuindo assim a Deus a responsabilidade de sua queda. O espírito de justificação própria originou-se com o pai da mentira e foi manifestado por todos os filhos e filhas de Adão. Confissões desse tipo não são inspiradas pelo Divino Espírito e em nada aceitáveis a Deus. O verdadeiro arrependimento levará o homem a assumir a própria culpa e reconhecê-la sem fraude ou hipocrisia (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 637, 638). 

A vida de Adão foi de um triste, humilde e contínuo arrependimento. Quando ensinava seus filhos e netos a temerem o Senhor, era com frequência amargamente reprovado por seu pecado, de que resultara tanta miséria sobre sua posteridade. Quando deixou o belo Éden, o pensamento de que deveria morrer fazia-o estremecer de horror. Olhava para a morte como uma terrível calamidade. Foi primeiro familiarizado com a horrível realidade da morte na família humana, pelo seu próprio filho Caim ao matar seu irmão Abel. Cheio de amargo remorso por sua própria transgressão e privado de seu filho Abel, olhando a Caim como um assassino, e conhecendo a maldição que Deus pronunciara sobre ele, o coração de Adão quebrantou-se de dor. Amargamente ele se reprovou por sua primeira grande transgressão. Suplicou o perdão de Deus mediante o Sacrifício prometido. Ele havia sentido profundamente a ira de Deus pelo crime cometido no Paraíso. Testemunhou a corrupção geral que mais tarde finalmente forçou Deus a destruir os habitantes da Terra por um dilúvio. A sentença de morte pronunciada sobre ele por seu Criador, que a princípio lhe pareceu tão terrível, depois que ele viveu algumas centenas de anos, parecia justa e misericordiosa em Deus, pois trazia o fim a uma vida miserável.
Ao testemunhar Adão os primeiros sinais da decadência da natureza com o cair das folhas e o murchar das flores, chorou mais sentidamente do que os homens hoje choram os seus mortos. As flores murchas não eram a razão maior do desgosto, visto serem tenras e delicadas; mas as altaneiras, nobres e robustas árvores arremessando suas folhas e apodrecendo, apresentavam diante dele a dissolução geral da linda natureza, que Deus criara para especial benefício do homem (História da Redenção, p. 55).

Terça, 2 de outubro: Mais desunião e separação

Como resultado da transgressão de Adão, o pecado penetrou no belo mundo criado por Deus, e os homens e as mulheres tornaram-se cada vez mais ousados em desobedecer a Sua lei. O Senhor olhou para o mundo impenitente, e decidiu que precisava dar aos transgressores uma exibição de Seu poder. Ele revelou Seu propósito a Noé, e recomendou-lhe que advertisse o povo enquanto construía uma arca na qual os obedientes pudessem encontrar abrigo até haver passado a indignação divina. Durante cento e vinte anos, Noé proclamou a mensagem de advertência ao mundo antediluviano; mas bem poucos se arrependeram. Alguns dos carpinteiros que ele empregou na construção da arca creram na mensagem, mas morreram antes do Dilúvio; outros conversos de Noé apostataram. Os justos sobre a Terra eram poucos, e só oito viveram até entrar na arca. Estes foram Noé e sua família.
A raça rebelde foi exterminada pelo Dilúvio. A morte constituiu o seu quinhão. Pelo cumprimento da advertência profética de que todos quantos não quisessem guardar os mandamentos do Céu haveriam de beber as águas do Dilúvio, foi exemplificada a verdade da Palavra de Deus.
Após o Dilúvio as pessoas aumentaram novamente sobre a Terra, e a perversidade também aumentou. A idolatria tornou-se quase universal, e o Senhor deixou finalmente que os transgressores empedernidos seguissem seus maus caminhos, enquanto escolhia a Abraão, da linhagem de Sem, e o tornava o defensor de Sua lei para gerações futuras (Fundamentos da Educação Cristã, p. 505, 505).

Esse amor é o testemunho de seu discipulado. "Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos", disse Jesus, "se vos amardes uns aos outros." João 13:35. Quando os homens se ligam entre si, não pela força do interesse pessoal, mas pelo amor, mostram a operação de uma influência que é superior a toda influência humana. Onde existe esta unidade, é evidente que a imagem de Deus está sendo restaurada na humanidade, que foi implantada nova vida. Mostra que há na natureza divina poder para deter os sobrenaturais agentes do mal, e que a graça de Deus subjuga o egoísmo inerente ao coração natural (O Desejado de Todas as Nações, p. 678).

É necessário que nossa unidade hoje seja de caráter tal que resista à prova. ... Temos muitas lições para aprender e muitíssimas para desaprender. Tão-somente Deus e o Céu são infalíveis. Quem acha que nunca terá de abandonar uma opinião formada, e nunca terá ocasião de mudar de critério, será decepcionado. Enquanto nos apegarmos obstinadamente às nossas próprias idéias e opiniões, não poderemos ter a unidade pela qual Cristo orou (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 30).

Deus enviou à igreja, nesta mensagem, uma advertência que, se fosse aceita, teria corrigido os males que a estavam apartando dEle. Houvessem os homens recebido a mensagem do Céu, humilhando o coração perante o Senhor, buscando com sinceridade o preparo para estar em pé em Sua presença, o Espírito e poder de Deus ter-se-iam manifestado entre eles. A igreja de novo teria atingido o bendito estado de unidade, fé e amor, que houve nos dias apostólicos, em que "era um o coração e a alma" dos crentes, e "anunciavam com ousadia a Palavra de Deus", dias em que "acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar" (Atos 4:32 e 31; 2:47; O Grande Conflito, p. 379).

Quarta, 3 de outubro: Abraão, pai do povo de Deus

Assim como a Bíblia apresenta duas leis, uma imutável e eterna, e outra provisória e temporária, assim há dois concertos. O concerto da graça foi feito primeiramente com o homem no Éden, quando, depois da queda, foi feita uma promessa divina de que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente. A todos os homens este concerto oferecia perdão, e a graça auxiliadora de Deus para a futura obediência mediante a fé em Cristo. Prometia-lhes também vida eterna sob condição de fidelidade para com a lei de Deus. Assim receberam os patriarcas a esperança da salvação.
Este mesmo concerto foi renovado a Abraão, na promessa: "Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra." Gên. 22:18. Esta promessa apontava para Cristo. Assim Abraão a compreendeu (Gál. 3:8 e 16), e confiou em Cristo para o perdão dos pecados. Foi esta fé que lhe foi atribuída como justiça. O concerto com Abraão mantinha também a autoridade da lei de Deus (Patriarcas e Profetas, p. 370). 

Abraão era honrado pelas nações circunvizinhas como um poderoso príncipe, e chefe sábio e capaz. Ele não excluía de seus vizinhos a sua influência. Sua vida, bem como caráter, em assinalado contraste com a dos adoradores de ídolos, exercia uma influência eloquente em favor da verdadeira fé. Sua fidelidade para com Deus era inabalável, enquanto sua afabilidade e beneficência inspiravam confiança e amizade, e sua grandeza sem afetação impunha respeito e honra.
Não considerava sua religião como um tesouro precioso a ser guardado cuidadosamente, e unicamente desfrutado pelo seu possuidor. A verdadeira religião não pode assim ser tida; pois tal espírito é contrário aos princípios do evangelho. Enquanto Cristo habita no coração, é impossível esconder a luz de Sua presença, ou que aquela luz se enfraqueça. Ao contrário, tornar-se-á cada vez mais resplandecente, enquanto, dia após dia, os brilhantes raios do Sol da justiça dissipam as névoas do egoísmo e do pecado que envolvem a alma.
O povo de Deus são os Seus representantes na Terra, e é Seu desígnio que eles sejam luzes nas trevas morais deste mundo. Espalhados por todo o país, nas cidades, vilas e aldeias, são eles as testemunhas de Deus, os condutos pelos quais Ele comunicará a um mundo incrédulo o conhecimento de Sua vontade e as maravilhas de Sua graça. É Seu plano que todos os que são participantes da grande salvação, sejam para Ele missionários. A piedade dos cristãos constitui a norma pela qual os mundanos julgam o evangelho. Provações pacientemente suportadas, bênçãos recebidas com agradecimento, mansidão, bondade, misericórdia, e amor, manifestados habitualmente, são as luzes que resplandecem no caráter perante o mundo, revelando o contraste com as trevas que vêm do egoísmo do coração natural (A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p. 50). 

Semelhantemente os discípulos de Cristo são colocados como portadores de luz no caminho para o Céu; por meio deles se manifestam ao mundo envolto na escuridão de um errôneo conceito de Deus, a misericórdia e a bondade do Pai. Vendo suas boas obras, outros são levados a glorificar o Pai celestial; pois se torna manifesto que há um Deus sobre o trono do Universo, Deus cujo caráter é digno de louvor e imitação. O divino amor brilhando no coração, a harmonia cristã manifestada na vida, são quais vislumbres do Céu concedidos aos homens no mundo, a fim de que lhes apreciem a excelência. 
É assim que os homens são levados a crer no "amor que Deus nos tem". I João 4:16. Desse modo são purificados e transformados corações outrora pecaminosos e corrompidos, para serem apresentados "irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória" (Jud. 24; O Maior Discurso de Cristo, p. 41, 42).

Quinta, 4 de outubro: O povo escolhido de Deus

“Porque povo santo és ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que Lhe fosses o Seu povo próprio, de todos os povos que sobre a Terra há. O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos.” Deuteronômio 7:6, 7. 
“Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos Teus olhos, eu e o Teu povo? Acaso, não é por andares Tu conosco, e separados seremos, eu e o Teu povo, de todo o povo que há sobre a face da Terra?” Êxodo 33:16. 
Com que freqüência o antigo Israel se rebelava, e quão repetidamente eram eles visitados com juízos, e milhares morriam porque não atendiam às ordens do Deus que os havia escolhido! O Israel de Deus, nestes últimos dias, está em constante perigo de misturar-se com o mundo e perder todos os indícios de povo escolhido de Deus. Leia novamente. Tito 2:13-15. Fomos chamados para estes últimos dias, quando Deus está purificando para Si um povo peculiar. Provocá-Lo-emos como fez o antigo Israel? Atrairemos Sua ira sobre nós por abandoná-Lo e nos misturarmos com o mundo, seguindo as abominações das nações ao nosso redor? O Senhor escolheu para Si aquele que é piedoso; essa consagração a Deus e a separação do mundo é clara e positivamente ordenada em ambos os Testamentos. Há um muro de separação que o Senhor mesmo estabeleceu entre as coisas do mundo e as coisas que Ele escolheu do mundo e santificou para Si. A vocação e o caráter dos povo de Deus são peculiares, suas perspectivas são peculiares, e essas peculiaridades os distinguem de todos os outros povos. Todo o povo de Deus na Terra é um corpo, desde o princípio até o fim do tempo. Ele tem uma Cabeça que dirige e governa o corpo. A mesma imposição feita ao antigo Israel, pesa agora sobre o povo de Deus — serem separados do mundo. O grande Líder da igreja não mudou. A experiência dos cristãos nestes dias é muito semelhante às viagens do antigo Israel (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 283, 284).

Cristo nos escolheu do mundo para que fôssemos um povo peculiar e santo. Deu-Se “a Si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para Si um povo Seu especial, zeloso de boas obras”. Tito 2:14. Os obreiros de Deus precisam ser homens de oração, estudantes diligentes da Escritura, que tenham sede e fome de justiça, a fim de que possam ser uma luz e conforto para outros. Nosso Deus é Deus zeloso; requer de nós que O adoremos em espírito e verdade, na beleza da santidade. Diz o salmista: “Se eu atender a iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá.” Salmos 66:18. Como obreiros devemos ter cuidado dos nossos caminhos. Se o salmista não podia ser ouvido, se atendesse à iniquidade em seu coração, como poderiam ser agora ouvidas as orações de homens que abrigam a iniquidade no coração? (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 591, 592).

Seja onde for que eles tenham sido fracos, a ponto mesmo de cair, o Israel de Deus hoje, os representantes do Céu que constituem a verdadeira igreja de Cristo, devem ser fortes, pois para eles é transferido o encargo de concluir a obra confiada ao homem, e de anunciar o dia do ajuste final. Contudo, as mesmas influências que prevaleceram contra Israel no tempo do reinado de Salomão ainda se lhes antepõem. As forças do inimigo de toda a justiça estão fortemente entrincheiradas; e a vitória só pode ser ganha mediante o poder de Deus. O conflito que temos diante de nós exige espírito de abnegação, desconfiança própria, confiança em Deus somente, e sábio uso de toda oportunidade para a salvação de almas. A bênção do Senhor será concedida a Sua igreja, à medida que esta avance unida, revelando a um mundo que jaz nas trevas do erro a beleza da santidade manifesta num espírito de abnegação semelhante ao de Cristo, na exaltação do divino em vez do humano, e no amoroso e incansável serviço pelos que tanto precisam das bênçãos do evangelho (Profetas e Reis, p. 74).

Sexta, 5 de outubro: Estudo adicional

Patriarcas e Profetas, "A Criação", p. 44-51.
Patriarcas e Profetas, "A Vocação de Abraão", p. 125-131.