Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2018

Resumo da Lição 11
O selo de Deus ou a marca da besta?

O selo de Deus ou a marca da besta?

TEXTO-CHAVE: Apocalipse 14:9

O ALUNO DEVERÁ

Conhecer: O significado do selo de Deus e da marca da besta que caracterizarão, respectivamente, o povo de Deus e os que adoram a besta nos últimos dias da história humana.

Sentir: O significado espiritual do selo como sinal de um relacionamento pessoal com o Deus a quem adoramos.

Fazer: Renovar o compromisso com o Criador e Salvador a fim de assegurar que pertencemos ao exército de Deus e não ao do diabo.

ESBOÇO

I. Conhecer: O significado do selo

A. O que a figura do “selo” representa?
B. Por que a “marca” é colocada na fronte e na mão?
C. Qual é a diferença entre o selo de Deus e a marca da besta?

II. Sentir: A essência da adoração

A. Por que adoramos?
B. Por que a fé na criação expressa dependência de Deus?
C. Por que o sábado é um sinal da adoração verdadeira?

III. Fazer: Adoração é vida

A. Como devemos observar o sábado para torná-lo sinal da verdadeira adoração?
B. Por que adorar é mais que meramente guardar o sábado no dia certo?
C. Como a guarda do sábado afeta nosso dia a dia?

RESUMO

O selo de Deus indica que pertencemos ao Senhor como Criador e Salvador e é, portanto, um sinal de vida e de esperança. A marca da besta, por outro lado, indica apostasia e é, portanto, um sinal de perdição e de morte.

Ciclo do aprendizado

1 Motivação

Focalizando as Escrituras: Efésios 1:12-14

Conceito-chave para o crescimento espiritual: O recebimento do selo de Deus é um processo que envolve a obra do Espírito Santo confirmando os que “ouviram e creram na palavra da verdade” (Ef 1:13, NVI). Isso significa que o selo não é uma insígnia mágica e arbitrária. Assim como ocorre com a circuncisão e o batismo, o selo divino é um sinal da aliança entre Deus e Seu povo. Esse sinal reflete uma condição interna de santidade e está relacionado com a vida de fé. O sinal é visto no coração do povo de Deus, no íntimo de seus pensamentos e sentimentos; demonstra seu amor pelo Senhor, e é visto também em suas atitudes, que expressam a sinceridade de suas respostas a Deus.

Para o professor: A lição desta semana é parte da nossa preparação para as lutas finais que irão diferenciar dois exércitos: o dos justos e o dos ímpios. Portanto, o desafio é informar e explicar o significado e a importância do sinal que identificará os justos (o selo de Deus), em contraste com o sinal que revelará os ímpios (a marca da besta). Analise o papel do sábado nesse processo.

Discussão e atividade inicial: Alguns cristãos interpretam a marca da besta de forma literal, por exemplo, como um código de barras, o número de um cartão de crédito ou uma identificação biométrica. Encontre um representante de cada uma dessas interpretações e identifique os argumentos que eles apresentam em favor dessas teorias.

Perguntas para discussão

Por que essas aplicações literais da marca da besta contradizem a perspectiva espiritual e simbólica do livro do Apocalipse? Em contraste com essas ideias, quais indícios no texto bíblico sugerem uma aplicação espiritual da marca da besta?

2 Compreensão

Para o professor: João, o profeta do livro do Apocalipse, usou uma série de imagens e noções emprestadas do Antigo Testamento para sugerir um contraste marcante entre os que recebem o selo de Deus como um sinal de que pertencem a Ele e os que recebem a marca da besta como sinal de sua lealdade a ela. Decodifique a linguagem simbólica e discuta as seguintes questões:

1. O que significa receber a marca “na fronte e na mão”?
2. O que implica esse procedimento a respeito da besta?
3. Quais lições essas imagens sugerem sobre o tema crucial da adoração?
4. Qual será o papel do sábado no drama que ocorrerá no tempo do fim?
5. Qual é a relação entre o sábado, o selo de Deus e a marca da besta?

Comentário bíblico

I. O selo de Deus

(Recapitule com a classe Ap 7:1-4; 9:4).

No contexto da visão dos sete selos (Ap 6:1–8:1), logo após o sexto selo, que começa com a ira de Deus (Ap 6:17), o profeta João viu o “selo de Deus” que marca aqueles que sobrevivem à ira divina (Ap 7:3). Esse selo especial é diferente dos outros sete. Enquanto os sete selos trazem uma mensagem de destruição e morte, o selo de Deus leva a promessa de salvação e vida. Além disso, enquanto os outros selos dão a ideia de confidencialidade, o selo divino indica posse.

Com frequência, os antigos colocavam um selo na mercadoria para mostrar que ela lhes pertencia. Esse selo consistia em um pedaço de metal ou pedra preciosa (Êx 28:11; Et 8:8) onde se gravava o nome do proprietário ou um símbolo que o representasse. O selo era desenhado para ser impresso no barro que fechava o documento ou a mercadoria. Na visão profética de João, o selo é colocado nas frontes para salvar o povo de Deus dos futuros desastres (Ap 7:3; 9:4). O profeta Ezequiel se referiu à mesma função protetora da marca na fronte (Ez 9:4-6; compare com Gn 4:15). Na passagem de Ezequiel, o selo deveria marcar apenas aqueles que adoravam o Deus vivo, o Criador, para distingui-los daqueles que “adoravam o sol, virados para o oriente” (Ez 8:16).

A visão de Apocalipse 7 expressa o mesmo significado. Ela contém uma sequência que relembra o relato da criação, visto que, de fato, a sequência “nem a terra, nem o mar, nem as árvores” (Ap 7:3) é a mesma da história da criação (compare com Gn 1:9-13). Assim, a menção dessa sequência aponta para o fato de que o selo marca os que reconhecem Deus como seu Criador, os que pertencem a Ele (Sl 24:1, 2; 89:12, 13; 100:3). Ser selado por Deus significa que tudo o que somos e temos pertence a Ele, o Criador de todas as coisas.

Pense nisto: Qual é a evidência visível de que o povo de Deus recebeu o selo divino?

II. A marca da besta

(Recapitule com a classe Ap 13:15, 16; 14:9).

Para competir com Deus e confundir os seres humanos, o inimigo de Deus, representado pela “besta”, também produziu sua própria marca como sinal de lealdade. O livro do Apocalipse descreve essa marca como sendo gravada na mão direita ou na fronte (Ap 13:16). Esse símbolo foi emprestado do livro de Deuteronômio, no qual esse sinal representa fidelidade à lei divina. Para se certificar de que os filhos de Israel não se esquecessem de guardar as palavras de Deus e Seus mandamentos no coração, o Senhor recorreu a uma imagem: “Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos” (Dt 6:8; compare com Êx 13:9). Ainda hoje, judeus usam essa estratégia de memorização literalmente e prendem os tefilins (“filactérios”) à mão e sobre a fronte para recordarem sua total submissão à lei de Deus, que envolve tanto a ação (mão) quanto o pensamento (fronte).

Assim como o “selo de Deus” sobre a fronte é um sinal que relembra o povo de Deus a se submeter aos Seus mandamentos, a “marca da besta” sobre a mão ou sobre a fronte é um sinal de compromisso que caracteriza os seguidores da besta. Na verdade, como especifica o terceiro anjo, é a adoração que está em jogo. A advertência “Se alguém adora a besta” é explicada na frase paralela “e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão” (Ap 14:9). A conjunção grega kai, “e”, que introduz essa frase corresponde ao hebraico waw de explicação (epexegetical), indicando a relação direta entre adorar a besta e receber sua marca.

Pense nisto: Por que a “marca da besta” é um sinal de adoração? Compare essa marca com o “selo de Deus”. Por que a adoração é o tema crucial da fase final do grande conflito?

II. O sábado, sinal de adoração

(Recapitule com a classe Gn 2:1-3; Êx 20:8-11).

A história humana começou no sábado, um período de adoração. Portanto, o sábado marca o primeiro ato humano de adoração na história, a primeira reação do ser humano ao presente da criação. De igual maneira, é significativo que o sábado, que se refere à criação, ocupe o centro geográfico do Decálogo. Essa posição é verdade também no aspecto temático: o sábado se refere tanto ao nosso relacionamento com Deus (assim como os três primeiros mandamentos) quanto ao nosso relacionamento com o próximo (assim como os outros seis).

É interessante o fato de que em documentos antigos referentes a alianças, colocava-se o selo no centro para que houvesse a certeza de que ninguém manipularia nem apagaria o acordo. O lugar do sábado no centro do decálogo é um indício de que seu propósito é ser o selo do Criador (ver lição 6, passo 2, seção III, Sinal dos tempos).

Perguntas para discussão

1. O sábado é o único mandamento do Decálogo que foi questionado (e mudado) no cristianismo tradicional. Por que ocorreu e ainda ocorre essa contestação somente quanto à observância do mandamento do sábado?

2. Como a mudança do sábado afetou a relação entre cristãos e judeus?

3 Aplicação

Para o professor: O sábado se refere à criação, de acordo com o quarto mandamento, ao passo que o domingo, conforme a tradição católica romana, refere-se à ressurreição. Discuta com a classe como essas duas explicações diferentes para o dia que deve ser observado têm afetado suas respectivas maneiras de pensar.

Perguntas para reflexão

1. Como devemos observar o sábado em família para torná-lo significativo e para que ele reflita sua função como selo de Deus?

2. Qual é a diferença entre o que os outros cristãos fazem aos domingos e o que os adventistas fazem aos sábados?

4 Criatividade

Para o professor: Observe e analise os serviços de adoração em sua igreja e compare-os com os de outras igrejas ou religiões. Discuta o significado de adoração com sua classe.

Atividade: Prepare uma liturgia para o sábado que expresse a teologia de adoração adventista do sétimo dia.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?