LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA - SEGUNDO TRIMESTRE DE 2019

Lição 11 – Famílias de fé

Semana de 8 a 14 de junho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular, sênior, no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com – marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Portanto, […] corramos, com perseverançaa carreira que nos está propostaolhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, JESUSo qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de DEUS” (Heb. 12:1,2).

Introdução de sábado à tarde

O verso acima refere-se a um vencedor. E não qualquer vencedor. Ele suplantou o maior e mais poderoso inimigo da humanidade, Lúcifer, que se tornou satanás. Esse inimigo poderia ser facilmente destruído por DEUS, que é infinitamente superior em tudo. Mas quem veio para uma batalha de vida e morte contra o império do mal foi um ser humano, filho de DEUS, mas ser humano. Pode parecer inacreditável, mas foi o único na condição de ser humano que nunca falhou, e se tivesse falhado, Ele mesmo e todos nós estaríamos perdidos para sempre. E satanás teria aqui o seu reino, claro, até que ele e todos os seres daqui degenerassem e se autodestruíssem, ou morressem por algum dos muitos motivos que tiram a vida dos pecadores; e satanás e seus anjos são pecadores, portanto, mortais.

Com JESUS também podemos ser vencedores. Ele participou de uma corrida, como acima se refere Paulo, inspirando-se nas Olimpíadas da época, em que a maior parte das disputas eram as corridas. Comparativamente, a nossa corrida não é de Olimpíada, mas a carreira da vida. É como fazem muito no ciclismo: o líder está na frente e vem um atrás do outro aproveitando o vácuo. E todos os demais seguem bem de perto, um ao outro, centímetros de distância. De tempos em tempos o líder é trocado pelo que vem atrás dele e ele vai para o final, pois está cansado de puxar os demais. Mas o que vale aqui é que nós, nessa corrida da vida, temos um Líder permanente, sempre é JESUS. Ele venceu pela fé em Seu Pai, DEUS, um dos membros da Trindade. Ele suportou até a cruz, um castigo fatal que levava a pessoa a um estado de humilhação extrema, pior não existia. Nessa condição, o que Ele fez? Pagou os nossos pecados e nos perdoou. Ou dizendo em outras palavras, Ele assumiu as nossas culpas, e tendo-as em Si, assim nos substituiu na condenação, por isso pôde perdoar as culpas que eram nossas. Pois Ele Se colocou em nosso lugar para que pudéssemos ser perdoados. Isso é a graça; também, isso é amor.

E o que nos diz que JESUS venceu? Bem fácil entender: Foi impossível satanás fazer com que Ele deixasse de nos amar. Nem a humilhação, nem as tentações do deserto, nem os ataques dos líderes religiosos judaicos e nem a morte pôde fazer com que não nos amasse.

Nesta semana o estudo focará sobre o contexto cultural atual em que estamos inseridos. A cultura, ou seja, tudo o que existe e nos rodeia, pode nos afetar para coisas negativas como para coisas positivas. Por isso, que se examine tudo e que se retenha o que é bom, senão cairemos como muitos outros.

  1. Primeiro dia: Retenha o que é bom

Estamos não somente rodeados por uma cultura como inseridos nela, sendo afetados e também influenciando. É o poder da cultura de onde vivemos. O que é cultura? “Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro. […] Cultura também é definida em ciências sociais como um conjunto de ideias, comportamentos, símbolos e práticas sociais, aprendidos de geração em geração através da vida em sociedade” (fonte aqui).

Não existe uma cultura mais desenvolvida ou outra menos desenvolvida, cada cultura é completa em si, pertence à sociedade onde ela existe. A cultura influencia fortemente as pessoas de sua sociedade. E não existe nenhuma cultura no mundo que seja perfeita, 100% aprovada por DEUS. E em todas as culturas existem coisas positivas, que são condizentes com a vontade de DEUS. Por exemplo, em quase todas as culturas é errado tirar algo de outra pessoa, isto é, roubar ou furtar. A família é respeitada na maioria das culturas, mas nas que existem em países desenvolvidos, a família tradicional vem sendo desprestigiada, tornando-se uma instituição do passado, passando os novos conceitos a fazer parte da cultura.

Assim sendo, como bons cristãos, devemos ser prudentes. Procurar identificar o que tem de bom na cultura em que estejamos atuando e reforçar isso, assim também, identificar o que é negativo na cultura e ter cuidado com isso. Vamos dar exemplos no caso do Brasil. Nossa cultura valoriza o relacionamento entre as pessoas, a liberdade, a bondade, socorrer em casos de catástrofes, e coisas assim. Isso é ótimo, e devemos também ser assim e reforçar esse aspecto cultural que DEUS também recomenda. Mas a nossa cultura também valoriza algo como sonegar impostos, comprar sem nota fiscal ou produtos pirateados, enganar o outro e levar vantagem sempre. Isso não só não devemos aceitar como evitar e combater.

“Um ótimo exemplo é o Japão, aonde o valor da educação é extremamente forte, tanto que, quando um membro da família falha em algum exame escolar a vergonha cai sobre toda a família do estudante. Sendo assim, não é difícil entender porque para os japoneses é tão importante estudar e manter-se sempre com altos níveis de desempenho acadêmico; a pressão social exercida por esse valor é tão grande que o número de suicídios envolvendo falhas escolares cresce a cada ano” (fonte aqui). Outros traços culturais mundo afora. Se o trem atrasa apenas um minuto, os suíços ficam revoltados. Imagine como eles se sentiriam se viessem morar no Brasil. Comer carne de vaca na Índia significa ser condenado a mais tempo de prisão do que um estuprador. Sabe-se que nos países árabes, onde a religião reina e a mulher é proibida de fazer (quase) tudo, a Arábia Saudita se destaca. Lá as mulheres são proibidas de dirigir, mas não de pilotar aviões. Caso você morra e queira reencarnar na China saiba que é preciso uma liberação do governo. Existe uma colina na Nova Zelândia que tem o nome “Taumatawhakatangihangakoauauotamateaturipukakapikimaungahoronukupokaiwhenuakitanatahu”. Sua vez de tentar falar (fonte, a mesma acima).

Pelo poder da cultura muitos se perderão e nem perceberão que estão no caminho da morte. A nossa cultura, como muitas outras, por exemplo, é de ouvir música em volume alto, e isso entrou em nossa igreja, em muitos lugares. Ellen G. White deu instruções precisas a esse respeito, e quem não as segue é evidente que vai se perder e vai levar muitos ao caminho da perdição. Ai dos líderes que parece não perceberem esse traço cultural, bem como outros, e deixam a igreja se mover por influências nada aceitáveis por DEUS, sobre as quais Ele já Se manifestou com clareza. Repetindo, não existe uma cultura aqui na Terra que seja perfeita, por isso, “retenha o que é bom.” Só o que é bom!

Existe também a cultura cristã, a nossa, que devemos preservar e defender para que não seja deturpada. O estado de Laudiceia, em si, já mostra contaminação na cultura cristã. É nessa cultura que nós e nossos filhos devemos nos desenvolver. “Os pais ainda não despertaram a ponto de compreender o admirável poder da cultura cristã. Há minas de verdade a serem trabalhadas que têm sido estranhamente negligenciadas. Essa descuidada indiferença não recebe a aprovação de Deus. Pais, Deus vos roga que olheis essa questão com olhos ungidos. Até aqui, apenas tendes roçado a superfície. Assumi vossa obra muito negligenciada, e Deus cooperará convosco. Fazei vossa obra com inteireza de coração, e Deus vos ajudará a melhorar. Começai pondo o evangelho na vida do lar” (Orientação da Criança, 72-73, grifo acrescentado). Esse conselho serve também para os adultos.

  • Segunda: O poder da cultura sobre a família

“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gên. 18:19).

Hoje é o dia para meditarmos sobre a influência da cultura, que já estudamos ontem, sobre a família. O verso escolhido, acima transcrito, é excelente orientação quanto a esta questão. Seja qual for a cultura em que nos encontremos, isso depende do país, da região e das tradições que ali são cultivadas, devemos tanto aprender quanto ensinar o caminho do Senhor, a fim de que seja seguido. Uma coisa é absolutamente certa: esse caminho do Senhor é superior, melhor e mais capaz de instruir uma vida bem realizada que qualquer outra opção. DEUS é o nosso Criador, nosso idealizador, nosso Pai, e Seus interesses por nós são excelentes, que sequer podemos imaginar. Se Ele nos solicita para que nos cuidemos em relação às culturas desse mundo, isso não devemos entender como meras proibições, mas sim, Ele quer o melhor para nós; e mais, Ele tem propostas para nós, já aqui na Terra, muito superiores a tudo o que o mundo possa oferecer. O certo é que, se a nossa vida não é lá essas coisas, há causas, e elas estão em nossas opções, não são culpa de DEUS. Ou Ele não seria o DEUS de amor.

A cultura é como um rio que leva as pessoas para onde todas estão indo. E a voz da maioria não é a voz de DEUS, como pregava Pelé tempos atrás. Aqui na Terra a maioria sempre esteve errada; os salvos, por exemplo, serão uma minoria bem pequena. Mas o cristão, às vezes precisa sair do rio, pois está passando por lugar perigoso, como um redemoinho, uma cachoeira, etc. Pode ser que devamos desviar algum tronco nesse rio, pois pode fazer virar o nosso barco. Talvez o rio esteja infestado, em algum trajeto, de animais aquáticos perigosos, e então, não devemos entrar na água. Ou também, o rio pode desembocar num oceano furioso e tenebroso, é hora de abandoná-lo. Na realidade, devemos navegar rio acima, não se deixar levar pela correnteza, por onde quase todos estão indo, como num rafting. Assim são as culturas do mundo. Para salvar a nossa família devemos cuidar do barquinho que nos está levando, para que não afunde. O rio é esse mundo, cheio de perigos, mas também tem coisas boas, devemos cuidar por onde estamos passando. Devemos selecionar de tudo o que existe para reter só o que é bom. Em especial, devemos cuidar em saber o momento de abandonar o rio, dia em que JESUS vai voltar. Para esse dia, devemos estar prontos a não desejar continuar no rio desse mundo, mas sim, ir para junto do rio da vida.

  • Terça: Sustentando a família nos tempos de mudança

Vivemos em um mundo onde ocorrem mudanças nas quais sentimos ameaças, ou ao menos as imaginamos. Na Nova Terra também vão ocorrer mudanças, mas não nos sentiremos ameaçados por elas.

Exemplos de mudanças nos dias de hoje, dentre muitas outras: outro emprego ou trabalho diferente; mudança de cidade; uma doença repentina; uma tragédia conosco, ou com quem queremos muito bem; um prejuízo econômico pesado, ou até falência, de nossa empresa ou naquela em que trabalhamos; a perda de um ente querido (neste dia em que escrevo é 6 de maio, e será o sepultamento de um grande amigo nosso, Waldomiro Kümpel); a profissão que foi superada tecnologicamente; um filho, ou filha que se desviaram para os caminhos do mundo; a separação dos pais, ou a nossa separação, ou a de um filho nosso; um amigo de muito tempo que se tornou em potente inimigo; a igreja que perde os referenciais do zelo nos princípios, e muitas coisas mais.

As mudanças sempre nos afetam, ou nos dão motivos para uma atitude positiva, ou para sentirmos medo e insegurança, ou para nos sentirmos frustrados e perplexosJESUS no sermão da montanha disse firmemente que não nos preocupássemos com o futuro. Essa preocupação na realidade é inútil, não resolve o problema, só cria mais outros problemas. Claro que Ele não disse que devêssemos viver alienados quanto ao futuro, disse que não tivéssemos exagero quanto a preocupação com o que vem amanhã. Temos que nos preparar, planejar, prover, etc., mas é absolutamente inútil ficar remoendo temores quanto ao futuro. A família pode ser afetada pelas mudanças, e muitas vezes, os laços de união entre seus membros são enfraquecidos, às vezes até se rompem, outras vezes, são fortalecidos; depende de nossa atitude e de nossa ligação com DEUS.

A diferença da reação da família perante as mudanças depende, na realidade, de um único ponto: se ela enfrenta as mudanças com seus membros unidos, e todos unidos com DEUS. Foi assim que JESUS venceu. Ele estava só na cruz, ou seja, não havia outro ser humano solidário com Ele na cruz, e venceu porque não abandonou o Seu Pai. Nós, às vezes, podemos ficar sós, sem nossos familiares, mas ficar sem DEUS, essa é uma opção exclusiva do ser humano, pois DEUS jamais nos abandonaPorém, se nós O deixarmos, embora Ele esteja ao nosso alcance, estaremos distantes Dele, e não O percebemos, e também logo não mais O desejaremos. Devemos enfrentar as ameaças do mundo com DEUS, a luta será vitoriosa, embora às vezes, bem árdua. Esse é o caminho.

  • Quarta: Rumo à fé da primeira geração

De uma geração para outra a tendência natural é a degeneração, não importa o assunto que se estiver considerando. Ao natural os costumes sempre tendem a piorar. Ao natural, as pessoas tendem a embrutecer, não evoluem para melhor. Ao natural toda a sociedade tende a deteriorar. É o que se chama entropia, ou seja, tudo se degenera, nunca melhora por si mesmo.

Então, sendo assim, devemos aceitar como um destino que não se pode mudar? Não, não deve haver conformidade com a tendência natural. O problema é o nosso ambiente, ele proporciona elementos de deterioração, não de aperfeiçoamento, é um ambiente de pecado, e nele se deve esperar a influência natural do pecado, que é mau. A sociedade é movida por más influências, que vem de alguns lugares da própria sociedade – vivemos num ambiente contaminado pelo pecado e pelas tentações que se originam em satanás. Devido a atuação dele é que existe a tendência de tudo se deteriorar, até que as coisas, ou os seres vivos, terminem de existir como tais – as pessoas, por exemplo, morrem, as sociedades desaparecem, ou são substituídas, ou mudam.

Para que não haja deterioração, é preciso que existam forças em sentido contrário, que imprimam ações para o aperfeiçoamento que se origina em DEUSUma pessoa, uma família ou uma sociedade pode seguir um caminho de aperfeiçoamento de uma geração a outra, desde que haja forças agindo nesse sentido.

Quando a degeneração é no campo espiritual, ocorre porque faltou a tal força de manutenção do poder espiritual, ou de seu aumento. As pessoas, é evidente, deixaram DEUS em segundo plano, afastaram-se do poder da fé. Na prática, passaram a orar menos, a ter menos comunhão (cultos, reuniões de estudo, etc.) entre si, ligaram-se mais aos atrativos do mundo em lugar das ligações com DEUS. Então, os filhos, sabendo menos sobre DEUS do que os pais, conhecendo-O menos do que os pais, passam a interessar-se mais nas outras coisas do mundo, que são oferecidas com grande alarde mercadológico. E acontece o que é lógico: sendo esse mundo o lugar em que satanás não cessa de tentar, e, havendo relaxamento na ligação com DEUS, evidentemente ocorrerá diminuição da fé. Ocorrerá desligamento de DEUS. Ocorrerão divisões entre essas pessoas, e tudo irá degenerar gradativamente. Quanto menos se conhece o amor que DEUS tem para conosco, menos interesse se terá para com Ele, em lugar desse interesse, mais interessantes parecerão os atrativos para as alternativas vindas do outro senhor.

Uma palavra final para o comentário de hoje: o testemunho mais poderoso que podemos dar sobre a nossa fé ocorre quando ninguém nos está observando. Se nesse momento somos fiéis a DEUS, então certamente sempre o seremosEsse é o nosso testemunho ‘para nós mesmos’, ou seja, quando nós provamos a nós mesmos (e naquele momento não há outros nos observando senão DEUS) que amamos a DEUS. É poderoso porque nos prepara para darmos o mesmo testemunho, autêntico, aos nossos semelhantes. Esse parágrafo é de uma importância vital para a nossa salvação, pelo que merece demorada reflexão! Sobre esse testemunho trataremos mais na próxima semana. Ele é vital!

  • Quinta: Mensageiros do século 21

Quando JESUS ressuscitou, o anjo disse às mulheres que fossem depressa anunciar o grande fato aos demais discípulos. Aquele que fora morto pelo ódio de satanás, e esta era a morte eterna, a chamada segunda morte (porque a primeira morte DEUS considera apenas como um sono), ressuscitou. Pelo tipo de morte que O atingira, jamais deveria ter retornado à vida, mas retornou. Ele venceu a morte eterna! Estava vivo, e isso era motivo de notícia urgente.

Os discípulos saíram a anunciar a ressurreição, com entusiasmo. Eles viram JESUS ressuscitado diversas vezes, portanto, tinham certeza que estava vivo. Ou será que eles arriscariam a vida até à morte senão tivessem tal certeza? Nós hoje não vimos a JESUS. Então, de onde pode vir entusiasmo a nós para pregarmos essas boas-novas, principalmente a da segunda vinda, com aquele entusiasmo dos discípulos? Ora, simples: vem do testemunho deles. Esse testemunho é tão confiável quanto a certeza deles de que JESUS estava vivo. Sim, porque eles arriscaram tudo para dizer aos outros sobre a notícia da ressurreição e a necessidade de arrependimento e conversão. Foram mortos por esse motivo, mas não retrocederam, então é porque isso era verdade, não apenas uma convicção sem fundamento. Podemos crer neles. E também podemos ter uma vida pessoal com JESUS, embora não O vejamos.

Hoje, temos outra notícia urgente: JESUS está por retornar ao nosso planeta. Aquele que ressuscitou vai retornar a esta Terra, em um evento de descrição impressionante. Temos os sinais proféticos escritos com larga antecedência estão se cumprindo, portanto, é verdade que Ele virá logo. As mulheres deveriam anunciar às pressas: “Ele ressuscitou”; nós devemos anunciar às pressas: “O que ressuscitou em breve virá”. Elas correram para anunciar algo que dá motivo a que nos também corramos para outro anúncio: se Ele não tivesse ressuscitado não retornariaNós devemos correr para anunciar a Sua segunda vinda!

Hoje nossa igreja chama-se “ADVENTISTA”. Está no nome nossa missão principal que é anunciar a segunda vinda de CRISTO. Esta é uma missão de extrema importância, e precisamos ser ágeis, eficientes e eficazes no anúncio. Somos os últimos corredores.

Agora, minha amiga e amigo, sinta um pouco o ‘furo de reportagem’ que temos nas mãos. Os jornalistas sempre correm atrás de notícias de alto impacto, e cada um deles quer ser o primeiro a divulgá-las. Você quer algo de maior impacto que anunciar um evento que jamais ocorreu, de alguém vindo de outro lugar do Universo, cercado de seres celestiais cantando e tocando trombetas, em radiante nuvem, vindo resgatar desse mundo pessoas escolhidas (pelo seu comportamento) para serem levadas a uma condição perfeita de vida eterna? É de agilizar-se para anunciar isto, não é? Se não estiver fazendo algo, e cada vez mais a respeito de tal furo de reportagem, ou é porque nem acredita que isto venha mesmo a acontecer, ou, se acredita, não está muito interessado…

Ele ressuscitou, Ele está prestes a voltar! Anunciemos isto a todos quantos pudermos.

  • Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  • Tema transversal

Lembramos as sábias palavras da oração sacerdotal de JESUS: “estamos no mundo, mas não somos do mundo”. A nossa função, como servos de DEUS, é sermos testemunhas do Reino de DEUS. Esse Reino, aqui na Terra, é a Sua Igreja, como uma embaixada para onde se refugiam as pessoas que desejam ser levadas ao Reino do Amor e da vida eterna.

O objetivo da igreja não é apenas batizar, e sim, salvar vidas para o Reino de DEUS. O batismo faz parte, mas não é o fim em si, apenas uma etapa, e das iniciais. O principal vem depois: o resgate do mundo e a familiarização com o Reino para onde deverá ir; é a transformação e santificação. Isso implica em sair do mundo, não ser mais do mundo, e pertencer a JESUS CRISTO.

Em síntese, dentre todas as culturas deste mundo, milhares, os servos de DEUS devem resgatar pessoas de lá, e ajudá-las na preparação para viverem numa cultura superior, a do Reino de DEUS, a cultura do amor, da bondade, do respeito mútuo, da verdade, da justiça, do servir e não ser servidoÉ o estilo de vida adventista que devemos desenvolver cada vez mais e dele testemunhar a todos; essa é a cultura celeste. É só olhando para JESUS, e imitando o Seu proceder que seremos assim transformados. De outra forma, mesmo estando dentro da Igreja, poderemos ainda pertencer ao mundo e suas tradições nocivas para a nossa existência. Estaremos, como o povo de Israel, com apenas poucas exceções, que sentiam forte desejo de retornar ao Egito, em vez de ir para a terra prometida. O que acham disso? Será que hoje não é parecido?

  • Aplicação contextual e problematização

Cuidado para que não reforcemos a nossa condição de Laudiceia. Se nós trazemos costumes do mundo para dentro da igreja, estamos fortalecendo o que satanás deseja em nossa igreja, trazendo para dentro a cultura do mundo que DEUS claramente rejeita.

  • Informe profético de fatos recentes

“Emirados Árabes Unidos convoca diálogo inter-religioso sobre o fortalecimento dos laços com a comunidade muçulmana

“Os Emirados Árabes Unidos (EAU), na qualidade de presidente do Grupo de Estados da OIC, promoveram um diálogo com o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, sobre o fortalecimento das relações com a comunidade muçulmana.

“A sessão de diálogo, que ocorreu na sede da ONU na quinta-feira, foi intitulada “Fortalecimento dos laços com a comunidade muçulmana: promoção do diálogo, compreensão, tolerância e aceitação”.

“A discussão centrou-se na importância do diálogo inter-religioso como um valor fundamental do Islã, com observações-chave do Arcebispo Bernadito Oza, Observador Permanente da Santa Sé para as Nações Unidas, Rabino Yehuda Sarna, Universidade do Pastor e Diretor Executivo do Centro Bronfman para Judeus da Universidade de Nova York. Organização Islâmica para as Nações Unidas.

“A Embaixadora Lana Zaki Nusseibeh, Representante Permanente dos Emirados Árabes Unidos em Nova York, abriu o debate enfatizando a necessidade urgente de promover a compreensão, tolerância e aceitação dentro da comunidade islâmica e entre o Islã e outras religiões – especialmente à luz dos recentes acontecimentos que mostraram o impacto da intolerância e polarização.

“”É repugnante que as pessoas sejam alvos de seus locais de culto, uma tragédia em nosso mundo moderno, onde as santidades sagradas exigem cada vez mais segurança armada para garantir a sua segurança”, disse ela. Um momento de silêncio foi realizado na reunião para vítimas de recentes ataques terroristas – onde os centros religiosos foram alvo.

“Nusseibeh ressaltou o papel fundamental da comunidade muçulmana na liderança do diálogo inter-religioso. “Como muçulmanos, temos essa responsabilidade não apenas porque somos um quarto da população mundial, mas porque abraçar e acolher pessoas de todas as religiões é um princípio básico do Islã”, disse ela.

“Durante o diálogo, os oradores convidados e os Estados Membros concentraram-se na responsabilidade crucial dos governos em promover a integração e a coexistência pacífica, abordando as causas profundas do extremismo e da intolerância” (para ler mais: aqui).

  • Comentário de Ellen G. White

“Assumi vossas responsabilidades e trabalhai para o tempo e a eternidade. Não deixeis passar nem um dia mais sem confessar a vossos filhos a vossa negligência. Dizei-lhes que pretendeis agora fazer a obra designada por Deus. Pedi-lhes que convosco lancem mão da reforma. Fazei esforços diligentes para remir o passado. Não permaneçais por mais tempo no estado da igreja de Laodiceia. Em nome do Senhor rogo a toda família que mostre suas verdadeiras cores. Reformai a igreja que está em vossa própria casa” (Conselhos Sobre Saúde, 430).

“Perguntei a significação da sacudidura que eu vira, e foi-me mostrado que era determinada pelo testemunho direto contido no conselho da Testemunha verdadeira à igreja de Laodiceia. Isto produzirá efeito no coração daquele que o receber, e o levará a empunhar o estandarte e propagar a verdade direta. Alguns não suportarão esse testemunho direto. Levantar-se-ão contra ele, e isto é o que determinará a sacudidura entre o povo de Deus. Vi que o testemunho da Testemunha verdadeira não teve a metade da atenção que deveria ter. O solene testemunho de que depende o destino da igreja tem sido apreciado de modo leviano, se não desatendido de todo. Tal testemunho deve operar profundo arrependimento; todos os que o recebem de verdade, obedecer-lhe-ão e serão purificados” (Primeiros Escritos, 270).

  • Conclusão

“Agradecemos ao Senhor, de todo o coração, termos preciosa luz para apresentar ao povo, e regozijamo-nos por ter, para este tempo, uma mensagem que é verdade presente. As novas de que Cristo é nossa justiça têm trazido alívio para muitas, muitas pessoas, e Deus diz ao Seu povo: “Avante!” A mensagem à igreja de Laodiceia é aplicável à nossa condição. Quão claramente é pintada a situação dos que julgam ter toda a verdade, que se orgulham no conhecimento da Palavra de Deus, ao passo que seu poder santificador não foi sentido em sua vida! Falta em seu coração o fervor do amor de Deus, mas é este mesmo fervor de amor que torna o povo de Deus a luz do mundo” (Fé e Obras, 82 e 83).