Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2018

LIÇÃO 11 (II trimestre 2018) O SELO DE DEUS OU A MARCA DA BESTA?


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COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 11 (II trimestre 2018) O SELO DE DEUS OU A MARCA DA BESTA?


VERSO ÁUREO: “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos.” Apocalipse 15:3

INTRODUÇÃO (sábado 9 de junho) – O selo de Deus mostra-nos que pertencemos ao Senhor como Criador e Salvador e é, portanto, um sinal de vida e de esperança. A marca da besta, por sua vez, mostra a apostasia e é, portanto, um sinal de perdição e de morte.
Certa vez, tinha uma nota de cem dólares e desconfiei que fosse falsa e, fui a um especialista para tirar a dúvida que tinha, e ele constatou que a nota era realmente falsa. Fiquei no prejuízo! Hoje, parece que há falsificações em tudo: evolução x criação; arrebatamento secreto x segunda vinda literal de Jesus; notícias falsas e notícias verdadeiras; e a lista continua. Nas redes sociais, as pessoas misturam suas interpretações com a verdade bíblica. Sermões têm erros sutis misturados com a verdade. Onde podemos encontrar a verdade num mundo que está se enchendo cada vez mais rapidamente de mentiras?

O cântico de Moisés e do Cordeiro começa com as palavras do verso áureo desta semana. Ele será cantado pelos vencedores da besta. Eis o texto: “E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus.” Apocalipse 15:2. Você deseja estar entre essas pessoas?

Um dos sinais mais reveladores do verdadeiro povo de Deus nos últimos dias é a sua proclamação da terceira mensagem angélica, que adverte contra o recebimento da marca da besta. No entanto, apesar de não haver advertência mais grave que essa em toda a Bíblia, muitas ideias confusas sobre o que seria essa marca têm sido sugeridas ao longo dos anos: um código de barras na testa, um número de cartão de crédito ou alguma identificação biométrica.

Devemos estar atentos também para o que as pessoas dizem a respeito da nossa atitude de obedecermos a Bíblia como a Palavra de Deus infalível. Logo os filhos de Deus vão ser chamados de fanáticos e fundamentalistas. Não devemos nos surpreender com a disseminação de ideias confusas em Babilônia. Afinal de contas, seu nome significa “confusão”. Mas o povo remanescente de Deus necessita compreender claramente esse assunto para proclamar a terceira mensagem angélica com poder. Nesta semana, buscaremos compreender melhor o que é a marca da besta e como evitá-la, recebendo o selo de Deus.

O que é a marca da besta? Nós, os Adventistas do Sétimo Dia, não cremos que a marca da besta seja um simples chip, isso é antibíblico. A marca da besta é mais do que um dia falso de guarda. Significa a força de um poder religioso unido a um poder político que vão exigir todos, “pequenos e grandes” que obedeçam a esses poderes, que são contrários a Palavra de Deus.

A marca da “besta” não permitirá que os santos possam comprar e vender. Não terão acesso ao mercado de trabalho e a economia mundial, pois se negarão a trabalhar na longa semana de trabalho que será estabelecida. Essa nova economia acabará com o “final de semana estendido”, forçando todos trabalharem no sábado. Veja o mandamento do sábado em Êxodo 20:8-11 e Lucas 23:56.

Em um futuro bem próximo haverá um teste final, onde a verdade e a mentira serão confrontadas. Apocalipse 14:7 ordena que todos adorem: “Aquele que fez os céus, a Terra, o mar e as fontes das águas”. Apocalipse 14:9 adverte sobre a falsa adoração e seu triste fim: “Um terceiro anjo os seguiu, dizendo em alta voz: ‘Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber a sua marca na testa ou na mão, também beberá do vinho do furor de Deus que foi derramado sem mistura no cálice da Sua ira. 

Será ainda atormentado com enxofre ardente na presença dos santos anjos e do Cordeiro no final do milênio. A verdade triunfará para os que receberam o selo de Deus e a mentira será desmascarada diante dos que receberam a marca da besta. O caráter de Deus será reivindicado perante o universo, a obra mais elevada da criação será restaurada e todo joelho se dobrará diante do Criador e o Cordeiro reinará triunfante. Amém?

DOMINGO (10 de junho) O SINAL DE DEUS QUE IDENTIFICA O SEU POVO – Você sabe a diferença entre selo e marca?Há uma importante diferença na maneira e no tempo em que eles foram criados. Você sente medo quando pensa sobre o selo de Deus e a marca da besta? Sente-se relutante em conversar sobre o que esses símbolos significam? Você não é a única pessoa.

O selo é revestido de maior importância do que uma simples marca. Deus tem o selo e a besta tem a marca. O selo de Deus, dentro do contexto da obediência, é entendido como sendo o sábado, e a marca da besta é o domingo, como dia obrigatório de guarda. Por enquanto o domingo ainda não é a marca da besta, o será quando for obrigatório por lei. Vamos aprender sobre o sinal da aliança e o papel que o sábado desempenha em meio a tudo isso.

Nos tempos do Antigo Testamento, havia dois sinais exteriores que identificavam o verdadeiro povo de Deus:

1) Um deles era a circuncisão. Para quem esse sinal foi dado pela primeira vez? “Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós.” Gênesis 17:9-11

Deus ordenou que Abraão e seus descendentes fossem circuncidados como sinal da aliança de salvação. Os homens deveriam ser circuncidados no oitavo dia de vida: “E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio.” Levítico 12:3. No Novo Testamento, textos como I Coríntios 7:19, Gálatas 5:6 e 6:15, revelam que a circuncisão foi substituída pelo batismo, que simboliza a conversão, uma “nova criação”, a morte para o pecado e o surgimento de uma nova vida. veja Rom 6:3, 4. Por isso, Paulo disse que a circuncisão não era mais importante, mas a “fé que atua pelo amor” e a observância das “ordenanças de Deus”.

2) O segundo sinal exterior dado por Deus foi o sábado:  O sábado, que identifica o povo de Deus, foi dado na criação, muito antes de Abraão nascer. Veja estes textos: “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.” Êxodo 31:13

“E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica.” Ezequiel 20:12

“E santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o Senhor vosso Deus.” Ezequiel 20:20

O sábado, como sinal de Deus remonta à criação, enquanto a circuncisão somente teve início com Abraão. Jesus disse, ao se referir ao Gênesis, que “o sábado foi estabelecido por causa do homem”. Mac 2:27

A instituição do sábado não tem mais especial ligação com os judeus do que com todos os outros seres criados. Deus tornou a observância do sábado uma mensagem para todos os homens. É afirmado em toda a bíblia que “o sábado foi feito por causa do homem” conforme Marcos 2:27 e não para o homem judeu. O Sábado é um sinal entre Deus e todo aquele que o aceita como seu Criador, Salvador e Redentor.

“Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Apocalipse 14:12

SEGUNDA-FEIRA (11 de junho) A BESTA E A FALSA ADORAÇÃO -  No caso de algumas famílias, organizações ou nações, o mais velho ou mais poderoso estabelece as regras. No decorrer da história terrestre, quase sempre as regras foram opressivas sobre os mais fracos. Por exemplo, Babilônia derrotou e escravizou Israel durante 70 anos. Foi Nabucodonosor que ditou as regras, até mesmo sobre os que deveriam viver ou morrer. As regras divinas não foram estabelecidas para que Deus exerça “controle” sobre os seres criados. Elas foram dadas para nosso próprio benefício. As regras divinas não foram estabelecidas para que Deus exerça “controle” sobre os seres criados. Elas foram dadas para nosso próprio benefício. Mas, no caso das doutrinas de Deus, o inimigo tenta destruir aquilo que Deus estabeleceu e construiu. E muitos preferem ficar no erro da sua tradição.

O apelo do primeiro anjo, para adorar a Deus como Criador e Senhor, nos remete ao sábado. Sua mensagem exalta o quarto mandamento e reconhece unicamente a Deus como Criador do Universo. Jesus foi o agente ativo no processo da criação. Ver João 1:1-3, 14. Não adoramos o dia de sábado, mas adoramos o Deus criador no sábado. É o dia em que Ele nos convida para adorá-Lo, dedicá-lo exclusivamente a Ele para que possamos desfrutar de uma relação que foi rompida pelos nossos primeiros pais.

O inimigo ataca constantemente o sábado para que a apreciação por ele seja diminuída e a sua observância se torne muito difícil. Essa não é a única parte da escala da existência que está sob ataque. As falsas teorias têm colocado as coisas criadas como sendo superiores ao ser humano, ar, terra, água, animais, etc. na nova hierarquia de importância. O efeito desastroso disso é a inversão dos papéis, e a negação da existência de Deus, do sábado e da criação humana por Alguém superior e divino. É aqui que entra o diabo com a falsa adoração à ele, e o domingo é uma as marcas da besta, aquela que é descrita no Apocalipse.

Por que é importante evitar a “marca da besta”? Veja os textos para hoje: “Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” Apocalipse 13:17.

“E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão. Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.” Apocalipse 14:9,10

“E foi o primeiro, e derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem.” Apocalipse 16:2

Receber o vinho da cólera de Deus, preparado sem mistura; ser castigado pelas sete últimas pragas e, no final, ser lançado no lago de fogo. Que contraste em relação aos que recusaram a marca da besta e se encontram no mar de vidro, cantando triunfantemente louvores a Deus e ao Cordeiro. A marca da besta é a falsa adoração especialmente no dia de domingo e não no sábado do Senhor, e adoração a homens e ao diabo. Uma alternativa, portanto, à adoração ao Criador mediante a guarda do mandamento do sábado é essa falsa forma de adoração. Cuidado!

TERÇA-FEIRA (12 de junho) O SELO DE DEUS –  Algumas pessoas têm dificuldade de harmonizar a função do Espírito Santo e o papel do sábado no selamento final do povo remanescente de Deus. Não resta dúvida de que a habitação do Espírito Santo na vida do crente é a maior evidência de que este se encontra em estado de salvação, ver Rom. 8:1-17 e Gál. 5:16-26. Por esse motivo, o apóstolo Paulo referiu-se ao Espírito Santo como “penhor” , II Cor. 1:21 e 22 e “selo” Efés. 1:13; 4:30 da salvação. Ellen G. White acrescenta que “a todos os que aceitam a Cristo como um Salvador pessoal, o Espírito Santo vem como consolador, santificador, guia e testemunha”. Atos dos Apóstolos, 49.

Além disso, o Espírito Santo é também o agente selador e capacitador dos crentes para o cumprimento da missão evangélica. Comentando os últimos momentos antes da ascensão de Cristo, Ellen G. White diz que “a visível presença de Cristo estava prestes a ser retirada dos discípulos, mas uma nova dotação de poder lhes pertencia. O Espírito Santo ser-lhes-ia dado em Sua plenitude, selando-os para a sua obra” Atos dos Apóstolos, 30. Em relação ao Pentecostes, Ellen White afirma que “os que creram em Cristo foram selados pelo Espírito Santo”. Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.055.

Ellen G. White afirma também que “o sábado foi inserido no decálogo como o selo do Deus vivo, identificando o Legislador, e tornando conhecido o Seu direito de governar. Era o sinal entre Deus e Seu povo, um teste de sua obediência a Ele. Moisés foi ordenado a lhes dizer da parte do Senhor: ‘Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica’ [Êxo. 31:13]. E quando alguns do povo saíram no sábado a recolher o maná, o Senhor indagou: ‘Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis?’ Êxo. 16:28.”  Sings of the Times, 13 de maio de 1886, 273.

“A obra do Espírito Santo é convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. O mundo só será advertido ao ver os que creem na verdade sendo santificados pela verdade, agindo por princípios altos e santos, demonstrando em sentido alto e elevado a linha divisória entre aqueles que guardam os mandamentos de Deus e aqueles que os pisoteiam a pés. A santificação do Espírito demarca a diferença entre aqueles que têm o selo de Deus e aqueles que guardam um dia de repouso espúrio.” Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, 980.

Um selo, como uma assinatura, é usado para validar um documento. Na antiguidade, ele era um carimbo pressionado sobre cera mole ou argila, utilizado para demonstrar autenticidade ou propriedade e trazia consigo a autoridade de seu proprietário. O sábado é o único mandamento que preenche as condições de um selo.  O selo é dado aos verdadeiros adoradores de Deus, enquanto a marca da besta é recebida pelos seus adoradores. O selo é recebido apenas na testa, indicando uma escolha mental definitiva de adorar a Deus da maneira que Ele ordenou. A marca, por outro lado, é recebida na testa ou na mão. Na testa por aceitar o domingo como dia de adoração e na mão por trabalhar nas hora sagradas do dia de sábado.

Veja estes outros textos inspirados: “Os que estão se unindo com o mundo, estão se amoldando ao modelo mundano, e preparando-se para o sinal da besta. Os que desconfiam de si mesmos, que se humilham diante de Deus, e purificam a mente pela obediência à verdade, estão recebendo o molde divino, e preparando-se para receber na fronte o selo de Deus” Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5,  216.

“Agora é o tempo de nos prepararmos. O selo de Deus jamais será colocado na fronte de um homem ou mulher impuros. Jamais será colocado na fronte de um homem ou mulher cobiçosos ou amantes do mundo. Jamais será colocado na fronte de homens ou mulheres de língua falsa ou coração enganoso. Todos os que recebem o selo devem ser imaculados diante de Deus, candidatos para o Céu. Pesquisem as Escrituras por vocês mesmos para que possam compreender a terrível solenidade do tempo presente.” Testemunhos Para a Igreja Vol 5, 216

QUARTA-FEIRA (13 de junho) A MARCA DA BESTA – O livro do Apocalipse descreve dois sinais de identificação: o selo de Deus e a marca da besta. Na concordância de Strong, verificamos que a palavra “selo”, que aparece em Apocalipse 7:2, vem da palavra grega sphragis, que descreve uma impressão feita na cera ou na argila com o propósito de autenticação. A palavra “marca” em Apocalipse 14:9 vem de charagma, uma gravação feita a partir de uma imagem esculpida.

A marca da besta e o selo de Deus apresentam reivindicações de adoração por motivos diferentes. O selo resulta do fato de que Criador separou um dia da semana para nosso descanso e adoração a Ele. O sábado foi estabelecido por Deus enquanto a semana da criação ainda era uma obra em progresso, e traz o selo do Criador. O sábado, na verdade, é mais do que um dia de descanso. Santificar esse dia é sinal de confiança entre nós e o Senhor do sábado. É o que nos torna diferentes das outras pessoas. Ao desfrutar dessa dádiva especial que Deus nos concede, recebemos Seu selo e testemunhamos que pertencemos a Ele. Ver Êxodo 31:13, 17. Amém?

À medida que o mundo vai se distanciando do Criador e continuando em seu progresso assustador, torna-se cada vez mais difícil reconhecer o que é verdadeiro. Mas a verdade que encontramos na Palavra de Deus nos conservará no caminho da vida eterna. No dia em que aceitamos Jesus como nosso Salvador, e depositamos nossa inteira confiança nele, fomos selados com o Espírito Santo. Ver Efésios 1:13, 14. O Senhor conhece Seu povo. Deus sabe quem são Seus filhos. Nosso contínuo relacionamento com Ele e com Sua Palavra nos dão a certeza de que estamos sendo selados: “Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade. II Timóteo 2:19 Satanás instituiu outro dia da semana, o domingo, como substituto falso para o selo original de Deus, o sábado. A marca da besta é resultado da introdução de um falso dia de adoração no ciclo semanal.

De acordo com Apocalipse 14:12, por que o sábado é tão central para os eventos finais?
O texto diz: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Apoc 14:12. Como vimos, o quarto mandamento, sobre a guarda do sábado, está incluído nos “mandamentos de Deus”. Esse preceito revela o Senhor como Criador, o único que deve receber adoração. Não é de admirar, portanto, que muitos vejam a questão da “marca da besta” como estando diretamente ligada à questão da adoração dominical, um falso “sábado” que não é ordenado na Bíblia, ao contrário da guarda do quarto mandamento, que é prescrita na Palavra de Deus.

Isso significa que os cristãos que adoram a Deus no domingo têm a marca da besta hoje? Não. De acordo com Apocalipse 13:15, os que se recusarem a se unir a essa falsa adoração à besta serão perseguidos e alguns mortos. No fim, isso se tornará uma questão de vida ou morte. Evidentemente, contudo, os eventos ainda não chegaram a esse ponto, e a marca da besta não será dada até que esse teste final ocorra. Portanto, ninguém ainda recebeu a marca da besta.

“O sinal, ou selo, de Deus é revelado na observância do sábado do sétimo dia,  o memorial divino da criação. “Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Tu pois fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis Meus sábados; porquanto isso é um sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica.” Êxodo 31:12, 13. O sábado é aí claramente apresentado como um sinal entre Deus e Seu povo. A marca da besta é o oposto disso; a observância do primeiro dia da semana. Essa marca distingue dos que reconhecem a supremacia da autoridade papal, os que aceitam a autoridade de Deus.” Test. Seletos Vol 3, 164

QUINTA-FEIRA (14 de junho) O SÁBADO COMO O SELO – O sábado, lembra a criação, ver Gênesis 2:3; Êxodo 20:11 e Hebreus 4:4. O dia de sábado está relacionado com a adoração ao Deus Criador. O mandamento do sábado assume também a função de selo da Lei de Deus. Unicamente o quarto mandamento, entre todos os dez, apresenta Deus como o Autor da vida e Legislador. É o único mandamento que revela que Deus é o Criador dos céus e da terra, assim como declara o Seu direito supremo à reverência e culto. Fora deste preceito, nada há nos outros 9 mandamentos que mostre por autoridade de quem foi dada a lei.

Em geral, o selo contém três elementos básicos: o nome do proprietário do selo, seu título e o território de seus domínios. O sábado fala que Deus é o Criador de toda a terra e merece adoração no dia de sábado em todo o mundo! Por isso o sábado é o selo de Deus.

O mandamento do sábado é mais do que um dia de descanso. Santificar esse dia é sinal de confiança entre nós e o Senhor do sábado. É o que nos torna diferentes das outras pessoas. Ao desfrutar dessa dádiva especial que Deus nos concede, recebemos Seu selo e testemunhamos que pertencemos a Ele, Êx 31:13, 17.  À medida que o mundo vai se distanciando do Criador e continuando em seu progresso assustador, torna-se cada vez mais difícil reconhecer o que é verdadeiro. Mas a verdade que encontramos na Palavra de Deus nos conservará no caminho da vida eterna. No dia em que aceitamos Jesus como nosso Salvador, e depositamos nossa inteira confiança nele, fomos selados com o Espírito Santo. Ver Efésios 1:13, 14.

Como já vimos, o sábado tem sido um sinal do verdadeiro povo de Deus ao longo da história, desde o tempo de Adão e Eva e o período de Israel. Ele também foi perpetuado na igreja do Novo Testamento com a prática de Jesus e dos apóstolos, e aparece como sinal distintivo do povo de Deus nos últimos dias, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” Ap 14:12.

Por que o sábado é tão importante? Que significado especial ele tem para os cristãos? Veja os textos para hoje: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.” Êxodo 20:8-11

“Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.” Hebreus 4:9,10

De acordo com o livro de Hebreus, ao descansar no sábado, o cristão mostra que “Deus mesmo descansou de suas obras”. O sábado é um símbolo perfeito de que não podemos nos salvar; de que, do começo ao fim, a salvação é a obra de Cristo, que se torna disponível a nós mediante a fé. Amém?

Se o sábado simboliza o descanso de nossas obras, o que representa a guarda do domingo? Como isso se encaixa perfeitamente no caráter essencial de Babilônia?

SEXTA-FEIRA (15 de junho) LEITURA ADICIONAL DA LIÇÃO 11 (II trimestre 2018) O SELO DE DEUS OU A MARCA DA BESTA? O selo Deus mostra que pertencemos a Deus como nosso Criador e Salvador e constitui-se em um sinal de vida e esperança. A marca da besta indica apostasia, sendo um sinal de morte eterna. De que lado estamos?
 
O Selo de Deus apresenta algumas características:
a) Virá em decorrência da obediência aos mandamentos de Deus.
b) Será uma proteção: Apocalipse 9:3-6. Quem estiver selado estará protegido.
c) Sinal de Salvação: Apocalipse 20:4. No juízo final, os selados estarão salvos. Este selo é espiritual e não uma marca visível. Ver II Coríntios 1:22.

A marca da besta apresenta algumas características:
a) O número 666: Apocalipse 13:16-18. Será um número de homem decifrado como seiscentos e sessenta e seis.
b) Terá um castigo. Ver Apocalipse 14:9-11. Os assinalados serão castigados e estarão desprotegidos.
c) Sofrerá as pragas e dores: Apocalipse 16.2. Quem estiver com a marca sentirá dores de úlceras da primeira taça da ira divina.
d) Será um engano: Apocalipse 19.20. As pessoas aceitam a marca porque foram enganadas pelas mentiras. João 8:44. O inimigo tentará marcar o máximo de pessoas possível.

“Assim que o povo de Deus for selado em sua testa e não se trata de selo ou sinal que se possa ver, mas uma fixação na verdade, tanto intelectual como espiritualmente, de modo que não possa mais mudar estará também selado e preparado para a sacudidura que virá. Na verdade, ela já começou; os juízos de Deus estão agora sobre a Terra … a fim de sabermos o que está vindo.” A Fé Pela Qual Eu Vivo Meditação Matinal, 2006, 285.

“O sábado será a grande prova de lealdade, pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, será traçada a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do falso sábado em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, é uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus.” O Grande Conflito, 605.

Luís Carlos Fonseca