Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DO QUARTO TRIMESTRE DE 2017

Lição 10 – Filhos da Promessa

Publicado em 1 de dezembro de 2017por 

 

(02/12) – Sábado – Introdução.

No contexto e no desenvolvimento da Carta aos Romanos, Paulo ensina que a salvação do israelita acontece não porque o israelita tenha feito alguma coisa “individual” para merecê-la, e nem pelo fato de ser descendente de Abraão – mas só, única e exclusivamente porque Jesus Cristo, na cruz do Calvário, “pagou” o preço exigido pela Lei de Deus. E mais: que a obra do Salvador é válida para o israelita e para o não israelita. Isso mesmo! Gostassem ou não gostassem, os israelitas estavam sendo “relembrados” que a salvação não era exclusividade deles. Não era somente para eles. “Deus amou o mundo!!!”

Abraão entendia o que Deus havia dito a respeito disso, para ele mesmo, e, consequentemente, para a sua descendência: “Sê tu uma bênção… Em ti serão benditas todas as nações da terra”. Moisés, um dos descendentes, também entendia a respeito da bênção e da responsabilidade: “Vós [povo de IsraelMe sereis reino de sacerdotes”.

Bem, a Lição tem um toquezinho “missionário”, “evangelístico”. Paulo havia falado sobre “justificação” e “santificação”, e agora fala da “função”, do “papel” do verdadeiro filho da promessa. Fala que o filho da promessa é reconhecido não pela nacionalidade, mas pelo cumprimento da responsabilidade que recebeu. Fala do que significa cumprir a vontade de Deus – e também do que significa não cumprir.

Deus nos abençoe. Oremos pelo estudo da semana. Vamos pedir que Ele continue a nos usar nessa doce tarefa de falar de Seu amor a cada pessoa com quem entraremos em contato nesses próximos dias. Em breve o nosso Senhor Jesus voltará. Amém. Amém.

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(03/12) – Domingo – O fardo de Paulo

Paulo estava carregando um peso, e usa o capítulo 9 de Romanos para desabafar e ensinar. Esse peso não foi fabricado por ele mesmo. Os fabricantes eram os israelitas. Estes orgulhavam-se por serem herdeiros da “bênção” que Abraão havia recebido de Deus – e isso era bom e era verdade – mas deixaram de lado a “responsabilidade” que o patriarca havia ganho conjuntamente.

O apóstolo, então, argumenta que “nem todos os de Israel são, de fato, israelitas” – e isso nos faz lembrar do que Jesus havia dito no final do Sermão da Montanha, uns versinhos antes de falar do homem imprudente que construiu sua casa sobre a areia: “Nem todo o que Me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus. Muitos, naquele Dia, hão de dizer-Me: ‘Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres?’ Então, lhes direi explicitamente: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim’” (Mateus 7:21 a 23).

Irmãos, a vontade de Deus era que o mundo fosse preparado para a “primeira” e para a “segunda” vinda de Jesus Cristo. Para isso, estabeleceu um povo – os filhos da Promessa – a Promessa da Sua vinda – e esse povo deveria ser mensageiro dessa boa nova – ser evangelista – sacerdote.

Antes da “primeira”, a responsabilidade era dos israelitas. Depois, nossa – a igreja do Senhor.

Bem, lamentavelmente, em vez de “israelizarem” o mundo, foram mundanizados pelo mundo. Em vez de conquistarem o mundo pela influência, foram influenciados pelo mundo. Até que Cristo veio para eles, e eles não O receberam. E, nos dias de Paulo, insistiam que possuíam o privilégio de serem filhos de Abraão, e que isso não podia ser compartilhado com os não israelitas – pelo menos não assim, de mão beijada.

Por outro lado, Paulo não tinha interesse algum em escantear os israelitas. Seu desejo era recuperá-los para o verdadeiro propósito de sua existência. Era chamar a atenção. E em havendo reavivamento, isso seria visto no uso de misericórdia em favor dos gentios.

O interessante, irmãos, é que a Lição não é para os israelitas. É para nós. A história é deles. A Lição é nossa.

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(04/12) – Segunda – Eleitos

Prestemos atenção nestes versos:

A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2:11).

“[Deusdeseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Timóteo 2:4).

Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis” (1Timóteo 4:10).

Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pedro 3:9).

E o mais famoso dos versos bíblicos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

A Lição aborda algo interessante. Considerando versos escritos em outras Cartas, diz que Paulo esclarece aos israelitas, em Romanos 9, que eles foram eleitos não para uma salvação que excluísse o mundo, mas para uma função especial em favor do mundo. Foram eleitos não para serem os únicos a se salvarem, mas para serem mensageiros da salvação de Deus em favor de todo o mundo.

Os israelitas enalteciam a bênção por terem sido eleitos para uma aliança com Deus, mas se afastaram da responsabilidade que isso significava.

“Eleita é toda alma que opera a sua própria salvação com temor e tremor. É eleito aquele que cingir a armadura, e combater o bom combate da fé. É eleito quem vigiar e orar, quem examinar as Escrituras, e fugir da tentação. Eleito é aquele que continuamente tiver fé, e que for obediente a toda a palavra que sai da boca de Deus. As providências tomadas para a redenção, são franqueadas a todos; os resultados da redenção serão desfrutados por aqueles que satisfizeram as condições” (Vidas Quem Falam, pág. 71 – Meditação Matinal de 06/03/1971).

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(05/12) – Terça – Mistérios

Nos versos para domingo, esbarramos num assunto que merecia uma Lição inteira: “Esaú nasceu para servir Jacó?” “Deus amou Jacó e aborreceu Esaú?”

Para hoje, também seria necessária outra Lição: “Deus endureceu o coração de faraó?”

“Esaú e Jacó tinham sido instruídos de modo semelhante no conhecimento de Deus, e ambos estavam em liberdade para andar em Seus mandamentos e receber Seu favor; porém, não preferiram ambos fazer isto. Os dois irmãos tinham andado em caminhos diferentes, e suas veredas continuariam a divergir mais e mais uma da outra.

Não houve uma preferência arbitrária da parte de Deus, pela qual ficassem excluídas de Esaú as bênçãos da salvação. Os dons de Sua graça por Cristo são gratuitos a todos. Não há eleição senão a própria, pela qual alguém possa perecer. […]

Esaú havia desprezado as bênçãos do concerto. Dera mais valor aos bens temporais do que aos espirituais, e recebera o que desejava. [Jacó, satisfeito com as bênçãos espirituais da primogenitura, resignou ao irmão mais velho a herança da riqueza de seu pai – a única herança que Esaú buscava ou apreciava]. Foi pela sua própria e deliberada escolha que [Esaú] se separou do povo de Deus” (Vidas Quem Falam, pág. 71 – Meditação Matinal de 06/03/1971).

“É dito que o Senhor endureceu o coração de faraó. As repetidas objeções do rei em ouvir a Palavra do Senhor, suscitaram mensagens mais diretas, mais urgentes e enérgicas. A cada rejeição da luz, o Senhor manifestava uma exposição mais assinalada de Seu poder; mas a obstinação do rei aumentava a cada nova evidência do poder e majestade do Deus do Céu, até que a última seta de misericórdia foi despejada da divina aljava. Então, o homem estava totalmente endurecido por sua própria resistência persistente. Faraó semeou obstinação e colheu o resultado em seu caráter. O Senhor nada mais podia fazer para convencê-lo, pois estava bloqueado na obstinação e preconceito, onde o Espírito Santo não podia achar acesso ao seu coração. Faraó foi entregue a sua própria incredulidade e dureza de coração. Infidelidade produziu infidelidade. Quando faraó endureceu o coração, na primeira demonstração do poder de Deus, tornou-se mais capaz de uma segunda rejeição do poder divino. Orgulho e teimosia o mantiveram em escravidão, e impediram de reconhecer as advertências de Deus. Era contrário à natureza de faraó mudar após ter dado, alguma vez, expressão a seu propósito de não crer” (Review and Herald, 17 de fevereiro de 1891).

“Na Bíblia, às vezes, Deus é representado por fazer o que não impede” – “Muitas vezes, a Bíblia representa aquilo que Deus permite como se fosse algo feito diretamente por Ele” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, págs. 646 e 648).

Bem, devemos falar sem receio algum: Esaú e faraó poderiam ser também “filhos da Promessa”. Não foram porque escolheram não ser.

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(06/12) – Quarta – Amni: “Meu povo”

Vale a pena a leitura de Oseias 1 e 2. Texto fantástico! Uma profecia. Por sinal, Paulo faz uso dela em Romanos 9. Para ele, em seu tempo estava ocorrendo o cumprimento daquilo que Deus havia revelado ao profeta do Velho Testamento. A esposa de Oseias iria tomar os caminhos errados da vida, mas Oseias deveria buscá-la, e renovar-lhe os compromissos conjugais. Da mesma forma, Deus assim faria com Sua amada igreja, o Seu povo, os filhos da Promessa. E era justamente essa a aplicação que Paulo estava fazendo.

Também há muitos anos, o profeta Elias achava que era o único fiel em todo o Israel. Deus corrigiu esse pensamento. Revelou-lhe que havia sete mil pessoas que não tinham dobrado seus joelhos para os falsos ídolos.

Paulo explica aos israelitas que Deus tinha um “remanescente”. Havia um grupo que tomava a bênção e a responsabilidade dada a Abraão – sem necessariamente ser do sangue de Abraão – e estes eram os cristãos, formados de pessoas de todas as nações.

O apóstolo, então, conclui com outro texto do Velho Testamento:

Relativamente a Israel, dele clama Isaías: ‘Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo’. Porque o Senhor cumprirá a Sua Palavra sobre a terra, cabalmente e em breve; como Isaías já disse: ‘Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, ter-nos-íamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra’” (Romanos 9:27 a 29).

“A não ser por esse remanescente, a rejeição de Israel seria tão completa como a de Sodoma e Gomorra. Apesar da infidelidade e da apostasia dominante, essa linhagem ininterrupta de testemunhas se manteve fiel a Deus e às condições de Suas promessas a Abraão” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 650).

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(07/12) – Quinta – Tropeço

Finalizando Romanos 9, Paulo diz que Israel tropeçou numa “Pedra” – que, conforme Pedro veio a dizer, para o crente é uma pedra angular, a pedra que sustenta a construção, mas, para o descrente, uma pedra rejeitada, uma pedra de tropeço.

Isso é interessante. Trata-se da mesma Pedra! E mais do que explicação a respeito, esse tema tem aplicação para os nossos dias.

Em João 5:39 e 40, Jesus havia dito aos israelitas: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim. Contudo, não quereis vir a Mim para terdes vida” – ou seja: os israelitas consideravam mais a Bíblia do que a Jesus – mais aos rituais e sacrifícios do que a Jesus. Queriam uma vida eterna com Deus, mas sem a Dádiva de Deus. Por isso, vindo o Messias como uma proposta diferente daquela que eles almejavam, O consideraram uma pedra de tropeço. Tropeçaram em Jesus.

Em 1Coríntios 1:23, Paulo diz que, para os israelitas de seu tempo, era um escândalo um Salvador crucificado. “Onde já se viu Jesus ser o nosso Messias!!!

Bem, sem Jesus, o israelita é como aquele homem que construiu sobre a areia. Veio o vento. Veio a chuva. E a casa caiu.

Irmãos, nosso Senhor Jesus Cristo está prestes a voltar. Glórias e améns por isso! Tem sido uma bênção em nossa vida essa antiga promessa. Desde agora já nos deliciamos diante das cenas vindouras. Já desfrutamos da herança incorruptível! Porém, irmãos, algumas pessoas ainda nada sabem a respeito disso que sabemos. E Deus deseja alcançá-las. Seu braço de misericórdia está estendido em favor de cada uma delas. São nossos irmãos.

Vendo a história dos descendentes de Abraão, constatamos que eles valorizaram apenas a bênção, mas não a responsabilidade de compartilhar a bênção. Faremos o mesmo? Vamos repetir o erro deles?

Não, irmãos! Nós somos a geração que vai levar o evangelho a todo o mundo. Estamos levando! Nós somos os filhos da Promessa.

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(08/12) – Sexta – Conclusão.

“Foi com o propósito de transmitir os melhores dons do Céu a todos os povos da Terra, que Deus chamou Abraão do meio de sua parentela idólatra, e mandou-o habitar na terra de Canaã. […] Foi uma alta honra aquela para a qual Abraão fora chamado – a de ser o pai do povo que por séculos devia ser o guardião e preservador da verdade de Deus para o mundo, povo esse por cujo intermédio todas as nações da Terra deveriam ser abençoadas no advento do prometido Messias. […]

Os filhos de Israel deviam ocupar todo o território que Deus lhes indicara. Aquelas nações que haviam rejeitado a adoração e serviço ao verdadeiro Deus, deviam ser despojadas. Mas era propósito de Deus que pela revelação de Seu caráter através de Israel, fossem os homens atraídos para Si. O convite do evangelho devia ser dado a todo o mundo. Mediante o ensino do sistema de sacrifícios, Cristo devia ser erguido perante as nações, e todos que olhassem para Ele viveriam. Todo aquele que, como Raabe, a cananita, e Rute, a moabita, tornassem da idolatria para o culto ao verdadeiro Deus, deviam unir-se ao Seu povo escolhido. À medida em que o número dos israelitas crescesse, deviam eles ampliar suas fronteiras, até que o seu reino envolvesse o mundo.

Mas o antigo Israel não cumpriu o propósito de Deus” (Profetas e Reis, sumário: A vinha do Senhor).

Vale a pena ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

Comentário feito por Carlos Bitencourt