Leia: O ANO BÍBLICO com a bíblia NVI e a Meditação Matinal - Maranata, O Senhor Vem! - Ellen G.White

LIÇÃO DO QUARTO TRIMESTRE DE 2017

Lição 10 – Filhos da promessa

Semana de 2 a 9 de dezembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário complementa o estudo da lição original

www.cristoembrevevira.com – marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Logo, tem Ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem Lhe apraz” (Rom. 9:18).

 

Introdução de sábado à tarde

“Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú. Que diremos pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois diz a Moisés: Compadecer-Me-ei de quem Me compadecer, e terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que Se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o Meu poder, e para que o Meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-Se de quem quer, e endurece a quem quer” (Romanos 9:13-18).

Nesse trecho parece que Paulo está a dizer que DEUS escolhe a quem quer, independente das escolhas das pessoas. Se for assim, foi-se por terra a liberdade de consciência e o livre arbítrio. Mas não é isso. Estaria fora do contexto bíblico geral.

Em primeiro lugar, aqui Paulo afirma que DEUS também tem liberdade de escolha, Ele também tem livre arbítrio. Mas Ele também respeita o livre arbítrio das criaturas. Ou seja, DEUS tem todo o direito e liberdade de escolher a quem O escolheu. Mas da parte de DEUS, há algo que já estudamos bastante, que é a Sua iniciativa. Em JESUS, a morte Dele foi oferecida a todos os seres humanos. Até aí, todos foram escolhidos e eleitos. Todos têm oportunidade de salvação. Mas nem todos serão escolhidos em definitivo por DEUS, isto porque, entrando agora a liberdade de escolha das pessoas, nem todas elas escolherão a DEUS. Logo, a estas pessoas DEUS também não escolherá, seja para a salvação seja para alguma tarefa aqui na Terra; é a Sua prerrogativa.

Analisemos o fato de Esaú e Jacó. DEUS escolheu Jacó, não Esaú. Ora, é bem fácil ver porque Ele agiu assim. Basta ver como foi a vida de Esaú. Que povo DEUS teria se escolhesse Esaú, não Jacó? Ele fez a escolha certa, sem dúvida.

No caso de faraó, DEUS deu a este rei a oportunidade, em Seu povo, o povo de DEUS, de faraó ver quem era povo Dele. E DEUS providenciou as pragas para que faraó fizesse sua escolha. DEUS sabia que faraó endureceria seu coração, e as pragas vieram para apressar essa decisão, e reduzir o tempo de saída do Egito, pois essa saída não era do interesse desse rei. Os filhos de Jacó eram bem úteis nas construções como mão de obra barata. Precisava, ou faraó concordar de início libertar o povo, ou endurecer a tal ponto o seu coração para que fosse necessário a morte dos primogênitos. Foi o que aconteceu.

Nesses dois casos DEUS respeitou a liberdade de escolha, seja de Esaú, seja do faraó. Portanto, o que Paulo está dizendo é que DEUS tem todo o direito de escolher a quem quiser, mas Ele jamais deixará de fora quem O escolheu, ou quem correspondeu com a Sua oferta gratuita de perdão. Não fosse assim, a graça seria uma farsa, e satanás já o teria denunciado. De certa forma, satanás é uma espécie de aliado do ser humano. Ele está muito atento a tudo o que DEUS faz para denunciar, assim como estava atento a tudo o que JESUS dizia e fazia para O acusar. Se nesse aspecto, e em muitos outros ele não denunciou, é porque DEUS está agindo corretamente. Não que nós necessitemos dessa atenção do inimigo, mas é um bom argumento a favor de DEUS.

 

  1. Primeiro dia: O fardo de Paulo

Leia-se Romanos 9:1-13. Ali Paulo diz ser um farto para ele ser israelita. Pois ele demonstra que nem todos os israelitas são eleitos para a promessa dada a Abraão. Não bastava, diz Paulo, ser descendente de Abraão, de Isaque e de Jacó, os patriarcas (ou pais da fé israelita), tinha que ter fé, como teve Abraão. Paulo foi um entusiasta da fé, o que é uma realidade em quem deseja ser salvo.

O grande problema é que os israelitas, mais tarde os judeus, uma parte dos israelitas, seguia segundo a sua tradição, não segundo a vontade de DEUS. Tanto que a nação acabou se dividindo no tempo de Absalão. As tribos do norte acabaram sendo destruídas pelos Assírios, e a tribo de Judá, que permaneceu, viu o templo sendo destruído duas vezes, e também perdeu a condição de povo de DEUS após o término dos 490 anos dados a eles para que se arrependessem. Em vez do arrependimento, crucificaram JESUS e apedrejaram Estêvão. Saulo (Paulo) foi um dos que participou do apedrejamento. Mas, como Saulo se tornou um poderoso pregador para o arrependimento, assim, do mesmo modo, todos os judeus poderiam se voltar a JESUS e seriam bem aceitos. Paulo não é somente um mestre nessas explicações, mas um exemplo de vida.

Mas havia a promessa feita a Abraão, a Isaque e a Jacó (Israel), de que de seus descendentes DEUS faria uma grande nação. A grande nação é hoje trabalhada pela igreja de CRISTO, que, assim como os judeus, também anda mais devagar que tartaruga, é morna e indiferente à sua missão, porém, vai ser ela que cumprirá os desígnios de DEUS e concluirá a obra de DEUS nesta Terra.

“Embora existam males na igreja, e tenham de existir até ao fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado. A Igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração” (Testemunhos Seletos, Vol. II, 355).

 

  1. Segunda: Eleitos

No estudo do dia de hoje, devo apresentar outro entendimento sobre o texto em apreço. O texto está transcrito a seguir:

“Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito a ela: O maior servirá ao menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú. Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois diz a Moisés: Compadecer-Me-ei de quem Me compadecer, e terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que Se compadece” (Romanos 9:11-16).

O que lemos no texto acima, em resumo? Que DEUS Se compadece de quem quer se compadecer, e de quem não quer, não Se compadece. No caso de Jacó e Esaú, por exemplo, sendo gêmeos, o que nasceu primeiro, pelo costume da primogenitura (ou lei da primogenitura), Esaú que deveria ser um dos patriarcas, mas DEUS escolheu Jacó. E fez isso por antecipação, antes que tivessem nascido.

Daí a lição trata de um arrazoado sobre escolha para ser o ascendente de uma nação ou ser salvo, e que Esaú fora preterido ao patriarcado mas não à salvação. Esse debate não é importante, ao menos sob o ponto de vista das capacidades de DEUS. Ele bem pode também, mesmo antes da pessoa nascer, aborrecer-Se dela quanto à salvação. Logo veremos como.

DEUS é o único ser no Universo que tem certas capacidades que ninguém mais possui, e neste caso devemos raciocinar segundo essas capacidades, não segundo as capacidades dos seres criados. DEUS é o único ser do Universo que sabe por antecipação o que cada ser humano vai fazer na vida, e inclusive sabe quem vai se salvar e que quem vai se perder, ou, que decisão cada um vai tomar. Ele sabe muitas coisas que tornam difícil entender como Ele decide, mas toma decisões por parâmetros diferentes dos nossos. Ele tem ilimitadas informações para decidir. Ele tem, não sei dizer se é um cérebro ou é outra coisa em seu lugar, que Lhe permite estar atento a tudo no Universo ao mesmo tempo, sem Se atrapalhar. Ele tem tudo na memória, sabe tudo o que acontece no Universo, tem tudo sob controle (isto é, sabe as causas de todos os fatos), faz mudanças onde quer e como quer, e Suas decisões são sempre qualificadas pelo amorDEUS não faz nada senão pelo amor, esse é o Seu caráter. Então, DEUS sabe se determinada pessoa que nasce mil anos no futuro, se ela vai decidir pela salvação ou pela perdição. E DEUS também sabe que efeito farão sobre essa pessoa as ações do ESPÍRITO SANTO, dos evangelistas, e de todos aqueles que podem servir de instrumentos de salvaçãoEnfim, se DEUS sabe tudo isso e muito mais, pode também saber quem se salva e quem se perde, e eleger quem se salva e rejeitar quem se perde, fazendo isso bem antes da pessoa vir à existência.

No caso de Esaú e Jacó, caso específico, fica bem claro que DEUS rejeitou o direito de Esaú à primogenitura, mas é um caso específico em que havia também essa questão a decidir. Imagine se DEUS deixasse que Esaú ficasse como o terceiro patriarca. Que povo sairia dele? Por certo seria um povo idólatra, guerreiro, procurando devastar os outros povos. Se como filhos de Jacó (Israel) eles andaram na beirada do fracasso, que resultados DEUS obteria com os filhos de Esaú? Pois, como DEUS conhece tudo por antecipação, do mesmo modo toma as decisões por antecipação; não é um mero capricho da parte Dele.

E o livre arbítrio, como fica nesse caso? Isso é simples responder. DEUS sabe tudo por antecipação, mas não decidiu a vida de todos por antecipação. Ele sabe, por exemplo, que decisões todos nós tomaremos, e deixa que tomemos livremente essas decisões. E mais, se pedirmos socorro a Ele, é certo que vai nos instruir para decidirmos corretamente.

Mas isso não é tudo sobre como DEUS decide. Há ainda o mais importante, que tocamos de leve, acima. DEUS decide tudo pelo critério do amorEle ama a todos, a tal ponto que enviou Seu Filho, que também tomou a mesma decisão, de morrer por nós, para que, se todos decidissem corretamente, todos se salvariamO amor, em DEUS, faz toda diferença. Por exemplo, DEUS jamais decidiria que alguém se perca sendo que essa pessoa gostaria de se salvar. Ou, por outro lado, sabendo que determinada oportunidade vai contribuir para a salvação de alguém, pode estar certo que Ele providencia essa oportunidade. Os pais e as mães daqui da Terra que ainda são pessoas boas, agem do mesmo modo pelos seus filhos. O amor torna DEUS absolutamente confiável, e o Seu poder o torna capaz para colocar Sua confiabilidade ao nosso dispor, com eficácia. Ele sempre decidirá pelo bem e é capaz de realizar tudo o que decide. DEUS é DEUS, único e sem comparação. Por isso Ele disse: “Eu Sou o que Sou” (Êxodo 3:14).

DEUS não predestina, mas Ele sabe o que decidiremos antes das decisões, antes mesmo que venhamos a existir. Ele respeita as nossas decisões, mas também pode decidir sobre se vai nos salvar antes de nascermos, e isso não é arbitrariedade, é a eficácia do conhecimento em tempo mais hábil que o ser humano possa ter.

  1. Terça: Mistérios

“Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o Meu poder, e para que o Meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-Se de quem quer, e endurece a quem quer. Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à Sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a Sua ira, e dar a conhecer o Seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da Sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?” (Romanos 9:17-24).

Aqui, nesses versos, está bem claro o critério de DEUS para decidir sobre o futuro das pessoas: depende da dureza do coração de cada um. Vamos entender a questão do endurecimento do coração (da mente) de faraó, que DEUS conduziu. É bem simples.

Procure entrar no contexto da escravidão, ou servidão, seja lá o que for, do povo de DEUS no Egito. Ele estava servindo há séculos, fazendo grandes construções de monumentos e de cidades. Era uma mão de obra barata, e o seu serviço engrandecia o orgulho e o poder do rei ditador e absolutista. A presença deles (israelitas) ali era imprescindível; eram um grande povo a serviço de outro povo e enriquecendo os poderosos desse outro povo. Assim os faraós estavam construindo, eles, uma grande nação.

Daí vem a questão importante: o faraó e seus grandes, libertariam os israelitas facilmente? Claro que não, nem pela força, muito menos de boa vontade.

Diante da situação, qual era a opção para DEUS, quanto a Seu povo? Agir pela força, seja dos argumentos, seja do poder explícito. DEUS deu oportunidade de faraó libertar o povo sem o uso da força, mas DEUS já sabia que não seria por essa via. O rei absolutista não abriria mão da mão de obra barata, boa e abençoada do povo de DEUS. Mas se DEUS decidiu que chegou a hora deles saírem do Egito, não seria o poder de um faraó que se achava muito importante que iria impedi-lo.

Mas tem mais coisas para analisar. O faraó estava se sentindo amparado por seus deuses. Ele mesmo se achava como um deus vivo e invencível. Os pagãos acreditavam que os israelitas adoravam um DEUS invisível, sem rosto, sem forma e que não era poderoso quanto os vários deuses deles, pois o dos israelitas era só um.

Ora, a situação levou ao desfecho inevitável: o faraó jamais libertaria o povo do qual ele e a sua glória tanto necessitavam. Logo, DEUS teve mesmo que agir como agiu, usando a Sua força e a Sua capacidade. Assim, não existia outro caminho senão endurecer o coração do faraó, este jamais cederia de outra forma; jamais. O coração do faraó era tão duro no início da disputa, e foi-se endurecendo cada vez mais na medida em que DEUS agia, até que capitulou, e o povo saiu não pela permissão do rei, mas pelo poder de DEUS.

 

  1. Quarta: Ammi: “Meu povo”

Paulo relembrou a história de Oseias. Era um tempo em que o povo de DEUS andava se prostituindo com deuses do paganismo. Ele deveria tomar uma mulher prostituta (que no entanto não foi sempre prostituta, mas assim se tornou). Desse casamento nasceram três filhos. Os dois primeiros filhos que ela concebeu, de Oseias, portanto havia fidelidade nesse tempo, significaram a rejeição de Israel. Mas essa rejeição seria uma punição que mais adiante resultaria em uma reeleição, e eles seriam povo de DEUS e DEUS seria para eles. Assim Paulo escreveu essa antiga história: “Como também diz em Oseias: chamarei Meu povo ao que não era Meu povo; e amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: vós não sois Meu povo; aí serão chamados filhos do Deus vivo. Também Isaías clama acerca de Israel: ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. Porque ele completará a obra e abreviá-la em justiça; porque o Senhor fará breve a obra sobre a terra. E como antes disse Isaías: se o Senhor dos Exércitos nos não deixara descendência, e nos tornado como Sodoma, e teríamos sido feitos como Gomorra” (Romanos 9:25-29).

Isso tudo quer dizer que de Israel e de Judá, restaria um remanescente fiel, que seria povo de DEUS, e seria tal povo junto com os gentios que se somariam ao longo do tempo, formando um só povo e uma só nação, reunidos das nações de toda a Terra.

“”Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a Palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da Terra.”

“”E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a Palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.” Eles se rejubilaram grandemente de Jesus os reconhecer como filhos de Deus, e com coração grato atentavam à palavra pregada. Os que creram foram zelosos em comunicar a mensagem evangélica a outros, e assim “a Palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província”. Atos 13:44-49.

“Séculos antes, a pena da inspiração tinha traçado esta colheita de gentios; mas aquelas previsões proféticas tinham sido apenas obscuramente entendidas. Oseias havia dito: “Todavia o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não pode medir-se nem contar-se; e acontecerá que no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois Meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.” Ose. 1:10. E outra vez: “E semeá-la-ei para Mim na terra, e compadecer-Me-ei de Lo-Ruama; e a Lo-Ami direi: Tu és Meu povo; e ele dirá: Tu és o meu Deus!” Ose. 2:23. O próprio Salvador, durante o Seu ministério terrestre, predisse a disseminação do evangelho entre os gentios. Na parábola da vinha Ele declarou aos impenitentes judeus: “O reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.” Mat. 21:43. E depois de Sua ressurreição Ele comissionou os discípulos para irem “por todo o mundo” (Mat. 28:19), a ensinar “todas as nações”. Não deviam deixar de advertir a ninguém, mas deviam pregar “o evangelho a toda a criatura”. Mar. 16:15” (Atos dos Apóstolos, 173 e 174).

 

  1. Quinta: Tropeço

Então, por que os gentios alcançaram justiça e os judeus, povo de DEUS, não? Leia abaixo o texto de Paulo:

“Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; pois tropeçaram na pedra de tropeço; como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; e todo aquele que crer nela não será confundido” (Romanos 9:30-33).

Esse trecho escrito por Paulo é de fácil entendimento. Os gentios simplesmente creram na mensagem da salvação pela graça e na justificação pela fé, por isso receberem a justificação. Por sua vez, os judeus, especialmente os judaizantes, insistiam que deveriam praticar obras para obter a salvação. As principais obras eram: circuncisão, lei cerimonial e a prática de uma quantidade de requisitos tradicionais em torno da lei. Os judeus colocaram-se no caminho mais difícil enquanto que os gentios simplesmente creram, como DEUS queria. Os judeus até chegaram a tentar persuadir os gentios de seguirem pelo caminho errado em que eles labutavam, e que os levava à perdição.

O caminho dos judeus era ortodoxo, digamos, radical de direita. Hoje estamos muito mais inclinados ao liberalismo, ou seja, a uma graça barata que muitos entendem que DEUS é amor e que perdoará a todos. Por outro lado, também há os membros desleixados, que não se importam com a vida futura, querem aproveitar o presente conforme seus gostos.

“Muitos dos que professam estar aguardando a breve vinda de CRISTO, estão se conformando com este mundo, e buscam mais diligentemente os aplausos dos que os rodeiam, do que a aprovação de DEUS. …

“Muitos desses professos cristãos se vestem, conversam e agem como o mundo, e a única coisa pela qual são conhecidos, é sua profissão de fé. Embora professem esperar a CRISTO, sua conversação não é acerca do Céu, mas das coisas mundanas” (Filhos e Filhas de DEUS, MM 1956, 352).

 

  1. Resumo e aplicação – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
  2. Tema transversal

DEUS é amor. Esse é o Seu caráter bem como a Sua lei do Universo. O rei do Universo não tem uma lei para governar, Ele mesmo é a lei, e essa lei é boa, é amor. É impossível admitir que o amor escolha, por exemplo, pessoas para salvação ou para a perdição, independente do que elas decidamPelo que já estudamos até agora, DEUS providenciou perdão ou justificação a todos os seres humanos, e essa atitude é coerente com o amor. Porém, como somos seres livres, nem todos optarão pelo recebimento do perdão, muitos, a maioria, decidirá, por algum de vários motivos, pela perdição. Esse DEUS vai ter que destruir, o que é um ato estranho para o amor. O governo de DEUS, nesse sentido, passa por uma crise, não de incompetência, mas da necessidade de tomar decisões que vão contra a Sua natureza de ser bom. A estabilidade do governo celeste está firme como sempre esteve, DEUS não Se abalou em razão do pecado; o que se passa é que esse governo está tendo que tomar atitudes contra seus próprios filhos ou criaturas rebeldes, mas que ama infinitamente.

DEUS, quando escolhe pessoas, faz isso para dispor de missionários, pastores, mestres, profetas, estudiosos, médicos, intercessores, diáconos, etc., mas nunca para determinar quem vai ser salvo e quem se perde. Isso seria predestinação da vida, coisa estranha ao amor, e coisa que DEUS não é obrigado a fazer por causa das condições do pecado. Ele vai ter que destruir, mas não necessita determinar o futuro de ninguém. Isso cada um fará por sua livre escolha. Antecipadamente DEUS sabe que escolha cada um fará, mas a escolha é da pessoa, não Dele.

 

  1. Aplicação contextual e problematização

Essa falsa interpretação que leva à crença na predestinação por parte de DEUS está bem alastrada. Compete a nós, adventistas do sétimo dia, esclarecer ao mundo, e a muitos de nós mesmos, que isso não corresponde à realidade, que DEUS, que é amor, jamais faria isso. Assim como também o DEUS de amor não é liberal a ponto de perdoar a todos, mesmo que não demonstrem arrependimento.

 

  1. Informe profético vinculado com a lição

“Vaticano reúne especialistas internacionais para incentivar desarmamento nuclear

‘O papa Francisco convidou especialistas de todo o mundo ao Vaticano nos dias 10 e 11 de novembro para impulsionar o desarmamento nuclear, em um momento de forte tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, informou na segunda-feira (30/10) a Santa Sé. O papa trabalha com determinação para promover as condições necessárias que nos permitam viver em um mundo sem armas nucleares”, anunciou o porta-voz do Vaticano, Greg Bruke. Vários prêmios Nobel da Paz, entre eles o egípcio Mohamed El Baradei e o bengalês Muhammad Yunus, participarão nos dias 10 e 11 de novembro da conferência organizada pelo Vaticano, que também contará com a presença da vice-secretária da Otan, a americana Rose Gottemoeller e representantes da ONU. Segundo o arcebispo Silvano Tomasi, delegado do papa para os assuntos relacionados ao desarmamento nuclear, a reunião começou a ser organizada antes da crise desencadeada pela Coreia do Norte e os Estados Unidos”. Para ler mais, veja aqui.

Essa notícia do dia 30 de outubro é mais uma tentativa de busca da paz no planeta. Estamos configurando a condição de tempo muito curta de “paz e segurança” antes de uma “repentina destruição”. E as igrejas unidas tem, segundo líderes globais, e até a ONU, muito a contribuir para a paz global. Um dia desses as profecias do fim dos tempos terão de se tornar realidade.

“Ecumenismo: Vaticano e Federação Luterana Mundial assinam declaração conjunta: Documento evoca 500 anos da reforma protestante, com pedido de «perdão» por ofensas e preconceitos recíprocos”. Matéria aqui.

Declaração conjunta entre católicos e luteranos assinada hoje (31-10-2017), veja o texto completo, em português, aqui.

“Cidade do Vaticano (RV) – O caminho ecumênico trilhado juntos nos últimos cinquenta anos – apoiado pela oração comum, pelo culto divino e pelo diálogo ecumênico – levou “à superação de preconceitos, à intensificação da compreensão recíproca” e à assinatura “de acordos teológicos decisivos”. Restante da matéria aqui.

“Católicos e protestantes pedem perdão pela violência confessional de 5 séculos

“Pela primeira vez na história e através de uma declaração conjunta, católicos e protestantes pediram nesta terça-feira (31) perdão pela violência que os confrontou durante séculos.

“Pedimos perdão por nossos fracassos, as formas com que os cristãos feriram o Corpo do Senhor e se ofenderam uns aos outros durante os 500 anos transcorridos desde o início da Reforma até hoje”, afirma o comunicado conjunto.

“Nós nos comprometemos a continuar a caminhar juntos em busca de um consenso substancial para diminuir as diferenças entre nós”, acrescenta o texto.

Há um ano, o papa Francisco, conhecido por suas posições a favor do diálogo entre religiões, selou a reconciliação com os protestantes com sua viagem à Suécia há um ano, no lançamento das celebrações dos 500 anos da Reforma, um gesto impensável em outros tempos.

Dessa forma, convidou a todos a deixar de lado as controvérsias doutrinais e a destacar mais os avanços alcançados graças ao diálogo iniciado a partir do Concílio Vaticano II (1962-1965), que pedia respeito mútuo.

Comemorar as posições de Lutero, considerado por séculos “o pior dos hereges”, valeu a Francisco duras críticas por parte dos setores mais conservadores da Igreja católica.

No ano passado, Francisco também afirmou que “Lutero foi um reformador em um momento difícil” e que, “se alguns métodos não foram corretos, se lermos a história, veremos que a Igreja não era um modelo a imitar: havia corrupção, mundanismo, apego à riqueza e ao poder”, esclareceu na ocasião”. Fonte aqui.

 

  1. Comentário de Ellen G. White

Só existe uma predestinação por parte de DEUS, e ela é condicional, cada um concorda ou discorda livremente. “Mas os que… estão se entregando a Jesus… podem ouvir a voz que pronunciará a bênção: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mat. 25:34. Esta é a predestinação divina. … Foi preparada para toda pessoa que queira obedecer a Deus e trabalhar de acordo com os planos de Cristo, porque quando receberem o tesouro da recompensa celestial, participarão da alegria do Senhor, uma vez que sua alegria se achava repleta da alegria de Cristo, que consistia em ganhar pessoas para o Salvador” (Refletindo a CRISTO, MM 1986, 239).

 

  1. Conclusão

“”Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim.” João 15:4. … Aqui estão as mais preciosas gemas da verdade para todo indivíduo. Aqui está a única predestinação na Bíblia, e podeis provar-vos escolhidos de Cristo ao serdes fiéis; podeis provar-vos escolhidos de Cristo ao permanecerdes na videira. …

“Cristo nos diz claramente que toda energia, toda qualidade produtora de frutos está no tronco da videira. Então, se permanecermos em Cristo, e se dEle nos alimentarmos, o que veremos? Veremos algo, e o mundo também. Há uma clara linha de distinção entre os crentes e os descrentes, entre os que obedecem a Deus, e os que Lhe desobedecem; há uma decisiva e assinalada diferença no fruto que eles produzem. … O fruto é o caráter” (Refletindo a CRISTO, MM 1986, 347).